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Hidrogénio não convence: Stellantis descontinua programa

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Quim Zé says:

    Em 97 também não acreditaram que a eletrificacão era o caminho… Riram-se da Toyota no lançamento do primeiro Prius… Hoje, acredito que estão novamente errados… Não conseguem ter uma.visao a medio-longo prazo… O caminho é ter disponível vários tipos de solução para atender as necessidades, e o H2 é uma solução muito viável…

    • Grunho says:

      O H2 devolve muito menos energia que a aplicada na produção dele. Com a liquefação, compressão e transporte não aproveita sequer 1/3 da energia gasta. Actualmente o processo mais barato é a partir do metano, emitindo CO2 na produção. Mais vale usar directamente o gás natural.

      • JL says:

        É um menos, cerca de 22%, menos de 1/4.

      • Infinity says:

        É pena é so ser o elemento mais abundante que temos..

      • Fusion says:

        Sabes qual era o aproveitamento das primeiras células solares? Era de 6% e o preço por watt rondava os 4 mil dólares (ajustado à inflação atual).

        Hoje, o preço por watt está na casa dos cêntimos.

        Isto para dizer o quê? Se desistíssemos sempre de uma tecnologia só porque, numa fase inicial, não é eficiente, então ainda estávamos na idade das cavernas.

        O hidrogénio hoje pode ainda não ser vantajoso em termos de custo-benefício, mas é essencial continuar a investir e a evoluir a tecnologia.

        Voltando às células solares, se na altura tivessem desistido, hoje não teríamos milhares de hectares por todo o mundo cobertos por painéis solares.

        • Grunho says:

          Há as leis da economia e as leis da física. E pelas leis da física nunca vai ser possível obter um ratio de mais energia a partir do H2. Portanto, o único interesse seria o de aproveitar renováveis em horas de excesso de produção. Mas isso quase nunca acontece, a não ser por erros de concepção das redes. E aí a solução é corrigi-los.

        • JL says:

          Pois, mas as células solares evoluíram, estas nunca evoluíram.

          Fase inicial ? Anos 60 diz lhe alguma coisa ?

    • JL says:

      Se fosse viável já aí andava desde 1966, o problema maior é esse, não é viável.

    • Anung says:

      E estavão certos. A electrificação não é o caminho, mesmo com a sua venda a ser forçada.

  2. JL says:

    Então ? Acabou-se o dinheiro ?

  3. Mário says:

    Mais um que se aproveitou dos fundos… Hehehe É sempre a mesma coisa, querem apostar comigo se a UE criasse um fundo para criar energia em pó iriam existir empresas a se candidatar?

    Claro muitas empresas sabem que é salário no bolso garantido durante x anos.

  4. Max. says:

    Do que se sabe:
    – em condições normais, os automóveis ligeiros de passageiros FCEV percorrem entre 100 km e 120 km com 1 Kg de hidrogénio – ou seja, um consumo entre 0,83 Kg e 1 Kg de hidrogénio aos 100 Km:
    – em França, o abastecimento público de automóveis ligeiros de passageiros, anda entre os 11,50€ e os 13,20€ por Kg de hidrogénio. Ou seja, o custo pode variar entre 9,55€ e 13€ por 100km.
    – também em França, para os automóveis ligeiros de passageiros, o preço medio da gasolina é 1,70€, com um consumo médio de 7,5 L aos 100 Km, dá um custo médio da gasolina de 12,75€ aos 100 Km (8,53€ no gasóleo)
    Não há grande diferença de preço nos abastecimentos – mas é preciso considerar que o preço dos FCEV é bastante superior aos com motor de combustão. E que não se compara a facilidade nos abastecimentos de combustível em relação ao abastecimento de hidrogénio.
    É por factores como estes que a venda de FCEV só teve expressão no Japão, Coreia do Sul e Califórnia e que os construtores estão a diminuir ou a abandonar a sua produção.
    Por outro lado, embora se fale de “o hidrogénio”, os processos da sua produção têm efeitos poluentes muito diferentes. Como mostrou o post anterior, quase todo o hidrogénio que está a ser produzido é hidrogénio cinzento, a partir do gás – o quer dizer que, atualmente, os FCEV, por via da produção de hidrogénio, criam praticamente tanta poluição como os carros com motor de combustão.

  5. B@rão Vermelho says:

    Na minha modesta opinião o hidrogênio fazia mais sentido para os transportes de grandes mercadorias, o que exclui logo os veículos ligeiros.
    Só quero relembrar que muitos dos avanços quer no campo da medicina, transportes e tantas outras coisas foram experiencias que “correram” mal para o fim a que se destinava e fizeram sucesso em outras areias, com o hidrogénio pode acontecer algo do gênero, caso contrário pode nunca passar da boa intenção.

    • JL says:

      Na minha não, porque se não é viável para pequenos transportes, muito menos é para grandes, é como o diesel, GPL, etc.

