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Antes do sistema Volta, quem pagava as garrafas que os portugueses deitavam fora?

86 Comentários

Desde 10 de abril de 2026, cada garrafa de plástico ou lata que compramos em Portugal custa mais 10 cêntimos. Isto acontece devido à implementação do sistema Volta, por detrás do qual está um princípio de economia já aplicado há décadas em vários países europeus.

“Olhos não veem, coração não sente”?

Quando uma garrafa acaba no lixo comum ou na rua, o seu impacto não termina aí. Alguém tem de recolher, transportar e tratar esse resíduo, e quando a embalagem acaba num rio ou numa praia, o prejuízo estende-se ao ambiente e à qualidade dos espaços públicos.

No entanto, quem decide deitar fora a embalagem raramente paga por essas consequências, uma vez que esse custo acaba distribuído pelas autarquias, pelos impostos de todos e pelo ambiente.

Em economia, este fenómeno chama-se externalidade negativa: o preço que pagamos por uma bebida não reflete o custo real que a sociedade suporta com o destino final da sua embalagem.

A lógica por trás do depósito

Procurando resolver esta externalidade, o Despacho n.º 432/2026 fixou o valor do depósito em 0,10 € por embalagem, aplicável a garrafas de plástico e latas de alumínio ou aço com menos de três litros, ficando de fora as garrafas de vidro.

Por via dele, paga-se o depósito no ato da compra e recupera-se integralmente ao devolver a embalagem vazia, desde que esteja com o código de barras legível e sem estar amassada, num dos mais de três mil pontos Volta automáticos já instalados em super e hipermercados.

A estes juntam-se soluções de recolha manual em lojas mais pequenas e quiosques dedicados à devolução de grandes volumes, conforme já vimos.

Desta forma, uma decisão que antes não tinha qualquer peso na carteira do consumidor passa a ter uma consequência financeira direta, uma vez que devolver a embalagem compensa e descartá-la implica perder o valor pago.

Apesar do descontentamento de alguns cidadãos e até de autarcas, os números iniciais parecem dar razão à teoria.

Segundo a SDR Portugal, entidade gestora do sistema, foram devolvidas mais de 305 milhões de embalagens nos primeiros cinco meses de funcionamento, entre 10 de abril e 10 de setembro de 2026, com o volume a triplicar apenas nos últimos dois meses.

O que a experiência de outros países mostra sobre o Volta

Conforme também vimos anteriormente, Portugal não é o primeiro país a experimentar este modelo. De facto, ele já existe noutros pontos da Europa há largos anos e os resultados dão uma ideia do seu potencial.

  • Na Lituânia, a taxa de retorno estava abaixo dos 34% antes de o sistema arrancar em 2016, tendo subido para cerca de 92% já dois anos depois, valor em que se mantém atualmente.
  • Na Irlanda, o sistema lançado em fevereiro de 2024 teve um arranque mais lento, com taxas próximas dos 45% nos primeiros meses. No entanto, depois de sete meses, já rondava os 73% e, mais recentemente, já ultrapassou os 88%.
  • Na Noruega, os números mantêm-se estáveis acima dos 92%;
  • Na Dinamarca, os dados rondam os 93%;
  • Na Finlândia, os números andam perto dos 96%.
  • Na Alemanha, cujo sistema funciona desde 2003, os números estão entre 97% e 98%.

Estes números mostram que o mecanismo pode funcionar, com o caso irlandês a servir também de aviso. Ou seja, os primeiros meses tendem a ser os mais fracos e é preciso tempo até o público criar o hábito.

Em Portugal, onde o Volta arrancou em abril de 2026, o sistema está agora nessa fase inicial, pelo que comparações diretas com sistemas já maduros ainda não fazem sentido.

Nem tudo é perfeito desde o primeiro dia

Se a teoria económica é relativamente simples, a aplicação prática costuma ser mais complexa. Mesmo em sistemas maduros há máquinas de recolha que ficam cheias, embalagens rejeitadas por estarem ligeiramente amassadas e diferenças na cobertura dos pontos de recolha entre zonas urbanas e rurais.

A par disto, há ainda quem procure embalagens no lixo apenas para recuperar o valor do depósito, o que pode gerar problemas de higiene urbana.

A própria Alemanha, hoje apontada como exemplo, atravessou dificuldades quando lançou o seu sistema em 2003.

