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China achou o “Tesla Killer”! Xiaomi SU7 supera as vendas do Model 3 em 30%

                                    
                                

Autor: Pedro Simões


  1. Colugo nurcesado says:

    É preciso desprezar muito a liberdade que temos aqui no Ocidente para financiar uma ditadura comprando-lhe carros.

    • Vítor M. says:

      Como o gás que chega à tua casa vindo da Rússia ou da Argélia? Dos materiais que vêm dos EUA? Da Nigéria ou Angola, onde Portugal também compra combustíveis? Ou de tantos outros lugares que são patrocinados por estados “que desprezam a liberdade”? Do Vietname, de onde nos chegam têxteis, calçado, eletrónica de baixo custo que trazes no bolso?

      Sempre a mesma conversa da treta. 🙂

      • Colugo nurcesado says:

        Mais uma vez o Vítor sentiu-se pessoalmente atingido… e nem estava a apontar para si!

        • Vítor M. says:

          Pessoalmente não, isso está londe de acontecer. Estamos num diálogo com muita redundância. Mas, temos de ser francos, honestos e, acima de tudo, corretos na abordagem, mesmo quando se usa a capa do anonimato, como está muito em voga por essa web fora. Temos de abordar as questões como elas são, e não só do ponto de vista que nos dá mais jeito. Como alguns que foram na foltilha porque dava likes e agora ninguém os ouve piar.

      • Colugo nurcesado says:

        Já desconfiava mas confirma-se que o Vítor é um frenético apoiante da China já que se sentiu na obrigação de responder a todos os críticos da sua adorada China. E não se fica pelo simples apoio… tem também de criticar o Ocidente como é costume para todo o bom chinesista.

        • Vítor M. says:

          Não sou, escusas de etiquetar, isso não pega. Serve para ti, que não defines bem o que é ou deixa de ser. Agora, quando conheces o mundo, os lados, tens uma opinião democratizada e não., como a tua, estereotipada, côncava.

          Eu prezo a equidade, se lhes vamos dar trabalho a fazer, se abrimos portas para investirem dinheiro nas nossas empresas, depois não os podemos tratar mal. Isso é idiota, um comportamento irresponsável. Sê correto.

          • Jose says:

            Isso apenas prova Como o mundo anda! As ditaduras e tirarias usam os recursos naturais para sobreviverem! O Ocidente, sobretudo, a Europa para se mexer tem de pagar a esses pontos de terror. As democracias são menos que as ditaduras, e agora, os “homens fortes” descobriram a fórmula para subverter as eleições falsificado às claras entendendo serem os “interpretes infalíveis e quasi divinos dos seus povos. É triste a Europa ser tão rica, tão diversificada mas com tão poucos recursos naturais, enquanto que, nos outros, antros de opressão e escravos que nem 0ensar se atrevem, só as elites são ricas e para se compararem aos ocidentais, tentam espiar e copiar para terem um vislumbre do que é ser Ocidental e mesmo assim, afogam-se em leds, néons, vidro espelhado e arranha-céus sem história nem graça. Aliás, pessoalmente não gosto de ambientes urbanos, e os ditos “modernos são os piores. Deprimentes, grandes e desumanos. Os carros, são modas como as roupas. Já vi tanta coisa nascer e morrer.

          • Vítor M. says:

            É preciso é estarmos atentos e não apontar a um
            Lado porque dá jeito.

      • Colugo nurcesado says:

        Sim, sempre a mesma conversa da treta em defesa da China: para defender a China a estratégia é sempre atacar os adversários da China, ou seja, atacar-nos a todos nós aqui no Ocidente já que a China propriamente dita… não tem defesa.

        E caso o caro Vítor não saiba, não depende de mim onde os Estados decidem comprar os combustíveis mas depende de mim decidir onde gasto o meu dinheiro.

        • Vítor M. says:

          Dás uma no cravo, outra na ferradura. Não é defender a China, é muito mais além. É posicionar o nosso consumo, a economia, a verdade das coisas. Que importa estarmos a dizer mal de algo, e por baixo do pano vamos comprar-lhes tudo? Que importa vir enganar as pessoas, se depois predomina “olha o que eu digo e não o que eu faço”? Temos de ter a honestidade de dizer: desconhecemos o que é a China de hoje, somos bombardeados com ilusões de muitos players do ocidente e, por preguiça, caímos nas histórias.

          No Parlamento Europeu é cada história, cada flick flac à retaguarda e no fundo… os negócios fazem-se mesmo com países agressores. Olha bem os 27 como atuam. Já nem se fala desta vergonha que foi o Fórum em Davos.

          Quando certos países querem desviar atenções, atacam a imagem da China. Eles estão longe de serem santos, mas repara bem como está hoje o planeta 😉

          • Colugo nurcesado says:

            “posicionar (…) a verdade das coisas” —– Desde que seja a sua verdade, não é Vítor?

          • Vítor M. says:

            Não, lá está, continuas sem ter uma opinião. Vagueias aos ziguezague sem nexo. Ora dás uma no cravo, ora na ferradura. É ótimo discordar, e podes discordar, mas não ataques quem tem uma opinião diferente, ataca a opinião, não a pessoa. Essa é uma fragilidade de muitos. A tua opinião já melhorou, como referi 😉

          • Ivo says:

            Concordo plenamente com o que dizes, Vítor. Falamos muito de liberdade e soberania, mas quando chega a hora de agir de forma independente, cedemos sempre a pressões externas. O caso da Huawei em Portugal é um excelente exemplo disso. Sob influência direta dos Estados Unidos, o nosso governo declarou que o investimento da Huawei representava uma “ameaça à segurança nacional”, apesar de a própria União Europeia nunca ter apresentado provas concretas nesse sentido.

            Foi uma decisão política (sob pressão externa), não técnica — e as consequências estão à vista. Enquanto outros países europeus procuram encontrar um equilíbrio entre segurança e interesse económico, Portugal ficou para trás, perdendo oportunidades de inovação, empregos qualificados e investimento tecnológico.

