Europa acelera transição para o software livre. Libertar amarras dos EUA
A União Europeia está a avançar com uma estratégia clara para reduzir a dependência de software proprietário norte-americano e apostar em soluções de código aberto. O objetivo passa por reforçar a soberania digital, melhorar a cibersegurança e proteger os dados dos cidadãos e das instituições.
Comissão Europeia quer replicar estratégia em toda a região
A Comissão Europeia abriu uma consulta pública para expandir a transição para o software livre a todo o bloco comunitário. A iniciativa surge meses depois de países como França e Alemanha terem começado a abandonar algumas soluções proprietárias nas administrações públicas.
Segundo o documento, a Europa enfrenta um problema estrutural de dependência tecnológica de terceiros. Vários países, incluindo Portugal, continuam a basear grande parte das suas infraestruturas digitais em software estrangeiro, sobretudo dos Estados Unidos.
Tudo o que usa é americano?
Na Europa, grande parte do software e dos serviços web usados diariamente por governos, empresas e cidadãos é de origem norte-americana. Essa dependência é um dos principais motivos para o atual debate sobre soberania digital.
Abaixo ficam alguns dos exemplos mais relevantes, organizados por categorias.
Sistemas operativos e software de base
Grande parte da infraestrutura informática europeia assenta em sistemas e tecnologias desenvolvidos nos Estados Unidos.
- Windows, da Microsoft
- macOS e iOS, da Apple
- Android, da Google
- VMware (virtualização), da VMware
- Red Hat Enterprise Linux, da Red Hat
Mesmo quando se usa Linux, muitas distribuições empresariais e serviços associados são controlados por empresas norte-americanas.
Suites de produtividade e colaboração
Ferramentas de escritório e trabalho colaborativo usadas em empresas e administrações públicas.
- Microsoft 365 (Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams), da Microsoft
- Google Workspace (Docs, Sheets, Gmail, Meet), da Google
- Slack, da Salesforce
- Zoom, da Zoom Video Communications
Estas plataformas concentram comunicações, documentos e dados corporativos.
Serviços de cloud e infraestrutura
A maioria dos serviços digitais europeus corre em infraestruturas de cloud norte-americanas.
- AWS, da Amazon
- Microsoft Azure, da Microsoft
- Google Cloud, da Google
- Oracle Cloud, da Oracle
Estas quatro empresas dominam a maior parte do mercado de cloud pública na Europa.
Navegadores e motores de pesquisa
Ferramentas usadas diariamente por milhões de utilizadores europeus.
- Chrome, da Google
- Safari, da Apple
- Edge, da Microsoft
- Google Search, da Google
- Bing, da Microsoft
O motor de pesquisa da Google domina claramente o mercado europeu.
Redes sociais e comunicação
Grande parte da comunicação social e pessoal passa por plataformas norte-americanas.
- Facebook, Instagram e WhatsApp, da Meta
- X (antigo Twitter), da X Corp.
- LinkedIn, da Microsoft
- Snapchat, da Snap Inc.
Estas plataformas concentram enormes volumes de dados de utilizadores europeus.
Software empresarial e bases de dados
Soluções críticas para empresas, bancos e administrações públicas.
- Oracle Database, da Oracle
- SQL Server, da Microsoft
- Salesforce CRM, da Salesforce
- ServiceNow, da ServiceNow
Muitos sistemas críticos dependem destas plataformas.
Plataformas de desenvolvimento e código
Ferramentas usadas por programadores e equipas técnicas.
- GitHub, da Microsoft
- GitLab (empresa fundada nos EUA, apesar da origem europeia)
- Docker, da Docker
- Atlassian (Jira, Confluence), empresa sediada nos EUA e Austrália
Serviços digitais do dia a dia
Plataformas de consumo com forte presença na Europa.
- YouTube, da Google
- Netflix, da Netflix
- Spotify (empresa europeia, exceção relevante)
- Amazon, da Amazon
- Uber, da Uber
Estes serão apenas a parte visível do iceberg. Muitos outros estão por trás de infraestruturas basilares de comunicação da Europa. Além disso, há muitos sistemas de segurança que têm a chancela dos EUA.
