Volvo resolve um dos maiores problemas dos carros elétricos no inverno
A Volvo apresentou a sua grande novidade para 2026. O aguardado Volvo EX60 é um prodígio de engenharia e design e estreia também uma tecnologia interessante que põe fim a um problema grave dos carros elétricos.
Um lançamento único em 2026
Salvo surpresa de última hora, a Volvo poderá não ter mais novidades previstas para 2026. A marca sueca já apresentou o modelo planeado e irá agora concentrar-se no seu lançamento, estando prevista a chegada das primeiras unidades do novo EX60 aos concessionários no início do verão.
A apresentação do sucessor do XC60 surpreendeu ainda com a variante Cross Country, totalmente inesperada, sobretudo tendo em conta o segmento em causa.
Um SUV elétrico mais preparado para todo o terreno
Este é um dos pontos fortes que tornam este SUV elétrico mais apto para utilização fora de estrada, oferecendo um fator de distinção face à concorrência.
No entanto, a marca de Gotemburgo pretende ir mais longe e resolver uma das maiores fragilidades dos carros elétricos em geral: a carga lenta a temperaturas abaixo de zero, um problema que afeta muitos utilizadores durante o inverno.
A Volvo encontra a origem do problema no inverno
Apesar da crescente presença de carregadores rápidos, a realidade é que muitos carros elétricos perdem desempenho no frio.
Os engenheiros da Volvo identificaram o problema na função de pré-aquecimento da bateria antes da carga. Este sistema, segundo a marca, não funciona como deveria em nenhuma fabricante, incluindo a própria Volvo, e está a ser alvo de uma profunda reformulação.
O papel do pré-aquecimento da bateria
Fontes da Volvo explicam que o pré-aquecimento é pensado sobretudo para carregadores rápidos, onde a eletrónica de potência eleva rapidamente a temperatura da bateria até cerca de 25 graus para permitir a carga.
O problema surge quando o condutor não planeia a paragem num ponto de carregamento, algo muito comum no uso diário, e a bateria não atinge a temperatura ideal a tempo.
Decisões espontâneas penalizam a carga rápida
Se o condutor decide mudar de estação de carregamento à última hora, a bateria pode não estar na temperatura ideal.
Nesses casos, entra em ação um sistema de proteção que limita a potência de carga, resultando numa carga lenta mesmo em postos rápidos.
É precisamente esta limitação que a Volvo quer eliminar, abandonando o conceito de temperaturas fixas.
Gestão adaptativa em vez de temperaturas fixas
Com base na experiência acumulada, a Volvo desenvolveu um sistema de gestão adaptativa da bateria.
Em vez de tentar atingir sempre uma temperatura pré-definida, o veículo ajusta a gestão de energia em tempo real, considerando a temperatura ambiente, o estado interno da bateria e o estilo de condução.
Resultados práticos e ganhos de eficiência
Segundo a Volvo, esta abordagem permite carregamentos rápidos mesmo a temperaturas mais baixas, sem desperdiçar energia a aquecer excessivamente a bateria.
Nos testes realizados, a zero graus, a carga revelou-se até 48% mais rápida face ao pré-aquecimento tradicional, com uma redução significativa das perdas energéticas.
Mais autonomia no inverno
Esta inovação traz ainda outro benefício relevante. Ao aquecer a bateria apenas até cerca de 10 a 15 graus, consome-se menos energia no pré-aquecimento, o que se traduz numa maior autonomia.
Trata-se de uma melhoria direta sobre outro dos grandes pontos fracos dos carros elétricos durante o inverno.
























“…estreia também uma tecnologia interessante que põe fim a um problema grave dos carros elétricos.”
Mas existe algum tipo de problema com os elektros no inverno frio?
O JL e o Realista sempre disseram que a autonomia sobe abaixo dos 0ºC e que em climas extremamente frios (-27 ºC) a bateria tem a capacidade de se auto carregar devido á ionização dos cristais de gelo, podendo chegar a 1587km de autonomia dependendo das marcas.
Afinal em que ficamos?
-27ºC aquela temperatura normal em Portugal, porque todos sabemos que quem o condutor normal em Portugal faz 8000km só para ir almoçar na Sibéria.
Só para que conste:
A temperatura mínima record registada em Portugal foi de -16ºC Miranda do Douro no dia 5 de fevereiro de 1954. Já as temperaturas médias, no mesmo local no inverno andam em torno dos 4 a 8ºC.
Nunca mencionei Portugal, até porque penso eu de que o elektros não são fabricados apenas para se venderem em Portugal.
Mas prontes….segundo o que dizes , na melhor das hipoteses a autonomia média subiria para uns 1344km nos caso dos -16.
Portanto, um veículo elétrico não serve para ti porque conduzes diariamente a -27ºC e fazes mais de 1000km por viagem…
É isso?
Portanto, para ti um veiculo com wltp de 500km vai aumentado a autonomia á medida que o tempo arrefece devido á ionização dos cristais de gelo, podendo chegar aos 1587km de autonomia quando atingem os -27 °C
Oh @Anung só cais no ridículo quando respondes com argumentos que ninguém usou.
Todos sabem que as baterias perdem eficiência a baixas temperaturas. E daí? Isso invalida completamente o uso de carros eléctricos em Portugal?
O que estas a fazer é equivalente a argumentar que um carro a combustão não serve para ninguém, porque não o consegues ligar o carro no espaço…
xD
O Pessoal em Portugal é que está sempre a queixar da autonomia dos elektros no Frio e que é um problema enorme em Portugal.
Mas cada caso é um caso, se na tua zona apanhas bastantes dias abaixo do -27 ºC talvez um elektro nao será a melhor opcao.
Nenhum carro dá para 100% das utlizacoes
Os descapotáveis também são inúteis. Imagina um -27c com neve e vento. Impossível de andar naquilo
Oh fiel, já estás muito saído da casca.
Oh Anung, não se esqueça de ligar o seu carro aos 230v AC, para deixar o aquecedor do bloco e do combustível quentinho pela manhã, aquela tarefa que se faz a -27ºC.
4 Elektros vs Simple guy!
O teu comentário é daquele tipo de pessoa que ouve no rádio do carro: “está um maluco em contramão na Auto-estrada” e responde:
“só um? Eu vejo tantos!!”
😀