            Basta olhar para outro exemplo, a BYD, que escolheu instalar a sua primeira fábrica europeia na Hungria, precisamente por ser um país que não se vergou à pressão externa. É curioso, porque Portugal, entre os 27, sempre manteve uma das melhores relações diplomáticas com a China, fruto também da sua ligação histórica através de Macau — um canal privilegiado de diálogo e confiança mútua que agora parece ter sido completamente esquecido ou ignorado. Imaginemos se a BYD tivesse optado por Portugal: quanto tempo demoraria até uma chamada vinda de Washington levar o nosso governo a classificar essa fábrica como uma “ameaça à segurança nacional ou à nossa sobrevivência” (é só escolher ou inventar o termo que quiser) e inviabilizar o projeto?

            Esta dependência política é preocupante. Se continuarmos a seguir ordens alheias, nunca seremos mais do que um território de consumo e obediência. E depois espantamo-nos por Portugal estar sempre a ver os outros avançar enquanto nós ficamos a discutir o que “não podemos” fazer. Talvez esteja na altura de deixarmos os complexos e de começar a pensar, de facto, com cabeça própria.

          • Vítor M. says:

            Exato, mas lembras-te do que falei do “debaixo do pano”? Agora investiga quem foi contratada para equipar as jornadas mundiais da juventude em Portugal 😉 e vais ver 🙂

            Não tenhas dúvidas, uma coisa é “atirar areia para os olhos” e dizer amém aos “padrinhos”, depois outra coisa é a realidade. Fazem melhor e mais barato? Sim. Então siga,, estão aqui os milhões que pediram,. tratem dessa infraestrutura. Mas os americanos não deixam!!! Deixam se ninguém lhes contar 😀

            Sobre a BYD… tens toda a razão. E sabes o que isso vai levar? A que a seguir seja ainda mais “cada um por si”. E sabes quem gosta de separar para reinar? Os totalitários, mesmo sendo “de uma democracia”.

            É curioso, porque Portugal, entre os 27, sempre manteve uma das melhores relações diplomáticas com a China, fruto também da sua ligação histórica através de Macau — um canal privilegiado de diálogo e confiança mútua que agora parece ter sido completamente esquecido ou ignorado.

            Sim, nós temos relações muito antigas. Mas há um conflito ainda latente. Lembras-te das ameaças dos EUA a Portugal por causa do concurso para o segundo terminal de Sines? Como ficou isso? 😉

            Mas há mais. Nunca a Europa vai conseguir livrar-se dos erros que cometeu. De um lado os EUA, do outro a China, pelo meio o bom e barato gás russo. Agora é pensar antes de atirar pedras.

          • Jose says:

            Vamos comprar-lhes? No meu caso evito ao máximo! Não tenho nenhum marca chinesa, não tenho é culpa de no supermercado ir comprar uma simples tesoura e olhar em volta e tudo mas mesmo tudo à volta e à venda, era “made in China”! Eu que sou de uma geração que tudo fazia e em nada deoendia de tal país a não ser talvez artesanato local! Tenho um amigo que tem inclusive aparelhagem de som “Made in Portugal”, hoje nem as cuecas o dizem! No tal supermercado na zona de equipamento de escritório, só vi o papel de impressora feito em Portugal. Não sou dono de fábricas ou de marcas, sou um académico. Não fui eu quem destruiu a indústria europeia a mudou, deu as tecnologias em busca de mais valias sobre o bem produzido! Aliás, não houve descida nos preços o que houve foi subida dos dividendos aos accionistas! Fizeram de nós consumidores ainda mais activos do que nunca! Perguntem o que aconteceu à qualidade dos equipamentos? O que irá resultar quando baterias de automóveis, auscultadores, batedeiras, e aspiradores ficarem exauridas? Vão acusar-nos de sermos consumistas de não cuidarmos do ambiente e tretas do tipo para justificar mais uma taxa! Quando aos chineses, sobretudo, comunistas, estou-me nas tintas para o que eles têm ou deixam de ter, sou feliz na minha terra e é aqui que quero acabar os meus dias de preferência onde tudo que me rodeie volte a ser fabricado em Portugal. Não tenho inveja de ninguém. Pois já antes dis chineses os japoneses (povo que admiro) e Sul Coreanos seguiram o caminho da “aparência” de modernidade, mas pouco humana e feliz no final das contas.

          • Vítor M. says:

            Como evitas? Nem sabes (nem sabemos) o que vem de lá 🙂 Pensa, estão no que vestes, no que comes, na tua energia, na tua tecnologia, no teu carro, no teu mobiliário, no metal que suporta a tua casa e em tudo o resto… tem dedo chinês. Ou melhor, tem dedo de empresas europeias e não só, que lá foram fabricar barato e/ou eles viram ocupar uma presença no mercado global.

            Eu que sou de uma geração que tudo fazia e em nada deoendia de tal país a não ser talvez artesanato local!

            Sim, somos os dois. E mais, eu sou do Vale do Ave, onde durante décadas vi avós, pais, filhos… gerações a ir para o desemprego por causa do “barato” chinês. E quem ganhou com isso? Pensa que seguramente sabes a resposta.

            Quando aos chineses, sobretudo, comunistas, estou-me nas tintas para o que eles têm ou deixam de ter…”

            Olha, está aí uma grande verdade. Partilho dessa opinião. Mas, tu sabes, e eu sei, que eles “estão por aí”.

            Claro que, o mundo mudou desde que eu era criança, adolescente e tudo era diferente. Mudou para melhor? Sim sim, para muito melhor. A que preço? Ao preço de termos de saber estar, posicionar na nossa vida o peso que a internacionalização trouxe para o nosso país, com a entrada na CEE e mais tarde, noutras organizações mundiais.

