Toyota acredita que o futuro dos elétricos passa pelas caixas de velocidades manuais
O futuro dos automóveis elétricos poderá passar pela simulação de caixas de velocidades manuais para satisfazer os condutores mais puristas. A transição para a mobilidade elétrica parece ditar o fim da caixa de velocidades manual, mas algumas fabricantes recusam-se a abandonar esta ligação emocional com o condutor, como é o caso da Toyota.
A resistência da caixa de velocidades manual na era da eletrificação
A eletrificação do setor automóvel está a eliminar um dos componentes que mais marcaram a experiência de condução ao longo de décadas: a transmissão manual. Para uma grande parte dos utilizadores, esta mudança não representa um problema, dado que a condução de um veículo automático é, por norma, mais confortável e simplificada.
Contudo, para aqueles que valorizam a interação mecânica e as sensações de controlo, o desaparecimento do pedal da embraiagem parece marcar o fim de uma era.
No entanto, este cenário poderá não ser definitivo. Diversas fabricantes estão a explorar o desenvolvimento de transmissões manuais virtuais aplicadas a veículos elétricos. Marcas como a Toyota e a Subaru têm-se destacado nesta direção, demonstrando que não estão dispostas a abdicar de uma das experiências de condução mais apreciadas pelos entusiastas do mundo automóvel.
Recentemente, a Subaru registou uma patente nos Estados Unidos para um sistema de transmissão manual totalmente simulado, destinado a automóveis elétricos. Este design contempla uma alavanca de velocidades com o tradicional padrão em "H" e um pedal de embraiagem, embora nenhum destes elementos possua uma ligação mecânica direta à unidade motriz.
O sistema funciona através de sensores que detetam a posição de cada componente e transmitem essa informação ao computador central do veículo. Este, por sua vez, ajusta o binário do motor de acordo com a "mudança" selecionada e a pressão exercida nos pedais, replicando o comportamento de um motor de combustão. Tecnicamente, os carros elétricos dispensam transmissões tradicionais, pois os seus motores entregam o binário máximo de forma instantânea.
O protótipo funcional da Toyota
A Toyota já transformou este conceito em realidade através de um protótipo baseado no Lexus UX 300e. Em testes realizados pela imprensa especializada, a experiência revelou-se surpreendentemente autêntica. O veículo utiliza mudanças simuladas de seis velocidades, emite sons de motor artificiais e replica até o solavanco característico nas passagens de caixa.
Um dos detalhes mais impressionantes é o facto de o sistema permitir que o carro "vá abaixo" caso o condutor não utilize a embraiagem corretamente, simulando ainda o efeito de travão motor nas reduções. Este sistema é flexível, permitindo ao condutor alternar entre o modo manual e o funcionamento elétrico convencional através de um simples interruptor.
A colaboração entre a Subaru e a Toyota é estreita, como se verifica no desenvolvimento conjunto de modelos como o Subaru Solterra. A patente da Subaru introduz ainda um sistema de segurança que impede o arranque do veículo se a embraiagem não estiver totalmente pressionada. É provável que este tipo de tecnologia venha a equipar futuros modelos desportivos, onde a performance e a emoção são prioritárias.
Outras fabricantes, como a Hyundai e a Kia, já deram passos semelhantes com sistemas de oito velocidades simuladas em modelos como o Ioniq 5 N, embora sem recorrer ao pedal de embraiagem. A Honda seguiu um caminho parecido com o novo Prelude.
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Sem duvida nenhuma caixa manual e gerador a diesel/gasolina/gas na mala, isso é que era..
Saudades de consumir muito ?
Não era a Toyota que não acreditava em eléctricos?
Isto é algum arrependimento ? Lol
Muito tentas denegrir a toyota.
Não consegues, não tens capacidade para tal, acima de tudo não tens argumentos.
Porquê? Porque toda a gente, em todo o mundo(todo o mundo, entendes?), sabe sabe o que é a toyota.
Eu denegri onde ?
Não tenho ? Mas eu disse alguma mentira ?
Se sabem o que é, então não vale a pena vir desmentir o que eu disse. Looool
Por acaso mentiste sim. A Toyota nunca disse que não acreditava em elétricos. O que disse é que não deveríamos depender unicamente deles. O mercado necessita de alternativas…
Mas eu menti onde ? eu fiz uma pergunta, e além disso tem dezenas de artigos aqui no pplware a falar disso.
