O futuro do sistema Volta, criado para incentivar a devolução e reciclagem de embalagens de bebidas através de um sistema de depósito, está novamente em discussão. Há um grande município que quer acabar já com o sistema Volta. Saiba qual é e as razões.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, pediu ao Governo que avance para o cancelamento do sistema.
A posição foi conhecida esta terça-feira, 15 de setembro, e surge depois de várias críticas ao funcionamento do Volta. O sistema permite ao consumidor recuperar 10 cêntimos por cada embalagem devolvida, valor que é pago no momento da compra.
Lisboa quer acabar com o sistema Volta
Carlos Moedas considera que o modelo está a criar dificuldades e defende que a sua continuidade deve ser reavaliada. O presidente da Câmara de Lisboa já tinha criticado anteriormente o funcionamento do sistema, apontando problemas relacionados com a sua implementação e utilização.
Agora, a autarquia lisboeta pede ao Governo que intervenha e cancele o sistema.
A questão ultrapassa, no entanto, Lisboa. O Volta é um sistema de âmbito nacional e a sua implementação tem provocado discussão entre consumidores, comerciantes e entidades ligadas à gestão de resíduos.

Sistema já recolheu centenas de milhões de embalagens
Apesar das críticas, os números divulgados sobre a utilização do Volta mostram uma adesão significativa. Segundo dados publicados recentemente, já foram devolvidas mais de 305 milhões de embalagens em cinco meses.
O sistema tem, contudo, sido alvo de contestação. Uma petição que pede a sua suspensão imediata já ultrapassava 37 mil assinaturas a 15 de setembro.
Está assim instalado um debate entre os objetivos ambientais do sistema e os problemas identificados na sua aplicação prática.

O que acontece agora?
A decisão não depende apenas da Câmara Municipal de Lisboa. Sendo um sistema de âmbito nacional, qualquer alteração ou eventual suspensão terá de ser decidida pelas entidades competentes a nível nacional.
Para já, Carlos Moedas pede ao Governo que avance com o cancelamento do Volta, numa altura em que o sistema continua a funcionar e a gerar milhões de devoluções de embalagens.
O futuro do sistema deverá continuar, por isso, no centro da discussão sobre reciclagem, gestão de resíduos e responsabilidade ambiental em Portugal.
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