Quantcast

Este casal fez 1430 km num elétrico e não precisou de uma bateria enorme

79 Comentários

Um engenheiro reformado apostou num consumo baixo e em carregamentos rápidos em vez de uma grande autonomia, e os registos de quatro meses de utilização mostram como correu a experiência.

Um testemunho publicado pelo Bevolt defende que nem sempre é uma bateria maior que resolve as viagens longas. Didier, um engenheiro reformado de 71 anos que vive perto de Auray, no departamento de Morbihan, percorre cerca de 25.000 km por ano com a mulher, Marie-Christine, em parte para visitar os filhos, que vivem em extremos opostos de França, um nos Pirenéus e outro em Saint-Brieuc, e também nas deslocações diárias entre Auray e Vannes.

Em junho de 2026, o casal recebeu a versão com bateria mais pequena do Mercedes CLA 200, e documentou a utilização com tabelas e registos meteorológicos.

O que levou à escolha

Em cima da mesa, o engenheiro colocou três requisitos:

  • Um consumo muito baixo, especialmente em autoestrada;
  • Uma bateria de cerca de 60 kWh no máximo, tendo em conta as recomendações da ADEME (em português, Agência Francesa para a Transição Ecológica) sobre a pegada carbónica das baterias de grande dimensão;
  • Um carregamento de 15 a 80 % em cerca de 20 minutos, de modo a caber numa pausa normal.

Para ele, a autonomia útil mede-se pela capacidade de conduzir pelo menos duas horas seguidas em autoestrada, o equivalente a cerca de 240 km ou 65% da bateria, e não pelo valor máximo anunciado.

Com bateria LFP de 58 kWh, o CLA 200 cumpria estes critérios, e os testes da própria publicação, que incluem consumos medidos a várias velocidades, ajudaram a confirmar a decisão. O Tesla Model 3, por exemplo, ficou de fora, entre outros motivos, pelo interior sem comandos físicos.

Apesar de o preço de tabela de 48.050 euros do CLA 200 ultrapassar o limite de 47.000 euros para o incentivo coup de pouce, associado aos certificados de economias de energia, o concessionário aceitou reduzi-lo para ficar abaixo desse valor, e o casal pagou cerca de 42.000 euros.

Engenheiro Didier, autor do testemunho no Bevolt, ao lado do seu Mercedes-Benz CLA 200.

Quatro meses e 8000 km depois

Neste período, a média de consumo foi de 12,4 kWh/100 km em utilização mista, um valor ligeiramente acima dos 12,3 kWh/100 km homologados, apesar de cinco episódios de calor extremo e da utilização do ar condicionado. O carregamento é feito em casa, numa wallbox de 7 kW limitada a 6 kW pelo contrato de eletricidade de 6 kVA, e a química LFP permite carregar até aos 100 % sem as preocupações associadas a outras químicas.

Mantendo uma reserva de 15%, Didier considera dispor de cerca de 50 kWh utilizáveis, suficientes para percorrer aproximadamente 400 km, o que, com uma média de 40 km por dia, se traduz em cerca de três carregamentos por mês. Depois de trocar a tarifa regulada, de 21 cêntimos por kWh, por um comercializador alternativo, passou a pagar cerca de 15,5 cêntimos nas horas de vazio e 19 cêntimos nas restantes, e estima um custo de cerca de 2 euros por 100 km, contra os 14 euros do carro a combustão que tinha antes.

Da Bretanha aos Pirenéus

Segundo contado, o teste mais exigente foi uma viagem de ida e volta entre Auray e Nay, perto de Pau, com 712 km na ida, dois terços dos quais em autoestrada a velocidades que chegaram aos 130 km/h.

ViagemDistânciaVelocidade médiaConsumo
Ida (6 de outubro)712 km95 km/h14,1 kWh/100 km
Volta (12 de outubro)715 km90 km/h13,7 kWh/100 km
Total1427 km13,9 kWh/100 km

O engenheiro anotou ainda a temperatura, a chuva e o vento, que considera determinantes: entre Niort e Bordéus, um vento de 20 km/h vindo de sul fez subir o consumo da etapa para 14,6 kWh/100 km.