Mas desde quando o mercado depende só deles ?
Simulação de caixas de velocidades manuais é simplesmente idiota. Que coloquem, isso sim, caixas de velocidades reais com 4, 5 ou 6 mudanças reais sejam elas manuais ou automáticas.
Nem me venham com a treta de que os carros eléctricos não precisam por causa do binário… porque precisam por causa da autonomia.
Uma caixa de velocidades real num carro eléctrico aumentaria significativamente a sua autonomia.
Se um motor eléctrico tem binário relativamente estável em toda a sua rotação então por que não aproveitar esse grande binário a baixa rotação para fazer andar um carro eléctrico e ao mesmo tempo diminuir o consumo?
Tal como um carro com motor de combustão gasta mais quanto maior for a sua rotação também um carro com motor eléctrico gasta mais quanto maior for a rotação do motor eléctrico (a famosa falta de autonomia nas auto-estradas).
Se não andamos sempre em primeira velocidade num carro a combustão a forçar o motor a andar constantemente nas 6000 ou 7000 RPM, situação em que também gasta imenso combustível, por que têm os carros eléctricos de andar com o motor em altas rotações?
Um motor eléctrico gasta mais quanto maior for a rotação, toda a gente sabe disto. Reduzam então as rotações com caixas de velocidades… reais, o binário continuará lá disponível!
Não, tanto que o taycan tem e não aumenta..
Os motores eléctricos não são a combustão, onde têm apenas uma pequena faixa de regime com maior eficiência.
Não, o motor eléctrico gasta mais conforme é preciso mais potência e força.
Não se esqueça que a caixa também tira 12% de potência, devido aos seus atritos.
Chegou a sumidade JL e disse!
São esses os seus argumentos ? Enfim.
Como se os seus fossem melhores… enfim!
O JL é profissional da área, por isso, tens de te esforçar mais nos argumentos.
Tanto são melhores que nem os refutou.
Caro JL, os seus argumentos, tirando o exemplo do Porsche Taycan que não é exemplo nenhum para o caso e a questão do atrito que é sempre óbvia… tudo o resto que o JL argumentou está perfeitamente em linha com o que eu disse no meu comentário inicial.
Se me queria contradizer não conseguiu, aliás e vendo bem as coisas, só concordou comigo.
É, porque é algo que existe, já o que explica não faz qualquer sentido, bastava saber um pouco de física para chegar a essa conclusão.
O que disse não tem nada a ver com o que disse.
Como se viu mais abaixo, o JL nem sabe como funciona uma bicicleta e vem-me dizer a mim que eu não sei física?! O JL é um brincalhão!
Para além disso, o JL parece ainda ter dificuldades com a compreensão dos próprios comentários que escreve.
Onde é que falei em bicicletas ?
Se a potencia necessaria para ir a certa velocidade for a mesma a rotacao é irrelevante. Basta ver a equacao para calcular a potencia.
Potencia (Watts) = binário x rotações. Se diminuirem a rotacao vao ter que aumentar o Binário. No final a potencia (Watts) vao ser o mesmo.
Um motor electrico com binario elevado a baixa rotacao, gasta a mesma energia que um motor com binario mais baixo e rotacao elevada
Se os carros eléctricos já são conhecidos pelo seu arranque (elevado binário a baixa rotação) então a questão é que nem precisam de aumentar o binário a baixa rotação… utilizariam os exactos mesmos motores eléctricos que já instalam nos carros, adicionariam uma caixa de velocidades e
– mantendo as mesmas baterias passariam a ter maior autonomia
– ou poderiam reduzir as baterias para a mesma autonomia.
Não é isso que se verifica no Porsche Taycan.
Porsche Taycan é o único exemplo do JL e é um mau exemplo.
Tem outros exemplos com o Audi etron GT, usa a mesma tecnologia.
É exatamente por isso que a Toyota não menciona caixas físicas, mas sim simuladas apenas para dar falsa sensação de uma caixa, porque sabem que uma caixa física não adiciona nada de positivo, antes pelo contrário.
“porque sabem que uma caixa física não adiciona nada de positivo, antes pelo contrário” —– o JL julga então saber as razões e motivações para um fabricante como a Toyota fazer o que faz ou deixa de fazer… que inveja tenho eu da sua omnisciência!
Sei, bastava você ler o texto do artigo e não vinha com esse argumento.
Em termos de física não é assim que funciona. A potência de saída nunca será superior á potência gerada pelo motor.