A Comissão alerta que esta dependência reduz as opções dos utilizadores, limita a competitividade das empresas e levanta questões de segurança na cadeia de fornecimento. Além disso, dificulta o controlo da infraestrutura digital e pode criar vulnerabilidades em setores críticos.
De acordo com a instituição europeia, o código aberto representa um bem público com grande potencial para suportar um conjunto diversificado de soluções digitais seguras e de elevada qualidade, capazes de competir com alternativas proprietárias.
Outro ponto destacado é o peso real do código aberto no ecossistema tecnológico. A Comissão refere que entre 70% e 90% das linhas de código das aplicações modernas têm origem em software de código aberto. As comunidades de desenvolvimento são ativas e o seu trabalho está alinhado com os princípios digitais europeus.
Obstáculos à transição para o código aberto
Apesar das vantagens, a mudança não pode acontecer de forma imediata. Países como Alemanha, França e Dinamarca iniciaram processos graduais para substituir ferramentas como o Microsoft Office nas administrações públicas.
Numa cidade alemã, a autarquia optou por trocar a suite da Microsoft pelo LibreOffice. Em França, foi desenvolvida uma solução integrada com edição de documentos, videoconferência e mensagens.
Para além da substituição das aplicações e da formação dos funcionários, existem questões técnicas relevantes. A principal é a compatibilidade, já que muitas soluções comerciais utilizam formatos proprietários que dificultam o acesso ou a migração de dados.
O LibreOffice, por exemplo, acusa o Microsoft Office de bloquear a concorrência através do formato Office Open XML, mantendo os utilizadores presos ao seu ecossistema.
Consulta pública para identificar barreiras
Com o objetivo de perceber melhor os obstáculos à adoção do código aberto, a Comissão lançou uma consulta pública. No último mês, cerca de 1.100 cidadãos europeus e centenas de empresas, universidades e organizações sem fins lucrativos enviaram opiniões e propostas.
Depois de analisados os contributos, a União Europeia pretende criar uma nova estratégia para eliminar as barreiras identificadas e acelerar a adoção de soluções abertas. Segundo a Comissão, um setor de código aberto forte pode impulsionar a inovação, reforçar a competitividade internacional e garantir prosperidade económica, segurança e resiliência digital.
A nova estratégia de ecossistemas digitais abertos deverá ser apresentada em 2026 ao Parlamento Europeu e ao Conselho. Embora a iniciativa seja uma consulta cívica, poderá influenciar propostas legislativas futuras e orientar programas de financiamento.

Visio, a app de código aberto que a França usará para substituir o Zoom e o Microsoft Teams.
O “ano do Linux” poderá começar na Europa
A soberania digital ganhou força no continente europeu, em parte devido às tensões entre a União Europeia e grandes empresas tecnológicas norte-americanas. Vários países consideram essencial controlar a infraestrutura e o acesso aos dados com soluções próprias, sujeitas à legislação europeia.
A transição deverá levar tempo, mas muitos analistas acreditam que o famoso “ano do Linux” poderá acontecer primeiro na Europa.























Para mim o windows sempre foi de borla ou estou enganado? Nunca paguei licença nenhuma. Sempre kasperry ou lá como se chama agora.
Depende, ou a licença já vinha com o PC que comprás-te ou é licença pirata. Vê-se que não leste o artigo com olhos de ver:) A vantagem do Linux não é ser “gratuito” é a sua natureza opensource que permite a tão desejada soberania digital, além que normalmente é também mais seguro e mais eficiente em máquinas antigas.
Uma licença windows custa uns 2€, Não poupaste muito 😀
Em 1995 era bem mais cara. Desde 1990 que uso windows e nunca paguei NADA. Mas como dise o carlos paga-se quando se compra um pc novo e nesse caso sim relamente comprei alguns que já vinham com licença digital. Isos ou pagar pelos impostos não é?
