BYD prestes a ultrapassar a Tesla nas vendas de carros elétricos em 2025
Há uma corrida silênciosa e muito discreta a acontecer no mundo automóvel. Duas das marcas mais conhecidas lutam para garantir o topo das vendas e uma mudança é esperada ainda este ano. Falamos da Tesla e da BYD, com a marca chinesa a questar prestes a ultrapassar a Tesla nas vendas de carros elétricos em 2025.
Ascensão meteórica da BYD nos carros elétricos
A indústria automóvel prepara-se para assistir a uma mudança histórica na liderança do mercado de carros elétricos. Segundo as mais recentes projeções de analistas e dados de mercado, a BYD está posicionada para ultrapassar a Tesla nas vendas globais de veículos totalmente elétricos (BEV) no ano de 2025.
Este marco representa um ponto de viragem significativo na mobilidade elétrica. O domínio norte-americano cede lugar à crescente influência asiática. Os dados acumulados até ao final de novembro de 2025 revelam que a BYD atingiu um volume de vendas de aproximadamente 2,07 milhões de veículos elétricos.
Em contraste, a Tesla, liderada por Elon Musk, reportou entregas na ordem dos 1,22 milhões até ao final de setembro. Temprojeções anuais a apontarem para cerca de 1,65 milhões de unidades. Esta discrepância coloca a BYD numa posição privilegiada para encerrar o ano como a nova líder mundial do setor.
O futuro da Tesla estará nas novas tecnologias
A marca norte-americana enfrenta uma possível retração nas entregas anuais, estimada em cerca de 8%. Já a concorrente chinesa tem capitalizado numa estratégia de diversificação geográfica e num portefólio de produtos mais acessível. Mesmo enfrentando tarifas mais rigorosas na Europa e na América do Norte, a expansão internacional da marca tem compensado a intensa guerra de preços no seu mercado doméstico.
O futuro da Tesla e as novas tecnologias Vários fatores contribuem para o abrandamento da Tesla, incluindo o fim de incentivos fiscais importantes nos Estados Unidos e um desgaste da imagem pública associada à sua liderança. No entanto, o mercado não vê este cenário como o fim da linha para a empresa americana.
Analistas do setor sugerem que o foco da empresa está a transitar para a condução autónoma. Tem grandes expectativas depositadas no lançamento de novas plataformas de "robotáxis" previstas para 2026. Esta transição indica que, embora a BYD possa conquistar a coroa dos volumes de vendas de carros elétricos a curto prazo, a batalha pela inovação tecnológica continua acesa.






















“Analistas do setor sugerem que o foco da empresa está a transitar para a condução autónoma.”
– O sistema de condução autónoma mais avançado, o FSD Supervisionado é apenas de de nível 2 de automação. Está homologado:
– com todas as funcionalidades (cidades e autoestrada) – no EUA, Canadá e México
– com limitações, com funcionalidades em expansão – na Austrália, Nova Zelândia, China e Coreia do Sul
– na Europa, embora esteja à venda (7.500 €) com a promessa de vir a ser aprovado, não foi homologado, ou seja, é vendido mas com as funcionalidades reduzidas ao nível do Autopilot Aperfeiçoado. A Tesla anunciou que o regulador holandês (que abriria a porta para a UE) se tinha comprometido a autorizar em fevereiro de 2026, e que lhe enviassem mails nesse sentido, mas essa entidade já desmentiu ter assumido esse compromisso.
E dizem que a Tesla “Tem grandes expectativas depositadas no lançamento de novas plataformas de “robotáxis” previstas para 2026″.
Com o atual FSD supervisionado, de nível 2, os robotáxis da Tesla têm que ter um condutor de segurança no banco da frente. Musk promete o FSD não supervisionado (sem condutor de segurança), ou seja, de nível 4 como os Waymo – mas isso está dependente da autorização dos estados e da NHTSA. Por cidades:
– Austin (Texas) – serviço de robotáxi lançado em junho de 2025 com condutor/monitor de segurança (safety driver/monitor), no lugar do passageiro, que passou, em setembro, para o lugar do condutor. Em dezembro, iniciaram os testes (não o serviço de robotáxi) com o carro vazio, ou apenas com Musk, que anunciou que iriam ser usados no serviço de robotáxis em três semanas, a partir de 10 de dezembro
– São Francisco/Bay Area ~serviço de robotáxis, numa área restrita, com safety driver, que foram utilizados durante o recente apagão.
– Expansão do serviço de robotáxis para outras cidades em 2026 – Las Vegas, Phoenix, Dallas Houston e Miami, segundo o modelo de Austin, primeiro com robotáxis com condutor de segurança e, dependendo das autorizações, sem monitor de segurança.
Musk Tem grandes expectativas para a expansão dos seus robotáxis “fully driverless” (sem condutor/monitor de segurança) mas os analistas estão muito divididos entre perspetivas otimistas e pessimistas quanto à aprovação de legislação favorável – e apenas nos “estados amigáveis” (Texas e Arizona).
Na Europa, em que nem o nível 2 do FSD foi aprovado, o nível 4, para os robotáxis “fully driverless” é que não está mesmo no horizonte.
A BYD já ultrapassou a Tesla há muito tempo.
O Musk teve 5 anos de avança mas não soube aproveitar a vantagem. Agora todas as marcas têm melhores ofertas.