É impossível ter mas rodas mais potência do que aquela consumida pelo motor.
Caixa de velocidades é simplesmente um desmultiplicador. Converte rotação em binário..
Não altera em nada a potência, quanto muito reduz a potência devido às perdas da transmissão.
Se um motor estiver a produzir/consumir 70kw são 70kw que estão disponíveis nas rodas. Com ou sem caixa de velocidades.
“A potência de saída nunca será superior á potência gerada pelo motor.
É impossível ter mas rodas mais potência do que aquela consumida pelo motor.” —– e, por algum acaso, eu disse o contrário?
A única forma de reduzir o consumo é produzir mais potência para a mesma energia.
Então explica aí como é que irá gastar menos com a utilização de caixa de velocidades.
Ó Toni … produzir mais potência com a mesma energia infringiria as leis da física.
Quanto à explicação que pede, creio já a ter feito nos meus vários comentários.
Um veículo eléctrico citadino (ou seja, dos mais acessíveis ou menos caros) tem já um arranque respeitável e pode ir dos 0 aos 50 km/h em 4 ou 5 segundos. Veículos mais caros podem demorar 3 segundos ou ainda menos. Se os motores eléctricos dos veículos eléctricos têm já este tipo de capacidade de arranque então têm capacidade de suportar uma caixa de velocidades com 4, 5 ou 6 mudanças. Num veículo a combustão o mais aproximado seria fazer um arranque dos 0 aos 50 km/h em primeira (ignorando obviamente o barulho). O princípio creio ser o mesmo, a diferença é que num veículo a combustão não continuamos em 1.ª velocidade durante muito mais tempo mas num eléctrico nunca saímos dessa única mudança por duas razões:
– o motor eléctrico consegue atingir rotações muito mais altas
– e continua relativamente silencioso mesmo a alta rotação.
Se apenas uma destas condições não se verificasse todos os veículos eléctricos teriam já caixas de velocidades semelhantes aos veículos a combustão.
Depois de ler estas barbaridades cheguei a duas conclusões, nem percebe nada do funcionamento de um motor elétrico, nem tão pouco de um motor termico
E o PeterJust percebe tanto, tanto que se ficou pelas acusações em vez de se explicar.
Já expliquei noutros posts e está aqui muito bem explicado por outros.
“muito bem explicado por outros” —– que percebem obviamente tanto, tanto como o PeterJust!
Mais um técnico de meia tijela que sabe pouco ou nada de motores eléctricos e que faz o paralelo de funcionamento entre motor de combustão com motor eléctrico, quando não tem nada a ver um com o outro.
Só uma pergunta simples, neste momento há milhões de engenheiros a tentar aumentar a eficiência dos VEs para aumentar o alcance com uma só carga ( que é o grande calcanhar de Aquiles dos eléctricos) não acha idiota que nenhum se tenha lembrado disso?
Já há modelos (Porche, Audi Etron GT e Mercedes, agora) com uma caixa de 2 velocidades para aumentar em 5% a velocidade e arranque rapido (não a autonomia), mas só mesmo para modelos muito caros, já que é manifesto que um carro eléctrico já consegue ser muito mais rápido que qualquer combustão equivalente mesmo com 1 velocidade (na realidade, uma caixa redutora), para quê aumentar o custo tanto inicial como de manutenção com uma caixa de 2 velocidades que não serve para nada e até modifica a evolução da aceleração pois passa a notar se um ligeiro estremeção na casa dos 90 km/h?
Um motor eléctrico tem um binário praticamente constante de 0 a 20- 25,000 rpm, um combustão convencional tem uma faixa util de 1,500 a 5,000 rpm (isto varia muito com o tipo de motor) pelo que é fundamental a caixa de velocidades, você não consegue arrancar em 5* ou andar a 120 em 1* , não é verdade?
Apesar de não ter respondido directamente ao meu comentário, suponho que o ilustríssimo Vasco se esteja a referir a mim com essa do “técnico de meia tijela”, no entanto, nada do que o Vasco disse invalida o ponto de vista que tentei transmitir quanto à autonomia.
E em relação ao custo de fabrico ainda se está para ver pois actualmente, que eu saiba, não há com que comparar.
