Governo autoriza testes de condução autónoma na via pública em Portugal
Há décadas que a ideia de um carro capaz de conduzir por si mesmo deixou de ser ficção científica para se tornar uma promessa tecnológica concreta. Com investimentos crescentes por parte de fabricantes e gigantes tecnológicas, os veículos autónomos aproximam-se a passos largos das nossas estradas. Portugal começa, agora, a dar os primeiros passos, com o objetivo de enquadrar esta nova realidade.
Esta quinta-feira, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, anunciou que o Conselho de Ministros aprovou a autorização da realização de "testes de condução autónoma na via pública", por forma a "colocar Portugal no futuro".
Através de sistemas autónomos de condução, estes testes são autorizados em "poucos países na Europa e no mundo". Por isso, a autorização do Governo português "permite inovação e atração de investimento estrangeiro".
Apesar da ambição, o ministro salientou que "é preciso licenciamento para poder colocar veículos em condução autónoma nas estradas portuguesas com requisitos claros", o que deverá "garantir a segurança para todos".
Novidades relativamente à carta de condução
Antes disso, Leitão Amaro explorou outros tópicos, nomeadamente o novo regime para aprender a conduzir com um tutor, em vez das aulas práticas nas escolas de condução.
Na sua intervenção, o ministro especificou, por exemplo, que o responsável terá de ter pelo menos dez anos de carta, uma condição que não tinha sido anunciada em janeiro, na altura em que a medida foi lançada.
Além disso, o tutor fica responsável "pelos danos e infrações cometidas pelo candidato" e, caso falhe o teste de aferição (facultativo) numa escola de condução, só poderá repetir o exame quatro meses depois, caso opte por continuar no regime de aprendizagem fora da escola.
Num leque de mais novidades, Leitão Amaro referiu que as escolas de condução passarão, igualmente, a poder partilhar veículos entre si; e anunciou mudanças na Categoria B1 da carta, que passará a permitir a condução de veículos agrícolas de quatro rodas até 450 kg.
Segundo Leitão Amaro, a burocracia será melhorada com a introdução de medidas na confirmação digital de autenticidade de cartas "perdidas ou furtadas", bem como de novas "tecnologias de suporte à avaliação dos exames de condução", tudo com o objetivo de combater a fraude.
Passa a ser, também, permitido realizar exames teóricos em "língua estrangeira".























Acho que cá vai ser problemático. A condução autónoma segue regras. Os Portugueses seguem “atalhos”, truques, espertices, pressão e muito incumprimento das regras.
É um bom terreno para os modelos treinarem antes de irem com os carros para países como os que estão no norte de África… 😀
Vamos ver os carros parados nas beira de estrada em estado de ansiedade por não conseguirem entender a forma do Tuga conduzir.
Já deviam ter feito isso há muito tempo para os americanos ficarem com dados para se poderem deslocar nas crateras da Lua.
Medo…
DISCORDO completamente, volto a repetir D-I-S-C-O-R-D-O disto:
« novo regime para aprender a conduzir com um tutor, em vez das aulas práticas nas escolas de condução.»
É possivel alguem ensinar uma pessoa a conduzir com um tutor? Sim é.
É possível alguem ensinar uma pessoa a conduzir com um tutor e em Segurança? Não! Não! Se o carro não estiver adaptado para isso não há segurança nenhuma.
O problema aqui é, o tutor tem experiência ok tudo bem e se estiver em “formação” numa rua íngreme e o carro deslizar para trás, quem é que paga? Mais… justificam o quê? Falta de distância de segurança? E se existir a distância de segurança?
E mais outra… quem garante que após houver um acidente com outra pessoa, o tutor diz que não estava a ensinar a conduzir? Recusa-se a dizer que estava a dar “formação” a pessoa do nada, o que é que é feito nesses casos?
