Apple acertou, as vendas da coluna inteligente HomePod aumentam 180%
Apesar de ainda não ser um produto vendido em todos os países, como, por exemplo, em Portugal, o HomePod tornou-se num acessório rentável para a Apple. Conforme os resultados do 2.º trimestre apresentados esta semana, as vendas dos dispositivos na categoria “vestíveis, casa e acessórios”, onde temos o HomePod mini registou um crescimento de 36%, com uma receita de 8,8 mil milhões de dólares.
A estratégia de lançar uma coluna por 99 euros e da intenção de descontinuar a HomePod original, deu um forte impulso às vendas da coluna, o crescimento foi de 180%.
HomePod cresce 180% e chega-se aos concorrentes
O HomePod e HomePod mini são dois produtos distintos. Isto é, a coluna original é poderosa, com uma qualidade de som fenomenal e quando emparelhada em stereo, com outra igual, o som é tremendo. No entanto, o preço desta coluna é de 329 euros, um valor que não captou grande entusiasmo. Nesse sentido, a Apple lançou em outubro de 2020 uma versão mini, com o nome HomePod mini. O sucesso foi outro.
Um novo relatório refere que as vendas do HomePod cresceram 180% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2020. A empresa de inteligência de mercado Omdia, no entanto, sugere que a Apple pode precisar lançar uma nova versão para manter esse ímpeto.
A Apple lançou o HomePod original em 2018. Na época, foi a primeira coluna acessível a oferecer um conjunto com Woofer de longa excursão com amplificador personalizado, um conjunto de sete tweeters, cada um com amplificador personalizado. Ainda foi equipada com um conjunto de seis microfones para usar Siri à distância.
O dispositivo traz microfone interno para calibração de baixa frequência e correção automática de graves. Áudio computacional para ajustar o som em tempo real, som multi-zona com AirPlay 2 e possível de ter um par em som estereofónico.
No entanto, a coluna nunca teve o impulso que merecia, principalmente porque as pessoas avaliaram-na mais como uma coluna inteligente do que um produto de áudio incrivelmente capaz a um preço muito bom. Conforme demos conta, a Apple interrompeu as vendas da coluna original poucos meses depois de lançar o HomePod mini.
Vendas do HomePod
A análise do departamento de monitorização de mercado de colunas inteligentes da Omdia diz que as vendas do HomePod aumentaram de menos de um milhão no segundo trimestre de 2020 para quase 2,5 milhões no mesmo trimestre deste ano.
Segundo a empresa de análise de mercado, as colunas inteligentes da Apple continuaram a crescer a taxas históricas. Na verdade, a participação de mercado da Apple de colunas inteligentes nos EUA aumentou de 9,6% no primeiro semestre de 2020 para 21% no primeiro semestre de 2021. Isto é, houve um aumento de vendas de cerca de 245%.
Ironicamente, depois de a Apple dizer que ia descontinuar a HomePod original, esta disparou as vendas e foi importante para o pico de vendas.
O desempenho da Apple é particularmente impressionante quando visto num cenário de mercado em desaceleração, com os produtos Alexa da Amazon mais atingidos. Conforme pode ser lido no relatório, as vendas de colunas inteligentes diminuíram nos EUA durante o segundo trimestre de 2021, com um crescimento ano a ano de apenas 16%, enquanto as vendas trimestrais diminuíram 27%.
A maior parte da desaceleração pode ser atribuída à plataforma Amazon Alexa (incluindo colunas de marca própria e de terceiros), que viu um declínio de 31% nos trimestres na venda de colunas inteligentes nos Estados Unidos. Na verdade, as colunas inteligentes da Google conquistaram o primeiro lugar, batendo a Amazon durante o trimestre em cerca de 800.000 unidades.
Apple deveria lançar uma nova versão da coluna
Este crescimento, que já coloca a Apple perto das vendas da Google e Amazon, terá de ser potenciado no futuro com o lançamento de uma nova versão da HomePod. Segundo a Omdia, só algo novo manterá os números a subir, tal como subiram nos últimos 12 meses.
Então a questão que se coloca é se a Apple, tal como aconteceu no iPhone, iPad, Apple Watch e HomePod, irá ter uma coluna inteligente a liderar este ranking.
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Acertou ou foi o efeito novidade aliado a preço baixo? Pessoalmente não gosto do produto, muito fraco.
Não sou um especialista de mercados, mas acho absolutamente incrível todos os números que se associam à Apple. Há quem goste, há quem não goste, mas são um fenómeno tremendo. Afinal onde irá parar esta empresa? Parece cada vez com mais domínio e com um domínio mais abrangente.
Uma excelente pergunta. Onde irá esta empresa?
