Camuflado “Pinguim” dos soldados da Rússia falha na Ucrânia e tornam-se alvos fáceis
Relatos provenientes do campo de batalha indicam que a nova camuflagem de inverno russa, apelidada de “Pinguim” pelas forças ucranianas, está a falhar no seu principal objetivo: ocultar os soldados. Pelo contrário, os militares equipados com este fato tornam-se alvos fáceis, sobretudo para drones.
Testes em combate real com resultados imediatos
De acordo com informações divulgadas na quinta-feira, 29 de janeiro, forças ucranianas neutralizaram pelo menos dois soldados russos que utilizavam este novo tipo de camuflagem.
A identificação foi feita pela 120.ª Brigada de Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia, recorrendo a drones em operações de vigilância e ataque.
Os militares russos parecem estar a testar o equipamento diretamente em condições reais de combate. No entanto, tudo indica que a experiência não está a correr como esperado.
Pinguim: um fato volumoso e pouco prático
As imagens divulgadas pela Ucrânia mostram fatos muito volumosos, predominantemente brancos, com manchas pretas e um capuz estranho, em forma de bico, que faz lembrar vagamente a cabeça de um pinguim.
A ideia segue o princípio clássico da camuflagem: quebrar a silhueta humana em ambientes abertos e cobertos de neve, à semelhança dos fatos ghillie usados por atiradores furtivos, mas adaptados ao inverno.
Guerra moderna não depende apenas da visão humana
O problema é que os campos de batalha modernos mudaram radicalmente. Na Ucrânia, a deteção do inimigo já não depende apenas do olho humano.
As forças ucranianas utilizam drones FPV, câmaras térmicas e sistemas de deteção de movimento, tecnologias que não são enganadas apenas pela cor ou pelo padrão visual.
Neste contexto, o camuflado “Pinguim” revela-se ineficaz. O grande volume do fato pode confundir à distância, mas em campos de neve abertos, qualquer forma estranha ou movimento anormal destaca-se de imediato.
Movimentos lentos e previsíveis
Outro problema evidente é a mobilidade. O fato parece ser pouco manejável, obrigando os soldados a deslocarem-se com um andar desajeitado, quase a gingar. Para manter o equilíbrio, os movimentos tornam-se exagerados e previsíveis, o que facilita ainda mais a sua identificação e acompanhamento no terreno.
Além de mais lentos, os militares tornam-se alvos ideais para drones de ataque, que exploram precisamente esse tipo de limitação.
Mais uma experiência falhada no terreno
Em vez de proteger, este novo equipamento poderá estar a aumentar o risco para quem o utiliza. Não é a primeira vez que a Rússia testa equipamento experimental diretamente no campo de batalha, muitas vezes sem um período adequado de testes ou aperfeiçoamento.
Há também relatos de conscritos a serem usados como cobaias para este tipo de sistemas. Segundo a United24 Media, já anteriormente tinham sido observados soldados russos a utilizar uma espécie de fato ou cápsula individual, igualmente ineficaz contra a guerra moderna baseada em drones.
Resta saber se o Exército russo continuará a apostar neste conceito de camuflagem. Tudo indica, no entanto, que este não será o último exemplo de equipamento experimental testado em combate real neste conflito em curso.






















Mas alguem acredita nisto?! Enfim..
os tipos que veem a cnn e media tradicionais acreditam!
Ainda bem que não foi um pinguim ! 🙂