      • B@rão Vermelho says:

        Não é viável agora, nunca podemos dizer que nunca vai ser.
        Olhando para os “falhanços modernos olha os contributos “acidentais” que já tivemos.
        Os VE também já tinham sido experimentados e não foram solução com a tecnologia à data, e agora são uma realidade, por isso sim o hidrogénio pode ainda vir a ser uma solução, atualmente não é.

      • freakonaleash says:

        O GPL não é viável desde quando?

        • JL says:

          Talvez me tenha explicado, mal, é como essas tecnologias no que toca à viabilidade, se é viável para ligeiros, pode ser viável para pesados.

  6. Sail says:

    O hidrogénio custa milhares a produzir um Kg e o preço a rondar os XX euros cria défice nas empresas que o produzem. Este combustível não é viável atualmente pois tem uma eficiência abaixo de 70%, as estimativas apontam que este valor só será obtido em 2030 e que os 80% só serão obtidos em 2050.

    Os XX é posto pois o valor varia de país para país. Atualmente é 20 euros o Kg em Portugal.
    @Max Um 1 kg equivale a menos 70km em condições normais independente do país devido a sua eficiência energética ser inferior a 70%. O que dizes para ser verdadeiro o hidrogénio precisa de ter uma eficiência energética de 100% que não existe.

    • JL says:

      Abaixo de 70% ou abaixo de 25 % ?

      Na Alemanha onde é subsidiado a 50% está a 18 euros o kilo, na Califórnia onde já deixou de ser subsidiado está a 36 dólares o kilo abastecido.

    • Manuel da Rocha says:

      Os painéis solares, tinham eficiência de 1,67%, em 2003, para 49200 euros, por m2. Os painéis, usados pela NASA, tinham 28,6% de eficiência, só que custavam 600 milhões de dólares, por metro quadrado.
      Hoje tem 20,1%, custam 16300 euros, por m2. A NASA já produz painéis, com 67%, de eficiência, só que, são 850 milhões de dólares, por m2.

    • Max. says:

      Isso não é a eficiência energética. A eficiência energética do hidrogénio produzido por eletrólise (seja hidrogénio amarelo ou hidrogénio verde) é a proporção entre a energia elétrica produzida pelo hidrogénio e a energia elétrica necessária para produzir o mesmo hidrogénio. Nos FCEV anda entre 25% e 30% (a diferença é perdida no processo de eletrólise, célula de combustível e ineficiências do sistema).
      Todos os números que escrevo verifico-os minimamente, não os invento. Mais em:
      https://pplware.sapo.pt/planeta/problema-do-hidrogenio-nao-esta-nos-veiculos-mas-na-producao-do-combustivel/#comment-3723502

  7. Andrade says:

    Ar Comprimido > Hidrogénio

  8. Yamahia says:

    Neste momento estamos um pouco como a a história da galinha e do ovo. Quem avança 1⁰ ? Os carros ou as estações de abastecimento?
    A UE falhou com o compromisso de garantir estações de 100 em 100kms nas vias principais, 200kms nas secundárias e à entrada e saida das principais cidades, é natural que os potencias fabricantes desistam dos projectos.

    Ndr, isto tem várias motivações por trás, mas escalpelizar tornaria o post demasiado extenso.

    • Max. says:

      Agora é que encalhaste mesmo. Ias usar o argumento habitual que é o loby dos elétricos e das renováveis que está por detrás dos FCEV terem encalhado, mas faltam-te os argumentos. Vá lá, desembucha, não fiques só pelo “Vocês sabem do que é que eu estou a falar …” 🙂

      • Yamahia says:

        @Max, há várias razões por trás disto, deixo algumas:
        1-Em Sines, estámais que visto, o H2 “verde”  vai direitinho para alimentar o datacenter. Foi para isso que andaram a destruir floresta e ecossistemas. Não é para avioes, camiões ou autocarros e muito menos carros.  É para servidores. Prioridades.

        2-Se a UE quisesse mesmo descarbonizar e fomentar carros a H2, deixava produzir hidrogénio a partir de gás natural com captura de CO2, que seria 50% menos poluente que um carro a combustão  tradicional e cumpria com as estações prometidas parque acelerar o desenvolvimento.

        3-Na Holanda já há racionamento de eletricidade. Em breve chega aos vizinhos. Esta obsessão verde está a criar mais problemas do que resolve. Querem encher tudo de eletrocoisas e não há energia para alimentar nem um grelhador.

        A UE já percebeu que com tanto datacenter não vai haver eletricidade para tudo. Mas em vez de admitir o erro, prefere deixar cair os carros a hidrogénio do que dar o braço a torcer.