            Hoje, vou às maiores fábricas do mundo de fabrico automóvel, e ouço os engenheiros, os CEOs a dizer “atualmente seguimos o modelo chinês”!!! Ah pois é…. primeiro eles copiaram-nos mal, depois copiaram-nos bem e hoje superaram-nos. Sim, não gostamos de comunismo e totalitarismo, mas a vida dos europeus em geral fica muito mais fácil quando as grandes marcas vão lá fora fazer mais barato. O mal é a malta cuspir pro ar 😉

        • Jose says:

          Nem mais o resto conversa para meninos! As sociedades, aperfeiçoam-se , sobretudo, as Europeias e Ocidentais. O resto do mundo pode ter muita coisa que brilha, mas nem tudo são diamantes! O que queremos nas poucas décadas em que andamos neste mundo é viver bem, o resto é propaganda de chico-esperto, onde o Chico-esperto engana e oprime milhões fingindo que se preocupa.

    • jorgeg says:

      lolll

      pessoas presas por post online:

      Uk – 12k democracia
      Alemnha – 3k democracia
      China – 1.5 K – ditadura
      Turquia – 500
      Russia – 400 – Ditadura

    • Mário says:

      Mas a maioria dos produtos que compras vêm de onde? Desafio-te a não comprares nada MADE IN CHINA

  2. Vim Menti says:

    A China é o futuro, Eua o inimigo

    • Vilna says:

      Eu diria que a China serão os novos EUA. Crescem e transformam-se. Mas leva tempo

    • Jose says:

      Porquê, quer concretizar? Vai aceitar ser vigiado 24/24 horas dias? Ser obrigado a viver num regime de partido único e ter de pertencer ao mesmo para ascender na vida? Viver dependente dos humores de um ditador? Isso é progresso, evoluir? Não. Até que se assim fosse preferiria viver de forma rústica mas livre! Não preciso, nem nunca precisei de modelos vindos de fora. O meu problema, é não sermos tão genuínos como já fomos. Quero lá saber dos chineses ou de outros quaisquer, quando o meu país tem tudo para ser feliz, pois um dia morremos e fica cá tudo, o problema está aí que legado, deixaremos aos nossos descendentes? O resto são tretas.

      • Ivo says:

        Desculpa discordar, mas reduzir tudo a “ditadura vs. liberdade” e repetir sempre a mesma ladainha contra a China não ajuda a perceber nada.
        A China é hoje uma das maiores economias do mundo, com crescimento em torno de 4,5–5% em 2025–2026, um superavit comercial gigantesco e um papel central na produção de eletrónica, veículos elétricos, energia e bens que o Ocidente consome todos os dias.
        Ao mesmo tempo, há milhões de chineses que viajam, estudam e trabalham no estrangeiro — e muitos ocidentais que vivem e trabalham lá, em cidades como Xangai, Shenzhen ou Pequim, integrados na economia local. Isso não justifica o regime, mas mostra que a realidade é muito mais complexa do que “viver rústico e livre” ou “viver escravo e controlado”.
        Também não podemos fingir que a Europa e Portugal estão imunes: temos empresas estratégicas de energia, finanças e saúde com forte presença de capitais chineses. O debate sério não é “quero lá saber dos chineses”, é perceber como gerir essa interdependência sem entregar soberania nem valores.
        Em vez de repetir o mesmo discurso de papagaio, vale mais analisar com frieza o que está a acontecer no mundo e exigir mais transparência, mais controlo de investimentos sensíveis e mais investimento na nossa própria indústria e agricultura.
        Para quem quiser ver alguns números concretos, há análises recentes sobre o crescimento da economia chinesa e o seu papel global em:

        Goldman Sachs – perspetiva de crescimento da China em 2026

        World Bank – perfil económico da China

        Reuters – projeções de crescimento e políticas económicas da China em 2026

        World Economic Forum – papel da China na economia global em 2026

        • Zé Fonseca A. says:

          Mas o que importa a economia da China, o progresso tecnológico, etc, se continuam a comer com as mãos e não podem ter opinião contrária ao PCC.
          Voces claramente não sabem nada sobre a China, não se devem lembrar que a política chinesa de um filho por casal terminou em 2015.. isso foi ontem não foi lá atrás relatado.. esquecem-se que se o 2o filho fosse homem era oferecido para o exército chinês e se fosse mulher era morta.. estamos a falar de um país que praticava infanticídio como método de controlo populacional que provocou que milhares de chineses fugissem para a Europa para poderem ter uma família.
          Por estas políticas hoje tens um racio de 130 homens para 100 mulheres em idade fértil, o que faz com que as esposas sejam compradas aos pais que vendem à família que der o maior dote.
          Isto é apenas um exemplo daquilo que a China é enquanto sociedade.. tens milhares de exemplos.
          Talvez dos mais bem documentados é o facto de se alguém atropelar alguém acidentalmente, voltam atrás para garantir que matam a pessoa, chama-se hit-to-kill, e é feito porque se matarem alguém pagam um valor fixo enquanto se a pessoa ficar magoada ou invalidada têm de pagar todas as despesas que custam mais que a vida humana..

          Isto é o que vocês defendem como sociedade e querem comparar com o ocidente e acham que devíamos ser aliados, para mim são um povo tão fora como os muçulmanos que apedrejam as mulheres ou não lhes permitem tirar carta ou estudar..
          Deixem de dizer asneiras da China ser evoluída, continua a mesma porcaria de povo que sempre foi

  3. xpto says:

    Sucata chinesa?! nao obrigado! Com todos os defeitos que os EU possam ter..prefiro uma democracia.

    • Vítor M. says:

      😀 conversa da treta. Como os EUA? O mundo mudou, e a China não é mais o que tu tens na ideia dos programas de TV. É um país muito evoluído, com uma oferta enorme aos seus próprios cidadãos. Apesar de ser um comunismo, isso não se pode negar, serve o mundo com o que as ditas democracias levam à mesa, trazem no bolso, pousam nas secretárias, vestem sobre a pele e calçam nos pés. Essa tua ideologia de vão de escada está completamente bolorenta.