O casal fez três paragens, tal como faria com um carro a combustão, duas delas para carregar, e as sessões de 25 a 90% demoraram 26 e 27 minutos, sem preparação prévia da bateria. Nos postos de 800 V com Plug & Charge, bastou ligar o cabo para o carro se identificar e a sessão começar automaticamente.

As ressalvas de Didier

O consumo de 14,7 kWh/100 km que regista em autoestrada é inferior aos 17,0 kWh/100 km medidos pela redação do Bevolt na mesma versão, num ensaio de 500 km entre Lyon e Paris, e Didier atribui a diferença a uma velocidade média mais moderada e a uma condução suave, admitindo ter “o pé leve”.

Os registos de outubro foram feitos com temperaturas entre 17 e 29 °C, pelo que o comportamento no inverno ainda não foi testado. Nesse sentido, ele próprio identifica fatores que podem aumentar o consumo, como temperaturas abaixo dos 5 °C, vento forte de frente, modo Sport, reboque ou bicicletas num suporte exterior.

Além disso, houve postos, fora da autoestrada, que não reconheceram o cartão de carregamento. Como isso pode obrigar a procurar outro posto, Marie-Christine preferiu não chegar aos carregadores com a bateria quase vazia e manter sempre alguma margem.

Por fim, Didier lamenta que a bateria do CLA, montada na Alemanha, não seja de origem europeia, o que lhe teria dado direito a um bónus adicional de 1500 euros. Além disso, admite ainda que, se o novo Renault Mégane com bateria LFP europeia já estivesse disponível na altura da compra, teria sido uma alternativa financeiramente interessante, até porque, ao contrário do CLA, oferece de origem as funções V2L e V2G.

Leia também:

Comentários

79
  1. Avatar de Zé Fonseca A.
    Zé Fonseca A.

    essa velocidade média só mesmo para reformados.. para esses um EV serve bem

    1. Avatar de Granda Cagão
      Granda Cagão

      Ler o que postas aqui mostras sempre que tens a mania que és o maior, queres lá saber o que este tipo estava a tentar mostrar a capacidade de autonomia, tinhas que pegar num lado que mostrasses a tua suposta superioridade e insultares todos os reformados, se tiveres juízo e saúde também irás serás um reformado, respeita se queres ser respeitado.

      1. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        se fosse o maior teria um EV.

        serei reformado e aí terei muito tempo para andar a 95 km/h em viagens de 700 kms, até lá sou um mero assalariado sempre atrasado para tudo, ainda esta semana foi uma multa na A1 num radar de velocidade media..

        não vejo onde faltei ao respeito, constatei factos com base em dados concretos, o eng referido no post até teria de concordar com isso

        1. Avatar de JL
          JL

          Sempre atrasado para tudo ? Então quando ganha de salário por aqui ?

          Se fosse o maior teria um ev ?

        2. Avatar de Zé da Quinta
          Zé da Quinta

          Enquanto forem só multas, estás bem. Espero que rezes para que nunca te rebente um pneu. Ou se acontecer que não atinjas ninguém.

        3. Avatar de Toni da Adega
          Toni da Adega

          Só chega atrasado quem não sai a horas ou não planeia as viagens.

    2. Avatar de coiso
      coiso

      Servem para todos, a gasolina e o gasóleo estão de saída.

      1. Avatar de Grunho
        Grunho

        Vão ficando mais algum tempo enquanto uma carga rápida na estrada custar o mesmo que gasolina ou gasóleo para a mesma distância e as pessoas não se quiserem desfazer dos carros a combustão que tanto guito lhes custaram. Quando acabar isso, fecham os postos de combustível de vez.

      2. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        saída para onde? não viste o estudo recente que a alemanha fez que não há energia para todos, nem para metade, e com azar nem para 20%..

        ainda por cima tens de criar capacidade para os polos de sines que são 20% de todo o consumo energetico em PT, onde achas que até 2040 alguma coisa vai mudar? porque achas que o governo investiu na REN?

