Adeus lítio? China cria bateria revolucionária e promete carros elétricos mais baratos e seguros
Apesar de a Europa ter iniciado uma transformação energética nas suas estradas, acabou por entregar à China a liderança no fabrico e comercialização de baterias. O resultado é claro: o gigante asiático não só domina o setor, como continua a acelerar a inovação. A mais recente prova disso é o desenvolvimento de uma nova geração de baterias de iões de sódio para veículos elétricos.

A novidade destaca-se sobretudo pela segurança extrema e pela aposta em materiais mais acessíveis, abrindo caminho a uma alternativa real ao lítio.
Uma bateria mais segura do que nunca
Uma das maiores evoluções está na segurança. Investigadores chineses desenvolveram um eletrólito não inflamável capaz de impedir o fenómeno conhecido como thermal runaway (ou avalanche térmica), responsável por incêndios e explosões em baterias.
Este sistema cria uma espécie de “barreira interna” quando a temperatura sobe demasiado, travando a propagação do calor dentro da célula. Nos testes, as baterias resistiram a temperaturas superiores a 300 °C sem entrar em combustão. Esta abordagem pode eliminar um dos maiores receios associados aos carros elétricos.
Materiais mais baratos e abundantes
Ao contrário das baterias de lítio, esta tecnologia utiliza sódio, um elemento muito mais abundante e barato.
A nova geração de baterias aposta ainda em cátodos à base de sódio e manganês, reduzindo a dependência de metais raros e caros.
Isto traduz-se em dois benefícios claros:
- Redução significativa de custos
- Menor impacto na cadeia de abastecimento global
Em alguns casos, estima-se que estas baterias possam ser até 20% mais baratas do que as atuais de iões de lítio.

O termo avalanche térmica refere-se a um fenómeno em que o aumento da temperatura acelera um determinado processo que, por sua vez, liberta energia e provoca um novo aumento de temperatura. Cria-se assim um ciclo de retroalimentação positiva que pode rapidamente sair de controlo. Este fenómeno ocorre quando uma subida de temperatura altera as condições do sistema de forma a intensificar ainda mais essa subida, podendo conduzir a consequências destrutivas. Na química e na engenharia química, a avalanche térmica está geralmente associada a reações fortemente exotérmicas, cuja velocidade aumenta com a temperatura.
Desempenho já competitivo
Historicamente, as baterias de sódio tinham menor densidade energética, o que limitava a autonomia. No entanto, os avanços recentes estão a reduzir essa diferença.
Já existem células com densidades próximas das baterias LFP e com capacidade de carregamento rápido, atingindo cerca de 80% em poucos minutos.
O que são baterias LFP?
As baterias LFP, ou de fosfato de ferro-lítio (LiFePO₄), são um tipo de bateria de iões de lítio em que o cátodo é composto por fosfato de ferro e lítio.
Diferenciam-se das baterias mais comuns (como NMC ou NCA) sobretudo pela química mais estável e pela ausência de metais como níquel ou cobalto.
Estrutura e funcionamento
Uma bateria LFP é composta por quatro elementos principais:
- Ânodo (normalmente grafite)
- Cátodo (LiFePO₄)
- Eletrólito (permite o movimento de iões)
- Separador (evita curto-circuitos)
Durante a descarga, os iões de lítio deslocam-se do ânodo para o cátodo através do eletrólito, enquanto os eletrões percorrem o circuito externo, gerando corrente elétrica. No carregamento, o processo inverte-se.
A estrutura cristalina do LiFePO₄ é particularmente estável, o que impede a degradação rápida e reduz riscos térmicos.