      • freakonaleash says:

        Até a China chegar ao nível de democracia que existe nos EUA ainda falta muito, talvez nunca lá chegue. O Xi é um tipo bélico é quer os territórios e as ZEE nos mares a sul da China. O Trump também quer muita coisa, mas as pessoas ainda votam livremente e podem alterar o rumo do país com o seu voto. Isso nunca se passou na RPC.
        Anti-americanismo primário não lhe fica bem. Os americanos sangraram pela europa, já os chineses só nos querem ver pelas costas. As administrações americanas vão e vêm e esta também há de ir…já o comité central chinês não o vejo a desaparecer nas próximas décadas.

        • Vítor M. says:

          É um facto. Mas depois disseste uma coisa interessante “Xi é um tipo bélico é quer os territórios e as ZEE nos mares a sul da China.” E Trump? O que fez na Venezuela, o que ameaça fazer na Gronelândia? O que ameaçou fazer no Panamá? (nem vou levar a sério no Canadá).

          Agora, é verdade que nos EUA os votos colocaram este presidente lá, mas, perante o mundo, cada vez parece mais um estado totalitário, se os países não vergarem, eles pelas sanções, pelas tarifas, pelas chantagens e até por ações militares, vai vergar.

          Outra coisa interessante (e verdadeira) que disseste: “Os americanos sangraram pela europa”… mas agora dizem que os que morreram no Afeganistão, para os ajudar, não contou. 🙂

          Não confundas, longe eu ser Anti-americanismo, bem pelo contrário. O que não sou é subserviente como muitos que batem no peito por este atual EUA ;). Subserviência NUNCA. E tu?

          Quanto aos chineses, se não contam para o totobola, porque vamos para lá explorar a mão de obra barata? É isso que tens de ter verticalidade (tu, não tu mas o que prepresenta o teu discurso) faz à China. Não serve? Para que vamos para lá? Para que servem? Para investir cá? Porque trazem o dinheiro? Memórias curtas.

          • Zé Fonseca A. says:

            batem no peito? essa foi dramática Vitor, parecia um comício do Mario Machado.
            é verdade que a china é isso mas há a china que não vemos nos dias de hoje e que sabemos que existe, não se gosta de falar dela mas é essa china que faz com que o ocidente se afaste.. além que se a china continuar a crescer a europa vai passar muito mal, por isso é que digam o que disserem sobre os americanos, os ciclos duram 4 anos, as coisas podem mudar radicalmente de uma administração para a outra, na china nada nunca muda, só a percepção dos ocidentais perante uma aparente china civilizada

          • Vítor M. says:

            Nem sei que é esse Mário Machado, a mim pouco importa. Pior são os laivos de intolerância online, que na prática são siameses ou persas na vida real. Amabilidade e respeito trazem amabilidade e respeito.

            Sobre as dependências da Europa, puseram-se a jeito. Ninguém na Europa quer ser uma união, um todo. Cada um depois faz por si e fura a tal união. A China, até no carro dos carros, foi convidada a trazer mais-valia porque não soubemos projetar a evolução por conta própria. Quem é que no seu juízo, cria uma alteração profunda no mercado automóvel sem poder responder aos requisitos mais básicos?

          • freakonaleash says:

            Não me bato no peito por este EUA, nem o de Biden, nem o dos Bush e nem o de Obama mas fica-me na memória o de Franklin Roosevelt e o de Truman e o embaixador Frank Carlucci.
            Os chineses vêm para aqui para rebentar com a produção europeia…não é para competir!

          • Vítor M. says:

            verdade. E quem lhes abriu a porta?

          • B@rão Vermelho says:

            Em última analise os culpados somos nos consumidores que continuamos a comprar coisas feitas na China, se todos deixássemos de comprar tínhamos de voltar a produzir por aqui, outra questão é se comprávamos ou não essas coisas produzidas na Europa com o preço justo de mão de obra da Europa.

          • Vítor M. says:

            Muita verdade. Mas, face ao que hoje representa o consumo global, já não é possível responder aos desafios atuais. Quantidade, preço, qualidade, acessibilidade e continuidade exigem uma escala que a Europa perdeu. Perdemos o comboio.

            As patentes, no essencial, já pouco pesam. Ou estão ultrapassadas, ou encontram-se nas mãos de grandes grupos fora da Europa. Mesmo quando as empresas continuam a ser formalmente europeias, o controlo do capital e do financiamento é global.

            Veja-se o caso da Siemens. Trata-se de uma empresa europeia, historicamente central em áreas críticas como os equipamentos para centrais nucleares. No entanto, o seu capital é hoje altamente disperso e dominado por investidores institucionais internacionais, sobretudo dos Estados Unidos. Não existe um acionista maioritário, mas isso não altera o facto de a Europa ter perdido peso estratégico no controlo económico e industrial das suas próprias referências.

            Assim, o problema europeu já não é apenas tecnológico. É estrutural, financeiro e de escala.

            Quem diz estas, diz tudo o que era “preponderante”.

          • Jose says:

            O Trump salvou-lhe o discurso! Pela sua lógica, até parece que andamos atrás dele a bater-lhe palmas! Só se fosse com um taco de basebol. Nota: o Trump adora tipo como o assassino Xi.