Assim sendo, é expectável que Portugal enfrente uma curva de aprendizagem semelhante.

 

Leia também:

Sistema Volta com “dores de crescimento”: as falhas detetadas pelo Governo

Comentários

86

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  1. Avatar de Rodrigo
    Rodrigo

    Sim e o restante lixo tem que percentagem? E a criminalidade dos sem abrigo a lutarem ate a morte por garrafas de plastico? Pois isso não dizem

    1. Avatar de António Silva
      António Silva

      Pensei que já não houvesse “sem abrigo” … é que o Marcelo prometeu.

      1. Avatar de Grunho
        Grunho

        Oficialmente já não há “sem abrigo”. Mas como Lisboa está cheia de gringos que os vêem a remexer o lixo e isso estraga o negócio do turismo, o moedas fica à rasca e tem estas saídas de ressabiado.

    2. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      Xii, até à morte, grande exagero… O problema está no restante plástico que não está abrangido pelo Volta, que é bastante mais. O Volta só abrange uma pequena percentagem dos resíduos de plástico e metal. O que não falta é pacotes de leite e latas de salsicha a ir para o aterro. Os aterros estão a ficar cheios e Portugal não é assim tão grande, além de que não se conseguem fazer aterros novos com facilidade. Já existem autarquias que taxam o munícipe pelo lixo gerado, o que dá incentivo para que as pessoas abusem naquilo que jogam no lixo indiferenciado. Por outro lado há uma falta de opções para certos resíduos. Dou um exemplo: um balde de plástico partido, não pode ir para o ecoponto amarelo, mas na maioria dos munícipios não há local para depositar esse tipo de plástico. Vidro de um copo, janela não pode ir para o ecoponto verde, pois tem uma temperatura de fusão diferente. Acaba por ir parar ao aterro.

  2. Avatar de Rodrigo
    Rodrigo

    Aqui no bairro ja ha o gang do plastico, toda a gente é obrigada a entregar as garrafas de plastico ao grupo de brasileiros ou leva tiro

    1. Avatar de anarquistaduval
      anarquistaduval

      e porque é que vocês aí no bairro não correm com o gang de brasileiros a tiro???

      1. Avatar de Luis Maia
        Luis Maia

        Deves ser menino de cascais, aqui no bairro de moscavide no centro de lisboa já vi 2 brasileiros de cacadeira na mao a ameacar uma dona de um supermercado e a policia nao fez nada!

    2. Avatar de Eu
      Eu

      Agora o volta cria bandidos.

    3. Avatar de contraditorio
      contraditorio

      Só pode significar que por aí há brasileiros a mais…

  3. Avatar de Eu
    Eu

    De boas intenções está o inferno cheio.
    O sistema habituou o uso inicialmente chamado de descartável sem estudarem as consequências. Em um mundo de consumismo cria-se um problema para uma solução empurrada com a barriga.

    1. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      E há quem também abuse do descartável sem necessidade. Há quem compre garrafas de água de 1.5l para beber em casa, sendo que poderia comprar garrafão e usar um copo. Ou quem compre garrafas de 50cl para levar para o emprego diariamente, quando poderia ter uma garrafa reutilizável.

      1. Avatar de Rui Costa
        Rui Costa

        Se não é ilegal, cada um faz o que quer. Tenho duas garrafas de 1,5lts no frigorifico. Qual o problema? Pedi-te dinheiro?

        1. Avatar de David Guerreiro
          David Guerreiro

          Ilegal não é, mas é um dos motivos pelos quais há tanto plástico. Por escolhas cómodas.

          1. Avatar de Paulo
            Paulo

            Se calhar és das pessoas que dizem que defendem tanto o ambiente e depois fazem viagens de avião ou outras coisas que fazem ainda pior ao ambiente.

        2. Avatar de Mr. Y
          Mr. Y

          Porque não compras um garrafão e reutilizas essas garrafas de 1,5 lts? Não ficaria mais barato?

          1. Avatar de Zé da Quinta
            Zé da Quinta

            Fica mais barato, só que fazer contas implica parar para pensar por 30 segundos, tempo perdido que poderia ser utilizado a ver mais dois ou três posts numa qualquer rede social.

