Estudo: adoção massiva de carros elétricos baixaria 4% o preço da gasolina
Estudo da Georgia Tech revela que os carros elétricos poderiam reduzir o gasto energético dos agregados familiares em mais de 6% até 2035.
Carros elétricos podem gerar benefícios económicos generalizados
A implementação massiva de veículos elétricos (VEs) já não se coloca apenas como uma medida climática. Começa a ser vista como uma ferramenta económica com impacto direto no bolso da população.
Um estudo recente aponta nesse sentido: mais eletrificação dos transportes implica menor dependência do petróleo, preços energéticos mais estáveis e uma economia mais resistente a choques externos.
O interessante aqui não é apenas a poupança individual. É o efeito sistémico. Quando muda a forma como a energia é consumida, todo o sistema reage.
🇮🇷✊🏽 Imagens do Estreito de Ormuz na manga desta terça-feira, com centenas de navios aguardando passagem.
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— Sou Palestina🇵🇸🇪🇭 (@soupalestina) March 24, 2026
Menos gasolina, mais estabilidade económica
Segundo a análise publicada na Energy Policy, uma adoção ampla de carros elétricos até 2035 poderia reduzir o gasto energético dos agregados familiares em mais de 6%.
Dentro dessa poupança, o combustível representa uma parte relevante, com uma queda superior a 4% no preço na bomba.
Não é necessário que toda a gente tenha um carro elétrico para sentir o impacto. Na verdade, acontece o contrário: mesmo quem continuar a utilizar veículos de combustão beneficia. Porquê? Porque ao reduzir-se a procura global de gasolina, o preço desce.
Um efeito bastante direto. Menos pressão sobre o mercado do petróleo, mais margem para os consumidores.
Além disso, o estudo aponta para uma redução de aproximadamente 7% nas importações de petróleo, o que reforça a segurança energética. Em paralelo, o petróleo que deixa de ser consumido internamente pode ser direcionado para exportação, aumentando as receitas energéticas do país.
O efeito dominó da eletrificação
Um dos aspetos mais interessantes do estudo é aquilo que denomina de “efeito dominó” tecnológico.
O crescimento do mercado de veículos elétricos impulsiona a inovação nas baterias. E isso não se fica apenas pelos transportes. As melhorias no armazenamento de energia acabam por se estender a todo o sistema elétrico.
Mais baterias, mais baratas e mais eficientes.
Isso facilita algo essencial: armazenar energia renovável quando existe excedente (por exemplo, em períodos de elevada produção solar) e utilizá-la quando necessário. Resultado: uma rede elétrica mais flexível e menos dependente de fontes fósseis.
Coloca-se ainda a hipótese de que o preço da eletricidade doméstica possa estabilizar ou até descer ligeiramente, compensando o aumento do consumo elétrico associado ao carregamento de veículos.
Não é imediato, mas a tendência está definida.
Benefícios desiguais, mas com impacto social
O estudo introduz uma nuance importante: os benefícios não são distribuídos de forma exatamente igual.
Os agregados com maiores rendimentos poderão reduzir o seu gasto energético em cerca de 6,4%, enquanto os de menores rendimentos, que provavelmente continuarão a usar veículos de combustão durante mais tempo, poderão poupar até 6,6%.
Um dado curioso. E relevante. Isto sugere que a eletrificação dos transportes, devidamente acompanhada por políticas públicas, pode ter um efeito redistributivo positivo. Não perfeito, mas significativo.
Políticas públicas: o fator que muda tudo
É aqui que o cenário se torna mais incerto.
O estudo alerta que estes benefícios dependem em grande medida das políticas de apoio: incentivos à compra, normas de eficiência, regulamentação de emissões… Sem esse enquadramento, a transição perde ritmo.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a retirada de algumas medidas e o questionamento de normas mais ambiciosas poderão travar parte destes avanços.
E isto tem uma leitura clara: a transição energética não acontece por si só. Precisa de direção.
Alguns estados continuam a apostar na proibição da venda de carros a combustão a partir de 2035, uma linha que também se observa na Europa com a regulamentação comunitária sobre emissões. Mas quando as estratégias são fragmentadas, os resultados também o são.
























Não pode haver uma adoção massiva rapidamente pois não há infraestrutura de carregamento suficiente, e não aparece da noite para o dia. Estas adoções têm de ser graduais. Em países como a Noruega com um parque elétrico enorme, há dificuldades no carregamento, os postos estão sempre cheios.