          • Vítor M. says:

            Trump? Temos de saber é que mão está enfiada lá dentro. 😉 agora pensa,

      • xpto says:

        És um brincalhão pa

      • Jose says:

        Que grande conversa. Evoluído ate6nos sapatos? O quê fazem sapateado como Fred Astaire ou voam se batermos com os calcanhares? Sabe o que é ind8ce de bem estar? Viver sob uma ditadura, alguma vez substitui a liberdade de nada dever a ninguém e muito menos ao Estado (falo em termos sociais). É evoluído, curioso sou de uma geração onde eles por mais que tentassem só deu enormes desastres sociais e humanos! Foi APENAS com a a abertura ao Ocidente e os seus líderes terem vendido até o caixão avó há uns trinta anos, que “evoluiram” tecnologicamente e à custa desse mesmo Ocidente! Já agora que desenha estes automóveis, quem foi o primeiro a apostar nos eléctricos? Pois, a verdade dos factos dói! Ser “evoluído” à custa do deslocamento de milhões, destruição de zonas centenárias para fazer bairros e prédios iguais a todos outros é progresso? Progresso é viver na minha casa portuguesa, antiga, e no entanto ter conforto moderno aliado ao antigo. Ter boa Internet (invenção americana) em casa, poder programar a refeição na praia e, no entanto, viver como sempre vivi. Nem me impediu de ter mais de uma licenciatura e mestrado, de fazer o meu doutoramento descansado e naquilo que adoro. Afinal, o que têm eles, os chineses, observados e julgados 24 horas por dia a mais do que eu? Obrigações e saber calar. Adoro tecnologia, já o disse aqui.muitas vezes, mas esta deve ser uma aliada, nunca um modo de vida, e de tal forma qye tenho uma sala para audio-visuais, mas servem-me apenas para isso, usufruir de um filme, jogo ou música, livremente, com liberdade de no Verão desligar e ir de calções à praia ou passear ser dar contas a mais ninguém e almoçar um belo prato de cozinha portuguesa com amigos! A isso chama-se o quê? Prisão, ser-se rústico, ou atrasado? Porquê? Vou viver para sempre? Somos europeus, não chineses, lutamos durante milhares de anos pela liberdade, “inventamos” nós os portugueses a globalização, e foi no 0cidrnte que nasceram conceitos como democracia, liberdade direitos do Homem e cidadão! Foram milhares de anos enquanto 9s chineses, apenas aprenderam a servir um amor e senhor. Jamais trocaria a minha vida pela deles. Isso é certo.

  4. B@rão Vermelho says:

    A estratégia da China é fantástica o problema e ser uma DITADURA, mas com a famosa paciência de “Xines” vão conquistando o mundo e atualmente com o grande e fantástico estarola alaranjado a coisa está ainda mais facilitada, a cada organismo e organização que os EUA deixam para traz a China vai ocupar o lugar dos EUA exercendo assim a sua influência mas claro o estarola não consegue compreender que o que têm tornado os EUA grande é precisamente esta estratégia de pezinhos de lã ia se ingerindo na administração dos países através de programas “humanitários” e de ajudas, hora ao deixar estes projetos para traz lá vão os Chineses aproveitar e ganhando assim a confiança e aumentando a sua influência, o estarola alaranjado só vê dólares a frente só olha para a arvore e nem repara na floresta.

    • Vítor M. says:

      Eles vão conquistando o mundo porque, em vez de andarem com dementes a ameaçar o planeta com tarifas, eles querem continuar a ser a fábrica do mundo (fomos nós que lhes levamos as encomendas para eles produzirem) e querem dominar nos mais variados mercados. E sim, estão a diminuir a pobreza, têm das cidades mais avançadas do mundo e no plano tecnológico estão já na liderança. Agora, apesar do crescimento económico e da redução da pobreza, estes avanços não anulam o carácter autoritário do regime. Desenvolvimento económico e opressão política coexistem. Mas mesmo assim, a Europa e o resto do mundo foi para lá a correr fabricar mais barato 😉

      • Zé Fonseca A. says:

        os governos ocidentais não souberam por o travão nas empresas..
        o maior problema da china é que em casos estratégicos não consegues dissociar o progresso industrial e tecnológico do proprio PCC, e isso coloca o ocidente em perigo muito para lá da economia, coloca o ocidente em perigo quanto às suas democracias, por isso é importante o ocidente se distanciar da china, mesmo que isso signifique maior sacrificio das bolsas dos ocidentais

        • Vítor M. says:

          Sem dúvida. Os governos sentiram-se confortáveis, estavam a faturar. A China, que não é santa e tem como foco a tentacularidade das suas políticas expansionistas, aproveitou o embalo. A chamada “rota da seda” é um exemplo de como o país funciona.

        • Mr. Y says:

          Ai agora a culpa é dos governos por deixarem as empresas fazer o que quiseram? Pensei que fosses um defensor acérrimo da mão invisível do mercado.

          • Zé Fonseca A. says:

            Sou a favor das leis do mercado, não sou a favor de balbúrdias anti concorrenciais. Achar que concorrer com países com ordenados 5 vezes inferiores, custo de energia a metade, sem regras ambientais, sem regras de proteção de IP, que isso é estar salvaguardar os teus cidadãos, que isso lhe vai proteger o emprego e o emprego das seguintes gerações, é só absurdo, há que impor regras, nem que seja pelo meio de taxas para equilibrarem os desequilíbrios.

      • Cmt73 says:

        Essa tentativa de validar o autoritarismo através do sucesso económico é um erro de análise básico. É muito fácil confundir eficiência tecnológica com progresso civilizacional quando se escreve a partir de uma democracia. Usar a liberdade que o Ocidente oferece para defender um regime que a suprime é, no mínimo, uma contradição intelectual. O facto de termos cometido erros estratégicos ao deslocar a produção para o Oriente não transforma uma ditadura num modelo de virtude; transforma-a apenas num fornecedor barato. Convém não confundir pragmatismo com a entrega de valores fundamentais.

        • Vítor M. says:

          Essa tentativa de validar o autoritarismo através do sucesso económico é um erro de análise básico.

          Verdade, mas olha que não é uma validação. É uma constatação. E uma mensagem: Não deixes em pendente o que é já uma realidade. Basta olhar para o mundo.

          É muito fácil confundir eficiência tecnológica com progresso civilizacional quando se escreve a partir de uma democracia.