      2. Avatar de -O_O-
        -O_O-

        eu faço isso e não vejo qual é o problema, cada um sabe da sua carteira e das suas necessidades … tenho contentores de triagem em minha casa e faço a reciclagem e a compostagem, além disso, nos últimos 10 anos desloco-me diariamente a pé para o trabalho (são 9 km por dia), contudo não critico quem vai ao café de carro ou quem põe todo o lixo no contentor sem o reciclar … mais respeito !!!

        1. Avatar de David Guerreiro
          David Guerreiro

          A crítica também é livre, faz parte da democracia. Quem não está aberto à crítica, Cuba ou Coreia do Norte são bons destinos.

          1. Avatar de -O_O-
            -O_O-

            democracia ??? estás confundido: o teu comentário original é crítica, pura e dura, a determinados comportamento … escusas de te esconder atrás de argumentos pouco credíveis, sai do armário e assume-te 😉

          2. Avatar de Não David Guerreiro
            Não David Guerreiro

            “A crítica também é livre, faz parte da democracia. Quem não está aberto à crítica, Cuba ou Coreia do Norte são bons destinos.” – David Guerreiro

        2. Avatar de Mr. Y
          Mr. Y

          Como já disse acima, se comprarem garrafões a carteira agradece.
          Já nem falo de água da torneira porque há por aí muito fundamentalista…

          1. Avatar de Grunho
            Grunho

            A água plastificada também vem de uma torneira. Eles dizem que é uma torneira toda XPTO que vem de uma nascente, muito melhor que a da companhia, mas tu não podes ter a certeza disso. Só sabes que há micro plásticos que migram da embalagem para a àgua, porque isso não dá para evitar.

        3. Avatar de Zé da Quinta
          Zé da Quinta

          Cada qual sabe da sua carteira, é certo, só que em conjunto, todos deveríamos pensar no bem maior. Enquanto a mentalidade for a de olhar apenas para o próprio umbigo, isto não vai lá.

    2. Avatar de AtitudePositiva
      AtitudePositiva

      Podemos substituir o sistema de depósito por uma redução no preço dos combustíveis? Assim, evitávamos as máquinas que tantas vezes avariam e exigem manutenção. Além disso, o povo ficava com mais folga na carteira, pois deixava de pagar os 0,10€ extra, um valor que só é recuperado depois de a máquina aceitar a garrafa.”

      1. Avatar de David Guerreiro
        David Guerreiro

        O meu problema nem é as máquinas avariadas, mas conseguir apanhar as máquinas livres sem ter que esperar meia hora ou mais. Porque o que sucede aqui é estarem pessoas com sacos de plástico de 100 litros cheios de garrafas e latas numa fila, em que cada uma demora meia hora. Eles não têm nada para fazer na vida, podem ficar ali, não se importam, mas eu importo, o meu tempo livre é precioso.

        1. Avatar de Zé da Quinta
          Zé da Quinta

          Ó David, e não tens a possibilidade de deixar as garrafas noutro ponto não tão concorrido, ou em outro horário? Pode ser uma possibilidade.

        2. Avatar de Mr.T
          Mr.T

          É a nova sopa dos pobres…
          Nao importa o tempo que se gasta, nem o combustivel que se gasta na deslocacao, mas a malta adere , por isso esta tudo bem.
          Entretanto é o lixo a acumular nas ruas e nos caixotes (pelo menos em Almada) ou os ecopontos atafulhados ate à boca sem serem descarregados. Ai ja não ha problema ambiental… sao só as garrafinhas que agora enchem os bolsos de um qualquer amigalhaço do sistema. Isto e dar cenouras a burros é só uma mera coincidencia.

  4. Avatar de Carvalho
    Carvalho

    “…foram devolvidas mais de 305 milhões de embalagens nos primeiros cinco meses de funcionamento, entre 10 de abril e 10 de setembro de 2026…” E quanto é que foi produzido para fazer o comparativo… e quanto é que foi para a reciclagem normal do plástico/embalagens?

  5. Avatar de Contas
    Contas

    Os números estão inflacionados.
    300 milhões para 3000 postos de recolha em 5 meses dá cerca de 1 depósito a cada 2 minutos em cada máquina em média 24/24 horas.
    Não me parece realista. 300 milhões nem com o dobro das máquinas.

