Nissan patenteia bateria que se move em andamento: a ideia pode mudar o carro elétrico
Sim, a Nissan luta com dificuldade neste mercado automóvel, contudo, isso não lhe está a causar entraves no desenvolvimento de novas tecnologias. A fuga de informação de uma patente mostra como a marca japonesa transforma a bateria dos carros elétricos num componente móvel... saiba o que está em causa.
Nissan apresenta patente que surpreende
Durante anos, os fabricantes chineses de carros elétricos apostaram num chassis completamente diferente do utilizado pelas marcas ocidentais.
A integração da bateria na estrutura do bastidor foi considerada fundamental não só para aumentar a rigidez estrutural, mas também para melhorar o comportamento dinâmico. Mas, sobretudo, fizeram-nos acreditar que o formato de construção «Cell to Body» é a melhor solução para garantir uma excelente proteção da bateria em caso de colisão.
A BYD foi uma das primeiras marcas a destacar este conceito de construção, integrando a bateria Blade na estrutura do piso dos seus carros, e não como uma caixa simplesmente fixada a esta, algo que agora se está a expandir entre fabricantes europeus.
Surpreenderia que, neste momento, um fabricante dissesse que o melhor é a bateria não estar integrada no piso. A mais recente fuga de uma patente envolve a Nissan que, apesar dos seus problemas financeiros, pode continuar a investigar em diferentes áreas. Como transformar a bateria num elemento móvel.
Nissan transforma o peso das baterias num aliado dinâmico
Parece estranho que a bateria, que deve estar devidamente fixada ao veículo, possa agora tornar-se num elemento móvel.
As baterias pesam centenas de quilos e, embora sejam um problema do ponto de vista físico em caso de colisão, também podem ser um importante aliado para melhorar a dinâmica de condução.
É isso que resulta das patentes obtidas por um meio australiano, que explicam uma utilidade nunca antes considerada para o peso da bateria.
Basta pensar no novo Porsche Cayenne, que não conta com barras estabilizadoras para eliminar os movimentos da carroçaria a alta velocidade.
O princípio técnico dos japoneses é muito semelhante, segundo explica a descrição da patente, pois a bateria é instalada numa estrutura mas pode mover-se no seu interior graças a motores elétricos.
Este movimento é controlado por sensores de peso, câmaras, giroscópios e acelerómetros, que dão a ordem para deslocar a bateria longitudinal ou transversalmente, tanto quanto necessário para influenciar a distribuição de peso do carro.
Parece muito interessante, muito mais do que nos superdesportivos com potentes motores V8 e sistemas capazes de deslocar os apoios do motor; neste caso é a bateria de um carro elétrico que pode ser utilizada como contrapeso dinâmico.
O modo Sport nos desportivos elétricos da Nissan poderá mudar como nunca
Os componentes envolvidos analisam o estilo de condução, determinando se é necessário deslocar a bateria ou não. A patente indica que este sistema tão chamativo poderá estar associado aos modos de condução mais desportivos, que exigem sempre uma distribuição de pesos mais lógica, por exemplo para um ou outro eixo. Mas, tendo em conta que alguns elétricos desportivos, como o novo BMW M3, poderão controlar o binário em cada roda, este sistema japonês ganha especial interesse.
Se ainda não pensou nisso, fica a questão. E se esta tecnologia viesse a integrar o novo Nissan Skyline que a marca confirmou estar a desenvolver?
Num superdesportivo, poderia traduzir-se em ganhos claros de desempenho. Pode nunca passar de uma ideia de engenharia, mas transformar o peso da bateria, uma das maiores desvantagens dos elétricos, num aliado da condução seria um verdadeiro salto.























Os carros e a sua manutenção, já estão, super caros. Assim ainda vão ficar ainda mais caros.