O hidrogénio é o futuro? Dados demonstram a fraca adesão
Apesar da insistência relativamente à adoção em massa de carros elétricos, há quem aborde outras alternativas, colocando o hidrogénio como a solução mais viável. O que dizem os dados sobre a atual adoção de ambas as tecnologias pelos clientes?
Os clientes são quem marca o passo da indústria, ditando o sucesso ou fracasso daquilo que as marcas apresentam.
Relativamente às tecnologias alternativas aos modelos de combustão interna, os clientes parecem estar a apostar mais nos modelos movidos a bateria, em comparação com o hidrogénio.
Em 2024, foram matriculados 17,4 milhões de carros eletrificados no mundo, mais 17% do que no ano anterior.
O número total de veículos elétricos em circulação chegou a 55,82 milhões, segundo o último relatório do alemão ZSW, um dos institutos líderes em investigação aplicada, na Alemanha.
Entretanto, conforme citado pela imprensa, as vendas de carros a hidrogénio têm diminuído, com os números dos últimos três anos a revelarem que forem vendidos aproximadamente 46.000 modelos em todo o mundo:
- Em 2022, foram vendidas 20.704 unidades em todo o mundo;
- Em 2023, as vendas caíram 30,2%, com apenas 14.451 unidades vendidas a nível mundial;
- Em 2024, a situação foi ainda pior, estimando-se que as matrículas tenham ficado nas 12.000 unidades.
China em destaque no mercado automóvel
Em matéria de elétricos, a China é a clara vencedora: dos 55,8 milhões de carros elétricos que circulam pelo mundo, mais de metade deles rolam nas estradas da China, que domina o mercado com 11,3 milhões de novas matrículas.
O país asiático está consideravelmente à frente dos Estados Unidos (1,6 milhões) e da União Europeia (2,4 milhões).
Apesar dos números europeus, a Noruega continua a marcar o passo em matéria de implementação de carros elétricos: em 2024, 8 em cada 10 carros novos eram elétricos, graças a uma política de incentivos sustentada ao longo dos anos.
A hegemonia chinesa reflete-se nos modelos mais vendidos: 8 dos 10 mais populares são de origem chinesa, e a sua oferta abrange desde utilitários a SUV.
Perante este cenário, os especialistas alemães apelam a que a indústria europeia se apresse a lançar modelos elétricos mais acessíveis e competitivos, no sentido de travar a perda de quota de mercado.
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As empresas petrolíferas são as grandes impulsionadoras do Hidrogénio, porque não querem perder o negócio de um carro ter de se deslocar às suas instalações para abastecer…
Não me parece. Para fazer sentido a aposta no Hidrogénio, seria no verde, que necessita de renováveis. E as mesmas empresa já estão a tentar apostar na electrificação. Diria mais que lobby será mais empurrar o mais possível para o fim do petróleo.
Empresas petrolíferas são as que produzem 98% do hidrogénio consumido aos dias de hoje.
vai ver a constituição societária das empresas que produzem renováveis, vais ter uma surpresa 😉
Mas ao menos sendo renováveis não poluem e não precisamos de comprar petróleo no estrangeiro. Tens sempre a hipotese de produzir a energia em casa, está cada vez mais barato.
São diferentes das que produzem combustíveis em que aspecto ?
É indiferente para as petrolíferas a origem do hidrogénio, para elas o que importa é manter o modelo de negócio que é terem um produto e teres que recorrer a eles para te reabastecer dele…
Aliás são vários os projetos das petrolíferas em fabricas de hidrogénio:
– https://www.bp.com/en_gb/united-kingdom/home/where-we-operate/reimagining-teesside/h2teesside.html
– https://www.shell.com/what-we-do/hydrogen.html
– https://hydrogeneurope.eu/air-liquide-to-build-green-hydrogen-plant-for-totalenergies-la-mede-biorefinery/
– https://corporate.exxonmobil.com/what-we-do/delivering-industrial-solutions/hydrogen
– https://www.galp.com/corp/pt/sobre-nos/o-que-fazemos/industrial-e-midstream/h2
– https://www.moeveglobal.com/en/businesses/commercial-clean-energies/green-hydrogen/andalusian-valley
– https://www.repsol.com/en/about-us/our-operations/industrial/renewable-hydrogen/t-hynet/index.cshtml
Agora se é verde ou cinza, para eles o importante é manter o modelo de negócio.
Duvido que as petrolíferas tenham grande interesse no hidrogénio, tu não podes comprar petróleo e transformar em gasolina/gasóleo mas podes comprar uma maquina de produção de hidrogénio, sim são caras mas para uma empresa de transporte se calhar já compensa e com a massificação de uma tecnologia normalmente os preços baixam muito, e também temos o hidrogénio verde que é produzido quando existe excesso na produção de energia a preços muito baixos.
São as refinarias que produzem 98% do hidrogénio consumido aos dias de hoje.
Atualmente não digo que não, mas se o mercado aumentar exponencialmente alem de existir a hipótese de aparecerem pequenos produtores, produção própria e a maioria da produção será feita no vazio em parques de energia renováveis e centrais nucleares.