Adicionar uma caixa de velocidades tem obviamente o seu custo mas que poderia ser compensado pela redução da bateria mantendo assim a autonomia (o que também poderia poupar lítio para ser utilizado em mais carros) ou mantendo a mesma bateria passaria a autonomia a ser superior o que poria tal carro no mesmo patamar de outros com baterias maiores e sem caixa.
Até ver os custos de fabrico das várias soluções e testadas as respectivas autonomias não será o seu bota-abaixismo ou a pergunta absurda com que termina que me irão deitar abaixo.
Os motores dos carros elétricos entregam o binário máximo de forma instantânea, o problema é quando o binário é insuficiente para vencer uma subida íngreme. Por isso têm que montar motores suficientemente grandes e potentes (e caros), capazes de vencer qualquer ladeira. Uma caixa de velocidades (mecânica, não uma fake) permitiria o uso de motores mais pequenos e menos potentes, particularmente em automóveis menos pretenciosos. Dou um exemplo prático: a maioria das bicicletas electricas têm o motor no eixo traseiro, sem caixa de velocidades. Se tiverem a potência legal máxima de 250w, não têm binário insuficiente para vencer ladeiras mais íngremes. Mas algumas bicicletas, geralmente mais caras, têm o motor no eixo pedaleiro, o que lhes permite beneficiar do sistema de mudanças integrado, e portando, variar o binário aplicado ao solo. Essas sim, podem subir montanhas, mesmo com motores com o limite legal de 250w.
Isso não faz qualquer sentido, só se transforma rotação em binário, e os motores eléctricos têm o binário máximo às zero rpm, portanto não faz sentido.
Faz todo o sentido. Mas o ChatGPT explica-te isso melhor que eu. Diz ele:
“Numa bicicleta elétrica com motor na roda pedaleira (mid-drive):
– O motor aplica binário no eixo pedaleiro
– Esse binário passa pela transmissão
– Engrenagens mais leves (carreto grande atrás): Mais binário na roda, menos velocidade
– Engrenagens mais pesadas (carreto pequeno atrás): Menos binário na roda,mais velocidade
É exatamente como numa bicicleta normal, só que agora o motor também beneficia da multiplicação das mudanças.”
Como eu disse: Com uma bicicleta com motor de 250W na pedaleira, podes subir montanhas. Mas se o motor estivar na roda, nem uma pequena ladeira podes vencer.
Sobe as mesmas montanhas, a potencia não foi alterada.
Não lhe faz sentido porque, pelos vistos não sabe ou nunca tinha pensado em como as bicicletas (dos exemplos do Mapril) funcionam.
Tudo depende da multiplicação ou desmultiplicação da rotação do motor que seja feita pelas rodas dentadas da pedaleira em conjunto com as da roda traseira.
Um motor fraco pode imprimir bastante força desde que funcione a alta rotação que terá de ser desmultiplicada resultando então na roda em baixa rotação mas força suficiente para subir uma ladeira mesmo que devagar.
Tudo depende da potência, e não da rotação, já foi explicado inúmeras vezes.
Não existe relação nenhuma entre rotação do motor e consumo.
1 motor eléctrico pode ter metade das rotações de outro e ter exactamente o mesmo consumo. O que conta é a potência.
A redução das rotações só é possível com o aumento do binário. No fim o consumo é exatamente o mesmo
Tentanto esclarecer essa questão da caixa de velocidades aplicada aos motores eléctricos e aproveitando o exemplo da bicicleta, quem já andou de bicicleta com velocidades sabe que na 1* nós damos várias voltas á pedaleira para uma volta da roda grande da bicicleta, mas não temos que fazer grande esforço para o fazer, conforme vamos subindo nas velocidades (engrenagens) a rotação da roda grande aumenta mas precisamos de mais esforço para o fazer. Ou seja, se continuassemos sempre em primeira , o esforço de pedalar diminuia embora a velocidade aumentasse. O limite está na capacidade de fazermos mais rotações com as nossas proprias pernas e assim precisamos das engrenagens desmultiplicadoras para aumentar a velocidade. É exactamente o caso do motor a combustão .
Já o motor eléctrico pode alcançar rotações muito mais altas sem problemas de construção, portanto não precisa de cx de velocidades para aumentar a velocidade. A potência de um motor eléctrico tem a ver com a amperagem electrica , consegue se motores de 25 kg e menos, com potências altissimas mas essas potencias estao dependentes das rotações, quando mais rotações mais potência para o mesmo motor. Se quiser aumentar a potencia de um motor eléctrico sem aumentar as rotações, tem que aumentar muito a corrente eléctrica, ou seja, tem que ter condutores mais grossos o que aumenta o motor, o sistema de refrigeração, os sistemas de controlo digitais, etc, totalmente ao contrário do que se disse aqui de que era preciso um motor mais pequeno para a mesma velocidade.