        1. Avatar de JL
          JL

          Então mostre lá esse estudo ?

        2. Avatar de Realista
          Realista

          A REN não produz eletricidade porque é uma REDE de ligações elétricas…

          O que tu estas a afirmar é o mesmo que referir que a Brisa é uma empresa de distribuição porque possui estradas…

          1. Avatar de Zé Fonseca A.
            Zé Fonseca A.

            Lógico, o problema que se pode pôr é na distribuição, a produção essa aparecerá sempre, basta a procura estar disposta a pagá-la

          2. Avatar de Realista
            Realista

            Então a Brisa é uma empresa distribuidora…

        3. Avatar de Toni da Adega
          Toni da Adega

          Nos Anos 90 Portugal consegui duplicar a produção e distribuição de Electricidade e o mundo nao acabou. Penso que 30 anos depois ainda possuímos tecnologia que permita fazer coisas dessas

          1. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            Portugal anda a promover/oferecer o carro elektro para gastar electricidade que não tem.

            O saldo importador está em 24% carregado de nuclear e carvão.

          2. Avatar de Toni da Adega
            Toni da Adega

            Mesmo assim Importar 24% é menos que importar 100%. Se electricidade é mau porque 24% é importado (e existem alternativas) o que se dirá a uma fonte de energia que é 100% importado, e não existem alternativas?

            Eu sei que matemática é difícil mas 25% (com tendência a baixar) é bastante menor de 100% (Sempre foi e sempre será)

          3. Avatar de JL
            JL

            Também andou a promover o diesel e hibridos durante muitos anos.

            Não tem ? ao que parece tem, já no petróleo é que não tem nenhum.

    3. Avatar de JL
      JL

      É deixar aqui uma foto da média do seu para comparar-mos.

      1. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        numa viagem em AE a velocidade média é acima de 150, que importa isso?

        1. Avatar de JL
          JL

          Então mostre lá foto do cb ?

        2. Avatar de Realista
          Realista

          HAHAHAHAHAHAHAHA não existem curvas nem radares que fazem a velocidade média baixar dos 150km/h HAHAHAHAHAHAHAHA

          Alucinados…

        3. Avatar de Realista
          Realista

          Imagina que começas a cronometrar a viagem a 150km/h e andas 1 km.

          A velocidade média é a 150km/h… o que bate certo.

          Agora encontras uma curva com 0.5km e tens que reduzir a velocidade para 130km/h.

          Em 2km a tua velocidade média já desceu para 142km/h…

          E nem sequer vamos falar que a velocidade média começa a contar desde que o carro começa a andar e o carro não começa a circular a 150km/h… portanto a média em 2km ia ser muito menor apesar de teres ido uma parte do troço a essa velocidade.

          Acho que o teu problema é não entenderes o que é uma velocidade média.

          1. Avatar de Zé Fonseca A.
            Zé Fonseca A.

            Agora imagina que vais a 180………

            a tua matemática é fraca

        4. Avatar de Toni da Adega
          Toni da Adega

          Se nao for para andar a menos de 200 nem vale a pena sair de casa

    4. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      Aquilo não é Portugal, lá não existe autobahn

    5. Avatar de Gonçalo Ribeiro
      Gonçalo Ribeiro

      Tenho qué concordar para quem faz 40km e carrega 3 vezes ao mes o melhor e mesmo electricos…

      E aguenta Bem numa viagem major parar 3/4 vezes… E Ter a sorte de apanhar carregador dwsponivel…

      Ja agora carregar na autoestrada nao deve ficar Tao barato quanto isso… Pelo menos em Portugal…

      1. Avatar de JL
        JL

        Ter sorte de apanhar carregadores disponíveis ?

  2. Avatar de luis
    luis

    Quando leio estas e outras noticias aqui ou em fóruns, fico pensativo! A

    As pessoas comprar carros elétricos para que? Para ficarem refém do carro?

