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Tags: lixo espacial

Satélites autodestrutivos podem ser a solução para lixo espacial

Para que o espaço possa ser explorado, não chega apenas observar a partir da Terra. Como tal, desde os anos 50, são enviados satélites e outros equipamentos que auxiliam a humanidade na tarefa de recolher informação como imagens, eventos cósmicos e muitos outros dados. Contudo, para além da exploração do espaço visando a sua descoberta, há igualmente a parte comercial. O lixo acumular-se e está efetivamente a tornar-se num perigoso problema.

O futuro terá de ter obrigatoriamente soluções para destruir o lixo que orbita a Terra. Há alguns avanços e hoje trazemos mais uma possível solução.

Lixo espacial


Japão desenvolve satélites de madeira para eliminar lixo espacial

Não há a mínima dúvida que a órbita da Terra alberga milhões de objetos perigosos, lixo espacial que não se sabe como será possível limpar. Contudo, poderá haver agora uma nova abordagem no que respeita à construção dos satélites e dos material a usar. Segundo uma empresa japonesa e a Universidade de Kyoto, será possível desenvolver o que esperam ser os primeiros satélites do mundo feitos de madeira até 2023.

Estima-se que existam mais de 128 milhões de pedaços de entulho menores que 1 cm, 900.000 pedaços de lixo de 1 a 10 cm e cerca de 34.000 pedaços maiores que 10 cm na órbita da Terra.

Ilustração de um satélite de madeira do Japão


Lixo espacial são bombas que podem explodir ao redor da Terra

Ao longo dos últimos anos, o lixo espacial tem sido alvo de muitas preocupações. A Estação Espacial Internacional já foi atingida e noutras ocasiões teve de “fugir” para não colidir com detritos. Além disso, como temos visto, há manobras entre satélites feitas à pressa para não haver colisões. Contudo, o maior problema são as explosões.

Segundo a ESA, existem em órbita mais de 130 milhões de detritos espaciais de todos os tamanhos.

Imagem de lixo espacial que envolve a Terra


Foguetão chinês e satélite russo podem colidir esta noite a 53.000 km/h

A órbita da Terra está cada vez mais congestionada e começam a ser normais as possíveis colisões entre o lixo espacial abandonado à sua sorte. Assim, um velho foguete chinês à deriva e um satélite militar russo não tripulado passarão esta noite num raio de 12 metros um do outro. De acordo com o serviço de localização de lixo espacial LeoLabs, este encontro terá lugar pelas 0:56h (hora de Portugal continental) desta sexta-feira.

Segundo a agência, há mais de 10% de hipóteses dos dois objetos colidirem a uma altitude de 991 quilómetros acima do Mar de Weddell, mesmo ao largo da Península Antártica.

Ilustração de colisão entre foguetão e satélite no espaço


Estação Espacial Internacional ativa manobra de emergência para escapar à colisão com detritos

O lixo espacial é um problema que se tem agravado com os avanços na exploração do espaço. Segundo a NASA, a órbita da Terra está cheia de lixo espacial. Mais de 130 milhões de peças individuais de detritos orbitam o planeta. Desses, cerca de 34 mil são tão grandes que têm de ser vigiados por entidades dedicadas. Como resultado, a Estação Espacial Internacional (ISS) teve de acionar uma manobra de emergência para evitar a potencial colisão com um fragmento de entulho espacial.

Já no passado recente, um destes fragmentos atingiu a ISS provocando fuga de ar.

Imagem Estação Espacial Internacional a fugir do lixo espacial