Empresa encheu um bairro de tomadas nos passeios para carregar carros elétricos, mas…
O carro elétrico abriu novas possibilidades para aproveitar um veículo que permanece parado durante horas. No entanto, a recarga na via pública também implica concessões, como a necessidade de reservar lugares de estacionamento exclusivamente para veículos elétricos.
Em 2022, a empresa alemã Rheinmetall apresentou uma solução alternativa para o carregamento: instalar tomadas diretamente nos passeios. O objetivo era responder a um dos maiores obstáculos à adoção de veículos elétricos ou híbridos plug-in, a ausência de garagem privada.
A proposta permitia carregar o automóvel na própria rua, sem necessidade de recorrer a postos de carregamento dedicados. Três anos depois, já existem resultados concretos.
Um teste piloto em Colónia
Após aprovação das autoridades locais, a empresa iniciou em 2024 um projeto-piloto no centro de Colónia, mais concretamente em Lindenthal, um bairro residencial caracterizado por moradias individuais de baixa altura.
O funcionamento é simples. O condutor estaciona junto ao passeio e encontra, no próprio lancil, uma tomada escondida sob uma tampa. Basta digitalizar o código impresso no equipamento e ligar o veículo com o seu próprio cabo de carregamento em corrente alternada.
Tal como acontece com qualquer outro ponto público, o sistema associa o veículo à sessão de carregamento e o pagamento é efetuado através de uma aplicação móvel.
Será que funcionou o projeto piloto? pic.twitter.com/NWWqxctr0P
— Pplware (@pplware) February 20, 2026
Bons números… mas com limitações
De forma geral, os resultados foram positivos. Segundo a empresa, durante um ano realizaram-se cerca de 2.800 ciclos de carregamento.
Em média, cada sessão forneceu 18 kWh, energia suficiente para mais de 100 quilómetros de autonomia em ambiente urbano para muitos carros elétricos, ou entre 80 e 100 quilómetros em estrada, dependendo da eficiência do veículo.
Cada tomada foi utilizada, em média, duas vezes por dia e apresentou uma disponibilidade de 99%, praticamente sem avarias. O valor destaca-se quando comparado com a média europeia e espanhola, onde os pontos públicos são utilizados cerca de 1,5 vezes por dia e permanecem ocupados entre 30 e 120 minutos diários.
Utilizadores satisfeitos, sobretudo os mais velhos
A empresa realizou ainda um inquérito junto dos utilizadores, recolhendo classificações e sugestões.
O sistema obteve uma pontuação média de 4,38 em cinco pontos. As avaliações mais positivas vieram dos condutores com mais de 60 anos, que destacaram sobretudo a simplicidade de utilização.
Também não foram registados problemas relevantes com água, vandalismo ou comportamentos incívicos. Mesmo situações comuns na via pública, como sujidade provocada por animais domésticos, não afetaram o funcionamento das tomadas.
Uma curiosidade está no próprio design. A tampa pode ser aberta com um pequeno empurrão do cabo de carregamento, evitando que o utilizador tenha de tocar diretamente no equipamento.
O custo levanta dúvidas
Apesar dos bons resultados, existem críticas relevantes. Segundo informações, cada tomada custa cerca de 5.000 euros. O valor inclui sistemas de refrigeração e climatização para garantir melhores condições de carregamento.
Este custo coloca a solução em desvantagem face a um carregador doméstico tradicional.
Além disso, para maximizar a utilização seria necessário reservar lugares de estacionamento exclusivos. Na prática, o impacto é semelhante ao de qualquer outro carregador público fora das estações de serviço: reduz-se o estacionamento disponível para criar lugares que nem sempre estão ocupados.
O grande desafio da recarga pública
A recarga fora de casa continua a ser um dos maiores desafios da mobilidade elétrica. Uma das principais vantagens do carro elétrico é sair diariamente com a bateria carregada ou aproveitar os longos períodos de estacionamento para carregar lentamente em corrente alternada.
Uma abordagem passa pelas grandes estações de carregamento rápido, com múltiplos postos de elevada potência. Outra estratégia tem sido a instalação de carregadores em centros comerciais e zonas de lazer, onde uma única sessão pode garantir vários dias ou até semanas de utilização.
Com uma média diária de 50 quilómetros, um veículo com autonomia urbana de 500 quilómetros pode circular cerca de dez dias sem voltar a ligar à corrente, o equivalente a apenas três carregamentos mensais.
