“Papa do Automóvel” alerta que a Europa está 20 anos atrás da China em termos de baterias
Numa entrevista ao jornal chinês Global Times, o chamado "Papa do Automóvel", pelos alemães, fez uma avaliação direta da posição da Europa na corrida global dos veículos elétricos, colocando o bloco largos anos atrás da China.
Conforme já explorámos anteriormente, até por opiniões que foram sendo dadas por alguns diretores-executivos do ocidente, a China possui uma vantagem automóvel considerável.
Agora, mais uma opinião nesse sentido foi dada pelo professor Ferdinand Dudenhöffer, frequentemente apelidado "Papa do Automóvel" (em alemão, "Autopapst"), pelos orgãos de comunicaçao social alemães.
Numa entrevista ao jornal chinês Global Times, o, também, diretor do Centro de Investigação Automóvel, em Bochum, na Alemanha, fez uma avaliação direta da posição da Europa na corrida global dos veículos elétricos.
No setor das baterias, a Europa está 20 anos atrás da China.
Afirmou Dudenhöffer, sublinhando que a cooperação com fornecedores chineses tornou-se essencial para que as fabricantes europeias se mantenham competitivas.

O especialista em automóveis, Ferdinand Dudenhöffer, que lidera o Centro de Investigação Automóvel, em Bochum, na Alemanha. Crédito: dpa, via Handelsblatt
Esta lacuna tecnológica criou uma situação em que mais de 70% das baterias em veículos elétricos vendidos na Europa até 2025 foram fornecidas por empresas chinesas.
Os seus comentários surgem no momento em que as fabricantes chinesas registaram vendas recorde na Europa, segundo traduzido pelo CarNewsChina, com volumes mensais a ultrapassarem 100.000 unidades, pela primeira vez, em dezembro de 2025, conquistando uma quota de mercado de 9,5%.
Fabricantes da China têm vantagem considerável
A vantagem de custos detida pelas fabricantes chinesas é considerável, com despesas de produção de baterias aproximadamente 30% mais baixas do que as das suas concorrentes europeias, e ciclos de desenvolvimento mais curtos em 50%.
Entretanto, as fabricantes europeias de baterias enfrentam dificuldades para ganhar terreno, com a sueca Northvolt a enfrentar falência devido a deficiências técnicas e atrasos nas entregas, enquanto a francesa ACC suspendeu planos de expansão das suas fábricas, conforme enumerado pela mesma fonte.
Por sua vez, gigantes chinesas de baterias, como CATL e Gotion High-Tech, ultrapassaram o simples fornecimento de componentes, estabelecendo presença industrial ativa na Europa.
Empresas chinesas em domínios como condução autónoma e cockpits inteligentes, como QCraft, Horizon Robotics, Xiaomi e Huawei, estão a liderar a tendência, em vez de serem dominadas por fabricantes europeias e norte-americanas.
Observou Dudenhöffer, explicando que a lacuna tecnológica estende-se além das baterias.

"Mais de 70% de todas as baterias para veículos elétricos já fabricadas foram produzidas na China, gerando um extenso conhecimento técnico em manufatura. Isto impulsionou o surgimento de gigantes como a CATL e a BYD, que centralizaram a sua expertise no setor das baterias e fomentaram a inovação", segundo o relatório The battery industry has entered a new phase, da IEA, de março de 2025.
De facto, dados da Agência Internacional de Energia (em inglês, IEA) mostram que a China controla atualmente 75% da capacidade global de produção de baterias, com liderança particular na tecnologia de baterias de fosfato de ferro-lítio.
Apesar dos esforços europeus para fortalecer as cadeias de fornecimento locais através da Lei das Matérias-Primas Críticas, os custos de produção de baterias permanecem 50% mais altos do que na China, com mais de 80% de dependência de importações para materiais críticos como lítio e níquel.
Conforme alertado pelo especialista, "se as fabricantes europeias continuarem a depender de cadeias de fornecimento locais ineficientes, perderão completamente a janela de transição".
Na sua opinião, as parcerias em curso entre empresas chinesas e europeias poderão transformar a Europa de um "centro de consumo de baterias" num verdadeiro laboratório.
Além disso, o professor acredita que a Alemanha pode "aprender muito com a 'eficiência chinesa'", pelo que a cooperação entre as indústrias automóveis chinesa e europeia representa uma estratégia win-win, que combina as forças de ambos os lados.




















