China vai produzir em massa o maior avião anfíbio do mundo
A China aprovou a produção em massa do que diz ser o maior avião anfíbio do mundo. De nome AG600 Kunlong, o veículo foi desenvolvido como parte de uma iniciativa para modernizar as forças armadas do país.
Num momento que a Administração da Aviação Civil da China descreveu como um marco para um setor de fabricação de aviação "mais sofisticado e padronizado", a autoridade chinesa certificou, esta semana, o avião AG600 para produção em massa, abrindo o caminho para o mercado comercial.
De acordo com a emissora estatal CCTV, citada pela imprensa internacional, a China desenvolveu o AG600 como parte de uma iniciativa para modernizar as suas forças armadas, adotando uma abordagem mais agressiva relativamente a disputas territoriais em locais como o Mar da China Meridional.
O Global Times partilhou que o avião AG600 Kunlong possui capacidades de desempenho em baixa altitude e velocidade, alta eficiência em operações de combate a incêndios e resgate, descolagem e aterragem estáveis na água, e um sistema de apoio desenvolvido internamente.
Com um alcance de até 4500 km e projetado para poder descolar e pousar em ondas de dois metros, o avião anfíbio tem aproximadamente o tamanho de um Boeing 737, e foi concebido para realizar resgates marítimos e combater incêndios florestais.
Além disso, pode transportar 50 pessoas durante missões de busca e salvamento marítimo, bem como recolher 12 toneladas métricas de água em 20 segundos para missões de combate a incêndios.
Segundo a Administração da Aviação Civil, esta aprovação recente "fortaleceu a capacidade da China de construir de forma independente um ecossistema completo de aviação civil".
O teste mostrou-nos que o hidroavião é bom em tarefas de resposta a emergências. O seu serviço é uma grande ajuda para nós em termos de controlo de incêndios em pastagens e florestas.
Explicou Wang Huafeng, funcionário do departamento de gestão de emergências de Jilin, aos jornalistas, partilhando que o protótipo foi testado para combate aéreo de incêndios sobre a montanha Changbai.
Entretanto, o AG600 deverá melhorar significativamente a capacidade de resposta e a eficiência dos esforços de resgate em incêndios florestais.
Avião anfíbio da China está a ser construído desde 2014
Em desenvolvimento desde setembro de 2009, apenas três meses após o Governo chinês ter aprovado o programa, a construção do protótipo do avião anfíbio começou em março de 2014 e foi concluída dois anos antes da sua estreia em descolagem e aterragem, em 2017, em Zhuhai.
A aeronave completou o seu primeiro voo de teste marítimo sobre o Mar Amarelo em 2020.
Entretanto, o primeiro AG600 concluiu o seu voo de teste de produção em Zhuhai, província de Guangdong, no sul da China, em maio deste ano, e completou um teste de lançamento de 12 toneladas de água, voando no ar por 17 minutos antes de pousar suavemente.






















Duvido muito que seja em massa. Aviões deste tipo são mais de nicho.
Também acho, mas poderá fazer sentido na questão militar em relação aos vizinhos pelo mar. Acho que poderá ser bom, especialmente para o transporte de tropas ou veículos pequenos, se a configuração assim o permitir.
Já no combate a incêndios não estou a ver a coisa. Penso ser demasiado grande e pesado. Um avião deste tamanho não consegue apanhar água em qualquer lugar. É preciso corpos de água enormes. Também deve ser um pesadelo de manobrar em zonas montanhosas para combate a incêndios. Além da geografia, terá sempre de lutar com as correntes de ar causadas pelo fogo.
Existe muitas ilhas a volta da China, e o avião anfíbio hoje em dia é melhor que barcos para deixar tropas.
Quando faço um comentário leio tudo bem para o fazer, o hidroavião tem capacidade de voo de 4.500km e carrega 12t de água em 20 segundos, isto quer dizer que tem capacidade para ir buscar água mesmo a 1.500 km de distancia, por outra podem calcular os ventos e alturas para largar a água de uma forma considerada segura para atingir o fogo. Com este hidroavião eliminaria uma quantidade de esforços e muitas vidas nos incêndios, não contando com as despesas. No resto… sem comentários.