Ora bem, a Apple está a reforçar o seu domínio no mercado dos smartphones. A reforçar o seu domínio no mercado dos smartwatches, a reforçar a sua oferta no mercados dos computadores pessoais, a reforçar a liderança no mercado dos vestíveis, está a reforçar a sua presença no mercado da oferta de conteúdo de TV, está a reforçar a sua presença no segmento Apple Music, está a reforçar a sua liderança no mercado dos tablets e está a reforçar o seu mercado das pequenas grandes novidades, onde se integram os AirTags.
Depois, a empresa está a desenvolver o futuro, e este futuro passa pelo seu próprio carro elétrico autónomo, a sua rede de comunicações por satélite e uma oferta alargada em serviços de saúde e bem-estar.
De forma tentacular vai chegar a todos os segmentos de mercado com a sua própria oferta, como acontece hoje nos carros, com o CarPlay, por exemplo ou com a chave NFC no iPhone.
Mas há mais atrás. Sobretudo criar a sua própria rede de desenvolvimento de hardware e fabrico para não depender de terceiros e distribuir essa rede pela Ásia, Europa e América.
O M1 irá abrir a oferta de computadores para atacar o mercado dia PCs no segmento empresarial.
Serão estás as linhas mestras da empresa para os próximos 6 anos.
Ainda não perdi a esperança de comer batas fritas da Apple…
Ao fim e ao cabo, telefone não é essencial, mas comer ainda é…
Mas não batatas fritas, que estão cheias de colesterol LDL…
Isto parece uma não notícia.
Se a apple descontinua um produto que custa mais de 300 euros, e substitui por um outro que custa 100 euros e que faz basicamente o mesmo, parece óbvio que iria vender mais. É certo que tem menos qualidade de som, mas para a maior parte das pessoas esta satisfaz bem.
aumentar as vendas em 180 %, parece-me até pouco.
Quase todas as pessoas que conheço com iphone e tem um relógio inteligente, este é da Apple, o mesmo acontece com tablets e afins. Contudo a maior parte das pessoas que conheço com Iphone e tem colunas inteligentes, é da google ou da Amazon. Penso que este produto ainda não teve a adesão que a apple queria, vamos ver o futuro.
Não leste tudo? A questão foi que o mudar o foco da coluna e concorrer diretamente com o mercado da Amazon e Google trouxe-lhes o que com a outra, substancialmente melhor, não trouxe. Acertaram quando lançaram a mini. Contudo, o aumento da venda dos HomePods originais após terem dito que ia ser descontinuado é que mostra que afinal essa coluna até tem mercado. Mas algo falhou quando a lançaram (não, o preço agora é o mesmo do início).
“Contudo a maior parte das pessoas que conheço com Iphone e tem colunas inteligentes, é da google ou da Amazon.” Cá em Portugal da Amazon? Não acredito muito nisso. Não deves morar cá em Portugal. Olha aqui: https://pplware.sapo.pt/internet/echo-e-echo-dot-da-alexa-disponiveis-para-clientes-de-portugal/
“Penso que este produto ainda não teve a adesão que a apple queria, vamos ver o futuro.” A Apple ainda não a vende em todos os países, em Portugal não se vende, nem no Brasil… por exemplo, o que mostra ainda haver uma grande margem de progresso.
Vítor, acho que está um bocado equivocado em relação à quantidade de colunas Echo em Portugal. Isto dito por alguém que tem iPhone, por isso não ache que digo isto tipo Apple hate.
Há uma grande comunidade Amazon em Portugal. Há até malta que combina group buys em Espanha para ir buscar as colunas lá.
Em minha casa tenho 4 echo’s, por exemplo, e muitos amigos também.
Exato, assim como tambem ha muita gente em Portugal que possui a HomePod, há imensas lojas espanholas que fazem envio para Portugal.
Para lhe ser sincero tenho imensos produtos da Apple, nem sei quantos. Isso por um lado traz-me qualidade de vida (caso contrário já não os teria), mas ao mesmo tempo cria-me uma sensação de estar numa posição de vulnerabilidade face à Apple. Se quiserem sabem mais da minha família do que eu próprio, já para não falar que têm o meu interesse motivacional por adquirido. Não perco tempo sequer em procurar sistemas android por exemplo. Estava a questionar também em quais são os ganhos e os riscos associados a uma empresa de tecnologia que cresce tanto que fica “com as pessoas nas mãos”. Eu não me sinto nas mãos da Apple nem tenho paranóias associadas aos dados. É mais na filosofia de dependência que estão a criar nas pessoas. Exemplo: se comprar um automóvel da Apple, terei que usar iPhone e AirPods para ter uma boa experiência no carro, etc etc etc
Parece-me uma situação não face à Apple, mas já no âmbito da nossa dependência da tecnologia. Por exemplo, a Apple não tem TVs, usamos outras marcas, mas temos uma tendência para certas marcas. No entanto, se essa marca se encaixar com tecnologias compatíveis com os dispositivos Apple, é um ponto a favor dessa escolha porque podemos ficar a ganhar em termos tecnológicos, já que vamos tirar mais proveito.
