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Xpeng quer robôs humanoides em massa este ano, e o Iron saiu da linha de produção sozinho!

18 Comentários

Mais conhecida pelos carros elétricos inteligentes, a Xpeng está a dar um passo sério rumo à robótica. A empresa chinesa acabou de colocar em funcionamento a sua primeira linha de produção dedicada ao robô humanoide Iron, com mais de 80% dos processos-chave já automatizados. O objetivo é chegar à produção em massa antes do final do ano.

Esta terça-feira, a Xpeng anunciou que o robô humanoide Iron concluiu a montagem e “saiu da linha” a caminhar de forma autónoma, um marco simbólico que assinala a transição do projeto, até agora confinado a protótipos de investigação e desenvolvimento, para uma fase de fabrico industrial a sério.

Segundo a empresa, trata-se da primeira linha de produção totalmente automatizada do mundo dedicada a robôs humanoides avançados. A ideia foi juntar os sistemas de qualidade de nível automóvel, já testados nos carros elétricos da marca, à precisão exigida no fabrico de robótica.

Esta linha foi pensada desde o início para escalar rapidamente. A automatização dos processos principais não serve apenas para acelerar a produção, mas também para garantir consistência na qualidade de fabrico à medida que a capacidade for aumentando.

Ainda não é produção em massa

Apesar do marco alcançado, a Xpeng esclareceu que não corresponde ainda à produção em massa. Essa fase deverá arrancar até ao final de 2026, começando por implementações internas, nas lojas e campus da empresa.

Só em 2027 é que a Xpeng planeia lançar oficialmente o Iron ao público e iniciar entregas, tanto na China como em mercados internacionais. Para já, a empresa não revelou nem a capacidade específica da linha, nem o preço final do robô.

O presidente e diretor-executivo da Xpeng, He Xiaopeng, sublinhou que “as linhas de produção de robôs foram criadas do zero, sem precedentes para seguir”, reforçando o compromisso da empresa em conseguir ciclos de produção mais rápidos e maior escala de fabrico.

Um robô carregado de tecnologia

O Iron de nova geração, apresentado em novembro de 2025, conta com 76 graus de liberdade distribuídos pelo corpo e 21 em cada mão, o que lhe permite movimentos bastante detalhados e próximos dos humanos.

A nível estrutural, utiliza uma estrutura reticulada flexível totalmente fechada, desenvolvida internamente pela Xpeng, que tenta equilibrar uma aparência humana com segurança.

O cérebro do robô é composto por três chips Turing AI, também desenvolvidos internamente, que em conjunto oferecem até 2250 TOPS de capacidade computacional efetiva.

Isto permite correr o modelo de fundação de Inteligência Artificial física da Xpeng diretamente no robô, sem depender de operação remota, reduzindo a latência e reforçando a segurança dos dados.

Uma aposta que pode ser mais rentável do que os carros

A Xpeng quer transformar o Iron numa plataforma genérica de robô humanoide, capaz de suportar múltiplas aplicações e de melhorar continuamente através da operação em ambiente real.

Do ponto de vista de negócio, a empresa acredita que as elevadas barreiras técnicas e a oferta limitada de robótica humanoide de qualidade podem resultar numa margem bruta por unidade superior à dos veículos elétricos, ainda que não tenha avançado números concretos.

Comentários

18
  1. BV
    B@rão Vermelho

    Isto é assustador, faz lembrar o filme I Robot, com o Will Smith, medo muito medo. 🙂
    Da forma como já se movimenta típico humanoide é isso que assusta, aqueles com ar desengonçado nem por isso, mas estes…

    1. MA
      MACnista

      Mesmo!! aquela parte preta na cabeça então… aspeto de medo e agressivo e autoritário!!!

  2. MA
    MACnista

    … e o Iron saiu da linha de produção sozinho! e foi tomar café o sacana!!!!

  3. M
    M

    Não entendo o que pretendem com estes robôs… Vai haver muitos desempregados, muita miséria vem aí….

  4. SA
    Só Um tuga a pensar em voz alta

    XPeng: Gostaria que estes robôs façam espionagem para a China?

