EUA querem proibir tecnologia chinesa em cabos submarinos
Em mais decisão contra a China tomada em nome da segurança nacional, os Estados Unidos da América (EUA) estão a planear proibir tecnologia chinesa em cabos submarinos. Na perspetiva da Comissão Federal de Comunicações (em inglês, FCC), os cabos submarinos são uma peça fundamental da infraestrutura da Internet, além de serem um potencial local para espionagem estrangeira.
A FCC planeia votar pela implementação de novas regras que irão proibir o uso de tecnologia chinesa em cabos submarinos.
De acordo com um comunicado de imprensa, assinado por Brendan Carr, presidente da comissão, as regras propostas serão aplicadas a qualquer empresa da lista de entidades que representam "um risco inaceitável para a segurança nacional dos [EUA]".
Conforme partilhado, proibir ou limitar severamente a influência das empresas chinesas é uma tentativa de beneficiar os fornecedores de cabos americanos, ao mesmo tempo que prejudica os inimigos percebidos do país.
FCC planeia regras mais agressivas contra a tecnologia chinesa
Durante o primeiro mandato do Presidente Donald Trump, a comissão tomou medidas semelhantes, que procuravam impedir que as operadoras móveis usassem equipamentos chineses nos EUA.
Na altura, Trump assinou uma lei que exigia que as operadoras "desmontassem e substituíssem" a antiga infraestrutura móvel da Huawei e da ZTE, com a FCC a disponibilizar financiamento para que isso acontecesse.
Agora, por sua vez, conforme comunicado, as regras estão a ser propostas por uma comissão mais agressiva.
Neste momento, existem apenas três comissários na FCC, em vez dos cinco habituais, e, sob a liderança de Brendan Carr, esta adotou uma abordagem muito mais agressiva na regulamentação do setor das telecomunicações.
Neste cenário, as novas regras relativas aos cabos submarinos vão ser votadas no dia 7 de agosto, numa decisão que se espera que seja sustentada pela necessidade de proteção da infraestrutura americana.





















Eu realmente acho bem, os EUA não gostam de concorrência no negócio da espionagem. Só eles é que podem espiar sozinhos.
reciprocidade meu caro, quantos cabos submarinos na china terão tecnologia americana?
Pois, os outros são todos uns santos!
O facto de atacarem não que dizer que não se defendam. E isto é válido para os dois lados.
Claro! E metem o nariz em todos os países que têm petróleo!
E.U.A. são dos mais corruptos.
Faz todo sentido. É o pais mais espiado e roubado do mundo. É tempo qie fazer com que os outros invistam e trabalhem mais!
Os USA são só 5% da população mundial, querem muito para tão pouco… o mundo que acorde e comece a se organizar sem estes cowboys que já fizeram muitos danos.
E mo entanto comentas num SO americano com um pc americano com soc americano e um browser americano. Que toto!!
E quem te garante que não estávamos muito melhor serviços sem a hegemonia dos USA?
A cultura americana é um cancro que se espalha pelo mundo de modo ao negócio dos USA facturar cada vez mais para termos as casas cheias de trampa inútil e séries de TV rascas, já para não falar dos jovens com cancro.
*servidos
Estas a vontade para criar alternativas europeias. O problema e que o produto americano continua a ser o melhor que ha
A força dos USA vem mesmo de sugarem os cérebros dos outros países, se assim não fosse o mundo estaria muito melhor e os USA não seriam hegemónicos.
Os EUA são só 5% mas já fizeram tanto e já chegaram tão longe! E não há país que não ambicione ter a mesma riqueza e influência que os EUA têm. E se formos a olhar para os fluxos migratórios então toda a gente o que quer é viver em economias ao estilo EUA, ao estilo Ocidental.
Outros, até com 3 a 4 vezes mais população, gostam de já se fingir de grandes mas vão-se arrastando em crises atrás de crises, com bolhas imobiliárias rebentadas, crescimento afinal anémico, desemprego a aumentar a galope ou ainda com a população a envelhecer cada vez mais sem a menor possibilidade de retrocesso e com a diminuição populacional como destino.
O X continue então a dizer mal dos EUA/Ocidente… para nós nos rirmos mais um bocadinho.
Os USA não são o expoente do ocidente longe disso, é o expoente de muita coisa do género ignorancia, ganância, estupidez, poluição, cancro, negócio da guerra etc a Europa que se livre dessa visão de “sucesso” e que não degenere em fascismo como acontece nos USA. Existe mais mundo além dos USA,muito mais.
Obrigado, caro X. Já me ri mais um bocadinho.
Então vê lá se acordas, garoto!
Então, mais uma decisão dos Estados Unidos “em nome da segurança nacional” — ou seja, proibir tecnologia chinesa nos cabos submarinos para proteger a privacidade e a soberania dos norte-americanos contra espionagem estrangeira. É realmente reconfortante saber que o mesmo país que invadiu conversas privadas de líderes e cidadãos europeus (e nem vamos esquecer dos aliados tradicionais, como a Dinamarca, que colaborou ativamente na instalação de aparelhos americanos para captar todas as conversas nos cabos submarinos europeus), está agora preocupado com a nossa segurança digital. Querem mesmo nos salvar da espionagem… menos da deles. https://theconversation.com/why-did-denmark-help-the-us-spy-on-its-european-allies-161959
O grande “espião do mundo”, mestre em vigiar o planeta inteiro — incluindo aliados e rivais — quer agora se proteger da influência dos outros. Claro, porque, se alguém pode gerir a vigilância global, esse alguém só pode ser os Estados Unidos, certo? Isso lembra aquele provérbio (adaptado) de Henry Kissinger: ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, ser aliado é letal — e ter seus dados interceptados em nome da “segurança nacional” já faz parte do pacote. Parece quase que “segurança nacional” virou um eufemismo para “domínio global”.