A China tambem está 20 anos atras do nivel de vida europeu
Antes de dizer que a China está 20 anos atrás do nível de vida europeu, o ideal era pelo menos ter passado lá uma semaninha. Gosto sempre de ver gente a falar da China como se tivesse acabado de voltar de lá… Quando foi a última vez que saíste do teclado para veres o mundo real?
Tens duas realidades na China, as grandes cidades, que são bem mais evoluídas que as europeias, onde o nível de vida e principalmente a qualidade de vida é muito superior e depois há o interior em que o nível de vida é inferior, mas…. é dar-lhes tempo! O pessoal ainda vê a China como a loja do chinês com produtos de baixa qualidade e mão de obra “escrava”, quando atualmente a realidade é bem diferente! A europa devia acordar para a vida e deixar-se de debater o sexo dos anjos…
Tens razão, TugAzeiteiro — basta ver Xangai, Chendu ou Shenzhen para perceber que a China já não é a “loja do chinês” de antigamente. Mas também, se deres uma volta por certas aldeias cá no interior europeu (ou português), vês que o atraso não é privilégio deles. No fim de contas, tanto eles como nós ainda andamos a duas velocidades.
Coo se não fosse assim em todos os paises, ainda tens de me dizer qual é o pais em que o nivel de vida é superior no “interior”
As grandes cidades dão 15 a zero a Lisboa, o problema é quando sais das grandes cidades
Não fazes mesmo ideia do que é a China, aconselho visitar nos cada vemos mais parecemos um museu quando comparado com eles.
Última vez que fui à China fui avaliar uma empresa para ser nossa fornecedora e convidaram-me para almoçar lá. Tinham turnos de refeições, um para ocidentais e outro para chineses, queres saber porquê? Claramente quem fala da China não sabe do que fala, tanto quem fala mal como quem fala bem.
Já estive várias vezes na China em contexto profissional (a última vez foi no mês de outubro do ano passado) e visitei várias empresas, onde também almocei com equipas locais. É verdade que a comida dos refeitórios nem sempre é grande coisa — lá ou cá — mas nunca encontrei essa separação entre “ocidentais” e “chineses” nas refeições. Pelo contrário, partilhávamos a mesma mesa longa e o ambiente era sempre bastante acolhedor.
Além disso, tenho familiares a viver e a trabalhar na China há anos, em diferentes cidades, e também nunca mencionaram nada semelhante. Claro que cada experiência é diferente, mas pelo que conheço, essa divisão não é uma prática comum.
Não tem a ver com a qualidade de comida tem a ver com os restos que são postos em cima da mesa ou no chão. Em empresas com ocidentais acham isso nojento e é preciso limparem tudo entre turnos.
Claramente não viveram a verdadeira China e andaram em sítios muito ocidentalizados.
Já agora, o que dizem os teus familiares do nível civilizacional de um povo que tem uma prática de condução chamada “hit-to-kill”?
Bem, a parte da condução “hit-to-kill”, eu concordo. Sou testemunha deste tipo de condução.
@Zé, no mesmo horário arriscavas-te a comer cão vadio.
Nós temos a tecnologia revolucionária das rolhas das garrafas que não se perdem. E 20 anos também é um saltinho, vocês vão ver o quanto evoluímos assim que o Seguro se tornar presidente.
As máquinas que fazem os “Chispes” mais avançados do mundo é de uma empresa Neerlandesa, só para dar um exemplo mas isso não conta para nada, eu ainda não percebi esta nova moda de deitar a Europa a baixo, temos os melhores cuidados médicos, a melhor qualidade de vida a maior esperança de vida os melhores níveis de segurança, as melhores leis laborais, as melhores seguranças sociais e vocês acham que está tudo mal e a cereja no topo do bolo temos LIBREDADE para podermos dizer coisas parvas como o teu comentário.
Cada país vai avançando à sua maneira — uns correm, outros preferem caminhar com calma (e há quem ainda esteja a procurar o mapa). Não é preciso rebaixar os outros para provar que somos melhores.
A Holanda é excelente na produção de chips, sem dúvida, mas isso não significa que partilhe essa riqueza tecnológica com Portugal ou com o resto da Europa. Cada um protege o que tem de mais valioso — é a lógica do mundo real.
É verdade que a Europa tem boa qualidade de vida, mas isso depende muito de onde se vive. Há cidades onde uma pessoa pode passear tranquilamente à meia-noite, e outras onde é melhor fazê-lo acompanhada… por um cão grande.
Em vez de transformarmos as diferenças europeias num jogo de “quem é o melhor”, talvez fosse mais produtivo reconhecer os pontos fortes de cada país e aprender uns com os outros. Assim ninguém precisa de se sentir nem “20 anos à frente”, nem “20 anos atrás”.
É melhor que o 3 Salazares.
Rolhas da garrafa, eles tb já fabricam…
Vejo que algumas pessoas aqui ficam ofendidas quando se compara a Europa com o resto do mundo.
Mas meus senhores narcisistas europeus a Europa sem a pólvora da China nunca teria conseguido sair deste cantinho.
A religião que a Europa usa para justificar os crimes que fez contra a Humanidade e que ainda hoje faz, principalmente com as suas colónias, é uma religião do Médio Oriente.
De recursos para se sustentar a si própria a Europa é muito pobre. Se não fossem os alimentos de outras zonas a Europa morreria a fome, sem os recursos naturais de outros lugares como o petróleo a Europa morria de frio.
Portanto meus caros europeus se o Planeta fechar as portas a todas as coisas que precisamos quem seremos nós neste planeta?
A China tem 5000 anos de existência como sociedade, tem várias etnias, religiões, línguas e culturas.
Acham que precisam de olhar pasa a Europa como exemplo de como devem seguir para serem melhores ?
Os carros europeus também não levam baterias europeias! Sem problema.
Levam sim, há várias fábricas por cá.
“…No setor das baterias, a Europa está 20 anos atrás da China. …”
Boa, pode ser que alucinados sejam obrigados a adiar os carros elektros mais uns 20anos.
“…70% das baterias em veículos elétricos vendidos na Europa até 2025 foram fornecidas por empresas chinesas. …”
E as restantes, 20% são coreanas e 10% americanas.
Adiar ? Nesse caso têm é de adiar para sempre os a combustão, e assim passam a fabricar cá baterias.
Passam, passam e é com 70 a 80% dos suprimentos para baterias estarem nas mãos dos chinos.
Parece q não, mas desde há meia década q falamos disto tb, mais concretamente após o documentário q denunciava “o lado negro das energias verdes” q foi mandado eliminar dos arquivos da RTP , pelo terrível lobby elektro instalado que dizia q era tudo mentira. Vê -se…
O restante até aos 100% chega nos bem, acha que o nosso mercado é assim tanto grande ?
Foi mandado para os arquivos porque tinha informações falsas, e eram fáceis de identificar.
Se há meia década e ainda fala disso, é porque continua sem conhecer o mundo em que vive e a defender lobbies que não precisam de defesa, já devia ter aberto os olhos há muito tempo.