Xpeng quer robôs humanoides em massa este ano, e o Iron saiu da linha de produção sozinho!
Mais conhecida pelos carros elétricos inteligentes, a Xpeng está a dar um passo sério rumo à robótica. A empresa chinesa acabou de colocar em funcionamento a sua primeira linha de produção dedicada ao robô humanoide Iron, com mais de 80% dos processos-chave já automatizados. O objetivo é chegar à produção em massa antes do final do ano.
Esta terça-feira, a Xpeng anunciou que o robô humanoide Iron concluiu a montagem e "saiu da linha" a caminhar de forma autónoma, um marco simbólico que assinala a transição do projeto, até agora confinado a protótipos de investigação e desenvolvimento, para uma fase de fabrico industrial a sério.
Segundo a empresa, trata-se da primeira linha de produção totalmente automatizada do mundo dedicada a robôs humanoides avançados. A ideia foi juntar os sistemas de qualidade de nível automóvel, já testados nos carros elétricos da marca, à precisão exigida no fabrico de robótica.
Esta linha foi pensada desde o início para escalar rapidamente. A automatização dos processos principais não serve apenas para acelerar a produção, mas também para garantir consistência na qualidade de fabrico à medida que a capacidade for aumentando.
We made it! XPENG launches the world’s first automated production line for advanced general‑purpose humanoid robots. The world’s first advanced general‑purpose humanoid robot has completed automated production and autonomously walks off the line.$XPEV pic.twitter.com/ayEiFFgO5p
— XPENG (@XPENG_Global) September 8, 2026
Ainda não é produção em massa
Apesar do marco alcançado, a Xpeng esclareceu que não corresponde ainda à produção em massa. Essa fase deverá arrancar até ao final de 2026, começando por implementações internas, nas lojas e campus da empresa.
Só em 2027 é que a Xpeng planeia lançar oficialmente o Iron ao público e iniciar entregas, tanto na China como em mercados internacionais. Para já, a empresa não revelou nem a capacidade específica da linha, nem o preço final do robô.
O presidente e diretor-executivo da Xpeng, He Xiaopeng, sublinhou que "as linhas de produção de robôs foram criadas do zero, sem precedentes para seguir", reforçando o compromisso da empresa em conseguir ciclos de produção mais rápidos e maior escala de fabrico.
Um robô carregado de tecnologia
O Iron de nova geração, apresentado em novembro de 2025, conta com 76 graus de liberdade distribuídos pelo corpo e 21 em cada mão, o que lhe permite movimentos bastante detalhados e próximos dos humanos.
A nível estrutural, utiliza uma estrutura reticulada flexível totalmente fechada, desenvolvida internamente pela Xpeng, que tenta equilibrar uma aparência humana com segurança.
O cérebro do robô é composto por três chips Turing AI, também desenvolvidos internamente, que em conjunto oferecem até 2250 TOPS de capacidade computacional efetiva.
Isto permite correr o modelo de fundação de Inteligência Artificial física da Xpeng diretamente no robô, sem depender de operação remota, reduzindo a latência e reforçando a segurança dos dados.
Uma aposta que pode ser mais rentável do que os carros
A Xpeng quer transformar o Iron numa plataforma genérica de robô humanoide, capaz de suportar múltiplas aplicações e de melhorar continuamente através da operação em ambiente real.
Do ponto de vista de negócio, a empresa acredita que as elevadas barreiras técnicas e a oferta limitada de robótica humanoide de qualidade podem resultar numa margem bruta por unidade superior à dos veículos elétricos, ainda que não tenha avançado números concretos.
Imagem: Xpeng
Neste artigo: Iron, robô humanoide, Robótica, Xpeng























Isto é assustador, faz lembrar o filme I Robot, com o Will Smith, medo muito medo. 🙂
Da forma como já se movimenta típico humanoide é isso que assusta, aqueles com ar desengonçado nem por isso, mas estes…
Mesmo!! aquela parte preta na cabeça então… aspeto de medo e agressivo e autoritário!!!
… e o Iron saiu da linha de produção sozinho! e foi tomar café o sacana!!!!
Não entendo o que pretendem com estes robôs… Vai haver muitos desempregados, muita miséria vem aí….
XPeng: Gostaria que estes robôs façam espionagem para a China?
Governo Chinês: Nem pensar! Não seria ético!!!
Quando começaram a voar então é que vai ser…
A cultura americana realmente formatou as cabeças a pensar que a IA é uma ameaça e violenta e vai fazer mortos etc mas há mais mundo além da cultura violenta da américa, sei que existe literatura de sci-fi onde especulam sobre os potenciais perigos da IA mas lá está faz uma boa história, o fenómeno pode e deve ser benéfico para a Humanidade e vai-nos dar mais tempo para finalmente nos tornarmo-nos mais humanos mais capazes de ver o mundo sem ser em modo sobrevivência constante.
“Xpeng planeia lançar oficialmente o Iron ao público”
– Lancem, lancem, eu fico a vê-los a lançar.
– Podem lançá-lo no meu bairro se for necessário.
– Eu tiro fotografias do lançamento…
“O cérebro do robô é composto por três chips Turing AI (…) oferecem até 2250 TOPS de capacidade”
– Como é que se compara com a inteligência biológica humana?
– Quais as qualificações?
– O currículo?
– Que trabalho ou emprego procura o robô Iron?
– Ele não enferruja por ser constituído por partes metálicas?
– Quais os custos da sua manutenção?
– Quanto energia consome para o mesmo trabalho efetuado por um humano?
– Quanto é que ele pede de ordenado por comparação com uma qualquer inteligência biológica humana?
– Para onde são enviados os dados que recolhe do ambiente que o rodeia?
– Tendo a China um dos maiores mercados de consumo, porque é que o querem exportar para o mundo?
Huumm… há muito por explicar.
Se fosse aos Governos do mundo Ocidental, enquanto a China não permitisse uma investigação internacional da ONU às origens do COVID… estes brinquedos de utilidade duvidosa seriam bloqueados logo à saída dos portos aduaneiros da Republica Popular da China. Podiam fazer a viagem mas depois teriam de regressar à origem…