    Terem de estar sempre a fazer cálculos e terem cuidado com isto e aquilo, jesus!

    Prefiro ter um carro a combustível e não ficar refém do carro e andar com "liberdade"!

    1. Avatar de Fernando F
      Fernando F

      Mas, ò Luís, ficar refém do carro porquê?

      Estar sempre a fazer cálculos?

      Porquê?

    2. Avatar de JL
      JL

      São diferentes dos outros em que aspeto ?

      Então que receita é essa de combustível que usa em casa ?

    3. Avatar de Mr. Y
      Mr. Y

      Fazer 1430km com três paragens (duas para carregar) é ficar refém do carro?

      1. Avatar de luis
        luis

        É precisamente por isso que considero que a utilização de um veículo elétrico em viagens longas exige um planeamento muito mais rigoroso. Em primeiro lugar, é necessário calcular a velocidade média a que se terá de circular para conseguir percorrer determinada distância com a autonomia disponível. Depois, existe outro factor igualmente importante: ter a certeza de que, quando se chegar ao posto de carregamento escolhido, este se encontra operacional e disponível. Por último, há que contar com o tempo de espera, que pode variar entre 30 minutos e várias horas, dependendo da ocupação dos postos e da disponibilidade dos carregadores.

        No caso de um veículo a combustão, a realidade é bastante diferente. Posso circular a 120 ou 130 km/h, ou até a 150 km/h, como já fiz em viagens entre o Porto e Lisboa, sem ter de me preocupar com uma paragem para reabastecimento durante o percurso. No regresso, basta-me parar num posto de combustível e, em menos de 15 minutos, com toda a tranquilidade, tenho o depósito novamente cheio e posso prosseguir viagem.

        E sim, considero que muitos proprietários de veículos elétricos acabam por ficar, de certa forma, reféns do próprio automóvel. Não necessariamente no quotidiano, mas sobretudo quando pretendem realizar viagens mais longas, em que a autonomia, a velocidade de circulação, a localização dos carregadores e a sua disponibilidade passam a condicionar significativamente a viagem.

        Digo isto também por acompanhar algumas discussões em fóruns, onde vejo frequentemente proprietários a enaltecerem consumos médios de 11 kWh/100 km. Naturalmente, conseguir esses valores é meritório do ponto de vista da eficiência energética, mas não podemos ignorar uma questão fundamental: que velocidade média foi necessária para alcançar esses consumos? É legítimo questionar se, para obter médias tão reduzidas, não terão de circular a velocidades consideravelmente mais baixas, sacrificando, consequentemente, o tempo de viagem.

        No fundo, a questão não se resume ao custo por quilómetro ou à eficiência energética. É também uma questão de liberdade, flexibilidade e conveniência. Quando faço uma viagem, quero ter a possibilidade de escolher a velocidade a que circulo, dentro dos limites legais e das condições de segurança, sem ter de adaptar constantemente o meu percurso e o meu ritmo de condução à localização e disponibilidade dos postos de carregamento.

        Reconheço que os veículos elétricos têm inúmeras vantagens, nomeadamente ao nível da eficiência energética e dos custos de utilização. Contudo, também considero que não devemos ignorar as suas limitações, sobretudo em viagens de longa distância. Uma coisa é apresentar consumos extraordinariamente baixos; outra, bastante diferente, é conseguir conjugar eficiência, velocidade, autonomia e conveniência sem comprometer significativamente o tempo total da viagem.

        1. Avatar de JL
          JL

          Velocidade média ?

          Não era mais fácil dizer realmente o que o preocupa ?

        2. Avatar de Mr. Y
          Mr. Y

          Sim, tens razão que há um período de adaptação, especialmente para quem esteve anos a conduzir veículos a combustão. Ainda assim, há cada vez mais locais de carregamento e com a informação que o carregador está operacional.