E temos também a tendência para querermos ter um conjunto de dispositivos que tragam algo mais no seu conjunto. Aí, concordo, a Apple tem essa faceta, oferece mais quando usamos o ecossistema. Esse é o grande desafio dos concorrentes, porque de facto é um trunfo poderoso da Apple, ter uma oferta transversal com qualidade por forma a ter o utilizador bem servido e curioso.
A dependência da tecnologia é um dado adquirido, talvez nunca mais mudemos ou queiramos mudar isso. Há dois lados da moeda, nós escolhemos claramente o desenvolvimento tecnológico. Já a dependência das marcas, os ecossistemas da Apple parecem-me tão bons quanto perigosos para a nossa vulnerabilidade e capacidade de escolha. Com sistemas de neuromarketing cada vez mais refinados, com o machine learning e AI também cada vez mais refinadas, o nosso livre arbítrio está em risco, principalmente quando nos “oferecem” “presentes” tão gratificantes. A Apple tem uns tentáculos enormes, e uma ambição ainda maior. Não quero entrar em paranóias mas faz todo o sentido haver uma legislação que acompanhe todo este desenvolvimento.
Claro, somos animais de hábitos. Não somos dependestes só da Apple, ou da Google, ou da Microsoft, ou da Mercedes, ou da Tesla, ou da BMW ou de muitas outras marcas que têm enormes ecossistema e ou produtos que são os representantes de segmentos.
A Apple tem tentáculos enormes, mas não é uma marca barata. Logo, a partir desse ponto (o preço) não é todo o utilizador que tem acesso ou que quer gastar o seu dinheiro num equipamento. Pior é a Google. Telefones baratos, embora a grande parte são fracos, motor de pesquisa que se confunde, para milhões de pessoas, como a própria internet, um cliente de email que tem o maior número de utilizadores e um browser que é o que tem o maior número de utilizadores.
Essa é a área de envolvência na utilização até com dispositivos abaixo de 100 euros. Depois é o Google Maps, que é usado para orientação e um vasto leque de outros serviços que usam o mesmo algoritmo para “vender publicidade” e condicionar as escolhas do utilizador. É nas decisões de consumo e de tomadas de posição na vida, como o ato de votar ou escolher quem os lidera, que está o perigo. A esse ponto temos de adicionar o Facebook e o Twitter, Tik Tok e Instagram.
Aí sim o problema entra tecnologias machine learning e AI que condicionam os utilizadores, e vimos vários exemplos, como o caso gravíssimo Cambridge Analytica.
Estes são serviços muito mais tentaculares, porque chegam a todos os estratos sociais e isso torna a manipulação assustadora. Não é o utilizador ao usar um iPhone, com Apple Watch e AirPods que vão ser manipulados, até porque a Apple tem um interesse na usabilidade e qualidade de experiência. O problema está noutros pontos, onde estão as pessoas com o cérebro lá ligado, como o Facebook, WhatsApp, Instagram, Tik Tok e muitos outros mais dedicados ao mercado chinês.
Produto muito fraco comparado com a concorrência. Talvez o factor novidade tivesse ajudado, mas daqui a um ano falamos deste “crescimento”
Qual é a concorrência mesmo? Procuro colunas compativeis com AirPlay com valor próximo dos 100€.
Não tens.
Já no segmento premium, cá por casa é só Sonos. Jamais compraria uma coluna de 100€, gosto efectivamente de ouvir musica, range é tudo e colunas por menos de 500€ dificilmente têm alguma qualidade.
Eu adoro ouvir música, mas não é preciso nem de perto nem de longe dar €500 para cima em colunas para ter um som de qualidade.
Eu comprei já há uns anos umas Edifier r1280db e têm uma qualidade brutal para o seu tamanho.
Se as de €500 e mais caras são melhores? É melhor que sejam, e já ouvi demonstrações de colunas estupidamente caras. Têm melhor qualidade de som, sem dúvida, mas estavam conectadas a um amplificador topo de gama, o que adiciona outra grande quantidade de dinheiro.
Para mim, a diferença de preço não justifica a relativa pequena diferença na qualidade de som.
Não há. O melhor que tem é a Sonos One, que é um pouco mais cara, mas tem melhor som.
Perde é nas questões de smart home e find my, porque o Home Pod Mini tem rádio thread e funciona como hub Home.