Imagem brutal da ESA a partir do espaço mostra a cicatriz que “rasga” Portugal
Os últimos dias têm sido marcados pela chuva. Tanto assim é que parece que as inundações rasgaram a bacia do Tejo. A imagem da ESA a partir do espaço dá-nos um panorama brutal do que a água fez a Portugal e à Espanha.
Um 2026 marcado pela água
Temos um início de 2026 marcado pela chuva persistente e pelo vento forte, pelo menos até este meado de fevereiro. Desde a depressão Ingrid, que assinalou o começo do período de mau tempo continuado, passando pela Joseph e pela Kristin, a mais violenta, seguiu-se a depressão Leonardo, com chuvas torrenciais, depois a Marta e agora a Nils. Todas trouxeram grandes quantidades de precipitação, ventos ciclónicos e vários episódios de destruição na Península Ibérica. E a sucessão de depressões ainda não terminou.
A depressão Kristin trouxe ventos fortes e cobriu de neve a parte central da península. Depois, a depressão Leonardo deixou chuvas torrenciais e ventos intensos na Andaluzia e ainda não nos despedimos de Marta e Nils já está aqui.
Caiu tanta água que várias zonas do país já registam mais de 150% da precipitação normal, com alguns locais a ultrapassar os 400%. As barragens aproximam-se da capacidade máxima, com níveis médios perto dos 87% e quase todas acima dos 80%, enquanto as sucessivas depressões já provocaram mortos, evacuações e cortes de energia em várias regiões.

Os elevados níveis de precipitação que se têm registado em Portugal estão a encher as albufeiras nacionais, estando muitas no seu limite. O mês de janeiro foi marcado por um enorme aumento de armazenamento nas bacias hidrográficas monitorizadas, com a grande maioria acima de 80% da sua capacidade. Para se ter uma ideia, o volume de armazenamento só neste mês de janeiro supera a média do mesmo mês registada entre 1990 e 2025.
Espanha também atingida pelas chuvas
Não só Portugal sofreu com a chuva intensa, também a Espanha teve a sua parte. A Andaluzia e a Galiza estão entre as áreas afetadas. A região montanhosa em torno de Grazalema, na parte nordeste da província de Cádiz, registou mais de 500 mm de chuva em 24 horas durante as tempestades.
As imagens das televisões deram-nos um retrato duro de várias semanas seguidas de tempestades que marcaram o início de 2026. Contudo, o rasto das tempestades visto do espaço traz-nos outra dimensão.
Visualmente, foi possível verificar como rios e barragens atingiram níveis pouco comuns, mas, a partir do espaço, a imagem do rasto deixado pelo conjunto de depressões no sudoeste da península é também impressionante.
A imagem de radar da Estação Espacial Europeia baseia-se em dados captados pelo Copernicus Sentinel-1, mostrando a extensão das inundações em torno do rio Tejo e da sua bacia.

Esta imagem de radar de "deteção de alterações" captada pelo Copernicus Sentinel-1 mostra a extensão das inundações em torno do rio Tejo e da sua bacia, a nordeste de Lisboa, Portugal. As áreas assinaladas a vermelho são aquelas onde as águas subiram devido às tempestades Kristin, Leonardo e Marta, que assolaram a Península Ibérica desde o início do ano. A imagem foi obtida em 7 de fevereiro de 2026 e sobreposta a uma imagem obtida em 27 de dezembro de 2025, mostrando onde os níveis da água subiram.
Para a criação desta composição, a ESA sobrepôs uma imagem captada a 7 de fevereiro de 2026 a outra de 27 de dezembro de 2025. A zona assinalada a vermelho indica até onde aumentou o nível da água na bacia do Tejo e nas áreas circundantes.
Este radar de abertura sintética é capaz de operar mesmo em condições adversas, como pouca luz solar e elevada nebulosidade, permitindo uma monitorização contínua.
O mapa da chuva acumulada em poucos dias
O mapa mostra a acumulação de chuva na península Ibérica num curto período, entre 1 e 7 de fevereiro de 2026. Para tal, a Agência Espacial Europeia recorreu aos dados da missão de Medição Global de Precipitações (GPM), uma rede internacional de satélites que fornece observações globais de chuva e neve.
As zonas assinaladas a vermelho indicam registos superiores a 250 milímetros de precipitação em apenas uma semana.

Este mapa da Península Ibérica mostra a acumulação de precipitação entre 1 e 7 de fevereiro de 2026, utilizando dados da missão Global Precipitation Measurement (GPM). A missão GPM é uma rede internacional de satélites que fornece observações globais sobre chuva e neve. Isso ajuda a avançar a nossa compreensão dos ciclos hídricos e energéticos da Terra e a melhorar as previsões meteorológicas.
Como se pode ver, o norte de África, o sudoeste de Portugal, a Galiza e as províncias de Málaga e Cádis foram as áreas mais afetadas. Isso explica a saturação dos solos e o aumento significativo do caudal em várias bacias hidrográficas.
Ao combinar ambos os sistemas, é possível relacionar a intensidade da precipitação com o seu impacto físico e a sua extensão real.





















Não há problema algum, temos o Montenegro e o Seguro. Quando não aguentarem mais tanto sucesso, podem ir para o Marquês manifestarem-se.
Votas neles e depois reclamas
Ou sequer nem vota…deixa a decisão para “os outros”.
Já se manifestaram algumas pessoas no aeroporto. Estavam à procura das malas.
Sendo tu tão Chegado, por acaso não sabes do paradeiro delas?