          Uma democracia sustentada em valores inseparáveis da economia. Uma economia inseparável da globalização. Uma globalização que não se importa de ir fabricar mais barato por fruto de um regime totalitário. Isso não é uma contradição intelectual? Diria mais, não será uma desonestidade moral? Ora pensa.

          O facto de termos cometido erros estratégicos ao deslocar a produção para o Oriente não transforma uma ditadura num modelo de virtude

          Verdade. E só não aprende quem é burro… ou comodista. Agora espera…. temos aprendido? Vou-te dar alguns exemplos e vais-me dizer se deves continuar a usar o particípio passado do verbo cometer:

          – EDP: tem como maior acionista a China Three Gorges, que detém cerca de 21% do capital, sendo o principal acionista individual.
          – REN: é controlada pela State Grid Corporation of China, que possui 25% da empresa, posição que lhe confere influência relevante na rede elétrica e de gás em Portugal.
          – Fidelidade: a maior seguradora portuguesa, pertence à Fosun International, que detém 100% do capital.
          – Banco Comercial Português: tem como principal acionista o grupo Fosun International, com cerca de 20% do capital, embora sem controlo absoluto.
          – Luz Saúde: dona do Hospital da Luz, é igualmente controlada pela Fosun International.

          Mas há mais. Acho que estes exemplos já nos dão uma perspectiva da conjugação verbal!

          Agora, diz-me lá onde isto se mistura com valores fundamentais. 😉

        • Ivo says:

          Acho que estás a interpretar mal o ponto do Vítor M. Ele não está a justificar o autoritarismo, apenas a reconhecer uma realidade que já está à vista de todos: a China ganhou peso económico e tecnológico a um nível que o Ocidente ajudou a construir.

          Constatar isso não é elogiar o regime — é simplesmente encarar os factos sem tapar o sol com a peneira. Até porque foram as próprias economias ocidentais que, em nome do lucro, transferiram produção, emprego e tecnologia para lá durante décadas.

          É um pouco incoerente falarmos de “valores fundamentais” enquanto usamos eletrónica, roupa, medicamentos e até energia financiados ou produzidos em regimes que criticamos. O Vítor, pelo contrário, está só a lembrar-nos dessa contradição — não a defender.

          A questão não é dizer que o modelo chinês é melhor; é perceber que o nosso também tem responsabilidades e que fechar os olhos ao que já está dentro das nossas fronteiras (empresas, infraestruturas, investimentos) não resolve nada.

      • Jose says:

        A Alemanha nazi, também foi um exemplo de eficiência! Tive o cuidado de estudar o período entre as guerras, e o que se deu em termos tecnológicos e científicos desde o fim da I G.M. Foi um milagre. Basta ver como se organizaram as suas empresas. Nós no pequenino Portugal, chegamos a ter uma, apenas uma empresa do tipo: a CUF.

        • Vítor M. says:

          As guerras tendem a acelerar o investimento na indústria, tecnologia e ciência. A pressão existencial leva Estados a financiar investigação, produção em massa e inovação rápida. Exemplos históricos incluem avanços em aviação, comunicações, medicina de emergência e computação, sobretudo durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

          Contudo, estes avanços têm um custo humano, social e económico enorme. Não são condição necessária para o progresso e, a longo prazo, tendem a atrasar mais do que a beneficiar as sociedades. Os EUA não acreditam nisto. Se olharmos à história, os Estados Unidos estão envolvidos em conflitos armados desde a sua fundação.

          A saber:

          Século XVIII
          1775–1783. Guerra da Independência dos Estados Unidos

          Século XIX
          1812–1815. Guerra de 1812
          1846–1848. Guerra Mexicano-Americana
          1861–1865. Guerra Civil Americana
          1898. Guerra Hispano-Americana

          Século XX
          1917–1918. Primeira Guerra Mundial
          1941–1945. Segunda Guerra Mundial
          1950–1953. Guerra da Coreia
          1955–1975. Guerra do Vietname
          1990–1991. Guerra do Golfo

          Século XXI
          2001–2021. Guerra do Afeganistão
          2003–2011. Guerra do Iraque
          2014–presente. Operações contra o Estado Islâmico
          20014–presente. Guerras no médio oriente, guerras na África, etc…

    • art says:

      longa vida ao ao paladino da democracia…viva Trump!

  5. mojorisin says:

    Tesla killer se estivesse disponível por cá, infelizmente, não se vê maneira.
    Politicas à parte, desde que os produtos sejam bons e tenham bom preço, têm tudo para o sucesso.
    pessoalmente, aprecio mais o YU7.

  6. ComentadorDeBancada says:

    Musk vai fazer birrinha, em 3…2…

  7. Mac says:

    O problema está na origem e é muito mais tenebroso do que muitos pensam. A Europa entrega biliões de €uros à Xina, para ficar completamente nas mãos deles. Quando tiverem implantação suficiente e decidirem bloquear tudo ou controlar quem pode deslocar-se e em que zonas/dias/horas(dependendo do seu SocialScore), o people vai acordar. Mas será tarde demais.

    • Colugo nurcesado says:

      E agora está a repetir o erro com o acordo UE-Mercosul mas desta vez a envolver a nossa alimentação, repito, a nossa alimentação e não apenas bugigangas, telemóveis ou carros eléctricos…
      Há governantes que não aprendem nunca!

      • Mr. Y says:

        Tu tens noção do tamanho do mercado da América do Sul? Nós próprios já temos alguns acordos com o Brasil mas expandir isso para os restantes países pode aumentar a nossa rede de exportações. Como qualquer acordo tens prós e contras e faz parte do jogo.

        • Colugo nurcesado says:

          “pode aumentar a nossa rede de exportações” —– pode, pois… mas há que ter em conta o reverso da medalha: vai aumentar enormemente a nossa rede de importações e gradualmente a nossa dependência alimentar à medida que os produtores europeus (portugueses incluídos) começarem a ir à falência e a abandonar as suas explorações por não conseguirem competir.