Alternativas já testadas em Portugal
Se a ideia for levar a recarga diretamente para as ruas, países como Portugal, Reino Unido ou Países Baixos têm experimentado soluções semelhantes através da instalação de tomadas em candeeiros públicos.
O conceito é próximo do sistema alemão, mas com uma diferença importante: a energia chega a partir da infraestrutura existente da iluminação pública, evitando obras no pavimento.
Carregamento lento continua a ser o maior obstáculo
O principal problema destas soluções continua a ser a velocidade de carregamento. Uma tomada de 7,4 kW pode necessitar de cerca de 10 horas para carregar totalmente uma bateria de 60 kWh, uma capacidade comum em veículos pensados tanto para cidade como para viagens ocasionais.
Este tipo de carregamento só é realmente vantajoso quando o preço é reduzido, já que obriga a deixar o carro estacionado durante uma noite inteira ou durante todo o horário de trabalho.
Na prática, trata-se de um sistema pouco eficiente para servir vários veículos ao longo do dia.
Não por acaso, a maioria dos condutores continua a carregar em casa. Fora desse contexto, a preferência recai normalmente em carregamentos mais rápidos. Um posto de 50 kW consegue carregar totalmente muitos veículos em menos de três horas, aproximadamente o tempo de uma sessão de cinema.
Já em viagens, a solução mais prática continua a passar por hotéis ou alojamentos que permitam deixar o veículo ligado sem restrições de tempo.
























Tivemos, quase 8000 exemplos, do que é que acontece, quando se compra um EV, montando uma estação, de carregamento de 20W, em casa… com 270000 casas, a ficarem, sem energia, exigindo mudanças de infraestruturas, pois ninguém esperava ter 6000 casas, a mamar, literalmente, 28kVA, cada uma, numa rede que suporta 7000 casas, com 7kVa. E as distribuidoras, andaram a enganar 983000 clientes, dizendo-lhes que tem potências de 28kVa, quando, a E-redes, só activa 16kVa, a não ser que exista pedido empresarial. Mesmo assim, há casas, particulares, a chegarem, lá perto, à boleia de alterações, feitas, pelas comercializadoras, nos contadores e nos quadros.
Até se pagarem 8000000 milhões, de euros, para modernizar a rede com 4500000%, de suporte de potências, não dá para ter 7 milhões, de carros EV, nas estradas nacionais.
Podes explicar para que raio queres 22kwh em casa para carregar? Primeiro tens poucos modelos que suportem isso, segundo é absurdo e desnecessário.
7.2kwh é o ideal para este tipo de carregamento de rua e mesmo em casa 99.9% das pessoas não precisam de mais que isso.
E até digo que 90% chega uma tomada reforçada para fazer 3.7kwh
Tenho um com bateria de 65 e só uso tomada normal, a minha casa só tem 6.9kva e não dá para mais e mesmo com climatização, máquinas de lavar e carro o quadro aguenta sem nunca ter ido abaixo…
Enfim, só invenções como de costume.
Já há algum tempo que não lia estes artigos do Pplware e logo quando o volto a fazer o que encontro?
Mais uma vez este senhor Manuel da Rocha a inventar à grande.
Convença-se que depois de tanto inventar e de tanto mentir já ninguém leva a sério o que diz.
Comecemos pelos 28kVA. Porque raio alguém precisa disso para carregar um carro quando a vasta maioria dos carros, a carregar em AC, nem sequer suporta 22kW? A larga maioria não passa dos 11kW e existem vários que nem passam dos 7,4kW ou mesmo 6,6kW.
A grande maioria, a vasta maioria, carrega em monofásico, entre os 2kW e os 3,4kW, potências para as quais, regra geral, 6,9kVA chegam e sobram.
Se eu carregasse a 11kW, muito abaixo dos valores que refere, em 7 horas de vazio carregava a bateria, toda de 0 a 100% (75kWh úteis).
Isto dá-me, em circuito misto, para mais de 450km, num SUV grande.
Basta pensarmos quantas são as pessoas que fazem 450km por dia, com um carro grande, para vermos quanto é absurdo tudo o que escreveu, ainda para mais quando conseguiam carregar esses 450km com menos de metade das potências que refere.
