BMW e Ferrari descobriram o truque da Tesla para baixar o preço dos carros elétricos
Há um metal escondido dentro dos carros mais avançados do mundo que normalmente não se associa à poupança. Durante mais de 200 anos, foi indispensável na engenharia elétrica. Agora, está a ser substituído e já há várias fabricantes a perceber essa vantagem.
Desde a invenção da bateria elétrica que o cobre é o padrão para cablagens, motores e sistemas elétricos. Por ser um excelente condutor e ser fiável, a indústria automóvel construiu décadas de engenharia à sua volta.
Contudo, os preços não param de subir: em janeiro deste ano, a tonelada chegou a aproximar-se dos 15.000 dólares, um valor recorde histórico.
Do outro lado está o alumínio, que ronda atualmente os 3100 dólares por tonelada, menos de um quarto do preço do cobre. Esta diferença, cada vez mais difícil de ignorar, está a mudar decisões de engenharia em toda a indústria.
Ferrari e BMW mudam de rumo
A Ferrari, que já usa alumínio nas carroçarias, motores e chassis dos seus modelos, começou a integrar o metal nos cabos elétricos do seu híbrido plug-in 296, e mais recentemente do Luce, o primeiro modelo totalmente elétrico da marca de Maranello. O resultado é uma cablagem até 20% mais leve.
Curiosamente, Dario Esposito, responsável de comunicação da Ferrari, sublinhou que "não estamos a escolher o alumínio porque é mais barato, escolhemos o material que tem melhor performance".
No entanto, o preço mais baixo deverá ser um efeito colateral bem-vindo.
Já a BMW começou a usar condutores de alumínio em 2011, no Série 1, e tem vindo a alargar a sua utilização. Atualmente, a mais recente tecnologia eDrive da marca alemã recorre a alumínio tanto em sistemas de alta como de baixa tensão.
Há ainda rumores, avançados por fontes da indústria à Reuters, de que a Stellantis, quarta maior fabricante automóvel do mundo, também já iniciou a transição, embora a empresa não tenha confirmado oficialmente.
Tesla e a China lideram a corrida
Se há uma marca a apontar como pioneira neste tema, é a Tesla, que introduziu cablagem de alumínio já em 2019, com a chegada do Model Y, e mais tarde na Cybertruck.
Na China, o maior mercado de metais do mundo, a transição tem sido praticamente uma política de Estado.
Em março de 2025, o Governo chinês publicou um documento a incentivar formalmente a indústria a substituir cobre por alumínio, e marcas como Xpeng, Xiaomi e AVATR responderam ao apelo.
Para as fabricantes chinesas, menos peso significa mais autonomia, e menos custo significa alívio numa guerra de preços que tem espremido as suas margens.
"Não há bela sem senão"
Entre as desvantagens está o facto de o alumínio conduzir eletricidade pior do que o cobre, o que obriga a usar cabos mais grossos para compensar.
Além disso, a sua produção também consome bastante mais energia, com o consequente impacto em emissões. Há ainda fatores externos, como tarifas alfandegárias nos Estados Unidos, que complicam a equação para algumas fabricantes.
Ainda assim, o espaço para crescer é enorme, tendo em conta que, segundo a fabricante norueguesa Hydro, cerca de 85% dos busbars, as barras que ligam a bateria aos restantes sistemas de um carro elétrico, continuam a ser feitos de cobre.
O futuro dos carros
Segundo estimativas do JPMorgan, o alumínio deverá substituir cerca de 2% da procura global de cobre já este ano, podendo chegar aos 6% até 2030.
Indo mais longe, a consultora chinesa Zhuochuang prevê que entre 25% a 30% dos componentes atualmente feitos de cobre, nos setores automóvel, energético e de eletrodomésticos, possam migrar para o alumínio até ao final da década.
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Segredo da Tesla? Muito antes da Tesla foi o segredo dos Ar condicionados e Termoacumoladores mais baratos.
Ninguém falou de ar condicionados ou termoacumulações estamos a falar de carros mais particularmente transmissão de eletricidade, fazer cubas de termoacumuladores em alumínio não é mesmo que fazer cabos de aluminio
É exactamente a mesma coisa, trocar um material termo/electrico mais nobre por um mais barato.
Não, não tem nada a ver. Uma coisa leva agua a outra leva eletricidade o alumínio pode ser quase tão bom como o cobre a conduzir eletricidade enquanto que para levar agua não
A Ferrari nem dorme a tentar perceber como baixar o preço dos carros. Até já dizem que o Ferrari Luce vai passar dos 655 mil euros para os 652 mil.
Eu acho que a Ferrari já baixou os preços!
E, numa próxima edição vão fazer uma promoção de 50% e vender o Luce por 1 milhão de euros :D^_^
Os chineses usam alumínio nos condutores de muitas extensões de energia, depois a malta liga lá o grelhador elétrico e a extensão começa a deitar fumo.
É para os alimentos ficarem com aquele sabor caraterístico dos grelhados no carvão, mas a tua cabecinha não atinge isso. 🙂 🙂 🙂
PS, espero que compreendas que o meu comentário é em tom de brincadeira.
Agora é que vai ser ver os preços a cair por aí abaixo…..
O truque é escravizar pessoal na China e noutros países de 3º mundo…
Quais ? aqueles que exploram petróleo ?
Secalhar o meu vencimento mensal é em alumínio por isso ser tão baixinho
Vai ser cá um gozo ver os Ferrari a pilhas a pastar nas estradas.
Se acelerarem ficam a pé…
Deixem passar o PorcoDoPunjab, deslarguem-me…
São diferentes dos ferrari a benzina em que aspecto ?
“Além disso, a sua produção {alumínio} também consome bastante mais energia, com o consequente impacto em emissões.”
Por isto se vê que as marcas se estão a marimbar para o planeta.