Além disso, sem cx de velocidades, a aceleração é muito mais linear, o que ajuda muito nos esforços e desgastes das engrenagens e dos pneus.
“o motor eléctrico pode alcançar rotações muito mais altas” —– isso é um facto mas não precisaria de o fazer se fosse utilizada uma caixa de velocidades.
“motores de 25 kg e menos, com potências altissimas mas essas potencias estao dependentes das rotações, quando mais rotações mais potência para o mesmo motor.” —– porque para atingir essas rotações mais altas é precisa mais energia, ou seja, uma tensão mais alta para se atingir essa maior potência (P=VxI) pelo que se quisermos poupar energia evitamos então as rotações mais altas. É, como sabe, por isto que um carro eléctrico é poupado em cidade (velocidade e rotações baixas -> menos energia necessária) e gastador em auto-estrada (velocidade e rotações elevadas -> mais energia necessária). Uma caixa de velocidades permitiria manter as rotações a níveis mais baixos poupando energia e permitindo maiores autonomias.
Eu acho que o Axolote tem razão. O motor elétrico do VE para aumentar a sua rotação, que aumenta a velocidade do veículo, precisa de mais energia. Ora um motor elétrico tem mais limitações não sei, mas não consigo perceber porque não tirar partido dos regimes mais baixos até aos mais altos conforme nos motores atuais. Eu já li e possivelmente neste canal um fabricante de automóveis a faltar no assunto e que já criou patente. Por isso eu também acredito numa caixa de velocidades, mecânica ou elétrica, que terá que ser automática devido á complexidade de um sistema elétrico.
O sistema vai evoluir quando o primeiro construtor de VE o implementar.
Parece-me que a Toyota está só a anunciar o que aí vem, mas não há-de ser manual.
Um carro eléctrico é mais poupado em cidade porque:
1- Faz regeneração de energia nas travagens e descidas, volta a carregar a bateria, tal como os carros hibridos
2- não consome quando está parado no trânsito, enorme problema nas grandes cidades
3- consome muito menos que na estrada porque as velocidades são menores, portanto faz muito menos esforço aerodinâmico.
Com a tal caixa de velocidades para a gastar mais 10%
Simples, porque o atrito de um motor eléctrico é praticamente sempre o mesmo, seja a baixa ou alta rotação, o que não acontece num a combustão, quanto maior é a rotação mais energia ele desperdiça para se manter a trabalhar.
Vasco, os seus pontos 1 e 2 são claramente verdade.
Quanto ao seu ponto 3…
“3- consome muito menos que na estrada porque as velocidades são menores” —– apenas faço notar mais uma vez que se as velocidades são menores é porque a rotação do motor eléctrico é menor e para uma rotação menor do motor eléctrico é precisa menos energia.
Quanto maior for a rotação mais energia é consumida… maior tem de ser a tensão (=voltagem) aplicada ao motor.
A potência instantânea do motor é dada pela fórmula P=V.I
P -> potência em watts (W)
V -> tensão ou voltagem em volts (V)
I -> corrente em amperes (A)
ou outra formula aplicando a lei de Ohm (V=R.I)
Não há como fugir… existindo apenas uma mudança (uma única desmultiplicação da rotação do motor eléctrico), maior velocidade na estrada implica sempre rotação mais elevada do motor que só é possível com maior consumo de energia. Com as várias mudanças de uma caixa de velocidades (várias desmultiplicações), à semelhança de um carro a combustão, passa a ser também possível a um veículo eléctrico circular a alta velocidade na estrada mas mantendo as rotações do motor mais baixas, logo, diminuindo o consumo e aumentando a autonomia.
Há certamente as poupanças que referiu nos seus pontos 1 e 2 mas a poupança que baixar a rotação do motor eléctrico com recurso a uma caixa de velocidades proporcionaria seria, creio eu, ainda maior especialmente fora das cidades e ainda mais nas auto-estradas. Para mim isto é lógico.
A questão é não saber por que os veículos 100% eléctricos não trazem caixas de velocidades:
– Será que estão apenas a querer reduzir a complexidade do veículo?
