Empresas chinesas de carros elétricos dominam vendas globais
Com um mercado interno verdadeiramente estimulado, as fabricantes chinesas estão a conseguir crescer globalmente, assumindo uma posição de liderança em matéria de vendas de carros eletrificados.
Um novo relatório do International Council on Clean Transportation (ICCT) mostra que as fabricantes de automóveis chinesas dominam o setor de veículos com emissão zero (em inglês, ZEV).
O relatório coloca fabricantes chinesas nos cinco primeiros lugares em termos de cobertura de ZEV e nos cinco dos seis primeiros lugares na quota de vendas de veículos eletrificados.
Aliás, empresas como a Geely e a SAIC já atingiram 50% da quota de vendas de veículos elétricos - onde se incluem os elétricos a bateria e os híbridos plug-in -, cumprindo as suas metas para 2025 com um ano de antecedência.
Conforme temos acompanhado, a dimensão do mercado chinês impulsionou o crescimento das fabricantes, que se expandiram e melhoraram a sua oferta.
Enquanto as fabricantes chinesas crescem, as empresas dos Estados Unidos e da Europa exploram estratégias para recuperar as posições que ocupavam anteriormente.
A nossa avaliação revelou uma melhoria generalizada no desempenho da tecnologia dos carros elétricos a bateria em toda a indústria.
A GM e a Honda fizeram avanços significativos ao introduzir modelos de alto desempenho nas suas ofertas anteriormente limitadas, enquanto empresas como Geely, Chang'an e Chery melhoraram substancialmente com novas linhas de veículos elétricos de alto desempenho.
Explicou Zifei Yang, líder global de veículos de passageiros do ICCT.
Segundo Drew Kodjak, diretor-executivo do ICCT, "a rápida evolução do mercado de veículos elétricos na China criou vantagens tecnológicas e de produção para as empresas locais".
Por outro lado, "para a indústria automóvel global, em geral, já não se trata apenas de cumprir metas futuras, mas de permanecer competitivo hoje num mercado em ascensão".
Relatório considera a utilização de aço verde pelas fabricantes de carros elétricos
Os resultados do ICCT consideram três pilares principais: o domínio de mercado, o desempenho da tecnologia e a visão estratégica das empresas em análise.
Entretanto, o novo relatório introduziu uma métrica relativa ao aço verde. Uma vez que este é uma das maiores fontes de emissões associada à produção de carros elétricos, o ICCT começou a acompanhar o trabalho das fabricantes no sentido de reduzir as emissões das suas cadeias de abastecimento.
Segundo o relatório, marcas europeias como Mercedes-Benz, BMW e Volkswagen destacam-se pela utilização de aço verde, produzido com energia renovável.























Claro. Mesmo na Europa, as marcas europeias focam-se e sempre se focaram no mercado de luxo no que toca a EVs.. mas esquecem-se que muito do povo também gostava de ter um EV mas não pode pagar o que pedem. Aí chegam as marcas asiáticas: KIA, Hundai, BYD, entre outros. São muito melhor negócio para o comum dos mortais, para além de melhor apoio pós-venda e garantias de 7 anos ou mais. (sim BMW, estou a olhar para ti..)
Se pudesse comprar um EV, era para aí que ía.
Continua a trapalhada com o que é que são os “carros elétricos”. Para o ICCT, citado no post, os ZEV (veículos de emissões zero) são os BEV (100% elétricos) e os FCEV (Fuel Cell Electric Vehicle – Veículo Elétrico com Célula de Combustível, “que é um tipo de veículo elétrico que utiliza células de combustível de hidrogénio para gerar eletricidade, a qual alimenta um motor elétrico responsável pela propulsão do veículo”.) Nada contra, a que lhes chamem ZEV, como faz o ICCT, ou “veículos elétricos” juntando os elétricos a bateria e os elétricos a hidrogénio.
Já o post diz que: “empresas como a Geely e a SAIC já atingiram 50% da quota de vendas de veículos elétricos – onde se incluem os elétricos a bateria [BEV] e os híbridos plug-in [PHEV]”, que não tem nada a ver com o que escreve o ICCT.