    1. Avatar de -O_O-
      -O_O-

      é melhor refazer os cálculos 😉

  6. Avatar de David Guerreiro
    David Guerreiro

    Aconselho a verem este documentário sobre reciclagem na Alemanha, nomeadamente o centro de reciclagem de Hamburgo, aquilo que fazia falta em Portugal

    https ://www.youtube.com/watch?v=BYe7maozgBM

    1. Avatar de Não David Guerreiro
      Não David Guerreiro

      “o meu tempo livre é precioso.” – David Guerreiro

  7. Avatar de Atento
    Atento

    A frase “Apesar do descontentamento de alguns cidadãos e até de autarcas, os números iniciais parecem dar razão à teoria.” peca por falta de fundamentação.
    O que a SDR diz é que mais de 40% das embalagens foram entregues nos pontos de recolha (os que não estão fora de serviço). Ora, 40% deve ser menos que o que era recolhido nos ecopontos (e deixou de o ser).
    O que a SDR não publica, é a taxa de recuperação de plásticos e alumínio em termos relativos (ecoponto vs volta). Só assim se veria que melhoria nas taxas de recolha foram alcançadas.
    O que a SDR não esclarece, é que a forma como o Volta foi implementado foi apenas para fazer diminuir o (já existente) encargo de responsabilidade alargada (ou ecotaxa), passando-a para o consumidor.
    O que a SDR não esclarece, é que a inoperacionalidade das máquinas induz o ónus no consumidor que não é responsável por essa inoperacionalidade, mais ficam com os 0,10€ cobrado e apropriam-se das embalagens que as pessoas acabam por deixar nos depósitos convenientemente deixados ao lado das máquinas (apropriação indevida de aluminio e plástico pet de elevada qualidade).
    O que a SDR não esclarece, é que com o mecanismo de instalação das máquinas de recolha junto das grandes superfícies (acionistas da própria SDR), atrai de volta os clientes para as suas lojas em detrimento do pequeno comércio e restauração.
    O que a lei deveria impôr, era que as lojas com pontos de recolha Volta seriam obrigadas a aceitar as embalagens na loja sempre que os pontos estivessem inoperacionais (essas lojas são responsáveis pela operacionalidade). Mas a lei foi adaptada aos interesses da SDR e a SDR são as grandes produtoras e distribuidoras.

    1. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      E já para não falar nos sacos com os resíduos das máquinas que são largados na rua como já aconteceu, ou então enfiados num contentor de lixo para ir para o aterro…

  8. Avatar de p@lex
    p@lex

    Pelo que percebi a entidade que gere o VOLTA é a SDR (junta grupos económicos como os bebidas, retalhistas e empresas de embalagens) e é supervisionada pela APA… Portanto ganham dinheiro, com o produto (por exemplo coca-cola), depois com subproduto (reciclagem do produto) e depois com a taxa (das garrafas não devolvidas)… E o consumidor que já reciclava, paga o imposto, faz stock de plástico, anda atrás de uma máquina funcional…

    1. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      A SDR é uma sociedade sem fins lucrativos, logo o excedente tem de ser gasto no sistema, sejam em novas máquinas, campanhas, etc. Mas sendo Portugal, não coloco de parte alguém lá na SDR aumentar o seu salário aproveitando o dinheiro a mais em caixa…

  9. Avatar de Petroleiro
    Petroleiro

    O plástico é bom e faz bem, todos comemos ao pequeno almoço em forma micro. Os sacos de plástico são 100 vezes mais ecológicos que os sacos de algodão. As garrafas também, as de vidro não compensam, teria-se de as reutilizar 500 vezes.

    1. Avatar de Grunho
      Grunho

      É só ver o livro das 100 receitas de culinária com plástico. Vem lá tudo, e muito saboroso.

  10. Avatar de economia ambiental
    economia ambiental

    Implemente-se o vidro e o vasilhame no acto da compra é melhor, reutilizável e melhor amigo do ambiente em todos os aspectos! Com esta medida até contribuía para a diminuição dos micro plásticos!