          O que tem acontecido com a indústria automóvel europeia e a crise em que entrou é o que irá acontecer com a produção alimentar na Europa com este acordo UE-Mercosul.

          No nosso caso, dizem que é uma oportunidade para os vinhos portugueses… pois muito bem mas e o resto? O resto em grande parte passará a vir de lá.
          A médio/longo prazo a balança não nos será favorável.

          Com a China também andámos todos muito contentes porque o que vinha de lá era barato mas vejam-se agora as consequências que isso trouxe para a Europa. Com este acordo não será diferente e agora trata-se da nossa alimentação.

          • Vítor M. says:

            Já estás a mudar esse discurso. Já estás a apurar a opinião 😉 fez-te bem ler o que escrevi.

          • Colugo nurcesado says:

            O Vítor brinca!
            O meu discurso continua igual. O acordo UE-Mercosul é mau exactamente na mesma medida em que a China é má e continuo a defender a Europa quer se trate da China ou da América do Sul… ao contrário do Vítor.
            O que o Vítor escreveu foram apenas desculpas a justificar a China, eu não justifico a China, eu condeno-a mais a sua ditadura que apenas se quer aproveitar de nós e comer-nos de cebolada… coisa que o Vítor parece não ver ou não querer ver.

          • Vítor M. says:

            Oh confundes muito a beira da estrada com a estrada da Beira. Defender a Europa? A Europa escancarou as portas à China 😀

            Não venhas dizer o que eu defendo ou não, que estás já perdido no repertório. Foca-te na tua ideia, vai aí uma cebolada nos teus argumentos. Eles é que se vão aproveitar de nós 😀 nós fomos décadas para lá fabricar barato, abrimos a sportas para virem para cá e tomaram conta de tudo (o dinheiro deles ajudou quando batemos no fundo)… fomos ajudar os desgraçados, queres ver? 😀 Sim Óh Mariana!

      • Jose says:

        A Europa, U.E., é na verdade, a segunda maior economia do mundo! Mas para a sua independência total, DEVE voltar a trazer para si as suas próprias indústrias pois fazem lá as coisas, mas para o consumidor final a qualidade decresceu, temos a obsolescência programada e lixo tecnológico que na verdade não serve para nada.

  8. Ivo says:

    A discussão sobre China vs. EUA costuma descambar sempre nos mesmos rótulos simplistas — “ditadura”, “liberdade”, “democracia”, “sucata”, “ameaça” — como se o mundo real funcionasse em preto e branco. O que aprecio muito no que foi dito pelo Vítor M. é precisamente o contrário: uma leitura adulta, inteligente, contextualizada e sem romantismos sobre nenhum dos lados.

    A verdade é que a economia global está profundamente interligada com países que não seguem modelos liberais ocidentais. Basta olhar para onde vêm o gás, o petróleo, os minérios, os têxteis, a electrónica, os fertilizantes, os semicondutores, os medicamentos. Se alguém acha que “não financiar regimes autoritários” é uma escolha realista no mundo atual, está a ignorar décadas de globalização construída pelo próprio Ocidente.
    É curioso como tanta gente repete discursos prontos sobre ditaduras, enquanto usa dispositivos “Made in China” e outros produtos com tecnologia chinesa. A coerência, ao que parece, ficou na alfândega.

    E depois há a ironia: os mesmos que apontam o dedo à China por autoritarismo fecham os olhos quando o “nosso farol da democracia – EUA” decide que regras internacionais só valem quando lhe convém. A postura de “No man, no law, no war can stop us” não é exatamente o exemplo moral que muitos gostam de pintar. Sanções unilaterais, intervenções militares, chantagem económica — tudo isso também molda o mundo, e não é propriamente um manual de virtudes democráticas.

    Nada disto transforma a China num paraíso político. O regime é autoritário, ponto. Mas reduzir um país de 1,4 mil milhões de pessoas, com avanços tecnológicos gigantescos, cidades futuristas, redução massiva da pobreza e uma indústria que sustenta metade do consumo mundial… a um slogan de propaganda é simplesmente preguiça intelectual.

    O Ocidente correu para lá produzir porque era barato. Agora que a China subiu na cadeia de valor, tornou-se conveniente chamá‑la “ameaça”. É sempre assim: quando um país deixa de ser apenas mão de obra barata e começa a competir em inovação, o discurso muda.

    O debate sério não é “China boa” ou “China má”. É perceber que vivemos num mundo multipolar, onde nenhum país — nem EUA, nem China, nem Europa — tem o monopólio da virtude. E que continuar a discutir com clichés de Guerra Fria só impede que se entenda o que realmente está a acontecer.

    Se queremos falar de geopolítica, falemos com factos, não com slogans.

    • Colugo nurcesado says:

      “A discussão sobre China vs. EUA costuma descambar sempre nos mesmos rótulos simplistas — “ditadura”, “liberdade”, “democracia”, “sucata”, “ameaça” — como se o mundo real funcionasse em preto e branco.” —– Pois… quando as verdades não interessam o mundo real já não funciona a preto e branco. Começa então o ataque ao Ocidente com o “falemos com factos, não com slogans” em que o mundo, subitamente, já funciona a preto e branco.

    • B@rão Vermelho says:

      Ninguém esquece de nada, atualmente os EUA estão ser governados por lunáticos alucinados, um dos nosso muito generais disse em tempos na tv “Os países não têm amigos, os países têm interesses”, não te incomoda que na China uma simples consulta de internet seja censurada, é nisto que eu acho que a China falha, pelo menos para os princípios de vida e liberdades que gosto de ter.

      Acho que a China com a sua conhecida paciência está a lentamente a dominar, a questão é se o mundo vai ou não ficar melhor / seguro.