O hidrogénio não compensa aos pequenos produtores porque os equipamentos são demasiado caros e necessitariam de uma escala muito grande só para operarem fora da zona de prejuízos…
Quando os grandes “agarram” a produção de algo, os pequenos simplesmente desaparecem.
Se continuar como está, o hidrogénio será sempre o futuro…
Claro que é o futuro, mas não interessa a muita gente.
Ao que parece só interessa a alguns, os que recebem os financiamentos a fundo perdido.
percebendo o comentário. Não dizendo qual é o futuro. a diferença de investimento que as baterias e o hidrogénio tiveram nos últimos anos, leva-nos a concluir que o hidrogénio não irá ter grande futuro. E não é porque a tecnologia tenha ou não algum potencial.
Dito de outra forma, se o hidrogénio tivesse o mesmo investimento em projecto que as baterias tem tido, os numero seriam diferentes. No entanto, por enquanto, e no meu ponto de vista, não competem nas mesmas áreas.
Opinião pessoal.
Se o futuro tem a ver com o valor do investimento, então o hidrogénio tinha muito mais hipóteses.
E não, o hidrogénio sempre teve mais investimento.
Não é questão de opinião, mas sim de factos.
Há 60 anos e deu jeito no programa Apollo
O passado é combustão, o presente é elétrico, o futuro levitação magnética (num futuro muito distante talvez) e o hidrogénio é uma carta fora do baralho completa, que só os iluminados insistem.
o futuro é fusão nuclear, mini células de fusão nuclear em todas as casas, veículos, pcs, telemóveis, basicamente tudo o que precise de energia
My two cents
Os eléctricos já não são o futuro são o presente, o hidrogénio nunca será uma opção a não ser para aviões e navios
presente coxo impingido..
o hidrogenio não é solução neste momento porque não teve investimento nem vontade política, o Green Wash rende mais dinheiro e mais votos, enquanto assim for nunca teremos evolução real
Não teve ? Há alguma tecnologia mais financiada que o hidrogénio? Tirando os combustíveis fósseis.
Mas o greenwash vem desta tecnologia na mesma.
Não temos evolução porque ela não existe, vê alguma evolução nos carros da Toyota que os explora há mais de 30 anos ?
Explora como hobby, num cantinho do Japão, quando todas as outras nem estão pra aí viradas.
Vontade política é o que determina o que avança, se dá votos apostam
Num cantinho do Japão, nos EUA é onde está o maior número deles vendidos, na Califórnia.
Ah, pensava que era o que mercado comprava.
Não teve? ahahahhaah porra o hidrogenio é das coisas mais financiadas mas já toda a gente percebeu que para carros não compensa fica carissimo abrir uma bomba de hidrogenio a produção propria fica carissima e mandar vir da central o transporte é mais caro que o produto
Nem para isso. O hidrogénio é quase todo produzido a partir do metano do gás natural. Uma molécula de metano são 4 átomos de hidrogénio e um de carbono. O processo de transformação exige aquecimento do metano a mais de 400 graus e liberta CO2. A produção de H2 por electrólise desperdiça logo 1/3 da energia aplicada, que com a liquefação, compressão e transporte quase não sobra o outro 1/3. Portanto, é um processo de perdas, como um negócio em que por cada 100 euros que metes só vais buscar 33.
Este tema eléctrico Vs Hidrogênio, já parece a “luta” VHS Vs Beta. Qual era a melhor? a Beta! E qual vincou no mercado? O VHS! Porquê? Graças aos fabricantes, especialmente à Sony que no mercado doméstico apostou forte no VHS.
A Tesla é sem dúvida ola grande impulsionadora dos carros elétricos, no geral os outros fabricantes também estão a apostar ou vão apostando aos poucos nos eléctricos. Pelo que sei há muito poucos fabricantes a apostar no hidrogénio, a Toyota vi há uns tempos que tinha um carro, mas pouco mais. Enfim, tenho poucas esperanças que o hidrogénio subsista ao eléctrico pelo menos no ramo automóvel de ligeiros. Veremos se há algumas hipóteses no ramo de transporte de pesados, aviação ou motociclos (este último poderia ser interessante).
Por acaso é bem diferente, é que esse tema nem entra no custo da energia e na diferença de eficiência, oh seja, o beta não custava mais 14 x mais que o vhs.
Apostam pouco porque não acreditam, nem a Toyota acredita, apenas os desenvolveu porque recebeu fundos para isso.
Ainda venderam 12000 carros!! Como é possivel que se venda um sequer? Há malta que gosta de deitar dinheiro ao lixo como os otários que compraram o Mirai.
Agora andam a vendê-los por tuta e meia, muitos operadores fecharam e no local onde venderam mais, ao fim de 3 anos acaba o combustível de borla.
Os governos a UE não estão a ajudar os carros a H2 na proporção das ajudas aos elektros.
É um luta desigual.
Ao nível da infraestrutura até os americanos da Tesla recebem milhões dos tansos da UE para instalarem carregadores.
