“Exército de drones”: Polónia e Ucrânia unem-se para proteger a Europa
A guerra na Ucrânia transformou os drones numa das tecnologias militares mais decisivas do século XXI. Agora, a Polónia quer aproveitar esse conhecimento e construir a sua própria frota, com financiamento europeu e know-how de Kiev.
Quando a Rússia lançou a sua invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, poucos imaginavam que aquele conflito se tornaria num laboratório tecnológico sem precedentes.
Desde então, a Ucrânia tornou-se num país com larga experiência operacional no uso de drones em combate real, desde pequenos veículos adaptados para lançar granadas até sistemas de longo alcance capazes de atingir alvos a centenas de quilómetros.
Este conhecimento, conquistado ao preço de enormes sacrifícios, transformou Kiev num parceiro altamente apetecível para os países europeus que querem reforçar as suas capacidades de defesa.
Polónia bate oficialmente à porta da Ucrânia
Na cidade polaca de Rzeszów, a mesma cujo aeroporto tem servido de ponto de trânsito para o armamento ocidental enviado à Ucrânia, o primeiro-ministro do país, Donald Tusk, anunciou um projeto ambicioso.
Polska armada dronowa czyli europejskie pieniądze, polskie firmy i centra badawcze oraz ukraińskie kompetencje z pola walki. Projekt wystartował dziś w Rzeszowie.
— Donald Tusk (@donaldtusk) April 27, 2026
Ao lado da primeira-ministra ucraniana, Yuliia Svyrydenko, Tusk anunciou que a Polónia vai construir uma frota moderna de drones com apoio técnico ucraniano e financiamento da União Europeia (UE).
Segundo Tusk, o objetivo passa não apenas por continuar a apoiar a Ucrânia no presente, mas garantir que os cidadãos polacos se sintam seguros no futuro.
A declaração surgiu numa conferência de segurança de preparação para a Ukraine Recovery Conference 2026.
Today’s visit by Poland’s Prime Minister, Donald Tusk, to Kyiv once again confirms the solidarity of Poland and the Polish people with Ukraine. We focused in depth on our joint response to the challenges of Russia’s full-scale invasion, the impact of which is felt across Europe,… pic.twitter.com/WEYajX6PRV
— Yulia Svyrydenko (@Svyrydenko_Y) February 5, 2026
Capacidade interna de defesa
Em setembro de 2025, drones russos foram abatidos no espaço aéreo polaco, um incidente que acelerou consideravelmente as conversas sobre soberania aérea e capacidade de resposta autónoma.
Membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (em inglês, NATO) e da UE, com fronteira direta com a Ucrânia, a Polónia percebeu que depender exclusivamente dos aliados para a sua defesa aérea não é suficiente.
Por isso, decidiu investir em capacidade própria, recorrendo os ucranianos, que aprenderam à força sobre sistemas de deteção e neutralização de drones inimigos, bem como desenvolvimento acelerado de veículos aéreos não tripulados adaptados a diferentes missões.
Assim, com outros países a mirarem a Ucrânia para conhecimento técnico e de campo, a Polónia está a posicionar-se forma inteligente.
Ser o primeiro país da NATO a formalizar esta transferência de conhecimento pode dar-lhe uma vantagem competitiva significativa, tanto em termos de defesa nacional, como de capacidade de exportação futura de tecnologia.



















“Quando a Rússia lançou a sua invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, poucos imaginavam que aquele conflito se tornaria num laboratório tecnológico sem precedentes.” falso. Todas as guerras são laboratórios. Nestas épocas existe necessidade de inovar de tentar algo que o outro nunca tentou
“Quando a Rússia lançou a sua invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, poucos imaginavam que aquele conflito se tornaria num laboratório tecnológico sem precedentes” – porque poucos esperavam que a Ucrânia resistisse mais de 15 dias.
E já lá vão mais de quatro anos.
Mais de 4 anos, de raptos, genocidios e crimes de guerra, cometidos com a carne Ucrâniana, mas com os interesses da NATO.
2M de mortos depois , a Europa ainda não ganhou a vergonha, nem o respeito pela vida humana, necessários, para por fim aquela monstruosidade, maldito litio..
E arriscamos começar a receber umas amendoas da pascoa pesadas, que vai acabar a matar muito Europeu inocente, pois a população na EU, a grande maioria não participa, nem aprova a loucura que está a acontecer.
E muitos nem sequer conhecem 10% da dimensão, do horror, enfim.
Deus proteja os inocentes e desça o cajado, na comandita de animais, responsaveis por toda esta loucura.
Tem que haver alguma coisa que nos separa de meros animais, e isso são valores Humanos, desde terrorismo, raptos, mortes extra judiciais, assasinatos de presidentes, raptos, e tudo mais, a Europa mostra que isto afinal é gerido por um conjunto de animais do pior.
A Europa deveria era investir em Hospitais Psiquiátricos e célas de alta segurança.
A polonia a tornar se na nova alemanha e a ser um dos melhores e mais seguros paises para se viver atualmente.
E por cá? JN anuncia cantando hosanas e aleluias que “está para chegar” 3 sistemas VSHORAD RapidRanger e 16 canhões skyranger 30… os 3 RapidRanger destinam-se às Brigadas que em caso de necessidade irão tomar posição no flanco Leste – e que a NATO não consideraria “prontas” se não tivesses Defesa anti-aérea Propria. e os 16 skyranger são principalmente contra “enxames de drones” e têm de defender as Bases aéreas de Monte Real e Beja, os portos de Leixões, Lisboa, Sines, Faro e Funchal e já estou a “entregar” a defesa das Lajes aos EUA. Ou seja, adquiriram o que a NATO obrigou a adquirir, e no resto, bombas planadoras, misseis balisticos e de cruzeiro, Drones de longo alcance… confiem nos aliados e na Sorte.