Vantagens técnicas
As baterias LFP destacam-se por características muito específicas:
- Elevada estabilidade térmica: menor risco de incêndio ou explosão, mesmo sob stress
- Longa vida útil: podem ultrapassar 3.000 a 5.000 ciclos de carga
- Custos mais baixos: não utilizam cobalto nem níquel
- Resistência a ciclos profundos: podem ser carregadas frequentemente até 100% sem degradação significativa
Limitações
Apesar das vantagens, existem compromissos técnicos:
- Menor densidade energética: armazenam menos energia por kg face a NMC/NCA
- Autonomia inferior: exigem baterias maiores para atingir o mesmo alcance
- Desempenho em frio: podem perder eficiência em temperaturas muito baixas
Aplicações no setor automóvel
As baterias LFP são cada vez mais usadas em veículos elétricos, sobretudo em modelos mais acessíveis. Marcas como a Tesla já utilizam LFP em várias versões de entrada, devido à combinação entre custo, durabilidade e segurança.
Também são comuns em:
- Frotas urbanas
- Autocarros elétricos
- Sistemas de armazenamento estacionário
Porque estão a ganhar relevância
A crescente pressão para reduzir custos e aumentar a segurança tem impulsionado a adoção das LFP.
Embora não sejam ideais para veículos de longo alcance, são atualmente uma solução equilibrada para mobilidade urbana e para democratizar o acesso aos carros elétricos.
Além disso, oferecem vantagens claras:
- Melhor desempenho em temperaturas extremas
- Maior estabilidade térmica
- Menor degradação em climas frios
Primeiros carros já estão a chegar
A tecnologia deixou de ser apenas experimental. Em 2026, começaram a surgir os primeiros veículos elétricos com baterias de sódio produzidos em série na China.
Estes modelos oferecem autonomias na ordem dos 400 km e carregamentos rápidos, posicionando-se como solução ideal para veículos urbanos e de baixo custo.

Novos materiais impulsionam a adoção de baterias de sódio no setor de armazenamento de energia da China.
Um complemento, não um substituto total
Apesar dos avanços, as baterias de sódio não vão substituir totalmente o lítio no curto prazo.
A menor densidade energética continua a ser um desafio, o que limita o uso em veículos de longo alcance.
A estratégia mais provável passa por um sistema híbrido:
- Sódio para modelos acessíveis e urbanos
- Lítio para veículos premium e maior autonomia
O futuro das baterias pode ser mais diversificado
A evolução das baterias de iões de sódio mostra que o domínio do lítio está a ser desafiado. Com custos mais baixos, maior segurança e desempenho cada vez mais competitivo, esta tecnologia poderá acelerar a adoção dos carros elétricos, sobretudo em mercados mais sensíveis ao preço.
A China, mais uma vez, posiciona-se na linha da frente desta transformação. E o que está a fazer a Europa?


















Para carros até 150Km diários esta tecnologia é o futuro, ainda bem que cada vez está mais madura.
As da BYD terceira geração prometem 10.000 ciclos significa que, num carro com 300 km de autonomia, a bateria poderia teoricamente percorrer 3 milhões de quilómetros antes de degradar significativamente, mais de 20 anos de bateria sem ela se degradar e o melhor é no inverno -10°C não perde capacidade e também não existe aquele problema do perigo de incêndio das de Lítio.
Isto sim é o futuro e ainda estamos a dar os primeiros passos nesta tecnologia de sódio.
Estas baterias também podem pegar porque mesmo tendo menor autonomia compensam no carregamento rápido. Penso que as pessoas até estão dispostas a ter menor autonomia mas poderem recarregar rapidamente se forem em viagem.
Ainda no fim de semana saímos com dois carros (um 100% elétrico e um 100% combustão) onde fizemos 300km de seguida em duas horas e meia.
– O 100% elétrico saiu do hotel com carga total à borla, e só teve o custo da portagem. Chegou ao destino sem paragens. Já o 100% a combustão saí ligeiramente abaixo de meio deposito e tive de parar 2 vezes para abastecer – a primeira em AE só para dar autonomia para sair da AE e encontrar uma bomba mais barata…
E depois dizem que os elétricos demoram a carregar.
Acho isso pouco realista. Um carro a combustão teve de parar 2 vezes para abastecer para percorrer 300km? Tem um depósito de menos de 10 litros ou gasta mais de 40 litros aos 100?
