Adeus Sistema Volta? Governo bate o pé e responde à polémica
O Sistema Volta tem estado debaixo de fogo devido ao impacto na limpeza urbana e às queixas de autarcas. Perante os apelos diretos para cancelar a devolução paga de embalagens com reembolso de 10 cêntimos, o Governo garantiu que o mecanismo se vai manter ativo em Portugal.
A contestação subiu de tom após a Câmara Municipal de Lisboa ter exigido a suspensão imediata do processo, apontando para o cenário diário de resíduos espalhados e de cidadãos a revistar caixotes.
Do lado do Ministério do Ambiente e Energia, a leitura é bem distinta. O fenómeno observado nas ruas decorre de fragilidades sociais pré-existentes, como a pobreza extrema e a situação dos sem-abrigo, que encontram nestes recipientes uma via rápida de subsistência, sendo um problema independente da mecânica do sistema de depósito.
Choque com os municípios e as soluções na mesa
Para tentar mitigar os problemas de higiene pública, a tutela já estuda alternativas semelhantes às implementadas com sucesso noutras cidades europeias.
Uma das abordagens passa pela criação de recipientes dedicados e separados dos contentores convencionais, pensados para recolher as embalagens com retorno. Desta forma, pretende-se evitar o despejo de detritos na via pública e permitir um circuito de recolha mais organizado para todos.
O diálogo com os responsáveis municipais continuará aberto para melhorar a limpeza, mas a responsabilidade pela higiene local permanece do lado das autarquias.
O Governo lembrou que a gestão de resíduos exige processos de recolha mais dinâmicos e que o desafio ambiental não pode ser travado por constrangimentos logísticos locais. Reforçou a urgência de manter a rota traçada pela regulamentação comunitária.
Números recorde e multas pesadas afastam cancelamento do Volta
Ao nível dos resultados práticos, o balanço operacional do Volta mostra um desempenho acima das expectativas iniciais traçadas no PRR.
Desde a sua entrada em vigor, foram devolvidas mais de 300 milhões de garrafas plásticas, ultrapassando os objetivos anuais estabelecidos. Em vez dos 40% previstos para ano civil, a taxa de recuperação nacional já superou os 44%, demonstrando uma adesão por parte dos consumidores.
Outro fator decisivo para a manutenção da medida prende-se com as finanças públicas e as penalizações de Bruxelas. Sem esta infraestrutura de recolha ativa, o Estado português estava a suportar coimas na ordem dos 200 milhões de euros por ano por incumprimento ambiental, atingindo um acumulado de 600 milhões nos últimos anos. Esse encargo financeiro torna o cancelamento inviável, sustentando a continuidade do modelo.
Assim, o mecanismo de retorno mantém a sua rota definitiva. Enquanto as autoridades locais procuram afinar a recolha no terreno e conter a dispersão de lixo, a resposta oficial fecha a porta a qualquer recuo. O foco mantém-se no cumprimento rigoroso das metas e na consolidação de uma infraestrutura moderna de reciclagem.
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Mas a culpa é da Câmara que, em vez de pagar os serviços gratificados para a PSP andar na rua, limita-se a olhar para o lado e a deixar que a criminalidade prolifere pela cidade. Que o homem tenha juízo! Votaram nele, não foi? Agora quer o quê, medidas à moda das rábula?
Então mas afinal a policia para fazer o trabalho que lhe compete, é preciso ser paga com gratificados? Eu compreendo que estás a olhar para o problema actual e como se desenrasca a situação, mas isso não é solução…. A PSP tem poucas pessoas e tem pouca força. a profissão não é atractiva. tudo o que façam, pode ser utilizado para lhes retiraro ganha pão… ai é que começa o problema. um gratificado é um ben-ur-on… Junto com isso… quanto custa deter um bandido por 7-8 vezes e ser sempre solvo? quando custa a sociedade, alguem que faz 7-8 crimes e por vezes já com suspeistas de dezenas e dezenas, quando custa entre, o dano causado do roubo, os dias e tempo perdido das vitimas e depois o tempo que a policia está a prender, e a gastar recursos, para depois levar ao tribunal, fazer autos, fazer relatorios isso vezes 8 vezes… e depois o juiz diz que essa pessoa tem de ser solta? A justiça tem de ser reformada… a psp tem de ser reformada…. tudo o resto que se faça são paliativos…
O “Policiamento de Proximidade” (Contratos Locais de Segurança): Antes e depois da troika, algumas câmaras municipais celebraram protocolos específicos com o Ministério da Administração Interna para reforçar a presença de polícias da PSP nas ruas (com programas como os “Polícias de Bairro” ou o policiamento de proximidade). Nestes casos especiais, os municípios podiam apoiar na compra de equipamentos, esquadras ou viaturas, mas a remuneração base dos polícias da PSP continuou sempre a ser liquidada pelo Estado Central.
As Polícias Municipais: Cidades como Lisboa e Porto têm os seus próprios corpos de Polícia Municipal, cujos salários e custos operacionais são pagos pelas respetivas câmaras municipais. No entanto, estes agentes (que em Lisboa e no Porto são maioritariamente polícias requisitados à PSP) exercem funções exclusivas de polícia administrativa e fiscalização (como o trânsito, o estacionamento, o ruído ou o cumprimento de regulamentos camarários). Eles não são órgãos de polícia criminal e não realizam o patrulhamento tradicional de segurança pública
A polícia prende-os, os tribunais mandam-nos para casa. Também é culpa dele?