Ainda não percebi se gosta mesmo de inventar, se é pago para desinformar ou se apenas gosta de ser o centro das atenções.
As desvantagens superam as vantagens e mesmo estas, são aparentes.
Que desvantagens são essas ?
Aturar-te 😉
Então ? Não pode haver equilíbrio ?
O equilíbrio está em aturarmo-nos todos uns aos outros.
O JL só atura EV lovers
Nem mais Beelzebufo.
@Zé, sim, começando, no Zé, Yamahia, Mário, entre muitos outros.
Qualquer dia não existem lugares, para os carros, que não sejam elétricos.
Já vi alguns chicos espertos, com carros elétricos, estacionarem lá os carros, sem estarem a carregar.
Se necessário usar é chamar a polícia, da multa igual.
O pessoal que andava de cavalo queixava-se do mesmo…
Vou tentar saber o nome da rua a ver se vou à volta, principalmente em dias de chuva.
Mais um que não sabe como funciona a electricidade.
Mais uma vez,
Não à soluções perfeitas.
Eu tenho carro eletrico e para aquilo que o uso nao troco por nada.
Tenha carro a gasoleo para para aquilo que uso o troco por nada.
Tive que ir a lisboa sou de Viseu, carro a gosoleo que luxo e do atestar onde e quando quiser.
Andar as voltas em viseu ate 200 km dia,
Que luxo, nao troco por nada.
Carrego em casa bio horario a potencia louca de 2.3 kw.
Mas tenho 1 problema com trifasico 10.38.
Se ligar aquecimento geotermico, mais maquinas mais carro, la vai a luz a baixo.
Nada que nao se controle.
Que carro é?
Muda para monofásico…
ora bem.. uma pessoa chega ao trabalho às 9h (exemplo) e sai às 18h… ora contas de primeira classe dá 9h um carro parado… vai para casa, estaciona o carro e assim na loucura tem o carro parado das 20h às 7h do dia a seguir . 11h horas de carro parado… portanto.. assim de repente, o utilizador mais comum tem o carro parado todos os dias durante 20h. Certo.. não temos todos hipótese de carregar durante o tempo de emprego. mas continuamos com 11 horas diárias para carregar o carro bem devagar, sem pressa, baixa potencia. “Ah mas eu faço muitos km’s todos os dias!” – Irra.. não és a maioria! Não precisamos de carregar a bateria a 100% todos os dias na maioria dos casos, nem de potencias absurdas para toda a gente. O Comportamento do condutor de um carro electrico não é o de um carro a um outro combustível, não é para comparar! ou alguém ainda guarda fardos de palha na garagem para alimentar os cavalos do motor a combustão?
Isso, o utilizador mais comum, que não tem garagem para carregar:
– Chega à porta do prédio, mete o carro no elevador e põe-o dentro de casa a carregar.
– Ou com diz o post, põe-o a carregar na rua em lugares reservados, em baixa tensão.
Simples. Nem se percebe como é que a UE começou a recuar com a eletrificação total em 2035.
A UE não recuou, por acaso até intensificou.
Boa!
vida triste essa, não se pode ir jantar fora, ir ao cinema, ver uma peça de teatro, ir a um concerto.. por isso é que não tenho EV é uma vida demasiado regrada e aborrecida, gosto de fazer o que me apetece quando me apetece sem planeamento, um EV owner tem de ter tudo muito planeado.. imagino que como é tão brochante até cumpre o horário de trabalho à risca, chega a casa faz o jantar e prepara a marmita para o dia seguinte.. poupem-me a esse lifestyle de escravatura trendy
Óbvio que tem, porque o ice owner não vai ao cinema, ele viaja para ir ver o cinema, talvez a 1000 ou até mais KMS, e como tal sobra lhes muito tempo, até para passarem o dia a comentar no pplware.
Sem conta que os ice lovers depois vêm aqui dizer que, apesar desse tempo imenso que têm,depois andam de Uber. Ou seja, têm todo o tempo do mundo para andarem de Uber , e eléctrico aínda por cima.
Inventem o que quiserem e deem as voltas que quiserem, nada bate 5 minutos nas bombas 60 lts e siga viagem.
nem conto o tempo, só sei que nos anos 90 os carros a diesel dava para serem abastecidos com as mangueiras de pesados e era num instante 😀
Quais bombas ? Aquelas mais caras ?