Caríssimo, saí de casa com o tanque a 3/4… Ir e vir na volta tive de parar.
Agora é realista pouco realista que no seu post original os 300km sejam 600? E igualmente pouco realista que “ligeiramente abaixo de meio depósito” passe a ser 3/4.
Portanto, na cabeça dos “realistas” nas férias parar para carregar o carro é um desperdício de tempo, mas ter de ir de propósito ao posto para ir abastecer o carro em tempo de férias já não é…
Exato.
Com um 1.4 TSI com 150 cv Seat, se fizer uma condução correta e equilibrada permite conduzir imensos km com 2 cilindros desligados, chego a fazer médias de pouco mais de 5lts num carro a gasolina com 150cv, e não preciso de andar a menos de 120 km / h. Com uma ibiza 1.6 tdi 105 cv, fazendo uma condução equilibrada já cheguei a fazer médias de 4.5 – 4.6 lts, o depósito chega-me para andar cerca de 800km. Qualquer um dos carros novos nao me custou mais de 19.000 – 24000Eur, versoes FR ainda com equipamento adicional, bancos em alcântara, etc. Ambas têm bagageiras enormes algo que nos carros elétricos hoje em dia não se encontra, aliás não vejo SWs 100 elétricas ou as que há, VW, acho, têm preços completamente proibitivos e absurdos, mais de 60.000Eur julgo. Entre gastar 25.000Eur num carro a combustão e uns 50.000 num elétrico equivalente, 25.000Eur pagam muitos lts de combustível, mesmo aos preços absurdos a que está. A vantagem dos elétricos face aos tradicionais é residual nada mais. Pode-se poupar tb nas revisões mas quem saiba troca óleo, pastilhas, filtros, e em vez de gastar 300 eur na marca gasta 2 hrs de trabalho próprio e 60 – 70 eur em peças mandadas vir da auto-doc. Nem tem conta o que já poupei em revisões … pelo menos nos trabalhos mais básicos. O ideal é mesmo alterar o modo de vida e por menos carros na estrada essa é a verdadeira solução para a poluição e alterações climáticas. Isto de carros elétricos e mobilidade ecológica são parangonas para os lobbies tradicionais encherem os bolsos. É evidente que nunca existirão carros elétricos na mesma quantidade que existem hoje em combustão, é perfeitamente evidente que nem daqui a 20 ou 30 anos os carros a combustão desaparecem. As pessoas é que parece gostarem de andar enganadas …
Além disso tudo, nas grandes cidades, nos prédios antigos, quem não tem garagem ou lugar não tem como carregar de forma económica. Eu poderia adquirir um carro elétrico mas não tenho onde o carregar e, para carregar na rua, mais vale estar quieto e escuso de andar a encher os bolsos a corja do costume.
Se houvesse verdadeiro interesse ecológico, os carros elétricos não deviam custar um cêntimo em impostos ao consumidor final ponto!
Enquanto os EUA, Israel e a Rússia, só pensam em guerras, a China já vai há frente, em quase tudo.
Passam a ideia que sim. E é nisso que eles são bons, a passar a ideia que fazem isto e aquilo. São técnicas comunistas, importadas da ex URSS. Melhor do que fazer, é passar a ideia de que se faz. Eles são tão bons e avançados que não conseguem igualar a ASML.
Esses ASML pertencem bem a um grupo de bandidos colonolizadores e traficantes… e pior lavagem de dinheiro e monopolio exatamente o contrario do que apregoam
Nem a China, nem ninguém consegue. Aliás, a China é quem está mais próxima de alcançar a tecnologia de fabricação de chips por EUV da ASML, mesmo com as limitações e barreiras impostas pelo Ocidente. Nenhuma outra empresa ocidental consegue replicar o que a ASML faz, apesar de não terem impedimentos no acesso à tecnologia de ponta para a fabricação de chips a este nível. Além disso, a fabricação de chips é fundamentalmente a única área onde a China ainda se encontra atrás do Ocidente.