Munique mudou para Linux em 2004 e reverteu em 2017
Mas também é preciso dizer que reverteu porque o panorama político mudou e que o novo “boss” desse novo panorama político tem “laços fortes” com a microsoft…
Lá vem essa dos laços fortes, como se as pessoas não fossem idóneas no cumprimento das suas funções..
Isso foram balelas lançadas pelos opositores, é como dizer que o Manuel Dias agora CTO do estado (ARTE) que foi director da Microsoft Portugal durante 14 anos que tem laços fortes com a Microsoft, saiu de uma empresa das que melhor paga em Portugal, para ganhar 5 vezes menos, alguém no seu perfeito juízo faz um movimento destes que não seja pelo desafio? São pessoas ligadas ao sector tecnológico, as decisões vão muito além de fabricante A ou B, há estratégia, há dados concretos, há reuniões de decisão com fundamentação e atas. O Zé povinho não tem que saber isso, tal como os funcionários de uma empresa só têm envolvimento na tomada de decisões a partir de determinado nível. Isso não significa que não haja idoneidade e motivos objectivos
os verdadeiros motivos que o antigo mayor tentou abafar para não demonstrar que errou:
Technical Issues & Productivity: Employees reported issues with document compatibility (e.g., LibreOffice vs. MS Office) and printer support, leading to widespread dissatisfaction.
Administrative Hurdles: A 2016 Accenture report highlighted deep silos in IT management, aging equipment, and staff shortages that hampered the transition to open source.
Compatibility Pressure: The need to interact with external partners, who largely used Windows, created pressure for a unified, familiar platform.
maior problema de todos foi falta de técnicos com competencias para dar suporte, precisam de entender que FP tem tectos salariais e há determinados skills sets que nunca vão conseguir contratar por serem abaixo do valor de mercado de IT que só nos ultimos 5 anos teve um aumento de salarios na ordem dos 40%
faltou referir que eles nunca concluíram a transição, passados aqueles anos todos só tinham 60% do parque migrado estando muitos utilizadores a trabalhar com os dois sistemas.
o tema de munique é claramente um tema politico, até SAP quiseram tirar e é software alemão, as decisões são de acordo com o partido politico e não tecnologicas
e voltou a implementar novamente – https ://www.zdnet.com/article/linux-not-windows-why-munich-is-shifting-back-from-microsoft-to-open-source-again/
supostamente só em 2026, lá está, com nova mudança politica..
esqueçam munique, as motivações são todos menos tecnologicas ou financeiras
Arranjem aí um bom programa de OCR à borla para Ubuntu que eu mudo já. Ou então muito baratinho.
Dependendo do tipo de utilização: Tesseract ou OCRFeeder
Tendo em conta que o Windows 11 é uma porcaria descomunal, ter uma alternativa viavél seria o ideal.
Mudem para linux! Quem não muda multa!
A UE é um “Flor”. Nem daqui a 30 anos.
o comboio há muito que partiu, é preferivel inventar outro meio de transporte do que tentar apanhar o comboio que nem se vê
A unica pessoa que acha isto viável é que não produz nada, se a malta tivesse de mudar amanha para open source metade da industria europeia estava parrada ao fim de uma semana, nenhum ou quase nenhum software industrial suporta algo que não seja Windows e muito dele é legacy logo esqueçam lá refazer. Pois em muitos casos é para equipamentos fora de suporte já.
Para não falar que nada substitui o Microsoft Excel, quem disser o contrario está a mentir.
Ninguem vai converter ficheiros Excel com 20 anos em novas ferramentas e nem vou falar do PowerBI ou mesmo Microsoft Access que ainda é usado em muito lado…
Sim e não. É um facto que o Excel é muito poderoso e PowerBI outro nível mas também é verdade que em muitos, muitos sítios e muitos utilizadores apenas usam apps via web e trabalham com documentos num formato mais básico. Muita gente usa apenas num nível básico.
