Quantcast

StormBreaker: Marinha dos EUA aprovou oficialmente o uso desta arma inteligente letal

13 Comentários

Após meses de testes e anos de investimento, a Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou o uso operacional da arma letal StormBreaker, da Raytheon, no caça de ataque F/A 18 E/F Super Hornet. A empresa descreve-a como “a única arma inteligente operacional capaz de atingir alvos móveis e estacionários”.

Depois de a StormBreaker ter alcançado um importante marco de desenvolvimento, em setembro de 2025, passando de protótipo a unidade de teste em apenas 50 dias, a Marinha dos EUA aprovou o uso operacional da arma no F/A 18 E/F Super Hornet.

Ter a StormBreaker significa que os esquadrões do Super Hornet da Marinha podem agora atacar tanto alvos móveis como estacionários, independentemente de estarem a voar de dia, de noite ou em condições meteorológicas severas.

Afinal, a Raytheon descreve a StormBreaker como “a única arma inteligente operacional capaz de atingir alvos móveis e estacionários, tanto em condições meteorológicas favoráveis como adversas, em terra ou no mar”.

A StormBreaker é uma munição de precisão, com um sistema de orientação triplo que rastreia alvos em movimento em condições de baixa visibilidade, como escuridão, mau tempo, fumo e poeira. Crédito: Raytheon

Inteligente, porque consegue encontrar, identificar e atingir alvos praticamente sozinha, com elevada precisão e em condições difíceis, graças a vários sistemas tecnológicos.

Ou seja, a “inteligência” da arma não significa autonomia total, mas a capacidade de tomar decisões de orientação durante o voo, adaptando-se ao ambiente e ao comportamento do alvo, por forma a aumentar a probabilidade de acerto.

O Super Hornet desempenha um papel crítico na estratégia de combate aéreo da Marinha e equipá-lo com a StormBreaker aumenta a letalidade da aeronave ao permitir ataques de precisão em quaisquer condições meteorológicas.

Disse Sam Deneke, presidente da Air & Space Defense Systems.

A Raytheon, a Marinha dos EUA e a Força Aérea dos EUA iniciaram as atividades de integração da arma inteligente StormBreaker nas aeronaves F-35, F/A-18E/F e F-16. Crédito: Raytheon

Trata-se de uma melhoria significativa nas capacidades de ataque já existentes do Super Hornet, que no passado tiveram dificuldades em condições adversas.

A StormBreaker apresenta as seguintes vantagens:

  • A arma pode percorrer mais de 45 milhas (cerca de 72,4 km), o que significa que os pilotos não terão de permanecer tanto tempo dentro do alcance das defesas inimigas.
  • O seu tamanho relativamente reduzido permite que o caça Super Hornet transporte um maior número destas bombas em simultâneo, o que se traduz na necessidade de menos aeronaves no ar para atingir o mesmo número de alvos.

Como funciona a StormBreaker?

O Super Hornet transportou, pela primeira vez, a StormBreaker em 2023 e, desde então, a bomba tem apresentado um desempenho impressionante.

A arma já tinha sido aprovada para o F-15E e está igualmente a ser adaptada às três variantes do caça F-35.

A Raytheon concluiu o desenvolvimento e a integração da arma inteligente StormBreaker no F-15E Strike Eagle, em 2018. Crédito: Força Aérea dos EUA, via Raytheon

Em destaque, a arma possui um sistema de orientação composto por três elementos, capaz de detetar, classificar e seguir alvos através de radar de ondas milimétricas, infravermelhos de imagem e orientação laser semiativo.

Cada método de orientação envia os dados de aquisição de alvos para uma arquitetura de processamento partilhada, que consegue identificar e neutralizar alvos fixos ou móveis, em terra ou no mar, independentemente da hora do dia ou do nível de visibilidade.

E quanto custa?

Sobre o preço, sabe-se que, em 2023, uma encomenda de 320 milhões de dólares pagou 1500 unidades da StormBreaker, o que corresponde a pouco mais de 213.000 dólares por bomba, cerca de três vezes o salário anual médio de um cidadão norte-americano, conforme contextualizado pelo SlashGear, ou o equivalente a mais de 180.000 euros por bomba.

Apesar do custo, responsáveis da defesa afirmam que esta capacidade é necessária, uma vez que os adversários têm aproveitado o mau tempo e as obstruções visuais para evitar ataques. Assim, o Super Hornet dispõe de uma nova opção para quando o método tradicional de visão ficar comprometido.

Comentários

13

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de B@rão Vermelho
    B@rão Vermelho

    O melhor agora é arranjar uma guerra para poder realmente testar a coisa em ambiente de guerra, lá vai o Trump lançar os dados e ver a quem vai calhar a fava.
    O mundo avança assim e a tecnologia de guerra mais ainda, mas este tipo de afirmações de “imparável” leva a novas contra medias para tentar se defender da arma em questão acredito mesmo que é um convite a isso, assim como faz os EUA quando uma outra potência faz um anuncio destes.

    1. Avatar de ComentadorDeBancada
      ComentadorDeBancada

      Irão será um local fertil para isso…

      1. Avatar de espelho espelhino
        espelho espelhino

        pois talvez,
        Mas esta loucura que dura agora ha 2 décadas, tem que acabar.
        Isto não pode ser permitido, é a devassidão total.

        Mas 213K por bomba, é muito caro.
        Países pobres, 5K por bomba já será extremamente caro.

        Portugal deveria ter uma coisa destas na casa dos 500 euros.
        Facil de fabricar, e aos milhões.
        Mas não para andar a fazer terror, mas sim para defesa, e podia ser exportada até.

  2. Avatar de Manuel Silva
    Manuel Silva

    Os EUA sempre a inovar, a europa depois chora quando precisa de protecao e se metem com ela.

    1. Avatar de Gringo Bandido
      Gringo Bandido

      Temos é que começar a inovar as mentes em vez das armas que nos matam.

    2. Avatar de ComentadorDeBancada
      ComentadorDeBancada

      candidata-te para serviço militar então…mas tens que ir para a guerra 🙂

      1. Avatar de Manuel Silva
        Manuel Silva

        Já servi no Afeganistão na missão da NATO (ISAF) e tu quem chamas se te invadirem o país ?

  3. Avatar de Zé
    Zé

    Há que por as empresas de armas a faturar para depois financiarem jantares, salões de baile, aviões, campanhas políticas, criptomoedas e tudo o mais ligado ao gato cor de laranja e seus amigos.

    1. Avatar de Rui Santos
      Rui Santos

      Se tens tanta certeza que isso tudo fatura milhoes porque nao investires e lucras tambem ?
      O TDS (Trump derangement syndrome) é tramado.

    2. Avatar de PorcoDoPunjab
      PorcoDoPunjab

      Zé, é isso mesmo.
      Todos nós sabemos que os DemocRats não recebem donativos.
      Olhe, vá ali à estação da CP do Rossio e quando partir o comboio para Vladivostok entre nele e saia na última paragem.

      Quando chegar lá mande um postal.

      1. Avatar de Zé
        Zé

        Uma coisa não invalida a outra, nem eu disse o contrário. Para mim, andam os porcos todos de volta da gamela, mesmo os do Punjab.

        1. Avatar de PorcoDoPunjab
          PorcoDoPunjab

          Zé,vc ainda não percebeu que vc é a gamela dos PorcosDoPunjab?
          Já aprendeu algo hoje…

          1. Avatar de Zé
            Zé

            Já sei isso há anos e anos. Aliás, somos todos, pelo menos os que pagam impostos. Já os outros, são outros porcos.