  11. Avatar de MCorreia
    MCorreia

    Os portugueses sentem-se revoltados não é com o facto de ser necessário reduzir o consumo de plástico, mas sim com o modelo que roubalheira inventado com o sistema Volta. Trata-se de um esquema bem engendrado, um negócio milionário sem qualquer risco: se o consumidor devolve as garrafas estas são valorizadas em reciclagem paragando à SDR. Se o consumidor não devolve as garrafas, vão 0.10€ direitinhos para os seus cofres sem qualquer trabalho. QUem é Leonardo Mathias? Ex-secretário de estado do governo de Passos Coelho. Coicidências. Comos um país com milhares de licenciados e doutorados em economia e gestão, mas tinha obviamente que ser alguém com cartão partidário a administrar este negócio milionário. Preocupações como ambiente? Nenhuma. Será apenas mais um antro de políticos incompententes, caso a SDR siga em diante. Se houvesse preocupação com o ambiente, todo esse plástico seria proibido por decreto e voltávamos ao tempo das garrafas de vidro com vasilhame. Simples.

  12. Avatar de João
    João

    Se Deus criou o homem, e o homem criou o plástico, quem nos diz que o objetivo de Deus não era criar o plástico?

    1. Avatar de MCorreia
      MCorreia

      Se Deus criou o homem, e o homem destrói o planeta que habita, quem nos diz que o objetivo de Deus não era destruir o planeta em vez de criar o homem? Ou então, Deus existe mesmo, ou é uma invenção humana?

  13. Avatar de Antoniio
    Antoniio

    Mas anda a comunicação social, até PPlware, a enganar as pessoas.
    Por acaso as garrafas, garrafinhas , garrafões, sejam de plastico, metal, vidro ou outro, as empresas não tem que as comprar para utilizar nos seus produtos? e no preço final não está incluido esse custo?
    Quando antigamente se comprava uma engarrafada , se eu a devolve-se teria o retorno do vazilhame.
    desta forma é mais uma autorização do governo para as empresas, poderem roubar o povo. Enfim

    1. Avatar de Mr. Y
      Mr. Y

      As garrafas com vasilhame (tara retornável) que havia há uns anos (acho que ainda existe no ramo da restauração, deixou de haver nos supermercados) era o mesmo sistema da Volta. Tu pagavas um depósito e só era devolvido se devolvesses a garrafa.

      1. Avatar de MCorreia
        MCorreia

        Esse sim, era um sistema amigo do ambiente. Mas não pagava salários milionários a gestores com cartão partidário.

  14. Avatar de Paulo
    Paulo

    O que não faz sentido é o aumento no preço destes 10 centimos. Como deixamos de as reciclar nos ecopontos, ou seja pelo metodo antigo, deveriam descontar o valor pago a esta entidade (amarsul ou outra) para esta reciclagem, visto que já não a vão fazer. Estes novos 10 centimos a pagar já deveriam estar incluidos no preço final sem aumento do preço como foi o caso.

    1. Avatar de Mr. Y
      Mr. Y

      O preço de 10 cêntimos é para ‘obrigar’ a desviar essas garrafas do ecoponto ou para quem nem sequer colocava no ecoponto.
      Diz-se que nos ecopontos amarelos a reciclagem, de facto, é baixa por contaminação do que é lá colocado. Não sei ao certo se este ponto é de verdadeiro ou um engodo.

      1. Avatar de LMR
        LMR

        Agora são 10 cêntimos mas irá subir naturalmente como todas as coisas.

      2. Avatar de David Guerreiro
        David Guerreiro

        90% dos plásticos que são depositados no ecoponto amarelo, vão para aterro ou incineração. Infelizmente é o que sucede.

  15. Avatar de Carlos Fernandes
    Carlos Fernandes

    E qual é o incentivo das empresas deixarem de produzir tanto plástico???

    1. Avatar de LJ
      LJ

      Incentivo? Não adianta, acabava com a indústria e com milhões de euros de lucro à conta do cidadão comum, é a economia em grande escala. Milhões de garrafas dão muito lucro, assim como toda a indústria. Eles é que dizem que é pelo meio ambiente, a sociedade está cheia de micro plásticos e “faz tudo” pelo meio ambiente, DESCULPAS

  16. Avatar de Joe Doe
    Joe Doe

    Cá em casa impôs-se a lei de não consumir bebidas enlatadas ou engarrafadas, só se compram garrafões de água de 6 litros, garrafões de binho de 5 litros e sumos de pacote.

    1. Avatar de MCorreia
      MCorreia

      Recomendo os garrafões de “binho” de 5 litros em detrimento dos garrafões de água e sumos de pacote. Mas é só porque são feitos de vidro, entenda-se bem.

    2. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      Também pode comprar vinho em caixa, também não paga depósito.