Ficarias surpreso quanta dessa malta faz coisas basicas mas com modelos pre feitos em MS Excel…
Na empresa onde trabalho somos cerca de 250 trabalhadores e temos uma faturação substancial. Mudámos no inicio do ano passado para Ubuntu LTS nos desktops e uma mistura de Ubuntu Server e Suse Linux nos servidores, passamos a utilizar Nextcloud e ferramentas colaborativas da Colabora baseadas em LibreOffice. Não foi por causa disso que deixámos de produzir e ter lucro, pelo contrário. E a mudança não foi um bicho de sete cabeças para as pessoas, até nos surpreendeu pela positiva. Cada caso é um caso, não podemos generalizar, mas parece-me que é o futuro quer queiram ou não…
em casos de empresas pequenas como a tua é mais facil garantir o sucesso, mas essas empresas nunca tiveram um custo muito grande, imagino que na tua empresa por ser tão pequena nem sequer foram para ubuntu pro + landscape e nem sequer estão a usar suse manager, porque o numero de maquinas é tão reduzido que nem sequer têm politicas de patch management nem lifecycle management, ainda devem fazer tudo à pata sem o minimo de processos, o departamento de qualidade nem sequer deve saber o que faz o IT.. em empresas a sério tens departamentos de qualidade dentro do proprio IT, tens compliance, não podes andar a fazer essas macacadas, muito menos sem suporte de fabricante nem ferramentas de gestão
isso é o menor dos problemas, vai muito além disso:
ERP, maioria das empresas usa SAP ou Oracle, CRM, maioria das empresas usa Salesforce, MES, maioria das empresas usa Siemens ou RockWell, automação, maioria usa SCADA, sistema core bancario, só se usa mainframes, plataformas de trading, sistemas de gestão de risco.. etc etc etc
além disso nenhuma empresa de media/grande dimensão alguma vez vai sequer considerar sistemas sem suporte de fabricante, o que significa que poderia ser opensource mas voltariam a ficar dependentes de empresas americanas como red hat, suse, etc, já para não falar que o TCO seria superior.
são ideias giras para identidades governamentais sem accountability pelos sistemas ficarem horas em baixo com o João a dizer “ainda não descobri o problema, precisam de mais 10 min” e repetir-se horas a fio
Isso era a parte de software industrial, não me apetecia dizer cada nome…
Mas é obviamente claro que quem diz estas coisas nunca fez IT na industria…
é muito mais abrangente que industria
A Suse é uma empresa Alemã. Não é ideias giras, já temos soluções, eu que trabalho numa empresa relativamente grande já começámos no ano passado a transição para ferramentas e sistemas operativos open source e tem estado a correr bem.
errado, suse é sueca, lá por ter nascido alemã a pobre coitada teve a maior parte da sua vida nas mãos de americanos, europa nos ultimos 20 anos demonstrou que não consegue segurar tecnologicas nem está interessada em faze-lo.
250 pessoas é uma empresa grande? então eu que trabalho numa empresa com mais de 100k que nem é das maiores que já trabalhei o que direi..
empresas com menos de 1k pessoas são pequenas e pouco dependentes de tech, só a partir das 10k é que uma empresa começa a ser considerada grande e minimamente interessante para se trabalhar, até aí parece que andavas a brincar aos servidores..
Isso revela exactamente a mentalidade europeia “Para que me vou dar ao trabalho de estar a converter ficheiros ou criar ferramentas novas mais robustas e sofisticadas, e tenho a papinha feitas por outros, vou mais é beber umas jolas no bar e ver futebol” depois quando tarados com o Trump decide que ou estás conosco e compras o que é meu ao meu preço ou estás contra mim e te metem o dedo num sítio que eu cá sei, o doidos como Putin, que sabendo que dependem dele até para aquecer os tomates, e invade tudo, aí choram, e dizem porquê raio eu não evolui, não pensei por mim. A Europa está assim porque sempre pensou que era rica, e que podia dominar e “comprar” todos os outros, transferiu indústria crítica para fora para baixar custos e maximizar lucros, agora está a correr atrás do prejuízo pois os “outros” neste momento são mais fortes economicamente e até estratégicamente. Temos mais nunca remamos todos para o mesmo lado, teoricamente somos 27, mas cada um por sim, e isso ve-se pela Alemanha e pela França cada um a desenvolver a sua própria estratégia e não uma unificada, infelizmente a Europa tem os dias contados como união, económica, militar e até de existência.
