Europa prestes a proibir redes sociais para menores de 15 anos
A Comissão Europeia (CE) publicou, na tarde desta segunda-feira, as suas diretrizes fundamentais para a proteção de menores online. Estas novas regras abrem caminho para a proibição definitiva do acesso às redes sociais por menores de 15 anos. Esta era uma medida defendida há muito tempo pela França.
A União Europeia deu assim um passo decisivo na proteção das crianças na internet. No dia 14 de julho, a Comissão apresentou orientações que pretendem redefinir as responsabilidades das plataformas digitais, especialmente das redes sociais.
As novas regras permitirão aos Estados-membros estabelecer uma idade mínima para acesso a estas plataformas.
CE endurece medidas de proteção online dos menores
As diretrizes da Comissão visam diretamente os mecanismos mais polémicos das redes sociais. Notificações de leitura e outros elementos concebidos para incentivar comportamentos aditivos entre os menores poderão ser banidos.
O objetivo declarado de Bruxelas é quebrar os ciclos que tornam os adolescentes utilizadores compulsivos, mais vulneráveis a estas práticas.
O texto europeu também reforça o combate ao ciberbullying. As contas de menores deverão, por defeito, ser privadas e invisíveis para quem não for amigo. Não será possível adicionar um menor a um grupo sem o seu consentimento explícito, nem capturar os seus conteúdos para os divulgar noutros espaços.
A medida principal delineada pela UE é a criação de um protótipo de aplicação de verificação de idade “respeitadora da privacidade”. Esta solução permitirá comprovar que se tem mais de 18 anos sem revelar informações pessoais adicionais, como a identidade completa.
Cinco países irão testar este sistema em primeira mão: Dinamarca, Espanha, Itália, Grécia e… França, todos validados pela Comissão.
Linha segura para as crianças e os jovens
As orientações estabelecem uma lista não exaustiva de medidas proporcionadas e adequadas para proteger as crianças dos riscos online, como o aliciamento, os conteúdos nocivos, os comportamentos problemáticos e de dependência, bem como o ciberassédio e as práticas comerciais nocivas.
São visadas todas as plataformas online acessíveis a menores, com exceção das micro e pequenas empresas.
As principais recomendações incluem o seguinte:
- Definir as contas dos menores como privadas por padrão para que as suas informações pessoais, dados e conteúdo de redes sociais sejam ocultados daqueles com quem não estão ligados para reduzir o risco de contacto não solicitado por estranhos.
- Alterar os sistemas de recomendação das plataformas para reduzir o risco de as crianças encontrarem conteúdos nocivos ou ficarem presas em conteúdos específicos, nomeadamente aconselhando as plataformas a darem prioridade aos sinais explícitos das crianças em detrimento dos sinais comportamentais, bem como capacitando as crianças para controlarem mais os seus alimentos para animais.
- Capacitar as crianças para que possam bloquear e silenciar qualquer utilizador e garantir que não podem ser adicionadas a grupos sem o seu consentimento explícito, o que pode ajudar a prevenir o ciberassédio.
- Proibir que as contas descarreguem ou tirem capturas de ecrã de conteúdos publicados por menores, a fim de evitar a distribuição indesejada de conteúdos sexualizados ou íntimos e a extorsão sexual.
- Desativar por defeito as funcionalidades que contribuem para uma utilização excessiva, como as «faixas» de comunicação, os conteúdos efémeros, os «recibos de leitura», a reprodução automática ou as notificações push, bem como remover as funcionalidades de conceção persuasivas destinadas predominantemente ao envolvimento e à criação de salvaguardas em torno de robôs de conversação de IA integrados em plataformas online.
- Assegurar que a falta de literacia comercial das crianças não seja explorada e que estas não sejam expostas a práticas comerciais que possam ser manipuladoras, conduzir a despesas indesejadas ou a comportamentos aditivos, incluindo determinadas moedas virtuais ou caixas de saque.