  17. Avatar de Carlos Pinto
    Carlos Pinto

    Trabalhei na Alemanha 1995 até 1997 e já havia este sistema nas garrafas de plástico. Não começou em 2003.

  18. Avatar de zé dos bois
    zé dos bois

    Uma coisa é devolver e a pessoa ser recompensada com 10 cêntimos.
    Outra é cobrar mais 10 cêntimos por embalagem.
    Isto não é incentivo à reciclagem.. é reaver o que era nosso.
    Fazer reciclagem sempre foi um gesto nobre. Agora cobram uma taxa para alguém enriquecer com todo o processo.
    Ajudar o ambiente? Com mais máquinas, mais gasto energético, mais viagens, mais perda de tempo..

    1. Avatar de Mr. Y
      Mr. Y

      E o que fazes com as pessoas que não querem fazer esse gesto nobre? 🙂

  19. Avatar de Jorge Rodrigues
    Jorge Rodrigues

    A notícia está deturpada. Os 305 milhões de embalagens devolvidas, são comparadas com o quê? São as embalagens do sistema Volta? São as embalagens recolhidas pelo sistema de reciclagem?
    É que os portugueses já reciclavam as embalagens, num sistema desenvolvido e implementado pelas autarquias através de Ecopontos.
    O sistema Volta, tem como principais atores as empresas de distribuição, (as grandes superfícies). O sistema Volta só aceita, embalagens de bebidas em plástico ou latas de alumínio. O resíduo mais fácil de reciclar e o mais lucrativo.
    Os resíduos de plástico, como embalagens de yogurtes e afins não interessam à Volta, daí continuam a ir para Ecopontos.
    A receita das Autarquias diminui, e os munícipes vão sentir na fatura de água e saneamento, o aumento do custo com os resíduos.
    Ou seja pagamos, pagamos e continuamos a pagar, para engordar os bolsos de alguns.

  20. Avatar de Lirfon
    Lirfon

    Só não entendo a razão de a garrafa não poder estar amassada.

    1. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      Não é possível aferir que resíduo é, se estiver esmagado…

  21. Avatar de Eu
    Eu

    Para mim estava tudo bem, SE E SÓ SE, o valor do depósito fosse para uma qualquer entidade que promovesse a melhoria do ambiente, a requalificação de espaços verdes e/ou outro qualquer meio de beifeitoria em prol da sociedade….

    No entanto, acaba na SDR, SA. Uma entidade sem fins lucrativas como se auto denomina… que há saída do primeiro ponto de produção, á cabeça, tem um depósito de 0,10€ na sua conta.

    Os volumes de embalagens que não têm o depósito devolvido, seja por os mais variados motivos, faz a SDR, SA ser o maior negócio de BANCA em Portugal.

    1. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      Se é não lucrativo, significa que todo o excedente tem de ser aplicado, não podem ter lucro em caixa.

  22. Avatar de ElasGostam
    ElasGostam

    Agora dá sempre lucro. Grande scam!

  23. Avatar de Manuel
    Manuel

    Excelente artigo, que um macaco entende mas, muitos leitores não. É pena. Continuação de bom trabalho.

  24. Avatar de Figueiredo
    Figueiredo

    Hoje a Sr.ª Ministra do Ambiente, Maria Carvalho, mentiu ao dizer que o esquema «Volta» é obrigatório:

    – Volta “é uma obrigação europeia”: ministra do Ambiente responde a Moedas
    https ://zap.aeiou.pt/volta-e-uma-obrigacao-europeia-ministra-do-ambiente-responde-a-moedas-765204

    A união europeia (ue) não impõe o esquema «Volta», aquilo que a união europeia (ue) exige e impõe é a obrigação de ter um sistema de depósito e reembolso com 90% de recolha até 2029 ficando ao critério dos Estados-membros decidir qual o modelo a implementar.

    O sistema do «Volta» é um esquema criminoso montado para taxar e saquear o dinheiro dos Portugueses e como tal tem de acabar imediatamente, e a Sr.ª Ministra do Ambiente, Maria Carvalho, por estar a mentir deixa de ter condições para exercer o cargo devendo de imediato demitir-se.

    Sobre a reciclagem e o esquema «Volta» importa também esclarecer o seguinte, a maioria do plástico não pode ser reciclado independentemente do estado em que se encontre, existe uma pequena percentagem de plástico que pode ser reciclado mas só o pode ser no máximo até 5 vezes, e sempre que o plástico é reciclado vai perdendo as suas capacidades e a sua toxicidade aumenta.