          Para quem vai fazer uma viagem longa dá para programar por forma a não necessitar ficar muito tempo a fazer o carregamento. Parar durante cerca de 15-20 minutos não é nada demais nesse tipo de viagem…

          1. Avatar de Zé Fonseca A.
            Zé Fonseca A.

            este verão de agosto até final de setembro saí todas as semanas de lisboa à sexta-feira de tarde e voltava ao domingo à noite ou segunda de manhã, a realidade nas estações de serviço de alcacer e grandola não era essa a realidade, apesar do reforço de carregadores ainda existiam filas para carregar, nunca terás carregadores para toda a gente porque um carro abastece em 5 min e ninguém fica 5 min ligado ao carregador.

            a adaptação é pior se conduzes suvs e não andas a 120, a bateria voa, experimentei esta semana num bmw ix3 com 800 km de autonomia, na mealhada já só tinha 100 km de autonomia.. duvido que chegasse a aveiro.. as limitações ainda são reais, tudo o que dizem de autonomia é para quem anda a pisar ovos, tudo o que dizem dos carregadores é quando não há picos de utilização

          2. Avatar de JL
            JL

            E acha que alguém vai acreditar nisso ?

        3. Avatar de Gonçalo Ribeiro
          Gonçalo Ribeiro

          Mais um Se ha Coisa qué gosto de Fazer e meter a familia no carro e partir sem destiny e planos…

          1. Avatar de JL
            JL

            Eu tambem.

          2. Avatar de Zé Fonseca A.
            Zé Fonseca A.

            das caldas à nazaré JL? num domingo a pisar ovos.. poupa-me

          3. Avatar de JL
            JL

            Depois quer que acreditem naquilo que diz ?

        4. Avatar de Ricardo Silva
          Ricardo Silva

          Que contracenso de comentários, liberdade de circular a 130, 140, 150… Dentro do limite de velocidade.

          Para quem procura um VE só para andar em AE, este CLA não é a melhor alternativa, há muitas outras opções mais adequadas.

      2. Avatar de Realista
        Realista

        O típico utilizador de carros do PPLWare faz 1000km só para ir almoçar a casa… fazer 1430km com três paragens é complicar um dia de trabalho.

    4. Avatar de Grunho
      Grunho

      O pior desta história é o facto de as pessoas ainda estarem sujeitas a chegar ao carregador e por alguma razão ele não funcionar, estar fechado ou não aceitar o pagamento. Pior ainda do que chegar com pouca gasolina. Isso tende a desaparecer à medida que os carregadores se multiplicarem, mas ainda estamos muito longe.

      1. Avatar de lambisco
        lambisco

        Também já fui atestar a bombas 24h e o multibanco não estava a dar. E é bastante recorrente. E a ideia geral, é ao contrario daquilo que disseste noutra publicação, manter elétrico, gasolina e gasóleo. Tem várias escolhas é sempre melhor, menos procura, baixa de preço.

    5. Avatar de Peter
      Peter

      É da mesma forma que o Luis é refém do telemovel. tem de o colocar a carregar todos os dias também 🙂

      1. Avatar de luis
        luis

        Essa tua afirmação é completamente errada e fazer julgamento sem saberes da minha vida é outra!

        Mas fica sabendo que carrego o telem"ó"vel de 2 em 2 dias!

  3. Avatar de Yamahia
    Yamahia

    recomendações da ADEME (em português, Agência Francesa para a Transição Ecológica) sobre a pegada carbónica das baterias de grande dimensão;

    Ups…

    e a química LFP permite carregar até aos 100 % sem as preocupações associadas a outras químicas.

    Isso é a última grande mentira da indústria do carro elektro, conforme já expliquei num outro artigo:

    https://pplware.sapo.pt/informacao/quais-sao-as-marcas-de-carros-eletricos-que-os-proprietarios-mais-recomendam-ha-surpresas/comment-page-1/#comment-4068455

    O grave é que até os engenheiros acreditaram no embuste.