- Introduzir medidas para melhorar os instrumentos de moderação e comunicação de informações, exigindo um retorno de informação rápido, e requisitos mínimos para os instrumentos de controlo parental.


























EXCELENTE! Só peca por tardia… Resta saber se os pais mais “liberais” vão facilitar a vida aos filhos…
“Ó pai, ó pai, vem aqui dar a cara, que a câmara não me deixa entrar no meu Face” 🙂
+1
Podem fechar. É isto mesmo.
Falta saber como controlam a idade, de todos os utilizadores, seja para acesso às redes sociais, seja a sites para adultos. Os australianos andam em testes – com a identificação da idade através de uma câmara e de uma aplicação que estima a idade – mas não a consideraram eficaz. Nos EUA, em alguns estados, seguiram outros processos mas também não deu resultado.
Isso já se sabe, é através de uma aplicação género gov.id mas a nível da EU, vai ser testada em 5 países em breve e depois fazem rollout para os restantes, não havia outra forma de o fazer, câmeras e cenas é inútil, tem de existir uma validação com documento oficial de identidade
ID digital muito em breve, esta apenas o pretexto. Depois ID associada ao banco e a seguir ficamos caladinhos ou perdemos o acesso às contas…tipo China
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ue-com-app-para-vedar-conteudos-improprios-a-menores-de-idade-nas-redes-sociais/
Ok…tem muito cuidado, não tires esse chapéu de alumínio;)
E tu não abras os olhos, porque quando fores enra***o a bruta não vais ter direito a reclamar senão ficas sem direito a possuíres o quer que seja.
È por causa de tontinhos como tu que cada vez mais perdemos liberdades.
Continua o rebanho. Mas já podem ler o manifesto comunista.
Eu diria que quem defende a anarquia, historicamente está bem mais perto dos ideais comunistas (não da prática) do que os do centro e direita…
Eu defendo um rei platónico mundial de modo aos ricos não fugirem aos impostos, já teria sido criado um mundo lá fora mais interessante e os miúdos nem precisavam de redes sociais, distribuindo o dinheiro as pessoas viviam mais no mundo real!
Concordo em absoluto. E devia ser uma medida a nível mundial.
Se resultar lá se vai metade da clientela. 😛
Exatamente, a realidade vai ser essa.
Os meus filhos usam tik tok e insta desde os 8 anos, a europa não manda nada. Na minha casa mando eu. Brexit para Portugal!
Meter os filhos nas redes sociais desde os 8 anos é uma excelente forma de educação! Parabéns!
Vê-se mesmo que não tens filhos….vai dar tangas para outro lado…
Eu até acredito, há gente doida para tudo, no Brasil a moda é fazerem coaching às crianças na tentativa que se tornem “influencers” para os pais poderem capitalizar
Ou então…ou então…Brexit para ti! É que pais como tu são péssimos exemplos.
Europa e os seus condicionamentos à liberdade. Supervisão de pais preocupados provavelmente será melhor metodo.
Pois claro e até devia ser 18 anos o mínimo….como vão conseguir ? Não sei , mas tem de ser tal como fazem para jogo online
Ideal com esta geração era passarem tudo para 25 anos, idade de beber, fumar, conduzir e ter redes sociais, uma vez que eles são jovens até aos 35 anos e que antes de serem pais não sabem o que é responsabilidade, é o que faz mais sentido
@Zé Fonseca A. por norma, 99,9% das vezes não concordo com os teus argumentos, mas essa tenho que dar a mão a palmatória e concordar contigo.
Concordas com uma utopia?
Qual Utopia?
O ideal seria…
O perfeito seria…
O impecável seria…
O insuperável seria….