    Os custos da reciclagem e as consequências no Meio-Ambiente são muito superiores comparadas com a produção de novos plásticos.

    Quase todos os artigos nos supermercados têm plástico na sua embalagem, o mesmo acontece noutros estabelecimentos de diferentes ramos; se você no supermercado ou noutro estabelecimento comprar um saco de plástico vão-lhe cobrar uma taxa – como fazem no esquema «Volta» –, agora pare para pensar no seguinte: porquê que o cliente é taxado por comprar um saco de plástico ou uma embalagem de plástico no esquema «Volta» e aqueles que produzem e vendem o plástico não o são?

    Porquê que não obrigam as empresas a engarrafar as bebidas em garrafas de vidro em vez de garrafas de plástico obrigando igualmente os supermercados a vendê-las? Isto não significa proibir as embalagens de plástico mas dar a alternativa ao cliente de escolher o vidro que é um material que verdadeiramente pode ser reciclado ao contrário do plástico.

    O esquema «Volta» não tem qualquer preocupação com o Meio-Ambiente e a reciclagem, é uma forma do regime liberal/maçónico cobrar mais uma taxa e ainda gozam com os Portugueses – que são dos que mais fazem a reciclagem –, agora em vez de separar as embalagens e amassá-las para caberem e não ocuparem tanto espaço no ecoponto, tornam-se acumuladores de lixo, andam carregados com enormes sacos cheios de embalagens/garrafas que mal lhes podem tocar, depois vão perder muito tempo a colocar as garrafas muito direitinhas e limpas numa máquina que as vai amassar… e no fim de tudo isto – acumular as embalagens/garrafas que têm de estar como novas – recebem 0.10 cêntimos por cada embalagem/garrafa amassada… agora vejamos, para isto valer a pena a nível financeiro quem quisesse fazer 50 euros por dia teria de depositar na máquina 500 embalagens/garrafas por dia, se preferisse ganhar 20 euros por dia teria de depositar 200 embalagens… para bom entendedor meia palavra basta mas infelizmente ainda há Portugueses que não perceberam que estão a ser enganados e levam as embalagens a uma máquina que as amassa, em troca recebem 0.10 cêntimos (que nem dá para um pão ou uma chiclete) e o regime liberal/maçónico e respectiva oligarquia riem-se desses Portugueses que vão à máquina, enquanto enriquecem às suas custas.

    1. Avatar de MCorreia
      MCorreia

      Concordo plenamente. Eu não me importava de suportar 2 ou 3 euros num sistema idêntico com garrafas de vidro, porque esse sim teria objetivos ambientais corretos e eliminava uma grande parte do plástico do mercado. O que existe com o Volta, é apenas um negócio para alimentar os mesmo lambões de sempre, que de ambientalmente correto nada tem.

    2. Avatar de jaquim
      jaquim

      Idiota sabes o que são taxas?????

  25. Avatar de Feliz100você
    Feliz100você

    É por isso que agora já nem as mando para o lixo, mando para o chão, agora há 11M de cantoneiros em Portugal

    1. Avatar de jaquim
      jaquim

      Mais um idiota ignorante, só falta dizer que é do clube dos idiotas ou melhor xeganos

  26. Avatar de Jakim
    Jakim

    Eu sou do tempo em que o Estado limpava a bosta toda, agora o cidadão tem que ser Gestor do Lixo sem ser remunerado. Em caso de dúvida paga sempre o mesmo o consumidor final.

  27. Avatar de Fp
    Fp

    A noticia é tendenciosa. As taxas de recolha são pagas na fatura a água. Uma grande maioria paga essas recolhas e processamento. Ainda que falso fosse. Se a intenção fosse apelar á devolução, optava se por dar o custo do plástico 1 2c dependendo da garrafa. Ai sim seria poupar. Agora espetar 0.10e e dizer que lhes devolvem se a devolverem. É um bocado como dizer “agora pagas para abrir a porta porque eu digo que tens de pagar. Se n quiseres pagar n passes na porta”

  28. Avatar de Vida
    Vida

    Falam dos sem abrigos que vão ao lixo buscar as garrafas e os outros resíduos, como electrodomésticos, fios eléctricos, latas de alumínio etc para vender na sucata.
    Quando era miúdo, existiam na minha cidade pessoas com aquela triciclos motorizados a recolher cartão .