    1. Avatar de Fernando F
      Fernando F

      Lá vem o Yamahia destilar ódio aos veículos elétricos…

      Os veículos a combustão é que são perfeitos e superiores…

      1. Avatar de Mr. Y
        Mr. Y

        Não sabias que os carros a combustão, a gasolina e o gasóleo nasce nas árvores? São 100% ecológicos porque são produto da fotossintese e do dióxido de carbono.

    2. Avatar de JL
      JL

      A grande mentira é apenas sua, não encontra mais ninguém a dizer isso sem ser você.

      Diga-me que artigos científicos tem sobre isso ?

      1. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        A referencia dele sao os comentários dele

      2. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        Qualquer artigo científico lhe explica como funciona a carga e a descarga de uma bateria e esta faz-se pelo movimento do lítio e as LFP trabalham com ele como as outras. Não importa a restante química dos catodos e dos anodos. E quanto mais se carregar e permanecer a 100% pior para o aparecimento dos temidos dendritos q são pedaços delitio solidificados e pontiagudos q perfuram os módulos resultando em perda de capacidade e eventuais fugas térmicas.

        Tem aqui o seu artigo científico: https://www.mdpi.com/2076-3417/15/23/12749

        E o melhor laboratório para testar o que a ciência explica, são as condições reais de trabalho em grandes cidades como Madrid ou Barcelona já com imensos Teslas LFP encostados às boxes, sobretudo de taxistas que adotaram os Tesla com baterias LFP e criaram inclusivamente uma associação de lesados e andam a manifestar-se em frente à Tesla de Espanha no tempo em q podiam estar a trabalhar porque ficaram sem a ferramenta de trabalho.

        Na verdade, a recomendação da (s) marca (s) para carregar a 100% resulta de uma incapacidade crónica da própria química LFP. O BMS fica completamente perdido com leituras em percentagens baixas, o que inviabiliza a calibração correta da eletrónica. O que a indústria mentirosa vende ao público como uma virtude e uma vantagem ecológica é, na realidade, a constatação nua e crua de uma limitação técnica da opção LFP.

        E assim se continuam a enganar mais uns quantos tolos.

        1. Avatar de JL
          JL

          Sempre a usar o seu preconceito para resultados errados, uma coisa é manter o soc a 100% constantemente, outra coisa é carregar a 100% pelo menos uma vez por semana, é exatamente isso que a marca recomenda..

          Ah afinal chegou lá no último parágrafo, e não é capacidade crónica da marca, mas sim de qualquer bms, devido ao comportamento delas.

          Uma coisa é manter as células a 100% constantemente como explica esse artigo, outra é carregar ocasionalmente a 100%..

        2. Avatar de JL
          JL

          Não sei se deu por isso, mas este carro é um Mercedes, e já agora os que estão encostados é culpa do fabricante das baterias.

          1. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            Afecta todas as LFP. A Tesla é apenas o exemplo mediático que as vendou (a exemplo de outras, BYD etc)como sendo pau para toda a obra e para continuar a vender carros qd as NMC/NCA começaram a dar barraca atrás de barraca por causa do BMS079 e outros BMS's que deitavam e deitam as baterias no lixo.

            No fundo tudo se resume a dendritos e afecta todas as químicas q recorram ao lítio, conforme já explicado.

            A forma de atenuar isso é andar entre 20 e 80% como já reconheceram inúmeras e ilustres marcas da nossa praça,algumas foram ao ponto de limitar a 70%e de EXIGIR responsabilidade aos seus clientes caso estes estacionassem os carros em garagens de parques habitacionais ou nas imediações .

            Nas LFP esse tipo de gestão não é viável.

          2. Avatar de JL
            JL

            Outra mentira, a Tesla não tem baterias lfp.

            Outra mentira, não foram para o lixo, são recondicionadas.

            No fundo você não entende nada do assunto, as lfp nem são afetadas por isso , e a nmc e nca só quando trabalham a tensões fora da range normal e a temperaturas muito altas.

            Errado, a forma de evitar isso é não estarem muito tempo, e quando se fala em muito tempo são semanas e até meses.