E aquela malta que esteve na semana passada horas para abastecer “gasóil”? Haverá falta de bombas de combustível?
E Existem paises a fazer racionamento de combustivel
https ://www.bbc.com/news/articles/c77m4zx6zvmo
Essa comparação não faz sentido nenhum.
As filas nos postos de combustíveis, não tinham por objetivo principal o abastecimento do depósito, mas sim poupar algum dinheiro ao fazê-lo, uma vez que o combustível ia aumentar de preço.
A situação que o David guerreiro colocou é real.
Um dono de um carro elétrico que não carregue em casa, anda sempre com aquela preocupação de perceber onde vai poder carregar, ou se vão estar filas. E fica demasiado dependente disso, pois as alternativas são infinitamente inferiores às dos carros a combustão, que atestam em qualquer bomba.
Se estamos a falar de carros, estamos a falar de mobilidade, logo o abastecimento fora de casa relaxado e descomplicado dos carros a combustão é um ponto muito forte.
Não há como o negar.
O pessoal nas filas para abastecer, na minha opinião são “burros”, se só abastecessem uma vez na vida até que compreendia agora fazer só para poupar uns cêntimos em muitos casos, não compreendo é mesmo pessoal que não tem nada para fazer.
Os VE e os a combustão como em tudo na vida tem coisas boas e outras menos boas, cada um compra o que pode, acredito que são poucos os que podem comprar o que gostam.
PS, a adjetivação de burro, não é para ofender ninguém é apenas uma forma de dramatizar a conversa, se alguém se sentir ofendido o meu sincero pedido de desculpa, não é essa a minha forma de estar na vida.
fui um dos burros que esteve na fila …e poupei 1276€ …nem todos metem 20€ para ir aos domingos à missa !
@Orelhas, tens um camião?
“são poucos os que podem comprar o que gostam”, ora aí está 😀
Pronto, porreiro, malta que anda montada em guito, siga comprar carros, depois avisem os outros mortais ok?
Obrigado
4% …. ou seja, 8 centimos …wowww
Não, não baixaria nada. Como diria o outro, “isto está muito bem cozinhado por grandes cozinheiros”
Nunca irá haver uma adesão massiva em Portugal. O carregamento continua e continuará a ser o grande problema para quem não vive numa vivenda. Ainda mais nas grandes cidades em que já há um problema crónico de estacionamento para os residentes. Quanto mais conseguirem fazer o carregamento a nível pessoal sem pagarem valores equivalentes a encherem um depósito de gasolina/gasóleo.
Os especialistas dizem o oposto mais Elektros faz aumentar os precos e que somente o aumento de consumo de combustiveis é que vai obrigar a sua reducão
Tem lógica, é diferente fazeres 10 litros do que fazer 1000 litros, mas em Portugal vai ser sempre caro, nem que começássemos a regar os jardins com gasolina iam arranjar uma formula qualquer para justificar o elevado preço. 🙂 🙂 🙂
Já escrevi aqui n vezes. Acham que os portugueses têem uma frota automóvel cada vez mais velha porque gostam de clássicos? A idade média do parque automóvel ultrapassa 14 anos, porque será?
E é esse o principal problema, os carros eléctricos são caros para as possibilidades do bolso dos condutores. E então imaginem o cenário de comprar um carro novo por 40 a 60.000€ e depois tentar fazer um seguro de danos próprios para um carro eléctrico (3 ou 4 vezes o valor de um carro a combustão!!!!!).
Se fosse apenas problema dos carros elétricos caros, compravam a combustão, e o parque reduzia a idade.
Outro que vem com valores que inventou só porque sim.
Deixe-se de criancices!
Qual é então a idade média do parque automóvel? Investigue lá qual é e se é ou não verdade que tem aumentado sem parar!!!!!!
Em 2000 a idade média era 7 anos
Em 2019 a idade média era 12 anos
Portanto em 19 anos que passaram desde o ano 2000 a 2019 a culpa foi do preço elevado dos carros elétricos…
Criancices como ? não entendi ? só existem eléctricos à venda ?
Não é melhor ler novamente o que escreveu e o que escrevi antes de disparatar ? onde disse que não era essa a idade média ?
Mas você sabe. Sim o valor de 40 mil euros não está longe. A menos que tenha uma empresa e deduza o IVA.
E falamos de carros novos, não de aftermarket que sabe Deus como estão.
O de 60 mil deve estar perto.
Ah sim, quem deduz IVA até paga mais pelo carro.
Sim, pelo menos quem compra diesel.