Acho que não percebeste o que quis dizer, não é uma questão de ficar a sobra e beber jolas, o sistema está montado de uma forma que é impossivel mudar da noite para o dia, qualquer plano tem de ser a 20 anos e não sei se chega.
Mudar um excel com decadas não é tarefa facil, com formulas feitas que nem sempre há correlação 1 para 1, qualquer erro pode custar milhoes, há malta que só usa Excel 97 por essa razão, porque converter para versões mais modernas é impossivel ou muito demorado.
Na realidade SAP que é europeia é líder e a Sage que é a número 2 em ERP é igualmente europeia, a razão de não teres mais é porque muitas vezes empresas boas são compradas pelas big tech, pois lá é que há dinheiro para isso.
nº1 é oracle, nº 2 sap, microsoft 3º lugar, sage é lixo de SMB
Se for possivel fazer a mudanca sem perder tempo e dinheiro ninguem se opoe.
Depende do que se faz. As empresas pagam por software porque a maioria das vezes sai mais barato pagar que utilizar algo que é gratuito.
É como qualquer outra ferramenta de trabalho.
Alternativas Europeias: https://european-alternatives.eu/
muito gosta o pessoal que não percebe nada tech enfiar esse link nos comentários..
um desafio que vai parecer facil.. diz-me só uma dessas alternativas que seja uma alternativa real ao produto lider de mercado americano..
estar na mesma classe ou subclasse de produto não significa que seja uma alternativa, até o dicionário te ajuda com essa, nem precisas de saber de tech:
“uma de duas ou mais possibilidades pelas quais se pode optar.”
ou seja.. tem que ser algo pelo qual as empresas possam optar para suprir as suas necessidades face ao produto de referência..
o desafio está lançado, boa sorte
americano – Alternativa
google translate – DeepL
chrome – Vivaldi
google search ( só a busca ) – Qwant ( ou alternativa ecosia )
Tens melhores alternativas, não todas, mas algumas são melhores que as americanas
agora uma analise seria, ninguém quer saber se porcarias de consumo, já ficou estabelecido que para users domesticos qualquer coisa serve.. estamos a falar de empresas
falaste em pessoal, logo assumi todos os consumidores ( incluindo empresas )… mas focando em empresas:
google translate – DeepL
chrome – Vivaldi
google search ( só a busca ) – Qwant ( ou alternativa ecosia )
As empreas continuam a usar as mesmas ferramentas que os consumidores, é normal, muitos consumidores replicam o que usam em casa nas empresas.
outras alternativas:
americano – Alternativa
Office 365 – LibreOffice / OnlyOffice / Apache OpenOffice ( Nem sei como as 2 últimas não estão listadas como alternativa )
ChatGPT – Mistral Le Chat
Isto sendo o que mais se usa em empresas. Agora se quiseres ser objetivo, diz me que dou te alternativas. O que pode existir é falta de vontade de aprender a mexer com novas ferramentas. O Excel, por exemplo, é muito bom, é verdade, mas para quem usa OnlyOffice ( exemplo ), este não fica muito atrás e faz o mesmo que o Excel.
achas que o problema é falta de vontade.. alguma empresa que usa O365 consegue mudar para uma dessas plataformas? sabes o que é o O365 e o que inclui? nem conheço nenhuma alternativa ao 365 de nenhum fabricante, tens exchange, sharepoint, onedrive, visio, project, onenote, planner, teams, teams como telefone corporativo, integração com powerbi, copilot, jira, slack..
como disse, tem que ser algo pelo qual as empresas possam optar para suprir as suas necessidades face ao produto de referência.. não podes optar por algo que te vai limitar funcionalidades e diminuir produtividade, esse é o grande ponto, é preciso haver honestidade quando falamos de alternativas, mais de 90% não são alternativas, muitas não têm alternativa, no caso do 365 terias de substituir por mais de 10 produtos que teriam que ser self hosted, não teriam integração entre si nem sequer APIs de integração com 3rd party como Jira, muito importante para a maioria das empresas com equipas de dev.