Enfim, resta desejar boa sorte à FCC e aos americanos na sua cruzada pela “liberdade e privacidade digital” mundial. Devem acreditar que o vírus do spyware norte-americano é mais confiável que os demais — e, nesse ponto, têm décadas de experiência comprovada. https://www.datacenterdynamics.com/en/news/danish-whistleblower-details-nsa-collaboration-submarine-cable-spying-surveillance-data-center/
O que acabaste de escrever é o que marca a diferença, sabes essas histórias porque alguem resolveu expor ( na giria chibar), mas se acontecer o mesmo na china ou russia, o “chibo” já não estará cá para confirmar a história.
Jotabê, compreendo o teu ponto — a falta de transparência em regimes autoritários como China ou Rússia dificulta saber o que realmente acontece nos bastidores. Mas isso não pode servir como desculpa para relativizar ou minimizar os abusos cometidos por democracias ocidentais, especialmente quando esses abusos são documentados por fontes internas e independentes.
No caso dos EUA e da Dinamarca, não estamos a falar de rumores ou teorias: foram whistleblowers, investigações oficiais e órgãos de fiscalização que revelaram uma colaboração sistemática entre a NSA e os serviços secretos dinamarqueses para espionar aliados europeus, incluindo líderes como Angela Merkel. (Fonte 1, Fonte 2)
A ironia é gritante: os EUA alegam proteger a “segurança nacional” ao banir tecnologia chinesa, enquanto usam a sua própria infraestrutura — com ajuda de aliados como a Dinamarca — para vigiar o mundo inteiro, inclusive os seus parceiros mais próximos. E quando são apanhados, a resposta é sempre a mesma: silêncio, negação ou justificações vagas em nome da luta contra o terrorismo.
Sim, talvez na China ou na Rússia o “chibo” desapareça antes de falar. Mas nos EUA, quando alguém como Snowden revela abusos, é perseguido e exilado. A diferença é que aqui sabemos o que se passa — e mesmo assim, muitos preferem olhar para o lado.
Portanto, não é uma questão de quem “chiba” mais. É uma questão de coerência, responsabilidade e respeito pelos valores democráticos que os EUA dizem defender. E nisso, infelizmente, têm falhado redondamente.
Concordo contigo e não estava a desculpar o EUA, mas concordo que limitem tecnologia de terceiros, com potencial de espionagem, tal como fará a China e a Russia, nós Europeus é que estamos lixados (com”F” grande), somos espiados por todos os lados e não fazemos nada.
Concordo contigo.
O muito convicto chinesista Ivo tem andado desaparecido, resolveu agora dar o ar de sua graça com uma das sua diatribes acerca dos EUA. Compreende-se… os EUA a quererem proibir “tecnologia chinesa” foi-lhe irresistível!!!
Oh Narcesudo, estava mesmo a contar contigo para manter acesa a chama do comentário passivo-agressivo — e não desiludiste. Fico feliz por a minha alegada “diatribe” te ter causado tamanho incómodo… dá gosto ver que até uma simples crítica aos EUA tem o poder de te tirar do sério.
Mas relaxa, não é “chinesismo”, é só observação da realidade: quando uma superpotência começa a tremer com chips e modems chineses, talvez o problema não seja o Ivo — talvez seja o medo de concorrência. Mas continua — o teu zelo patriótico disfarçado de sarcasmo merece pelo menos um aplauso irónico. Já agora, não queres comentar sobre a aplicação de 30% de taxas sobre os produtos Europeus? Os amigos/aliados são lixados!
O Ivo também nunca desilude. Só para disfarçar, mascara até de “observação” a sua constante defesa do que venha da China ao mesmo tempo que rebaixa os rivais da China… sendo, tão claramente, estes os seus únicos objectivos.
Ah, Narcesudo… sempre atento, sempre previsível. É engraçado como tu interpretas qualquer crítica aos EUA como uma “defesa da China” — como se o mundo só tivesse dois polos e eu andasse a torcer por um deles. Lamento desiludir-te, mas o meu compromisso é com os factos, não com bandeiras ou realidade distorcida.
Não preciso “mascarar observações” porque não tenho agenda. Só tenho olhos abertos: quando uma potência reage com pânico à concorrência tecnológica estrangeira, isso é um dado — não um juízo de valor. E se apontar isso te parece tomar partido… talvez seja porque preferes uma realidade que se encaixe na tua narrativa.
Mas vá, continua. As tuas análises maniqueístas são um ótimo estudo sociológico. Quase me fazem acreditar que ainda vivo nos tempos da Guerra Fria.
Agora, se estivéssemos a falar de um patriota MAGA, cidadão americano convicto, ainda dava para entender — afinal, seria quase um dever moral defender o seu país em todas as frentes, mesmo quando os argumentos são frágeis. Mas quando vem de um português (suponho que sejas), que ignora completamente os factos só para vestir a camisola americana… aí o caso torna-se mais curioso. Defender a América a qualquer custo, mesmo quando isso implica distorcer a realidade, parece mais fé do que análise racional.