Elon Musk volta a fazer-se notícia. Ontem deixou mais um inquérito aos seus seguidores a perguntar se deveria abandonar a liderança do Twitter. Mais que isso, afirmou que ia respeitar os resultados do questionário.
O Twitter, durante o jogo da final do mundial de futebol do Catar, proibiu oficialmente os seus utilizadores de se ligarem aos seus perfis noutras plataformas de redes sociais como, por exemplo, o Mastodon, Facebook ou Instagram. Agora, menções de outras plataformas são proibidas.
Esta nova política poderá querer travar os utilizadores do Twitter de “publicitar” os seus perfis noutras redes. A pergunta que os utilizadores têm feito é “onde anda a liberdade de expressão, Elon?”.
Elon Musk já assumiu a chefia do Twitter há algumas semanas e a forma como tem pegado no leme será, para muitos, questionável. Se ontem lhe dissemos que o milionário estava a bloquear jornalistas da rede social, hoje, dizemos-lhe que a União Europeia (UE) está a ameaça-lo com sanções por causa disso.
A compra do Twitter por Elon Musk têm-se mostrado uma verdadeira fonte de problemas e de confusão. As situações complicadas e pouco lógicas acumulam-se é mostram uma gestão demasiado centrada no novo CEO. Estas situações têm levado inclusive a perda de anunciantes. Com esta baixa de receita, Elon Musk parece ter encontrado a solução.
Segundo informações, o Twitter estará a equacionar a venda de informação sensível dos utilizadores, começando pelos números de telefone.
A compra do Twitter foi muitas vezes argumentada com o chavão da “liberdade de expressão”. Alguns argumentos pareciam de tal forma exagerados, mas Elon Musk fazia questão de os repetir. Um dos casos foi mesmo ontem falado, o da conta que seguia o seu jato privado em direto, e que ele dizia que não iria bloquear… mas bloqueou.
Trouxe ainda para a rede uma “amnistia” às contas que tinham sido bloqueadas no passado, incluindo de Donald Trump… mas agora está a bloquear outras contas. Jornalistas que escrevem sobre Elon Musk e utilizadores que incentivam o uso do Mastodon deixaram de ser bem-vindos.