Em vez de culparmos apenas o Governo ou os projectos políticos, deveríamos responsabilizar as marcas que inundam o mercado com plástico e nos empurram para este consumo imposto. A verdadeira mudança começa no nosso poder de compra: deixemos de comprar produtos embalados em plástico! Se não existir alternativa ecológica, apresentemos reclamação formal à empresa. A responsabilidade também é nossa, mas a produção tem de mudar.
+1
Outro pormenor que ninguém fala, é que em país algum onde este sistema (ou semelhante) foi implementado, nunca houve quebra de venda de produtos em garrafas de plástico.
Andaram os capitalistas durante mais de 70 ou 80 anos a educar os parolos, “o descartável é que é bom, viva o plástico, mais embalagens por favor”, e agora querem voltar ao recuperável? Era só o que faltava.
Este governo bate o pé com toda a porcaria que faz e continua a fazê-la. Depois não se queixe!
44% não representa direcamente adesão dos consumidores. Como toda a gente já viu, existe muitas pessoas que vão despejar caixotes do lixo, há a malta dos restaurantes que fica com as garrafas e tudo isso distorce o que é realmente a adesão das pessoas… Isto é muito mais um tema politico com visão de um tipo de propaganda associada, com imposições pela força (claro que é sempre pelo bem comum, segundo eles… mas é sempre pela força) por parte da união europeia. O nosso estado… claro que por causa da falta de soberania… e querer ir buscar dinheiro e não quer pagar as “multas do bem” teve que avançar com qualquer coisa. Agora claro nunca irá dizer que corre mal… acham mesmo que o governo está procupado que alguem vire os caixotes do lixo ao contrario numa capital à procura de garrafas?
Mas o sistema actual não está a funcionar porque a recolha e/ou a contaminação do que está nos ecopontos amarelos não está a cumprir os objectivos propostos.
E isso e dizer que agora o retorno das embalagens aumentou x% como se antes andassem também a conta-las..
“…demonstrando uma adesão por parte dos consumidores. …”
Quais consumidores quais carapuça. A grande adesão é dos mineiros do lixo.
Houve mineiros que estavam quase recuperados e agora voltaram á droga pq voltaram a ter dinheiro para a comprar. Tlz seja a isto que o Moedas se refira quando fala em drama social. O fenómeno não é exclusivo de Lisboa.
O governo andou a pagar coimas anuais? Então e os governos anteriores não deram conta? É cada estória…
Vi este sistema na Holanda e na Suiça, o resultado era o mesmo: lixo na rua dos mendigos andarem lá a remexerem, além do aumento do consumo de alcool e drogas entre estes.
Atrasados mentais, a população em grande peso a pedir para mudar o sistema, porque como foi desenhado não faz sentido e os Srs no puleiro acham-se donos da razão.
Claro que vai manter ativo !!! QUEM ACHAM QUE GANHAM COM ISSO ??? Ze povinho certeza que nao !
VERGONHA
Eliminei o consumo de garrafas e garrafões plásticos com água instalando na torneira da cozinha um filtro que me custou cerca de 80 euros, traz um cartucho que garanta a filtragem de 600 litros de água. Cada cartucho custa posteriormente entre 22 e 28 euros. Sem desperdício plástico e economizando cerca de 60 euros. Não digo a marca, mas podem investigar. Fácil de instalar (vai na ponta da torneira).
Usem garrafas de vidro como dantes, melhor para saúde e eco
“Outro fator decisivo para a manutenção da medida prende-se com as finanças públicas e as penalizações de Bruxelas. (…) Esse encargo financeiro torna o cancelamento inviável, sustentando a continuidade do modelo.”
Ora cá está, Portugal está de pés, mãos amarradas e calças para baixo. O Volta só existe por falta de cultura e de civismo. Seria interessante saber o lucro destas Empresas com as garrafas que não são devolvidas por vários motivos. Mas isso nunca se vai saber.
Para mim o sistema Volta não passa de um roubo encapotado ao consumidor, os responsáveis pela reciclagem, deviam ser os produtores dessas mesmas embalagens, seriam produzidas garrafas em vidro sustentáveis, não as produzem pela mama que o sistema Volta lhes proporciona.
É um governo ditutarial, o povo não interessa, mudem para garrafas de vidro como já foi dito aqui, assim deve dar jeito aos traficantes amigos do governo pois os tóxicos agora voltaram a ter mais dinheiro, e tbm se vê menos arrumadores de carros mudaram de profissão.
Mas afinal isto é para desentivar o uso de plastico? Proibam-no, nas garrafas, nos sacos de supermercado. Só isto já serviria para poupar o meio ambiente em toneladas de plástico anualmente. Não precisamos de mais impostos ou formas para nos fazer perder tempo e dinheiro.
Compro uma garrafa d metal ou vidro, compro garrafões de 5 litros e encho várias vezes pois os garrafões ainda vão para o ecoponto e não tenho que fazer como se faz com os sacos de plástico, porque se dão 0.10€ por um saco já não há problema para o meio ambiente, palhaçada