            Não invente, nenhuma destas marcas pediu isso.

            Tanto é viável que é usado.

          3. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            Quantas quer?

            VOLVO 70%

            https ://insideevs.com/news/788072/volvo-recall-ex30-fire-risk/

            VW 80%

            https ://motester.co.uk/volkswagen-ev-battery-recall-80-percent-charging-limit/?hl=pt-PT#:~:text=The%20manufacturer%20is%20temporarily%20restricting%20affected%20vehicles,affected%20cars%20or%20receive%20questions%20from%20customers.

            KIA e HYUNDAI

            https ://www.carscoops.com/2026/07/hyundai-kia-battery-fire-recall/

            E qual foi mesmo aquele carro que destruiu os pilares de um grande bloco habitacional na COREIA? Ahh pois, foi um MERCEDES!

            Etc

          4. Avatar de JL
            JL

            Não foi isso que eu disse ?

            Já agora o que têm esses carros a ver com lfp e até com baterias ?

          5. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            Como foi dito a LFP era a solução para todos os males. Só que não…Carrega outros males ainda piores que a indústria mentirosa convenientemente resolveu esconder em proveito próprio e em prejuízo dos clientes.

            Só lhe expliquei alguns desses males.

            Mas se quiser que lhe recorde exemplos de LFP's a arder que nem tochas é só pedir. Já reparei q vc tem memória de minhoca e por conseguinte o raciocínio todo baralhado.

          6. Avatar de JL
            JL

            Não tem mal nenhum, você veio inventar um problema que nem existe, e usou um argumento falso que é dos espanhóis, que nada tem a ver com as baterias em si, e muito menos com a teoria inventada dos 100%.

      3. Avatar de CIéqueébom1
        CIéqueébom1

        Quando tiveres 71 anos já perdeste mais de 20 anos a carregar o carro! LOL!

        Compra a gasolina e sê feliz.

        1. Avatar de JL
          JL

          Como faz isso ?

          Acho que já perdeu mais tempo aqui a escrever disparates do que perde um dono de ve a carregar o carro durante a vida dele.

      4. Avatar de Ricardo Silva
        Ricardo Silva

        Posso dizer que me revejo quase a 100%, neste artigo e opinião deste condutor.

        Por muito pouco que não tenho cá em casa o mesmo VE, só não aconteceu sobretudo pelo mau vendedor que nos apareceu, prometia muito mas fez pouco, o que nos levou a encomendar outro VE (pior na vertente de VE), mas que pelo tempo de entrega lá teve de ser.

        Mas sim, apesar da bateria não ser muito grande o seu desempenho de carregamento e eficiência fazem deste CLA uma máquina, como já referi anteriormente, não é mesmo um VE para longas distâncias regulares, mas para uma ou outra ao fim-de-semana e férias serve perfeitamente.

        Também não sou nada a favor das baterias gigantes e dessa forma acho que a versão CLA 250 com 71 kWh seria a versão perfeita,as infelizmente ainda não chegou a Portugal.

    3. Avatar de JL
      JL

      Sobre o Ups…

      Tem aqui, mais uma para confirmar as suas invenções como aquela dos 200 mil kms.

      https ://www.ademe.fr/presse/communique-national/mondial-de-lautomobile-lademe-publie-son-avis-sur-le-vehicule-electrique-une-batterie-de-taille-raisonnable-assure-une-pertinence-climatique-et-economique/

      1. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        Falácias… e mais falácias de 2022.

        Não precisei de ler mais nada, parei aqui:

        Sur l'ensemble de sa durée de vie, une voiture électrique roulant en France a un impact carbone 2 à 3 fois inférieur à celui d’un modèle similaire thermique…alors qu’elle n’est remboursée qu’après 100 000 km pour un SUV électrique haut de gamme)."

        Portanto um elektro CONDUZIDO em França polui, ao longo de TODA a sua vida útil, metade… METADE do que um térmico equivalente, desde que a bateria seja pequena.

