Os comandos táteis são mais baratos, mas os clientes da Ferrari querem botões físicos
O futuro pede botões digitais, mas, como são os condutores quem mais ordena, os botões físicos ficam. Uma das marcas mais icónicas do mundo automóvel, a Ferrari, rendeu-se à vontade dos seus clientes e está a regressar aos comandos tradicionais, mesmo que isso custe 50% mais caro.
O crescimento da Tesla na última década deixou uma marca profunda na indústria automóvel, com a marca norte-americana não apenas a colocar os carros elétricos no mapa, mas a impor as suas soluções técnicas como referência.
Entre elas, o ecrã tátil do Model S, que, não sendo inédito, varreu para o lado a maioria dos botões físicos e criou uma tendência que rapidamente alastrou pelo setor.
Com ecrãs cada vez maiores e volantes com comandos hápticos, a experiência de condução parecia moderna. Contudo, na prática, muitos condutores não se adaptaram.
A Volkswagen foi das primeiras a admitir o erro, voltando aos botões nos volantes dos seus modelos mais recentes. A Renault, por sua vez, nunca chegou a abandonar completamente os comandos físicos, mantendo controlos dedicados para alguns comandos.
Agora, é a vez da Ferrari. Além de já permitir aos donos de um Purosangue ou de um 12Cilindri substituir os botões táteis do volante por comandos convencionais, os modelos mais recentes, como o Testarossa e o Amalfi, já chegaram de fábrica com mais botões físicos do que os seus antecessores.
O primeiro elétrico da Ferrari seguirá o mesmo caminho
Conforme já vimos, o primeiro carro 100% elétrico da Ferrari, de nome Luce, não será exceção. Os controlos do clima não vão parar ao ecrã tátil: terão um módulo físico dedicado, com ganhos diretos em ergonomia e facilidade de utilização.
O botão tátil é algo que foi concebido em benefício do fornecedor. Não gostamos de comercializar carros que sejam todos iguais. Precisamos de fazer algo único. Estamos habituados a fazer algo diferente.
Disse Benedetto Vigna, diretor-executivo da marca italiana, numa entrevista à Autocar India, acrescentando que a decisão recaiu sobre integrar botões físicos, ainda que os táteis sejam 50% mais baratos.
No setor automóvel e em qualquer outro, a tecnologia serve quem a utiliza, e não o contrário - já dizia Steve Jobs.
Neste caso, os condutores falaram e pediram botões que se sintam e que respondam. Por muito que o futuro insista nos ecrãs e na tecnologia háptica, a verdade é que o condutor é, de facto, quem mais ordena.
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Ao preço que vendem os carros devem ter margem confortável para botões físicos
Nada substitui os botões físicos, avaria a tela e fica tudo inoperacional, tem de existir redundância sempre…
Antes da Tesla já havia tablets aos pontapés e faziam melhor serviço.
A sério que a Ferrari copiou a Tesla ?
Sempre que existe um artigo de carros, o amigo JL cá está a defender.
Deixe lá a defesa dos carros de brincar que este artigo não é referente a esses.
Quem quer comprar um ferrari não quer componentes que “são mais baratos”.
Quem quer comprar carros de brincar prefere o contrário. Preferem barato e bom (nenhum desses é barato). Nesse caso a BYD coloca a Tesla (e as outras marcas, especialmente a Xiaomi) a um canto.
Mas eu defendi o quê ? eu não entendi.
Onde está a defesa ?
Eu não quero comprar um Ferrari.
Então e não podem comprar porquê ? porque você não quer ?
Tal como a Ferrari mete todos esses a um canto no quesito preço.
Botões físicos, manómetros analógicos etc…..
Muito melhor do que estão a tentar fazer.
Mas claro, cada um tem a sua opinião
Sempre que comprei um ferrari, nunca gostei de nada tatil.. perde a essência.
Embora o táctil seja mais “Clean”, na condução prejudica bastante, falta aquela possibilidade te termos o dedo em cima do botão sem carregar/escorregar. Em andamento, a simples tarefa de ajustar o AC torna-se num desafio gigante num táctil.
Numa altura que se fala tanto de segurança, distrações ao volante etc. Admira-me que o táctil esteja tão massificado.
Até os Ferraris estão cheiros de plástico barato hoje em dia. A era dourada do automóvel foi em 2000-2015.
Época dourada onde eram mais caros e ofereciam menos.