Verdadeira expansão das fabricantes chinesas está a acontecer em África e América do Sul
Com os veículos elétricos de baixo custo a revelarem-se um grande sucesso nos mercados emergentes, as fabricantes chinesas, peritas em modelos mais acessíveis, estarão a registar um crescimento verdadeiramente significativo em países da Ásia, África e América do Sul.
Num artigo assinado por Juan Felipe Munoz, especialista da indústria automóvel na JATO Dynamics, e publicado na italiana Motor1, é explorada a ideia de que a verdadeira batalha entre as fabricantes de automóveis tradicionais e as chinesas não está a acontecer na Europa ou nos Estados Unidos.
Em vez disso, ocorre nas economias em desenvolvimento e de baixo rendimento, nomeadamente na América Latina, África, Médio Oriente, Ásia Central e Sudeste Asiático.
Preço é um fator-chave nos mercados emergentes e chinesas são apelativas
Um dos fatores-chave para esse cenário é, sem surpresas, o preço. Citando, "os consumidores em economias em desenvolvimento tendem a ser mais sensíveis ao preço do que aqueles em nações mais ricas, e os veículos chineses são normalmente mais acessíveis do que seus rivais europeus, japoneses, coreanos e americanos".
Os dados citados indicam que, até agora, as principais vítimas da ascensão das fabricantes chinesas têm sido nomes estabelecidos como a Toyota, Nissan, Honda, Mitsubishi e Suzuki, do Japão; Hyundai e Kia, da Coreia do Sul; e Fiat, Renault e Volkswagen, da Europa.
Não escaparam, também, nomes americanos, como Chevrolet e Ford.
Curiosamente, apesar de as empresas chinesas apostarem na expansão para a Europa, a sua presença é muito mais forte em países como Brasil, Tailândia, Israel e até mesmo Austrália.
No Brasil, por exemplo, o maior mercado automóvel da América Latina, a quota de mercado das marcas chinesas aumentou de 6,8% entre janeiro e setembro de 2024 para 9,1% este ano.
Combinadas, as suas vendas ocupariam o quarto lugar entre todas as fabricantes, atrás apenas da Fiat, Volkswagen e Chevrolet, segundo citado pela Motor1.
Enquanto as fabricantes chinesas crescem, as tradicionais continuam a perder terreno em muitos desses mercados: na Ucrânia, por exemplo, a Toyota e a Renault cederam participação de mercado à BYD, que cresceu de 3% entre janeiro e setembro de 2024 para 7,7% neste ano.






















Ah e tal os africanos não compram evs….
https://edition.cnn.com/world/africa/electric-vehicle-solar-tunisia-spc
Pois… Mas a notícia não fala em EVS. Somente fala em marcas chinesas.
“Com os veículos elétricos de…”