    Governo Chinês: Nem pensar! Não seria ético!!!

  5. SV
    Sérgio V.

    Quando começaram a voar então é que vai ser…

  6. GB
    Gringo Bandido

    A cultura americana realmente formatou as cabeças a pensar que a IA é uma ameaça e violenta e vai fazer mortos etc mas há mais mundo além da cultura violenta da américa, sei que existe literatura de sci-fi onde especulam sobre os potenciais perigos da IA mas lá está faz uma boa história, o fenómeno pode e deve ser benéfico para a Humanidade e vai-nos dar mais tempo para finalmente nos tornarmo-nos mais humanos mais capazes de ver o mundo sem ser em modo sobrevivência constante.

  7. AU
    aubing

    “Xpeng planeia lançar oficialmente o Iron ao público”
    – Lancem, lancem, eu fico a vê-los a lançar.
    – Podem lançá-lo no meu bairro se for necessário.
    – Eu tiro fotografias do lançamento…

    “O cérebro do robô é composto por três chips Turing AI (…) oferecem até 2250 TOPS de capacidade”
    – Como é que se compara com a inteligência biológica humana?
    – Quais as qualificações?
    – O currículo?
    – Que trabalho ou emprego procura o robô Iron?
    – Ele não enferruja por ser constituído por partes metálicas?
    – Quais os custos da sua manutenção?
    – Quanto energia consome para o mesmo trabalho efetuado por um humano?
    – Quanto é que ele pede de ordenado por comparação com uma qualquer inteligência biológica humana?
    – Para onde são enviados os dados que recolhe do ambiente que o rodeia?
    – Tendo a China um dos maiores mercados de consumo, porque é que o querem exportar para o mundo?

    Huumm… há muito por explicar.

    Se fosse aos Governos do mundo Ocidental, enquanto a China não permitisse uma investigação internacional da ONU às origens do COVID… estes brinquedos de utilidade duvidosa seriam bloqueados logo à saída dos portos aduaneiros da Republica Popular da China. Podiam fazer a viagem mas depois teriam de regressar à origem…

    1. NN
      Night Ninja

      O comentário mistura tecnologia com geopolítica de forma desonesta. Exige investigação sobre a COVID na China, mas ignora surtos misteriosos nos EUA em agosto de 2019 (EVALI, Fort Detrick). Boicotar robôs por causa de uma pandemia é irracional. Se formos por essa lógica, deveríamos boicotar produtos de todos os países com surtos passados — incluindo os EUA, Itália, Brasil, etc. As perguntas técnicas são válidas, mas são as mesmas que se fazem a qualquer robô, independentemente da origem. O tom de suspeita só aparece porque é chinês. Isso não é debate, é preconceito.

      Aliás, já que o comentador gosta tanto de misturar alho com bugalho e exigir investigações internacionais, porque não pede também uma investigação independente sobre o Nord Stream 1 e 2? Em setembro de 2022, os gasodutos foram sabotados no Mar Báltico, num ato de terrorismo contra infraestruturas críticas europeias. Até hoje, não houve uma investigação internacional transparente, e os países ocidentais evitam falar no assunto. Se o padrão é exigir investigações sempre que há suspeitas, então que se aplique o mesmo critério a todos — amigos e adversários. Mas, curiosamente, sobre isso o comentador nada diz. Não convém, pois é?

  8. BV
    B@rão Vermelho

    “Para onde são enviados os dados que recolhe do ambiente que o rodeia?”
    Esta duvida é muito pertinente, principalmente em ambiente empresarial, e até mesmo em nossas casas, vai estar a escutar as conversas, a recolher imagens a toda a hora, dá que pensar.

    1. RE
      Realista

      Realmente é problemático, ter um objeto como um robot a recolher dados.