– Será uma questão de custo de fabrico que faria com que não compensasse? Mas aqui colocam-se outras questões:
. Não seria o custo adicional da caixa de velocidades compensado com a diminuição da bateria, mantendo a autonomia? (seria apenas necessária uma bateria menor mais barata)
. Ou, não seria o custo adicional da caixa de velocidades compensado com a maior autonomia, mantendo na mesma a grande bateria? (veículo vendido por valor superior devido à maior autonomia)
– E havendo escassez de matéria prima para as baterias, não permitiria uma caixa de velocidades poupar nessas matérias primas instalando os fabricantes baterias menores que teriam a mesma autonomia (em km) de baterias maiores devido à caixa de velocidades?
Estas questões é que não vi ainda respondidas por ninguém.
A discussão já vai longa, não vale a pena perdermos mais tempo, tem montes de artigos sobre o assunto na Net.
So queria frizar que um motor de carro não é um motor de corrente contínua em que aumentandoa tensão aumenta a rotação, é um motor de CA em que a variação da rotação faz se primariamente pela variação da frequência da corrente alterna ..
O seu argumento da cx de velocidades dá a entender que seria preciso menos potência para manter uma velocidade mais alta se a rotação do motor fosse menor, ora como é lógico maior velocidade obriga a maior energia consumida (que varia com o quadrado da velocidade).
Mais uma coisa para criar avarias … Os mecânicos vão agradecer….
A minha esposa detesta o eléctrico por não ter mudanças e tem um faz quatro anos, ontem andou num carro emprestado, não sei qual era mas ela disse que era tipo um Smart pequenos, mas quando foi colocar gasolina, disse que se lixe as mudanças, já não tenho carteira para um carro de combustível na bomba…
Vindo um carro eléctrico com mudanças já sei, a minha esposa vai querer um, o problema da minha esposa não é a questão eléctrica porque durante uns tempos andamos com uma carrinha a gasóleo da Mercedes com mudanças automáticas e também não gostou…
Toyota, deixa as mudanças em paz, eu não tenho dinheiro para trocar de carro. Seja eléctrico ou combustão
Já estão a caminho geradores de Espanha e França. Dentro em breve o @JL já pode voltar a andar de carro.
E o que isso tem a ver com o assunto ?
Eu nunca deixei de andar e você ?
Olhe que os ânimos por aqui andaram exaltados devido a isso:
https: //sicnoticias.pt/curtas/2026-01-30-video-falta-de-combustivel-em-leiria-animos-exaltaram-se-numa-bomba-de-gasolina-649907d3
“…Bem pessoal, gostava de vos ir ajudar mas tbm não tenho luz e depois não tenho como voltar para casa…”
https://www.facebook.com/share/v/1Aypjp8TGX/
Elucidativo.
Ele não tem como carregar o carro em casa. Mas não faltam carregadores “por perto”. Tu também és manhoso 😀 logo a mandar a posta e pescada ao JL.
Por isso é que é importante legislar sobre a tecnologia V2G 😉
E como iam a combustão se não havia combustível mas bombas ?
Esquecem-se que sem electricidade, as bombas de combustível também não funcionam, enfim!
É que por acaso os veículos de combustão até andam com a força do vento, não é?
A discussão está no mínimo engraçada!!
Deixemos isso. Mas não havia aqui quem defendesse que a “famosa” Tesla hi hi era a última bolacha do pacote?!?
Já agora, como é que estão as vendas desses famosos e fantásticos veículos?!!? E também o valor destes usados?!!?
Por acaso a Tesla foi a primeira a ter uma caixa de 2 velocidades nos seus carros, que acabou por anular devido as vantagens serem nulas e os problemas serem muitos.
A esmagadora maioria das pessoas prefere caixa automática, as caixas manuais está desaparecer e a Toyota vem com esta idiotice, se desenvolvesse era carros elétricos competitivos…
Meter uma alavanca de velocidades e uma pedal de embraiagem num carro eléctrico para “ligação emocional com o condutor” é como esculpir uma cabeça de cavalo na frente do carro quando os automóveis começaram a aparecer, para não “parecer muito estranho”… e chegaram a fazer isso. E revelou-se tão ridículo como soa. E, como é óbvio, a ideia não vingou.
Sim, os carros de combustão têm o seu lugar, mas junto dos entusiastas; tal como os cavalos ainda têm o seu lugar junto dos entusiastas, e não desapareceram com a massificação do automóvel.