BMW, Mercedes e outras empresas juntam-se para criar um ecossistema de software comum
Nomes como Volkswagen, BMW e Mercedes assinaram um acordo para o desenvolvimento conjunto de software aberto. Numa altura em que os clientes valorizam largamente a tecnologia instalada nos seus automóveis, as empresas procuram formas de reforçá-la.
A indústria automóvel está a gerir mudanças significativas, com os clientes a procurarem ter mais do que potência nos seus carros. De facto, o software já é e continuará a ser - pelo menos a médio prazo - uma das tecnologias mais importantes de um automóvel.
Atualmente, além de procurarem assistentes de condução cada vez mais inteligentes e autónomos, os clientes valorizam a interconetividade com a nuvem.
O futuro prevê-se igualmente ambicioso em matéria tecnológica.
Software de base pode ser desenvolvido por várias empresas
No sentido de maior velocidade, eficiência e segurança no desenvolvimento de software e fundamentos para um ecossistema aberto e colaborativo, 11 empresas da indústria automóvel concordaram em cooperar "pré-competitivamente" no desenvolvimento de software de código aberto.
Com a crescente importância e complexidade do software dos veículos, está a tornar-se fundamental para a indústria aumentar a velocidade e a eficiência no desenvolvimento, garantindo, ao mesmo tempo, alta qualidade e segurança.
Lê-se, num comunicado recente.
Com o apoio da Associação Alemã da Indústria Automóvel (em alemão, VDA), esta parceria procura alcançar a segurança funcional necessária para o software de série automóvel.
Afinal, tendo em conta que uma parte significativa do software dos veículos não é diretamente acessível ao utilizador e, portanto, não é diferenciadora, os módulos de software correspondentes podem ser desenvolvidos em conjunto num ecossistema aberto e colaborativo.
Além disso, o mesmo comunicado indica que, ao fornecer módulos de software executáveis em vez de especificações detalhadas, a normalização e o aumento da velocidade de desenvolvimento são alcançados através da chamada abordagem code first.
Empresas envolvidas no acordo para o desenvolvimento de software conjunto
- BMW Group
- Continental AG
- ETAS GmbH
- HELLA GmbH & Co. KGaA
- Mercedes-Benz AG
- Qorix
- Robert Bosch GmbH
- Valeo Brain Division
- Vector Informatik GmbH
- Dr. Ing. h.c. F. Porsche AG
- ZF Friedrichshafen
O desenvolvimento do software ocorre no ambiente "transparente e independente" do fornecedor Eclipse Foundation, como parte do projeto S-CORE.
O ecossistema a ser desenvolvido pelas empresas é aberto, tanto através da interoperabilidade de software com normas industriais relevantes, como para contribuições e colaboração de outras empresas europeias e internacionais.
Além disso, pode ser adaptado ou expandido e, em seguida, disponibilizado à indústria como uma distribuição personalizada para desenvolvimento em série.
Desta forma, as fabricantes e fornecedores podem concentrar-se em recursos diferenciados, mantendo os componentes principais juntos, criando uma base sólida para a inovação e para a liberdade de se focar no que faz realmente diferença para o cliente.
O Memorando de Entendimento foi assinado no dia 23 de junho, durante o 29.º Congresso Internacional de Eletrónica Automóvel (em inglês, AEK).
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Desde que apostem, numa interface apelativa, com boa usabilidade, rápida e principalmente segurança, estão no bom caminho.
Não coloquem é a Microsoft no acordo, porque senão vamos ver black screen of death, em muitos carros.
E não usem nada da Cuscoid. Já chega de parasitar dados.
Pra quê reinventar a roda…
https://source.android.com/docs/automotive
Porque os fabricantes querem ser quem controla a telemetria e quem vende serviços.
Pode ser aberto, mas possivelmente não possui o que estas marcas realmente precisam.
Se for europeu, que venha
+1
Já é mais do que a altura de criar um padrão na industria, feito pela industria. Longe de interesses divergentes.
Em vez de qualidade e fiabilidade querem potencia ? deve ser para as corridas de semaforos.
Se apostassem mas é na fiabilidade e qualidade das viaturas em vez de perderem tempo com paneleirices para encher o olho a deslumbrados, é que era uma decisão inteligente.
Além disso estão a meter-se numa área em que não têm, de todo, a experiência e o know-how necessários para fazerem algo de realmente inovador, funcional e intuitivo. Já existem duas empresas mundiais que fazem isso muito bem feito: a Google e a Apple.