Citando, “Geely and SAIC reached 50% EV (BEV and PHEV) sales shares before applying our adjustment factors for PHEVs and both met their 50% EV by 2025 target 1 year ahead of schedule.”.
Citando o relatório (link por baixo da 1ª foto: “Esta terceira edição do relatório Global Automaker Rating da ICCT avalia como as maiores montadoras do mundo se comparam na transição para ZEVs – ou seja, veículos elétricos a bateria (BEVs) e veículos elétricos de célula de combustível (FCEVs).”
No resto do relatório põem sempre os PHEV fora dos ZEV.
Mas verdade seja dita, outras fontes incluem os PHEV nos ZEV, é cada cor seu paladar, como no que é que são carros elétricos.
Quanto ao ajustamento de que fala o ICTT, dos PHEV da Geely e da SAIC, não é somá-los para obter o número de NEV – é atribuir-lhes um factor de ajustamento (ponderação) para poder comparar com as empresas que só produzem NEV (BEV+FCEV).
Era importante saber qts % EREV e quantos % PHEV além de dos BEV.
Se somassem os EREV aos BEV não vinha daí mal ao mundo – porque a tração é sempre elétrica, o motor de combustão serve apenas para dar mais alguma autonomia, para não se ter que andar com o coração nas mãos. Já juntar PHEV e BEV e chamar-lhes carros elétricos (ou NEV) é uma aldrabice, que o ICTT não faz.
Max, não estamos a falar do velhinho I3 REX que tinha um extensor de ≈ 8 litros de gasolina.
Estamos a falar de mastodontes com depósitos com capacidade para 60 e 70litros. O motor ligado às rodas até pode ser eléctrico mas esse facto não muda nada ao nível dos consumos de combustível rodoviário.
Para produzir 20 kWh (suficiente para 100 kms a andar com cuidado) um ERVE mama ≈9litros (considerando as perdas no carregamento).
São piores que os PHEV.
Pois, os EREV são mais uma trapalhada, Uns somam-nos aos BEV e outros aos PHEV.
“…destacam-se pela utilização de aço verde…”
Quando pensas q já nada te vai surpreender, eis que… o greenwashing ganha mais uma medalha de criatividade.
A “causa verde” já atingiu níveis de estupidez magaliticos.
Será que ainda veremos melhor que o dito “aço verde”?
Mas vocês sabem o que é o aço verde? Pois faz sentido apoiar a utilização de energias renováveis no processo de produção do aço, uma vez que se trata de uma indústria altamente energética e poluente. Como vemos em muitos lugares, o uso de hidrogénio e outras fontes de energia limpa já é possível.
Só para informação: a indústria do aço é responsável por cerca de 7% a 10% das emissões globais de CO₂.
Pois, isto do aço verde tem que se lhe diga. O aço verde é produzido:
– usando energia elétrica renovável (eólica e fotovoltaica solar) para aquecer os fornos, em vez de carvão (coque)
– usando hidrogénio, obtido por eletrólise da água, usando energia elétrica renovável, para esse aquecimento
– ou, no caso do Brasil, usando carvão vegetal, de eucaliptos plantados e que capturam CO2 do ar (ou seja, a siderurgia é neutra quanto à emissão de CO2).
É verdade que no aquecimento de fornos elétricos ou na produção de hidrogénio, não há garantias de que a a eletricidade utilizada veio totalmente de fontes renováveis (e se tiver sido, visto que nenhum país garante a 100% a produção de electricidade com energias renováveis, quer dizer que obrigou a aumentar o consumo proveniente de outras fontes noutro lado). Mas, se o aço verde não reduz totalmente as emissões de CO2 reduz grande parte.
A Mercedes fez muito barulho com o Classe EQXX a usar aço verde da H2 Green Steel. Sabes quantos EQXX andam por aí? Zero à venda. Protótipo.
Isto é a mesma conversa das baterias. Pode haver umas quantas para um nicho mas é só para botar no relatório do greenwashing.
E ate serem proibidos como vai acontecer nos USA a partir de 2028 nenhum carro chinês pode circular desde que tenha software chinês a europa vai ser logo a seguir.
No UK os carros chinos já nao podem andar à vontade em certos sítios. São barrados a 3kms de bases militares por ex.