Veja a Lua como nunca: as imagens mais incríveis do histórico sobrevoo da Artemis II
Ao longo da missão Artemis II, os astronautas foram enviando para a Terra imagens fascinantes da sua viagem em torno da Lua. As imagens mais recentes revelam detalhes inéditos da superfície lunar e momentos únicos no espaço, oferecendo uma perspetiva extraordinária desta missão pioneira, inclusive em relação à Terra.
Divulgadas na terça-feira, as fotografias foram tiradas a 6 de abril durante o sobrevoo de sete horas do lado oposto da Lua, mostrando o regresso da humanidade às imediações lunares e abrindo um vasto conjunto de dados científicos.
Segundo a própria NASA, os seus astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o astronauta da Agência Espacial Canadiana (em inglês, CSA) Jeremy Hansen, utilizaram "uma frota de câmaras para captar milhares de fotos".

A tripulação da Artemis II a acenar após uma conversa em direto com o Presidente Donald J. Trump, após o seu histórico sobrevoo lunar durante o sexto dia de voo. Está a ser mostrada nos ecrãs da sala White Flight Control no Centro de Controlo de Missões da NASA, no Centro Espacial Johnson, em Houston.
A agência publicou várias dessas imagens, "com mais a serem divulgadas nos próximos dias, já que a tripulação se encontra a mais de meio caminho da viagem e agora a regressar à Terra".
As primeiras imagens da Lua captadas pelos astronautas da Artemis II da NASA durante o seu histórico voo de teste revelam regiões nunca antes vistas por humanos, incluindo um raro eclipse solar no espaço.
Os nossos quatro astronautas da Artemis II - Reid, Victor, Christina e Jeremy - levaram a humanidade numa viagem incrível em torno da Lua e trouxeram imagens tão deslumbrantes e repletas de ciência que irão inspirar gerações vindouras.
Afirmou Nicky Fox, administradora associada da Direção de Missões Científicas da NASA, na sede da agência, em Washington.
As imagens oficiais da NASA estão disponíveis no site da agência e nas suas plataformas digitais, pelo que qualquer pessoa pode aceder a guardar os registos deste momento histórico:
Astronautas partilharam imagens impressionantes com a Terra
Durante o sobrevoo lunar, a tripulação documentou crateras de impacto, fluxos de lava antigos e fraturas na superfície que irão ajudar os cientistas a estudar a evolução geológica da Lua.
Além disso, os astronautas monitorizaram diferenças de cor, brilho e textura ao longo do terreno, observaram o pôr e o nascer da Terra e captaram imagens do eclipse solar da coroa do Sol.
A tripulação reportou, também, seis flashes de impacto de meteoroides na superfície lunar escurecida.
🔍 Clique nas imagens para saber mais sobre cada uma delas.
- Pôr-do-sol terrestre captado através da janela da nave espacial Orion às 18h41 EDT, em 6 de abril de 2026, durante a passagem da tripulação da Artemis II pela Lua. A parte escura da Terra encontra-se em noite. Em primeiro plano, a cratera Ohm.
- A nave espacial Orion da NASA capta a Lua e a Terra numa única imagem durante a viagem ao espaço profundo da tripulação da Artemis II, às 18h42 (hora da costa leste dos EUA), no sexto dia da missão.
- A tripulação da Artemis II capta uma parte da Lua a surgir ao longo do “terminator” – a fronteira entre o dia e a noite lunares –, onde a luz solar de ângulo raso projeta sombras longas e dramáticas sobre a superfície. A imagem foi capturada cerca de três horas após o início do período de observação lunar da tripulação, enquanto sobrevoavam o lado oculto da Lua no sexto dia da missão.
- Uma imagem em grande plano captada pela tripulação da Artemis II da cratera Vavilov, situada na borda da bacia de Hertzsprung, mais antiga e de maiores dimensões.
- A tripulação da Artemis II utilizam óculos para eclipse, idênticos aos produzidos pela NASA para o eclipse anular de 2023 e o eclipse solar total de 2024, para proteger os olhos em momentos cruciais durante o eclipse solar que observaram durante a sua passagem pela Lua. Esta foi a primeira vez que óculos para eclipse foram utilizados na Lua para observar com segurança um eclipse solar.
- Captada a partir da nave espacial Orion perto do final da aproximação lunar da missão Artemis II, em 6 de abril, esta imagem mostra o Sol a começar a espreitar por detrás da Lua, à medida que o eclipse sai da fase de totalidade. Apenas uma parte da Lua é visível no enquadramento, com a sua borda curva a revelar um raio brilhante de luz solar que regressa após quase uma hora de escuridão. Esta fase fugaz capta o alinhamento dinâmico do Sol, da Lua e da nave espacial, enquanto a Orion continua a sua viagem de regresso do lado oculto da Lua.