Pelos vistos não consigo comentar o teu último post (não sei porquê). Em relação ao teu comentário, creio que vale a pena clarificar um ponto: a maioria das funcionalidades que referiste no O365 exige licenças E5. Na prática, muito provavelmente mais de 80% das empresas em Portugal não utiliza nem tem essas licenças, pelo que não consome grande parte dessas funcionalidades.
No teu caso específico não sei, mas quem trabalha com Linux e Nextcloud não precisa do O365 da forma como referes. O Nextcloud, por exemplo, tem integrações com Jira, Slack e várias outras ferramentas. Uma stack composta por Nextcloud + SAP Analytics + um servidor de email europeu constitui uma substituição funcional ao Microsoft 365, com mais controlo e menor dependência do ecossistema Microsoft.
Para mim, o único ponto realmente diferenciador continua a ser a cloud: as empresas americanas estão, de facto, anos-luz à frente das europeias. Fora isso, a menos que se utilize uma licença E5, perde-se grande parte do argumento para a obrigatoriedade das ferramentas Microsoft.
Ainda assim, levantas um ponto relevante: a Microsoft acaba por moldar o mercado ao definir ecossistemas e padrões que, com o tempo, se tornam difíceis de abandonar.
Mas 90% das empresas não quer mais controlo, quer que a coisa funcione e não precisem ligar ao informático todas as semanas. Que na maioria das vezes é um externo.
Além disso uma empresa de 5 funcionários, vai pagar mais por ter Nextcloud + SAP Analytics + um servidor de email europeu; do que o O365.
A empresa até pode não precisar de tudo o que o O365 oferece, mas fica mais econômico. Só a licença do Nextcloud Empresas 1 user, paga os 6 no O365.
Concordo que muitas empresas não querem mais controlo, querem que funcione, mas isso não é exclusivo do O365, é uma questão de modelo de serviço, não da ferramenta em si. Nextcloud, email e analytics podem ser totalmente geridos por um fornecedor externo, tal como hoje o O365 é, sem a empresa “ligar ao informático todas as semanas”.
Quanto ao custo, depende muito do cenário real. Para uma empresa de 5 pessoas, o O365 é de facto competitivo. Mas essa comparação deixa de ser linear à medida que crescem requisitos de dados na Europa, soberania, compliance específico ou lock-in.
O ponto não é que o O365 seja mau, é excelente. O ponto é que não é a única opção viável para a maioria das empresas, sobretudo quando não usam E5. Muitas escolhem Microsoft por inércia e ecossistema, não por impossibilidade técnica ou económica de alternativas.
cuidado que o Vivaldi é baseado no Chromium….
o Chromium é o pai do Chrome, do Edge e muitos outros browsers
o Chromium é americano (https://en.wikipedia.org/wiki/Chromium_(web_browser))
Muitas bases do open source começaram num país específico, seja nos EUA ou noutro lugar. O essencial é que as licenças open source permitem que o código seja analisado, adaptado e reutilizado conforme a necessidade. É essa liberdade que faz o modelo open-source funcionar.
A sério que a europa ainda não se deu conta que futuro não é o software e muito menos livre? Mas andam todos cegos? Não existem analistas e economistas na europa? Já bastam os números ridiculos que estão a investir na IA, mas nunca pensei que fossem tão decandentes ahahahhahah.
Mais depressa migro para os EUA do que de sistema operativo.
Não há alternativa à altura e vai levar uns aninhos até que surja.
França já substituiu o Teams.