Não havendo onde abastecer H2, claro que não pode haver carros a H2. Nada a apontar. A lamentar apenas a promessa traiçoeira da UE ao prometer postos H2 para todos. E como não cumpriram não vão ter outra saída q não seja prolongarem a vida dos carros a combustão dado q ninguém quer carros elektros com marreca.
Estão ajudar de igual forma, não existe nada de diferente, isso é invenção sua, aliás, estão a ajudar mais nos a hidrogénio, na Alemanha por exemplo os donos de VE’s não conseguem carregar a metade do preço tal como acontece com os a hidrogénio, onde 50% do valor do hidrogénio é pago pelo governo.
As infra-estruturas de hidrogénio também receberam fundos, não vejo nada de desigual.
Mas há onde abastecer, pelo menos nos países onde os vendem.
Essa promessa é até 2028.
Mas que interessa meterem postos de h2 a cada 200 kms, é só mesmo para inglês ver, quem esteja a meio desse caminho gasta 3/5 do tanque para ir abastecer.
Nos EUA, todos os fabricantes em parceria com o governo da California oferecem um cartão de abastecimento de 3 anos ou 15 mil dólares, que dá para +- 40 mil kms, isto existe nos eléctricos onde ?
Além disso os carros recebem mais incentivos que os eléctricos, um mirai no fim de incentivos fica nos 22 mil dólares, muito mais barato que um model 3.
Mais um milagre da multiplicação dos elétricos.
A fonte do gráfico (ZSW), e não é a única, chama carros elétricos aos que funcionam apenas a bateria [BEV], aos híbridos plug-in [PHEV) e aos veículos com extensores de autonomia. E soma os veículos ligeiros de passageiros e os comerciais ligeiros.
Mas vejamos a que corresponde isso na Europa – Fonte: ACEA. novos carros matriculados de janeiro a maio de 2025, por fonte de energia:
1 – Híbridos elétricos (HEV): 35,1%. Têm uma pequena bateria elétrica que não é carregada externamente, ao contrária dos BEV e PHEV. A energia elétrica é gerada pelo próprio motor de combustão e pelo sistema de travagem regenerativa.
2º – Elétricos a bateria (BEV): 15,4%
3º – Hibridos Plug-in (PHEV): 8,2%
4º – Gasolina: 28,6%
5º – Diesel: 9,5%
6º – Outros: 3,3%.
Somando BEV + PHEV + MEV chega-se a 58,7% de “elétricos”, quando efetivamente o que habitualmente se chama elétricos (os BEV), não passam dos 15,4%
P.S. Os carros a hidrogénio (FCEV-Full Cell Electric Vehicle) também são carros elétricos, que soma os BEV e os FCEV. Fora do Japão, Coreia do Sul e Califórnia os automóveis ligeiros FCEV sempre foram poucos e têm tendência a diminuir.
Os MEV não estão incluídos no gráfico, portanto escusa de os juntar.
Legenda do gráfico do ZSW: “Inclui os carros de passageiros e veículos comerciais elétricos a bateria, extensores de autonomia e hibridos plug-in”.
No último parágrafo escrevi BEV + PHEV + MEV, o correto é BEV + PHEV + HEV, como resulta do texto anterior.
No fim: BEV (15,4%) + PHEV (8,2%) + BEV (35,1%) chega-se a 58,7%.
Não fazia ideia que os BEV eram tantos
A Tesla lá continua com as vendas a cair, pelo 5º mês consecutivo: -40,5% em maio e -45.2% de jan-maio. em relação ao mesmo período do ano anterior.
https://www.acea.auto/files/Press_release_car_registrations_May_2025.pdf
BEV 2x ??? no gráfico só estão BEV + EREV + PHEV.
A tesla não vende, vendem outras, o aumento continua estável, 27.2% de aumento ao mês e 27.8% ao ano.
Não no gráfico da ACEA estão os BEV + PHEV + HEV.
Tem que perguntar à ACEA o que fez aos EREV 🙂
E estão também os diesel + gasolina + outros, tudo separado.
O que fez ? Estão nos híbridos plugin.
A questão não é quando os separam. A questão é que outros os somam aos elétricos para dar muitos, e passam dos 15% de BEV para mais de 50% de “elétricos”.
Mas a acea não soma nada aos eléctricos, apenas aos phev, que faz mais sentido.
Não é para dar muitos, dá aqueles que dá, não precisam de ajuda.
Correção da correção:
No fim: BEV (15,4%) + PHEV (8,2%) + HEV (35,1%) chega-se a 58,7%.
Não fazia ideia que os HEV eram tantos
Os hev não entram no gráfico, nem em relatório nenhum a contar como eléctricos.
Onde está o secarlharya a dizer que as vendas têm estado a cair ?!?!?!?
Lobbies
Sim, o do hidrogénio é bem grande.
escreveste mal “petróleo”
Tem razão, também está no mesmo grupo, já que 98% do hidrogénio produzido aos dias de hoje, provém de refinarias.
Para transportes públicos e de pesados de mercadorias, sim.
Para o povo gasolina é melhor.
Elétrico é para quem gosta de ser enganado.
Se não é viável em ligeiros como pode em pesados ?
Eléctrico para quem gosta de ser engando ? então onde foi enganado ? na conta da luz ?