Isso vai dar molho, vai dar errado e prevejo que irá existir prejuizos enormes e mais acidentes. Se querem fazer isso deviam fazer isso num autodromo / pistas adequadas e seguras para realizar este tipo de “ensino de condução” sem prejudicar a terceiros.
É só a minha opinião e claro se esta parte for para a frente. Vai existir enormes prejuizos e muito provavelmente para além do acidente, poderá aumentar as chances de violência, uma vez que o tutor apesar de estar habilitado, não está “formado” ou adequado para dar aulas de condução, a menos que adapte o carro como as escolas de condução ou que exista esses carros para venda.
Com as estradas cheias de buracos, culectores e lombas com o mato nas estrdas e os sinais tapados tem tudo pra correr be.
“Testes” … testes é em ambiente controlado, com um condutor da marca atrás do volante, sempre atento e pronto a intervir.
Quanto à aprendizagem fora das escolas de condução, que aí sim, convinha saber como será feito na via pública – ficou-se a saber que o tutor fica responsável “pelos danos e infrações cometidas pelo candidato”. Quanto aos danos, não custa perceber que vai ser preciso um seguro especial, visto que o seguro normal só cobre condutores devidamente habilitados (e autorizados).
Tanto bréu-bréu sobre isto, quando não é mais do que uma imposição da UE. Na prática, as escolas podem ficar descansadas que é mais fácil e barato mandar para lá os filhos.
Claro os testes têm de começar em algum lado e de certeza que não é no terreiro do paço em hora de ponta.
Diria que o seguro do carro tem que se responsabilizar seja quem for a conduzir, mas pronto já sabemos como sao os seguros
Oh Rui mas qual seguro? O problema nem é só esse, quem garante que o tutor estava em funções? Na hora do acidente o tutor pode se recusar pelos danos mesmo que tenha sido causado por quem esta a aprender… tens um bom exemplo:
Estar no semáforo e o carro deslizar para trás, bate no carro de trás mesmo com distancia de segurança, o tutor como sabe que o de trás alegadamente bateu no da frente, pode alegar que não estava em funções e pode até se recusar em dar-se por culpado..
Não é viável, poderá sim ser viável numa pista ou estrada reservada para tal, com câmara de vigilância e a segurança possível (sem alterar o carro).
Ainda não percebeste que estás a comentar o assunto errado?
Relativamente ao condutor habitual – o seguro é muito mais caro com idade inferior a 25 anos e com menos de 2 a 3 anos de carta.
E vai-se responsabilizar pelos acidentes causados pelo aprendiz, não encartado. Mas não é preciso ser génio para perceber que para isso vai exigir um adicional ao contrato e ao prémio (preço do seguro). Se o aprendiz não está habilitado (e não está) – e não houver adicional ao contrato de seguro – o seguro até pode cobrir os danos causados a terceiros, mas a seguir exerce o direito de regresso (reembolso) ao tomador do seguro. Isto decorre do b-à-bá do seguro automóvel.
Já agora «l “pelos danos e infrações cometidas pelo candidato”. »
Quem é que te garante que ele esta em função como tutor na hora do acidente? Vão ter uma App que seja obrigatório ter GPS e ativar enquanto estão a ensinar?
E se o carro deslizar para trás mesmo com distancia de segurança, irão os “tutores” assumir a culpa? Uma vez que não há pedais no lado do passageiro e uma panóplia de questões que podemos assumir. Alem dos prejuízos, e as indemnizações? Isto se for em vias públicas…
Quero ver como irá ser feito.
Aqui ninguém tem pedais, nem o tutor nem o aluno
Que país este… “Passa a ser, também, permitido realizar exames teóricos em “língua estrangeira”.”
Concordo, é triste realmente. Nós vamos ao paises deles e estamos sujeitos a aprender o idioma deles, agora nós é que nos temos que adaptar aos outros?
Qual é o problema? É só contar as cruzes que estão no sítio certo/errado. A grelha é a mesma, esteja o teste em que língua estiver 😉
O que se está avaliar é se se conhece as regras de trânsito, não é se se sabe português. Não tem que falar com o carro.