QUER substituir e no setor público
ainda não substituiu (https://pplware.sapo.pt/internet/au-revoir-microsoft-teams-e-zoom-como-franca-vai-substituir-as-plataformas-norte-americanas/)
Na Europa ha muito que o opensource ocupa um lugar importante.
Mais recentemente, de todos na europa, a Russia é um dos que está a cabeça, a Alemanha, os Britânicos, e França.
Mas falando dos dias de hoje, ter opensource significa que tens um País mais desenvolvido que um outro que só usa formatos proprietários externos.
É uma métrica para analisar o desenvolvimento de um País.Quanto mais opensource provavelmente mais desenvolvido é.
A EU lançou uma iniciativa, eu até conheço um dos Elementos que está a cabeça, pois já fiz algum trabalho comunitário em conjunto com ele,reuniões,etc e muita galhofa claro 😀
Esta nova entidade está na Bélgica, e o Hartman(O homen forte do kernel Linux), foi galardoado um dia destes lá.
Eles querem ser uma entidade sem fins lucrativos.
Mas estas entidades e grupos, é melhor olhar para elas, com alguma distância.
Tentar perceber os elementos que fazem parte destes grupos, que ideologias teem.
Qual é a base de cada individuo… É saudavel??
Eu venho do tempo do ms-dos e do Spectrum
Sempre fui usando Linux, e posso dizer que quem quer trabalhar e não jogar, tem tudo no Linux. Até esse panorama está a mudar, graças a Steam. E quem quer correr aplicações Windows em Linux tem o Wine.
Sugerir como alternativa um emulador não é alternativa.
Pensem só não temos quase nenhuma alternativa made in portugal pelo menos que visse no site para já….
Expectativa: Europa a produzir produto que rivaliza com o produto americano
Realidade: Europa regula, sugere, excreta textos e textos em papel, não consegue nadar então taxa, nada consegue e por fim proíbe o uso do produto americano que os privados querem usar porque é melhor.
Os Europeus têm conhecimento, competência e valor em qualquer área. Há que assumir uma Europa Unida e Soberana. Só assim é que podemos deixar de depender dos EUA.
O caminho faz-se caminhando e acho muito bem se começar!!! em certas areas podem haver dores de crescimento, mas para se ter liberdade tem de ser assim!!!! Hoje em dia não existem razoes técnicas para nao termos na EUROPA alternativas iguais ou melhores.
claro que existem.. triliões de investimento ao longo de decadas.. boa sorte apanhar um comboio com 30 anos de atraso
Infelizmente, Livre e Bom não são sinónimos 😀
Não ha sinónimos, ha muita coisa proprietária que é uma miséria.
E ha muita coisa livre que é má, e ha muita coisa livre que em muitas áreas já está quase lá, e outras que são bastante boas.
O software cientifico que existe, algum é de muito boa qualidade.
Usados na energia nuclear, ,CERN,e por ai a fora.
Não me digas que estas entidades não são crediveis, não ha nada mais credivel que eles.
Mas também ha Áreas onde so existem coisas propriétarias.
O problema dessa transição, começa logo de base. Estão a querer começar no software, antes de terem hardware livre. Sim, porque para serviços CRM, Cloud, etc, é preciso hardware.
Então, primeiro temos de conseguir ter chips, boards e afins fabricados na Europa em quantidade para essa demanda. Ou seja, é preciso uma Intel , uma Asus ou uma Nvidia europeias. Sem isso, lá se vai essa tal “liberdade”.
Depois, mesmo que se gaste 5 anos no desenvolvimento dessas soluções alternativas, continuaremos 30 anos atrasados. Por isso, haverá em curto prazo esse grande fosso.
Podem começar a estudar e montar as coisas agora, mas só será verdadeiramente viável daqui a 50 anos. Estão disponíveis em esperar?
Antes esperar do que estar sempre dependente da vontade dos outros!!!!
A questão é saber quantos investidores europeus estão realmente despostos a investir milhões e ter retorno, daqui a 50 anos.
Porque dizer que os investidores são US, o problema mantem-se.
Boas notícias 🙂