PplWare Mobile

Pentágono solicita investigação à SpaceX por possível participação acionária da China

                                    
                                

Autor: Rui Neto


  1. Max says:

    Dois senadores democratas pediram ao Pentágono que investigasse a participação acionista chinesa na SpaceX. A compra e a cedência de ações de ações tem que ser autorizada pela Space X, mas como alguns acionistas são fundos, os chineses podem adquirir participações nesses fundos.
    Isso dava influência à China na Space X? Não, mas como os acionistas recebem informação que não é do conhecimento público pode permitir conhecer contratos e cadeias de fornecimento.
    Já agora, com 42% das ações, Musk tem cerca de 80% dos direitos de voto.

  2. Ivo says:

    A mística “segurança nacional” norte-americana — esse conceito elástico que cabe tudo, desde satélites até cebolas. Agora é a SpaceX que está sob suspeita porque, veja-se lá, algum capital pode vir da China. Imagino o pânico no Pentágono: e se um yuan infiltrado conseguir acesso às órbitas secretas? A este ritmo, qualquer produto “made in China” num café em Washington vai precisar de autorização do Departamento de Defesa. Cuidado, até as cebolas chinesas podem chorar pela soberania nacional!

    • Zé Fonseca A. says:

      que visão redutora, olham para segurança nacional e defesa como se fosse algo militar, o risco aqui é economico e tecnologico, que é onde os EUA estão cansados de perder para a china quer seja por infrigimento de patentes quer por espionagem industrial, um futuro onde isso seja permitido acontecer é um futuro onde a china controlará o mundo, não através da força e do medo mas através da censura e da opressão.
      esquecem-se que a china é uma ditadura comunista com uma pretensão expansionista global que já começou nos anos 80

      • Ivo says:

        Está a misturar vários planos e a atribuir‑me uma posição que eu nunca defendi.

        Eu não defendi que “a China deve poder comprar tudo”.
        O que critiquei foi o uso quase mágico do rótulo “segurança nacional” para justificar qualquer coisa, desde contratos públicos opacos até histerias políticas, mesmo quando o risco concreto não está demonstrado.

        A SpaceX já é tratada como ativo de segurança nacional exatamente porque o Pentágono sabe que há riscos tecnológicos e estratégicos.
        Prova disso é estarem a exigir auditorias e esclarecimentos sobre eventuais capitais chineses, em vez de fazerem de conta que não existe problema. Ou seja, o sistema já tem mecanismos para lidar com esse risco, não está tudo entregue “ingenuamente” à China.

        Investimento estrangeiro ≠ controlo automático.
        Nos EUA há regras específicas para limitar “Foreign Ownership, Control or Influence” (FOCI) em empresas com contratos sensíveis, com possibilidade de intervenção do governo para travar ou desfazer participações problemáticas. Já houve até casos em tribunal em que investidores chineses foram afastados de fundos ligados à SpaceX, com devolução de dezenas de milhões de dólares.

        Portanto, não é verdade que “um investimento” leve inevitavelmente a que “a China controle o mundo”.

        Dizer que um futuro com investimento chinês é necessariamente um futuro dominado pela censura e opressão é uma generalização ideológica, não uma análise de risco.
        O debate sério é: que tipo de investimento, com que percentagens, com que direitos de voto, com que mecanismos de supervisão e transparência? Sem estes detalhes, “a China vai controlar o mundo” é só slogan.

        Finalmente, se a tua preocupação é económica e tecnológica, então tens de aceitar também o outro lado:
        – os EUA dependem hoje de uma empresa privada (SpaceX) para funções críticas, desde lançamentos militares até comunicações;

        – isto também é um risco de segurança nacional, mesmo sem China no capital, porque concentra demasiado poder em mãos privadas.
        Ou seja, a questão não é “China vs. nada”, é como equilibrar dependência tecnológica, capital privado e soberania.

        • Zé Fonseca A. says:

          A espionagem industrial dos chineses não é feita num movimento, começa pela concentração de participação em vários fundos de forma a não saberes quem são, passam a ter voting stakes que cumulativamente não sabes qual a percentagem, pelo meio infiltram pessoas a trabalhar nas empresas, subornam outros quantos mais influentes, isto é feito em 10-20 anos, eles esperam, isto tem sido o modus operandi e por isso era lenga lenga da ideologia que falas e falta de provas foi o que fez que a China ocupasse o espaço que ocupa em 40 anos, depois o que a China vai fazer está à vista de todos, basta ver o que eles fazem na China, o que fazem na Malásia, Vietnam o que fazem em Moçambique e outros países africanos e até o que fazem nos portos da Grécia e Itália.. é preciso abrir os olhos e saber do que se está a falar, trabalhei muito com chineses com empresas privadas sem ligações ao PCC e mesma essas eram tentáculos do PCC usando infra-estruturas detidas pelo governo para contornar questões legais ou de taxas. É um nível que a maioria não consegue atingir sem estar no meio.

          • Ivo says:

            Concordo que a China tem histórico de estratégias de influência e espionagem industrial, muitas vezes difusas e encobertas. Não estou a negar isso.

            Mas é precisamente por isso que os EUA criaram estruturas legais como o CFIUS (Committee on Foreign Investment in the United States) e as regras sobre FOCI — que obrigam à investigação e, se necessário, à reversão de participações estrangeiras em setores sensíveis, como o espaço e a defesa. Ou seja, o sistema não está desprotegido nem ingénuo.

            O problema é quando se transforma qualquer hipótese de investimento estrangeiro num sinónimo automático de infiltração comunista. Isso não é análise de risco — é reflexo condicionante. A segurança nacional precisa de basear-se em dados verificáveis, percentagens concretas, estruturas de controlo, e não em suposições globais sobre “os chineses” como bloco homogéneo.

            Além disso, o debate não é só sobre “o perigo da China”, mas também sobre a concentração de poder em empresas privadas que agora desempenham funções críticas do Estado. Se uma só empresa privada, americana ou não, se torna indispensável para lançamentos militares e comunicações, isso já é, em si, uma vulnerabilidade de soberania.

            Em vez de tratar toda a presença de capital estrangeiro como ameaça, o foco devia ser transparência, rastreabilidade e regulação eficaz — porque o risco zero não existe, mas o controlo inteligente sim.

    • Jose says:

      E fazem.muito bem! Não são trouxas como os europeus, abriam, finalmente, os olhos! A China usa a sua técnica tentáculos para de algum modo roubar tudo o que pode, para mais tarde sem investir um cêntimo ou arriscar nada aparece como uma grande potência vinda do nada! Já diz a velha sabedoria popular que: “quem cabritos tem e cabras não tem de algum lado eles lhe vêm”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title="" rel=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*

Aviso: Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.