      Na minha opinião acho que não, há muitas pessoas a confundir medo com respeito, no tempo da ditadura Portuguesa as pessoas tinham medo e não respeito, e no fundo é o que acontece atualmente na China, E outros países , se perguntares a um Chines na rua perguntas sobre direitos das pessoas, ou opiniões politicas eles não respondem, achas que é por respeito ou por medo?

      Não gostava de viver sempre com medo.

      No Youtube tens documentários e reportagens fantásticas, há um canal que só se dedica a alimentos contrafeitos na China, repara, alimentos contrafeitos, até ovos de galinha são falsificados, uma coisa é uma cópia de uns sapatos outra coisa é adulterares comida.

      PS, Estamos a conversar podemos ter opiniões diferentes mas continuarmos a respeitar a opinião de cada um.

      • Ivo says:

        Concordo contigo quanto à importância das liberdades e também acho que o medo nunca deve substituir o respeito. Mas há um aspeto interessante que raramente é falado: os próprios chineses viajam pelo mundo inteiro, gastam dinheiro, promovem economias locais e depois regressam ao seu país.

        Se a situação na China fosse tão insuportável como às vezes se descreve, era de esperar que muitos não voltassem. No entanto, a grande maioria regressa — o que mostra que a realidade talvez seja mais complexa do que o retrato negativo que tantas vezes ouvimos.

        E há também o outro lado: cada vez que visito a China, vejo não só mais turistas americanos e europeus, mas também muitos ocidentais a residir e a trabalhar lá, algo que raramente é referido nas nossas notícias. É impressionante ver como cidades como Xangai, Shenzhen ou Pequim estão cheias de profissionais e estudantes estrangeiros integrados no dia a dia.

        É por isso que acho importante manter o debate aberto e livre de rótulos simplistas. Há muito para criticar, mas também muito para compreender — e o mundo é bem mais complexo do que a velha lógica de “bons” e “maus”.

    • Jose says:

      Falam das cidades futuristas na China, conceito velho no Japão, o que dirão do minúsculo Dubai? Essas cidades são realmente modernas, servem as necessidades reais das pessoas? As minhas cidades preferidas na vida, são as pequenas l,cheias de História, museus e cultura, isso, para mim ê evoluir. Modernidade, pago-a se me fizer falta, mas tenho todos os meus equipamentos domésticos, de entretenimento e trabalho tudo em rede. Isso facilita-me a vida, não detetmina o meu grau de felicidade ou sequer na verdade de bem-estarm

  9. art says:

    Como posso pedir a nacionalidade chinesa?

  10. Maçã podre says:

    A Tesla já faz kill a si própria

    nem precisa de ajuda,bastar ter um idiota a chefiar

    • Sail says:

      e cobrar uma mensalidade de 99 dólares para que o dono de um tesla tenha o que já pagou por completo, ou seja está a cobrar por 2 vezes o mesmo serviço (pelo menos é só nos EUA)

  11. xpto says:

    Tanto odio á America..tanto odio ao Musk…somos mesmo um pais inpregnado por trampa de querda

    • Vítor M. says:

      Mas é pura desorientação. Não podemos ter ódio aos que aproveitaram as fragilidades da Europa. Musk é um tremendo empresário (como pessoa é execrável). Os EUA apenas querem deixar o mundo dependente deles e vimos o “assalto” à Venezuela quando Maduro ameaçou começar a comercializar petróleo sem ser em dólares. Foram buscar o fulano e nunca mais vai ver a luz do dia.

      E isto não vem de agora. Vejam uma fantástica série sobre um grupo, “lobbysta”, os Chicago Boys. O grupo começou a formar-se nos anos 1950 e 1960, quando economistas chilenos estudaram na Universidade de Chicago, sob influência de Milton Friedman e Arnold Harberger. Até hoje essa teia está na mão de um grupo poderoso. Basta ver oq ue aconteceu com a saída do RU da UE (não foi por acaso, nem fruto do azar). Mas há muitos exemplos, estamos a assistir agora no Irão.

      E tu não penses que isto tem a ver com a direita ou esquerda, pois nos EUA seja Democrata ou Republicano, a cartilha é a mesma. Mas, continuo a achar que são menos maus que os outros. Aqueles que se dizem de esquerda… esses são muito piores, é um facto. Agora, não enterres a cabeça na areia atirando sempre a desculpa da esquerda. São maus, não não são os culpados de tudo!

  12. Jose says:

    A Alemanha nazi, também foi um exemplo de eficiência! Tive o cuidado de estudar o período entre as guerras, e o que se deu em termos tecnológicos e científicos desde o fim da I G.M. Foi um milagre. Basta ver como se organizaram as suas empresas. Nós no pequenino Portugal, chegamos a ter uma, apenas uma empresa do tipo: a CUF.

  13. Jose says:

    O Trump salvou-lhe o discurso! Pela sua lógica, até parece que andamos atrás dele a bater-lhe palmas! Só se fosse com um taco de basebol. Nota: o Trump adora tipo como o assassino Xi.

  14. Jose says:

    Há uma obsessão quase compulsiva com a China neste cantinho. Como países com modos de vida exemplares considerava a Dinamarca e a Suécia, pelo menos até resolverem abrirem as portas dis seus paraísos para terem pequenos infernos vindos de fora! Com exemplos destes, por que diabo iria escolher uma ditadura onde não somos cidadãos, mas sim, património disponível e dispendavel de um partido que inclusive substituiu o Estado? Não faltam exemplos de países onde se pode ter uma vida fantástica sem andar de mordaça, cangas ou trelas. E, a maioria, são na Europam

  15. Jose says:

    Desculpem-me alguns erros de digitação e a minha pródiga e velha dislexia.

  16. Mário says:

    O YU7, acho um carro lindo, a ver se chega a Portugal em 2027

  17. PJA says:

    O estado em que a Tesla está, só tem um culpado, o seu CEO. Descartem-no, e vão ver se as vendas não recuperam.

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