E a bicicleta é ainda mais eficaz. Usada todos os dias por todas as pessoas tem potencial para arruinar até ao último centavo o negócio do lobby petrolífero e do lobby automóvel. Os eléctricos são bons, mas caríssimos para carros com uma zona de conforto de poucas centenas de kms, e precisas de ter uma casa equipada para os carregar. Portanto, o melhor ainda é a bicicleta para baixar a purpurara nos dois lados. Eléctrica para os trengos e obesos, ou normal para os dinâmicos e atléticos. E sobretudo o único meio de transporte que custa o mesmo depois do choque petrolífero.
Portanto deixa-me ver se entendo:
Uma bicicleta chega para fazer 3 a 4 km que é a necessidade que se tem, mas um automóvel elétrico com 50 vezes mais autonomia do que a bicicleta então já não chega…
Lógica infalível, claramente.
Para além disso, eu não chamaria uma tomada ter uma casa equipara para carregar um carro elétrico. Aliás na mesma tomada que pode carregar um carro elétrico pode carregar uma bicicleta elétrica…
Posso constatar que também preciso de uma casa equipada para ter uma bicicleta elétrica?
Lol
Uma bicicleta chega para fazer 40 ou 50 kms por dia, e em qualquer apartamento podes carregar. O carro, precisas de ter garagem, com um ponto de carga, e não serve a vulgar de 220 volts/16 amperes. Precisas de instalar um wallbox. E pagar. Além disso, com o gravete do carro compras bicicletas para uma multidão.
Ò Joaquim Agostinho, continuas a dar uma no cravo e outra na ferradura… se uma bicicleta faz 50km por dia (e nem sequer vamos assumir que perde autonomia) e serve para a tua utilização diária um automóvel com o dobro dessa autonomia – que deve ter ainda o dobro disso – não serve porquê?!
Eu carrego o meu carro a 220v (16A) faz 3 anos… estas a dizer que não posso carregar?? E não possuo Wallbox.
2 grandes lições deste estudo:
a) Se reduzir o consumo de combustíveis terrestres os preços destes também vão baixar.
b) Se aumentar o consumo de electricidade os preços desta vão baixar.
Yá 😛
Mas porque havia de aumentar o consumo de electricidade?
É o que está no estudo. Não leu?
Ele é apenas do contra só porque sim!
Do contra ou sei ler e interpretar ?
Está onde ?
Eu li, mas não encontrei nada disso, o que li foi:
“Coloca-se ainda a hipótese de que o preço da eletricidade doméstica possa estabilizar ou até descer ligeiramente, compensando o aumento do consumo elétrico associado ao carregamento de veículos.”
Portanto desce o preço, compensando o aumento do consumo ASSOCIADO AO CARREGAMENTO DE VEICULOS, não diz em lado nenhum que o consumo global aumenta, e se o preço desce quer dizer que o consumo global baixa.
Deixe de ser tanso:
“Coloca-se ainda a hipótese de que o preço da eletricidade doméstica possa estabilizar ou até descer ligeiramente, compensando o aumento do consumo elétrico associado ao carregamento de veículos.!
Então mas o aumento de consumo faz diminuir o preço ?
Pensava que era o contrário, então mas a frase não diz que o aumento do consumo é apenas nessa parte ?
Se faltar o gás natural não há renovável que vos valha para abastecer os elektros.
Também lhe falha a si, e depois tem de ter o gerador a trabalhar 24 horas, se não faltar gasolina para ele.
Se calhar vivo com menos constrangimentos sem eletricidade do que você. Sim porque a PlayStation não pode deixar de funcionar num apagão.
Eu sem electricidade não tenho constrangimentos nenhuns, já passei por isso várias vezes.
Eu uso nintendo switch.
Tenho 80 mil litros de gasóleo a 500 metros de casa. Não chega? E 40 mil de gasolina.
@Mario, até dá para ir a pé buscar com um garrafão 5 lts para 100 KMS, electricidade em pó é que ainda não há.
Ena, já anda a armazenar ? Não chega só para si ? E quer isso para quê se tem um gerador a gasolina ?
E quando acabar ? Fazem o quê ? Uma fogueirinha e jogam às cartas ?
Electricidade há de todas as formas e feitios, até na forma de raios solares, vento que não se vê, etc, até a pedalar se produz.
E os litros quando acabarem ? Faz o quê?
Diga me algo que use que não tenha petróleo…. Não tem nada
O @JL apanha o vento com uma espada. Aprendeu com o D.Quixote.
Por este ponto de vista deverias ficar contente que se vendam mais elektros porque ias gastar menos no diesel 🙂