      Qualquer dia ainda lembram-se de começar a recolher esses dados com o telemóvel, com a tv, o robot aspirador, as colunas, o frigorífico, a airfryer, com a set-top-box e por aí fora…

      1. BV
        B@rão Vermelho

        O meu aspirador lá de casa recolhe dados, peças de dominó, cartas, é o que estiver no chão

        1. HM
          Hmmmm

          Gamer Nexus, tvs LG…

        2. RE
          Realista

          Só não aspira sem ter um humano em casa.

      2. AU
        aubing

        O telemóvel somos nós que o transportamos e sabemos por onde andamos embora nos esqueçamos relativamente rápido por onde andámos. Todos os outros – TV, robot aspirador (sempre no chão), colunas, frigorifico, airfryer, set-top-box etc… são normalmente fixos. Um robot com duas pernas pode andar por aí sem que nós saibamos por onde… como instrumento de espionagem e recolha de informações é excelente e eficaz.

        Por exemplo: se uma esposa desconfiar que o marido tem um caso amoroso com alguém, pode “tratar” de pôr um robot móvel a controlar os passos… e vice-versa, caso seja o marido a desconfiar…

        Mas vamos ao que interessa: porque razão instalações militares e serviços de informações de blocos como Rússia, China, Irão, Venezuela, entre outros… proibem o uso interno nos seus espaços de veiculos TESLA e outros carros que fazem uso de tecnologias de monitorização e vigilância? No Ocidente as proibições acontecem igualmente em relação aos carros estrangeiros com sistemas idênticos… e a informação recolhida pode imediatamente ser enviada para a constelação de satélites que depois a enviam para as sedes próprias.
        – Porque? É porque já sabem o que a casa gasta e a tendência é essa e é para ficar, logo tomam-se medidas defensivas visto que blocos geopolíticos estão em lados opostos dos interesses que ambicionam… e o povo está no meio desses “interesses” de uma forma mais ou menos ingénua.

        Os EUA são a potência que resultou do pós 2ª Guerra. O mundo está em mudança. No ano 2000 tínhamos uma humilde China que pregava “Ascensão Pacifica” como resultado do desenvolvimento económico resultante do massivo investimento de empresas privadas e públicas do Ocidente no seu “Reino”. Hoje a “Ascensão Pacifica” desapareceu do vocabulário e apareceu a reivindicação nada menos do que todo um mar que banha as costas de 6 ou 7 vizinhos (Mar do Sul da China) e parece, segundo o seu regime “democrático” que esse Mar é território marítimo da China. Vamos acompanhando para ver em que ano começam as hostilidades…

        Até lá, os “Reinos” vão fazendo uns brinquedos sempre a pensar no que os “Reinos” podem beneficiar… No Ocidente entraram também no “jogo”…

        Parece ser um futuro inevitável, onde a vigilância será cada vez mais activa e onde o povo será usado como veiculo sem ter consciência com que fins e propósitos essas vigilâncias e monitorizações são feitas e quem beneficia mais com elas…

        E vamos só pensar em algo que já está na vida de mais de 95% das pessoas do planeta: alguém sabe ao certo o que a telemetria do Windows envia para os servidores da Microsoft? Alguém sabe ao certo que informações o “Intel Managemente Engine” embutido nos CPUs modernos envia ao certo para a Intel? E serão apenas as empresas respectivas a recolherem as informações enviadas? A AMD também tem AMD Secure Processor (ASP) mas parece menos “abusador” que o Intel ME mas ainda assim suscita algumas dúvidas…

        Resposta certa:
        NINGUÉM sabe, sem ser as próprias empresas e sabe-se lá se também os Serviços de Informações (NSA… CIA…).

        🙂

        1. BV
          B@rão Vermelho

          Imagina hora do banho das crianças lá em casa e o robô a segurar as toalhas de banho à espera que os mesmo deem por concluído o banho, tudo normal, eu como velho do Restelo não acho grande ideia tal modernice principalmente nos quartos e wc, mas cada um sabe de si.

  9. TB
    Treinador de bancada

    Robôs em massa ok tudo bem, e o software? Tem havido progresso mas ainda estão longe de fazerem alguma coisa minimamente útil, para além de baterem recordes de velocidade, correndo de forma esquesita e esbarrando contra uma parede no fim.

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