        Com eletricidade produzida em FRANÇA à custa do NUCLEAR que, em caso de acidente, mata que se farta não só os presentes mas também destrói a vida dos infetados e dos seus descendentes, mas q orgulhosamente é vendida como sendo VERDE porque não emite o CO2 essencial à vida e biodiversidade na Terra. HIPOCRISIA

        Adiante.

        Sucede que em 2026 descobrimos que o que polui mais na produção de um elektro francês dito como made in france, a bateria, é produzido na POLÓNIA.

        Sucede ainda que estamos em 2026 a descobrir casos atrás de casos que as baterias não duram nem 100 mil kms. Ano após ano as emissões do tal gás inofensivo e por isso maldito,aumenta a reboque do aumento da produção das baterias salvadoras sejam elas destinadas aos carros ou ao armazenamento.

        1. Avatar de Mr. Y
          Mr. Y

          Qual é a novidade que um veículo com bateria mais pequena (logo mais leve) demora menos tempo a amortizar o investimento extra? Não acontece o mesmo nos carros a combustão?

          Continuas a bater na tecla dos 100 mil kms quando já há marcas a dar garantia de 200 mil kms! Acreditas mesmo que chegando a esse valor o carro vai para a sucata no dia seguinte?

          Já que não acreditas no "gás inofensivo" o que tens a dizer da poluição? É benéfica para a saúde?

          1. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            E como tem garantia já não faz mal ao ambiente lol.

            Olha, a Tesla dá 192 mil para o LR e são aos magotea as que pifam em torno dos 100 mil.

            É só procurar por BMS079 e outros BMS'Ssssss. 😛

          2. Avatar de JL
            JL

            Não, porque ela é feita por módulos.

          3. Avatar de Mr. Y
            Mr. Y

            Quem é que diz que as baterias são boas para o ambiente? Tu realmente tens uma tara qualquer contra as baterias e, por isso, tens umas palas enormes e não reconheces que as alternativas (combustiveis fósseis) também não o são.

            Mas as baterias têm uma enorme vantagem. Podem ser recicladas e/ou recondicionadas.

          4. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            A do leaf tbm é, o tiBastos q o diga.

          5. Avatar de JL
            JL

            Sim, ele que o diga, continua a usar o carro e daqui a alguns alguns anos mete uma bateria maior e aproveita a outra para o solar.

        2. Avatar de JL
          JL

          Tradução:

          "Ao longo de toda a sua vida útil, um automóvel elétrico conduzido em França tem uma pegada de carbono 2 a 3 vezes inferior à de um modelo semelhante com motor de combustão interna… mesmo que o investimento se pague a si próprio apenas após 100.000 km, no caso de um SUV elétrico de luxo."

          Mas mesmo com o texto você insiste em inventar ?

      2. Avatar de JL
        JL

        Então quer dizer que um suv eléctrico polui menos que um SUV a combustão , é o que diz aí, afinal sempre veio confirmar a sua mentira.

        Errado, o que diz, é se ela for grande, se for pequena são 15 mil KMS.

    4. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      Ainda estou á espera que me digas qual é a marca e modelo de Carro a combustão que posso compra onde é 100% garantido que não vou ter problemas. Visto serem perfeitos e superiores, deve ser facil recomendares umas dezenas que tenham 0 registos de problemas ou recalls

  4. Avatar de CIéqueébom
    CIéqueébom

    E lá perdeu mais "anos de vida". Já tem 71 anos já devia ter juízo!

    Se fosse num carro a gasolina não perderia tanto tempo.

    1. Avatar de JL
      JL

      Como faz isso ?

      Acho que já perdeu mais tempo aqui a escrever disparates do que perde um dono de ve a carregar o carro durante a vida dele.

    2. Avatar de Realista
      Realista

      Perdia tempo no mecânico à espera do carro…

      1. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        Realmente acontece muito nos elektros. Não há peças.

        1. Avatar de JL
          JL

          Não, só para os seus não existem peças.

Deixe um comentário