Sim, concordo, isto porque de 2000 para a frente e um pouco para trás há muita falta de maturidade.
deixa estar, muitas vezes nem eu próprio concordo com os meus argumentos 😀
Devia ser proibido a menores de 16 anos, assim como o uso de telemóveis, não há justificação para tal fora o facto dos pais não quererem ser pais.
E que tal proibição a menores de 18? E com enforcing de verificação para não acontecer de dizerem que têm sem ter. Alarguem isso a youtube, twitch, etc etc etc.
No caso do youtube, para menores de 18 existe o youtube kids.
Isto é uma palermice. Se não forem os pais qualquer puto de 12 anos até sabe dar a volta a estas patetices e ver aquilo que quer…
Concordo com a decisão. E de preferência login e registo com cartão cidadão. Fácil.
Jesus que esta gente não pensa, percebes que isto não é só para crianças, todos têm de se identificar e quanto a tua liberdade e alguns gostos pessoais que possas ter e gostas de manter em sigilo, passa, quer queiras, quer não, deixa de ser privado.
Será mais uma lei para estar no papel, porque é praticamente impossivel que seja aplicada….
Povo tapadinho, eles querem controlar tudo com a desculpa das crianças.
Por mim vão mamar na quinta para do cavalo. (VPN + IP fora da UE).
Tu é que sabes andar nisto. “ELES” não sabem nada sobre ti… e é com isto que vão obter informações importantíssimas LOOOOOOOL
Não me digas também és o tal que dormes com a porta aberta, porque não tens nada a esconder?
Nop, apenas não sou ingénuo ao ponto de dizer tamanhas asneiras.
Eles decidirão o que for melhor para nós.
Infelizmente há muito pai que enfim… O meu puto tem 13 anos e tem instgram há +/- 1 ano. Mas já além de já ter levado (e continuar a levar) com a missa cantada dos benefícios e perigos das redes sociais e do que deve e não deve fazer, ainda tem um pai e uma mãe presentes e que vão falando e perguntando sobre essas coisas. Há muita gente que põe o telemóvel nas mãos dos putos com 6 meses e nunca mais se preocupam em olhar para eles. Desde que estejam caladinhos…
Já vai tarde, depois de criar uma sociedade alheia a valores é que se lembram de mudar
Devia ser 50 anos e mesmo assim…
E como é que a Europa vai fazer para proibir?
O teu filho/a de 15 anos sabe mais de redes e internet que adultos…
A europa só quer acabar com a pressõa. isto é tudo politica de vermes. Vais er mais dificil aos putos aceder ao porn à discarada, ams nunca impossível, basta estarem acordados às 3 da manhã e meterem na CMTV que vêm logo mamas e genitais masculinos….
Eu acho isto simplesmente ridículo. Proibir nunca resolveu nada, só torna o fruto mais apetecível. As redes sociais, tal como tudo o que está ligado às tecnologias, são fruto da evolução. Retirar as crianças da equação só retira competitividade na sua evolução. No meu tempo só não passava mais tempo atrás do zx spectrum e de outras tecnologias da altura, porque não podia. Mas já sabemos o que está por trás disto tudo: condicionar o acesso á informação e obrigar a mastigar as ideologias “autorizadas”. Os pais também tem uma quota parte de responsabilidade nisto, porque se demitem da sua função de educar. Os meus filhos consomem internet em doses massivas, mas também consomem outro tipo de atividades incentivadas por mim. Tenho 51 anos e gasto a maioria do meu tempo livre com eles. A jogar, a praticar desporto, a andar de bicicleta, a conversar, a dar-lhes bons conselhos, etc… Agora são os telemóveis…outras tecnologias lhe seguirão… E vamos fazer o quê? Limitar a evolução natural das coisas? Se eu tivesse hoje 15 anos, podem ter a certeza de uma coisa, esta lei não me iria limitar em nada. Há sempre forma de contornar os obstáculos… pelo menos enquanto vivermos em democracia.
Fazem muito bem!
Os jovens andam hipnotizados por ecrãs. Já não sabem socializar.