Satélite Starlink desintegra-se e espalha detritos em órbita
Um satélite da constelação Starlink desintegrou-se de forma inesperada, levantando preocupações sobre a segurança orbital e possíveis riscos para missões espaciais em curso.
Satélite partiu-se inesperadamente no espaço
Um satélite Starlink desintegrou-se inesperadamente no dia 29 de março de 2026, enquanto orbitava a cerca de 560 km acima da Terra.
O satélite, identificado com o número 34343, estava em órbita há menos de um ano. Tinha sido lançado a partir da base Vandenberg Space Force Base, na Califórnia, a 27 de maio de 2025.
LeoLabs detected a fragment creation event involving SpaceX Starlink 34343 on 29 March 2026.
Learn more. ⤵️ pic.twitter.com/54FoV3s953
— LeoLabs (@LeoLabs_Space) March 30, 2026
A SpaceX afirmou que está a investigar a causa do que descreve como uma “desintegração rápida não programada” (RUD).
Segundo a empresa:
Análises mais recentes mostram que o evento não representa qualquer novo risco para a estação espacial, a sua tripulação, ou para o próximo lançamento da missão Artemis II da NASA.
Há dúvidas sobre o risco real
Nem todos partilham desta avaliação. Parte dos detritos resultantes da desintegração deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.
2/ We've characterized this event as likely caused by an internal energetic source rather than a collision with space debris or another object.
Due to the low altitude of the event, fragments from this anomaly will likely de-orbit within a few weeks.
— LeoLabs (@LeoLabs_Space) March 30, 2026
A informação é da LeoLabs, que utiliza radares globais para monitorizar satélites e lixo espacial em órbita baixa da Terra.
Fragmentos maiores poderão demorar vários anos a regressar à Terra. A LeoLabs indica que a causa da explosão terá sido interna ao satélite e não resultado de uma colisão.
Caso se confirme, levanta questões sobre a possibilidade de o problema se repetir em mais de 10.000 satélites Starlink atualmente em órbita.
Os radares da empresa detetaram:
… dezenas de objetos nas proximidades do satélite após o evento.
A LeoLabs comparou ainda este incidente com outro ocorrido a 17 de dezembro de 2025, quando o satélite Starlink 35956 também sofreu uma desintegração semelhante.
Risco de reação em cadeia no espaço
A presença inesperada de detritos em órbita baixa pode levar a colisões com outros satélites, desencadeando uma reação em cadeia conhecida como Síndrome de Kessler.
Este cenário é considerado um dos maiores riscos para a sustentabilidade das atividades espaciais.
On Sunday, March 29, Starlink satellite 34343 experienced an anomaly on-orbit, resulting in loss of communications with the satellite at ~560 km above Earth.
Latest analysis shows the event poses no new risk to the @Space_Station, its crew, or to the upcoming launch of NASA’s…
— Starlink (@Starlink) March 30, 2026
Missão Artemis II pode ser afetada?
O lançamento da missão Artemis II está agendado para amanhã, 1 de abril de 2026. Será a primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos.
A questão que se coloca é se estes detritos representam perigo para os astronautas. A SpaceX afirma que não, mas há especialistas que pedem mais esclarecimentos.
O astrofísico Jonathan McDowell, antigo membro do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, afirmou à Scientific American:
Não vejo como os riscos possam ser nulos. São baixos porque se espera que todos os detritos reentrem rapidamente. Mas gostaria de perceber melhor porque é que avaliam o risco como zero.
O especialista acrescenta ainda que, caso estas falhas estejam relacionadas com um problema de conceção, então os riscos aumentam, e muito!



















Estamos no bom caminho.
Já quase que demos cabo do berlinde e agora vamos fechando a porta de saída do mesmo, obrigado.
+1
A starlink tem 10.000 satélites, caiu um que pesa o mesmo que uma mota de baixa cilindrada, deve ter-se incinerado completamente no contacto com a atmosfera.