CEO de uma rede social está a pedir a proibição do acesso para menores de 16 anos
Contrariando a perceção generalizada de que os diretores-executivos das redes sociais não apoiam as restrições de idade para o acesso às plataformas, há um CEO a pedi-lo para menores de 16 anos.
À medida que vários países avançam com propostas e medidas concretas para restringir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, o debate público intensifica-se e ganha novos contornos.
Entre preocupações com saúde mental, privacidade e exposição a conteúdos nocivos, cresce a pressão sobre governos e empresas tecnológicas para definirem limites mais claros numa realidade digital cada vez mais presente e comprovadamente tóxica na vida dos mais jovens.
Neste cenário, persiste uma perceção generalizada de que os grandes diretores-executivos das redes sociais não apoiam as restrições, sendo frequentemente associados a estratégias que visam captar e reter utilizadores cada vez mais novos.
Esta ideia, alimentada por críticas ao modelo de negócio baseado na atenção e nos dados, levanta questões sobre até que ponto os interesses das empresas estarão alinhados com a proteção dos menores.
Entretanto, a contrariar esta perceção está Bill Ready, o diretor-executivo do Pinterest, uma plataforma de partilha de imagens.

Bill Ready, diretor-executivo do Pinterest. Crédito: David Paul Morris/Bloomberg/Getty Images, via Fortune
Bill Ready assume posição diferente dos maiores líderes das redes sociais
Segundo citado pela Reuters, Ready publicou a sua declaração enquanto decorre um julgamento em Los Angeles sobre a utilização das redes sociais pelos jovens.
A Google e a Meta enfrentam acusações de que as suas plataformas estão a agravar uma crise de saúde mental entre os jovens. Neste momento, o júri está a deliberar sobre o veredicto.
Precisamos de uma norma clara: nada de redes sociais para adolescentes com menos de 16 anos, apoiada por uma aplicação efetiva da lei e pela responsabilização dos sistemas operativos dos telemóveis e das aplicações que neles funcionam.
Escreveu Ready, num ensaio, apontando a proibição da Austrália às redes sociais para menores de 16 anos como modelo.
Ao apelar à proibição, o líder do Pinterest assume uma posição diferente da dos diretores-executivos das maiores empresas de tecnologia do mundo, as mesmas que enfrentam uma pressão crescente por parte de reguladores, tribunais e legisladores para alterarem a forma como crianças e adolescentes utilizam os seus produtos, devido aos impactos na saúde mental.
De acordo com a Apptopia, uma empresa de investigação, um terço dos utilizadores do Pinterest tem entre 17 e 25 anos. Segundo o seu website, em Portugal, "as crianças com idade inferior a 13 anos não estão autorizadas a utilizar o Pinterest".
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os jovens atualmente são umas mentes ocas, completamente indrominados pelos ecrãs. há bons exemplos, mas aqueles que têm uma boa orientação familiar, escolar e um grupo de “amigos” igualmente bem orientados. de resto, é um descalabro. estas últimas gerações estão formatadas para cagarem-se para os reas valores de valor, passando a redundância. Mal sabem escrever ou até falar como deve ser, já para não falar das ideologias naquelas cacholas. Estão perfeitos para serem os próximos zombies e uma geração de escravos modernos sem pensamento livre.
Calma Jovem, respira;D
E o onlyclans? LOL