        Ler estes 2 artigos e reflectir sobre o eles :
        https://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-14903553/Netherlands-RATIONS-electricity-country-struggles-cope-turning-away-gas-green-policies-expert-warns-Britain-trouble.html

        https://www.telegraph.co.uk/business/2025/07/15/energy-rationing-europe-dire-warning-britain/

        • Max. says:

          Há uma coisa que é inquestionável
          – Usar eletricidade verde (de energias renováveis) para produzir hidrogénio verde [ou eletricidade da rede, de um mix de fontes, para produzir hidrogénio amarelo] – destinado aos FCEV faz muito pouco sentido. Isto porque a eficiência energética que se obtém é muito baixa – entre 25% e 30%
          – Por isso é totalmente correto e que se tem vindo a fazer a nível internacional, que é produzir hidrogénio verde diretamente para a produção de eletricidade para centros altamente consumidores de energia elétrica (como um data center) – e obtendo-se uma eficiência energética em torno dos 80%.
          Quanto ao hidrogénio cinzento e ao hidrogénio azul, produzidos a partir de gás natural – por reformação a vapor do metano. É produzido hidrogénio e um subproduto, o CO2. Para quem não conhece a expressão, o que distingue o hidrogénio azul, é que uma parte, que pode ir ate 90% do CO2 produzido é capturado. Ou seja – por kg de hidrogénio produzido – no hidrogénio cinzento e libertado 9 a 11 kg de CO2, e no azul é libertado 3,5 kg a 4 kg e é, por isso menos poluente. O hidrogénio azul precisa de 25 L de água por kg de hidrogénio e cria problemas de armazenamento e de risco de fuga.
          Ver-se-á se o hidrogénio azul resolvia alguma coisa. Mas o que é facto é que o hidrogénio (cinzento/azul) é o que está nos postos de abastecimento de hidrogénio na Europa, a um preço aceitável … mas FCEV cada vez há menos.

        • JL says:

          Então mas os carros vêm substituir os datacenters ? como?

        • JL says:

          O hidrogénio de sines é para refinar combustivel.

          Como diz o estudo, com gás natural só tem 3x mais emissões que os eléctricos e ficam perto dos a gasolina e diesel.

          Em lado nenhum encontra esses 50%.

          Se o problema é a electricidade, então será brincadeira quererem produzir algo que gasta 5x mais do mesmo.

          A ue tanto ajudou uns como outros, até para este projecto, e os incentivos são exatamente os mesmos em todo o lado.

    • JL says:

      Para que servia isso ? Alguém ia gastar meio tanque para ir abastecer ?

      Mas porque não são eles a instalar os postos ? Não foi assim que a Tesla começou, tal como outras fabricantes que se juntaram ? Como a ionity ?

    • JL says:

      Já agora, primeiro avançam os carros, depois a infraestrutura, foi assim que começaram os outros.

      • Mr. Y says:

        Fala baixo porque finalmente descobriu-se que o @Yamahia ainda não comprou um VE porque a infraestrutura é fraca. Não está relacionado com a autonomia de 1000km 🙂

      • Yamahia says:

        Nop. Ainda ninguém esqueceu como começou a MOBI.E e os seus carregadores com electricidade à BORLA sempre vazios.

        • JL says:

          Os carros eléctricos começaram muito antes da mobie.

          A mobie só veio dar um impulso.

          Ainda hoje existem muitos postos de hidrogénio à borla e na europa a metade do preço, e vendas ? nada….

          • Yamahia says:

            Nop, os 1⁰s postos da Mobi.E começaram a ser instalados em 2010, durante o Governo de José Sócrates. A rede foi financiada com dinheiro dos contribuintes. Naquela época quase ninguém tinha elektros. Ou seja, pagámos todos por infraestruturas que ficaram às moscas anos a fio.
            Antes de 2010 só havia meia dúzia de veículos em circulação (projetos-piloto, demonstrações etc)

            Então o governo, para dinamizar a coisa, anunciou electricidade à borla mais uma vez a conta dos contribuintes.

            Houve logo meia dúzia de fuções que logo a correr comprar Leafs e Fluences em 2011 e gozavam com a malta dos térmicos que tinham que pagar combustível e eles não. Lol

            Qd tiveram q começar a pagar pelos kWh pareciam piores,q as peixeiras na praça a reclamar. E o valor era baixo, fará se fosse alto como agora.

            Assisti a isso tudo meu caro.
            1⁰ a infraestrutura e então sim venham os carros.
            Se a UE falhou no compromisso da instalação das estações é pq verdadeiramente está-se a cag@r para a descarbonização.

          • JL says:

            Errado, era um projecto piloto, os carregamentos foram sempre grátis até 2018.

            Não, o dinheiro foi financiado pelo fundo ambiental.

            Não assistiu, inventou, porque foram os utilizadores os primeiros a querer que se pagasse para que a mesma tivesse manutenção.

        • JL says:

          Com os 15 milhões que gastaram na Mobie não instalavam mais de 4 postos de abastecimento de hidrogénio, que servia para quê ?

          Assim construíram uma rede que foi crescendo, e só não cresce mais porque a lei não ajuda.

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