Como os carros elétricos da Nissan vão ajudar a alimentar os centros de dados de Silicon Valley
A ChargeScape e a Nissan anunciaram o lançamento de um novo projeto-piloto Vehicle-to-Grid (V2G), por via do qual os carros elétricos da empresa automóvel fornecerão energia durante os períodos de sobrecarga da rede.
Num projeto promissor, a joint venture automóvel focada na integração de veículos elétricos à rede elétrica, ChargeScape, e uma das maiores fabricantes automóveis do mundo, a Nissan, anunciaram o lançamento de um projeto-piloto Vehicle-to-Grid (V2G), que decorrerá no território coberto pela Silicon Valley Power (SVP).
Se já era um dos principais centros de dados do mundo, a Inteligência Artificial causou um aumento na procura de eletricidade proveniente dos centros de dados, em Silicon Valley, agravando um problema que muitas redes elétricas não foram projetadas para suportar.
Na procura de formas inovadoras de aumentar rapidamente o fornecimento de energia para atender a esta nova procura, garantindo a confiabilidade da rede para todos os clientes, a ChargeScape lembrou-se de recorrer à tecnologia V2G e estabelecer uma parceria com a Nissan.
Condutores de elétricos da Nissan contribuem para a rede elétrica
No Centro de Tecnologia Avançada da Nissan, em Silicon Valley, o projeto-piloto utilizará a energia armazenada nas baterias dos veículos elétricos da fabricante, geridas pelos carregadores bidirecionais da Fermata Energy, para exportar energia durante períodos de sobrecarga da rede.
Por sua vez, a ChargeScape coordenará com o parceiro de mercado Leap a descarga de energia dos veículos da Nissan e a liberação do fornecimento para as cargas dos centros de dados.
Por meio desta colaboração, estamos a mostrar como os veículos elétricos podem reforçar as necessidades elétricas das nossas comunidades e oferecer benefícios significativos aos motoristas.
Disse Rich Miller, vice-presidente de Serviços Conectados a Veículos da Nissan, nos Estados Unidos.
Na perspetiva de Joseph Vellone, diretor-executivo da ChargeScape, uma vez que "a IA é um componente fundamental do dinamismo americano", as redes elétricas devem adaptar-se rapidamente para fornecer aos centros de dados a energia necessária para manter a vantagem competitiva em locais como o Silicon Valley.
Integrar as baterias dos veículos elétricos da Nissan à rede da Silicon Valley Power é um primeiro passo crucial para reforçar a confiabilidade da rede a longo prazo e recompensar os motoristas de veículos elétricos que fazem parte da solução.
O projeto-piloto integra uma missão mais ampla da ChargeScape, que procura acelerar a integração entre veículos e rede elétrica, e com o qual a empresa planeia estabelecer as bases para outros programas V2G noutros estados americanos.
Através deste e de outros programas da ChargeScape, os condutores de veículos elétricos participantes ganharão dinheiro por ajudar a rede elétrica, um mecanismo que a empresa acredita que ajudará a tornar os veículos elétricos mais acessíveis a longo prazo.
Embora esteja a ser conduzido do outro lado do Atlântico, projetos como este poderão motivar ações semelhantes na Europa, envolvendo os condutores e recompensa-os por contribuírem para a sustentabilidade da rede elétrica, numa fase em que a tecnologia tenderá a sobrecarregá-la cada vez mais.























Se queremos preservar o planeta, temos de fazer mais, com menos.
Inovar sim, mas sempre com o foco na sustentabilidade, do nosso planeta.
O desperdicio de recursos e o consumismo, são um problema para a continuidade da humanidade e do planeta, tal como o conhecemos.
Na UE está mais avançado, segundo o post de 22/06/2025: “Países Baixos já sabem como evitar apagões: estabilizar a rede com carros elétricos”, em que me censuraram todos os comentários.
Pelo menos neste neste já não se fala em querer estabilizar a rede e evitar apagões com as baterias dos carros elétricos.
Tenho um BEV, embora não tenha V2G pois o fabricante Stellantis não acredita nessa tecnologia, estaria disponível para esse tipo de “serviço” mas essa aceitação em grande escala tem de partir principalmente do fabricante do carro em garantir que esse tipo de “stress” na bateria não irá afetar a bateria a médio longo prazo visto que uma das restrições a adoção dos BEV é mesmo isso a duração da bateria o seu custo de substituição e a autonomia.
Posto isto o dono do BEV pode destinar um % da bateria para isso, ou isso é gerido pela empresa podendo o dono do BEV chegar ao carro e ter pouco Km disponíveis?
A marca do carro garante uma garantia extra (após os 8 anos) na bateria pelo desgaste acelerado com a constante carga descarga a que irá estar sujeito quando em modo V2G?
O valor pago irá compensar a perda de autonomia no carro ao longo da sua vida útil?
Isso tudo dem de ser bem esclarecido para que os donos/clientes possam decidir se aderem/querem participar nesse tipo de iniciativa.