Vindo da china ou é um scam ou existe problemas… porque haveria a china de impulsionar uma mudança quando é detentora das materias primas para as baterias actuais??? Isto não seria só estupido como suicídio económico…
Porque a China não é detentora dessa matéria prima.
Porque e outros países fora China que já começaram a desenvolver também a tecnologia.
Tens a Tiamat francesa a produzir em França para carros Hibridos que consegue carregar em 5 minutos, o
Grupo Stellantis é o seu maior parceiro (Citroën, Fiat, Opel, Jeep…), no entanto ainda vai na primeira geração da tecnologia.
A CATL chinesa vai na segunda geração aposta mais em Km, pois consegue maior densidade energética 175 Wh/Kg, por outro lado a BYD vai na 3 geração mas apostou mais em ciclos 10.000 ciclos (tempo de vida de 0 a 100% sem perder autonomia isto é mesmo uma inovação que vai mudar tudo nos citadinos.
Mas atenção isto não é um Scam já é produzido em massa com vários carros na estrada, alguns destes ainda são geração anterior as marcas já têm novas gerações em produção.
– Changan Nevo A06 da CATL (Naxtra) 45 kWh 401 km.
– BYD Seagull (Na) da FinDreams 30 – 38 kWh 250 – 305 km.
– JMEV EV3 Plus da Farasis Energy 32 kWh 330 km.
– Yiwei E10X da HiNa Battery 23.2 kWh 252 km.
– Chery iCar 03 (Na) da CATL 40 kWh 280 – 320 Km.
– Luvly O (Suécia) da Tiamat francesas 6.4 kWh 100 km.
“…– Luvly O (Suécia) da Tiamat francesas 6.4 kWh 100 km. …”
Lol lol lol
“….Yiwei E10X da HiNa Battery 23.2 kWh 252 km. …”
Lol lol
Os outros é só um lol
Não entendi porquê, são veículos pequenos.
Eu faço 6km por dia , com ida e volta, para ir trabalhar, são 30km por semana, mesmo uma bateria com autonomia de 100km, dava-me para 3 semanas. ( unicamente para trabalho, mas tambem nao uso o carro para muito mais..) A ideia Idiota de que as vossas necessidades são iguais aos dos outros, é simplesmente Errada. So falta defenderes que se queres autonomia, compra um camião.. assim tens 500 Litros.. Ninguem merece…
Suicídio económico porquê? Assim conseguem introduzir no mercado viaturas mais baratas e acabar com a concorrência. O futuro dos elétricos é serem muito mais baratos, e é nisso que os chineses têm vindo a trabalhar. Por isso mesmo a Tesla já está a preparar o afastamento dos automóveis para se direcionar para os robôs.
Melhor seguido modelo econômico europeu e não desenvolver nada. Bem mais fácil, poupa-se tempo e recursos. Basta continuar a chorar e fica resolvido
lool +1
Pelo menos temos tampas presas nas garrafas…
As guerras trazem carradas de inovações, tudo tem vantagens e desvantagens.
A falta de minerais para chips, condutores e drones, não aponta para suicidio nenhum.
China cria bateria …… e promete carros elétricos mais … e seguros????
Os que andam por aí agora não são seguros?
…mais baratos e seguros….
De vez em quanto foge-lhes a boca para a verdade.
Mas pera q já vai aí a ENEGI com um relatório a dizer q a culpa é dos relés de Mercedes com 30 anos.
Relés da siemens feitos em portugal, quer o Yamahia dizer, certo? 😀
Qual verdade ? Que são seguros ? Sim, em caso de embate não têm risco de incêndio.
Tal como andam aí muitos, até a BMW acabou por chamar centenas de milhar devido a problemas com relés que podem provocar incêndios, só falta dizer que as marcas não sabem o que dizem.
+1 em mais de 100 anos nunca houve registo de um Mercedes ter ardido e agora acontece