- A Terra parece minúscula enquanto a Lua se destaca nesta fotografia tirada pela tripulação da Artemis II durante a sua aproximação à Lua, em 6 de abril de 2026. Captada 36 minutos antes do pôr da Terra, o nosso planeta natal é visível na escuridão do espaço, ao largo do limbo da Lua iluminada. A Terra está na fase de crescente, com a luz solar a incidir pela direita. Ambas as novas crateras para as quais a tripulação da Artemis II sugeriu nomes – Integrity e Carroll – estão em plena vista. A borda da superfície visível da Lua é chamada de “limbo lunar”.
- Nesta imagem é possível observar um conjunto diversificado de características lunares, incluindo a cratera Aristarco, de cores vivas, cuja elevada refletividade se destaca em relação ao terreno circundante.
Entretanto, os cientistas já estão a analisar as imagens, áudios e dados recebidos para refinar o tempo e a localização destes eventos e compará-los com observações de astrónomos amadores.
As novas imagens ajudarão a NASA a compreender melhor a geologia da Lua e a orientar futuras missões de exploração e científicas que irão lançar as bases para uma presença duradoura na Lua, preparando futuras missões tripuladas a Marte, de acordo com a agência espacial norte-americana.
Artemis II regressará à Terra esta semana
A NASA prevê que a Artemis II regresse à costa de San Diego às 20h07 EDT de sexta-feira, dia 10 de abril (01h00 de sábado, dia 11 de abril, em Portugal continental).
A transmissão ao vivo do regresso será transmitida no NASA+, a partir das 23h30, continuando até que a NASA e o Departamento de Defesa auxiliem a tripulação com segurança a sair da Orion e a transportem para o navio USS John P. Murtha.
Depois desta histórica missão, a NASA continuará a enviar astronautas ao abrigo da Artemis em missões cada vez mais complexas, com o objetivo de explorar cada vez mais a Lua e construir as bases das primeiras missões tripuladas a Marte.
Imagem: Artemis II Lunar Flyby - NASA
Neste artigo: Artemis, artemis 2, Artemis II, Lua, nasa





























Foi necessário poluir assim tanto para fazer uma fotos à maneira?
Sabes bem que esta missão não foi só para tirar fotos.
Aparentemente também para fazer propaganda a Apple 🙂 🙂 🙂
Poluição é progresso, pessoalmente não suporto o ar do campo, emana algo de atrasado e pacóvio.
0% Estrelas
100% IA/CGI
0% de inteligência,bot.
É quase certo que as fotos que incluem a parte oculta da Lua e a Terra tenham sido sejam obtidas por sobreposição de duas fotos, uma exposta para a Lua, outra exposta para o Sol. Isto porque a diferença de iluminação de ambos os objectos é tão grande que nenhuma câmera teria a gama dinâmica suficiente para expor corretamente com uma única foto. Notar que a lua é iluminada APENAS pelas estrelas! Segundo o ChatGPT a diferença de luminosidade entre os dois objectos, Terra e Lua é de 16 a 18 EV. A melhor câmara transportada a bordo, uma NIKON D5, tem uma gama dinâmica de “apenas” de 11 EV a 7200 ISO.
E já agora,
1 EV = dobra/metade da luz
16 EV = 65.536× menos luz
18 EV = 262.144× menos luz
digo, “outra exposta para a Terra iluminada pelo Sol”.
As fotografias saíram caras…
E quanto ganham os astronautas:
“Os astronautas norte-americanos são pagos com base no salário de funcionário público. Segundo a NASA, o valor referente a 2024 fixava-se em 152.258 dólares anuais, aproximadamente 131.239 euros, dependendo da experiência e do nível de qualificação.
Apesar de estarem literalmente a trabalhar além do horário normal, os astronautas continuam a receber apenas o salário base semanal, sem remuneração extra por fins de semana ou feriados, confirmou ainda um porta-voz da NASA.”
Em 2024, Michael Massimino, veterano de duas missões do Space Shuttle (operado entre 1981 e 2011), disse à MarketWatch que “não existe pagamento por risco, não há horas extras, não há compensações. Não há qualquer incentivo financeiro para permanecer mais tempo no espaço.”
Acho que deviam ter uma compensação por risco. O sindicato deles deve ter um fraco poder negocial.
Quer dizer há milionários a pagarem verdadeiras fortunas para irem lá acima.
E, os astronautas vão de borla, e ainda lhes pagam ordenado e todas as refeições!
Eu ia de borla, quanto mais com um ordenado desses!
Curiosidade:
o mês tem 30 dias devido à lua
Dia – influência da Terra
Mês – influência da Lua
Ano – influência do Sol
Hora – não é natural
E ainda o π = perímetro / diâmetro
Toda a gente da Nasa, sabe…
A Terra vista como lua da Lua 😀
Eles já explicaram porque conseguimos ver as estrelas e no espaço não se consegue.