    Quando ia comprar a maior parte dos líquidos tinha de devolver a garrafa que pagava taxa.

    Normalmente quem reclama é quem não tem nenhum benefício directo e pena que alguém vai ganhar muito dinheiro…

    Já estou cansado desta geração que chora por tudo e por nada.

    1. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      E ainda há pessoas a recolher ferro velho. Cartão não, porque não compensa, é preciso muito papelão para render alguma coisa, e ocupa muito espaço.

  29. Avatar de Zé
    Zé

    Eu só leio é preguiçosos que não querem fazer um corno a bem do ambiente. Deixem de ser calaceiros. No meu caso até já era raríssimo usar garrafas e afins. E continuo na mesma. Acho que nem uma garrafa por semana se com “volta” se usa cá em casa. Águinha e chá até fazem melhor à saúde.

  30. Avatar de Morty
    Morty

    Falsidades! antes não contavam as garrafas/latas agora já sabem que aumentou X% lool

  31. Avatar de José Silva
    José Silva

    Há sempre a possibilidade de não comprar essas m*rdas que vêm nessas garrafas. Esse devia ser o verdadeiro incentivo

  32. Avatar de Yamahia
    Yamahia

    “…foram devolvidas mais de 305 milhões de embalagens …”
    Já fizeram as contas aos milhares de milhões que passaram a ficar nas prateleiras?

    1. Avatar de Dono da verdade
      Dono da verdade

      Mas isso é bom para o volta porque se nao de comprar, eles cumprem mais facilmente as metas. O que é preciso fazer é comprar na mesma e igorar os 10 cents, depois destruir a garrafa e por no lixo indiferenciado. Só assim o volta nao cumpre as metas

  33. Avatar de jaquim
    jaquim

    Mas para os ignorantes, idiotas, preguiçosos e porcos dos tugas isto é pedir muito. Até fazem petições para que instalem pontos de recolha em todas as vilas e aldeias, para exigir um serviço universal…. espera lá estou enganado, é para acabar com o volta, como o moedinhas….

  34. Avatar de LJ
    LJ

    Jornal de negócio em 1 de junho de 2026
    A partir deste ano, a receita do imposto sobre as bebidas adicionadas de açúcar ou edulcorantes (IABA), que rendeu 500 milhões de euros em nove anos

    Como não pensar que com o volta não se passa o mesmo

  35. Avatar de Agnaldo
    Agnaldo

    Jornalismo enviesado. Não disseram o que é feito com as garrafas depositadas nos contentores de lixo reciclável, como se todo o plástico fosse parar em lixo comum. Portugal já recicla plástico, embalagens, vidro e metais muito antes do sistema Volta. Também não disseram se o estado e autarquias vão cobrar menos impostos, já que o custo foi repassado ao consumidor. Quem pagou por esta matéria? A SDR?

    1. Avatar de Vítor M.

      O teu comentário parte de uma premissa errada. Ninguém disse que Portugal não reciclava antes do sistema Volta, nem que todas as embalagens colocadas nos ecopontos acabavam no lixo comum. O que está em causa é um sistema diferente de recolha, baseado num depósito reembolsável, destinado a aumentar a taxa de retorno das embalagens abrangidas e a melhorar a qualidade do material recolhido para reciclagem.

      Aliás, se o sistema atual já recuperasse todas as embalagens colocadas no mercado com a eficiência necessária, não faria sentido criar um sistema de depósito e reembolso. Uma embalagem colocada no ecoponto amarelo entra num fluxo de recolha e triagem juntamente com muitos outros materiais; no sistema Volta, existe um incentivo económico direto para que essa embalagem seja devolvida e entre num circuito especificamente preparado para a sua recuperação.

      Quanto aos impostos, está também a misturar conceitos. O valor do depósito não é um imposto nem uma receita do Estado ou das autarquias. É um montante pago no momento da compra e devolvido ao consumidor quando este entrega a embalagem elegível. Portanto, não faz sentido perguntar se o Estado vai baixar impostos por causa desse valor.

      E quanto à insinuação final, é simples: se acredita que a matéria foi paga pela SDR, apresente evidências. Discordar de uma notícia ou considerar que faltou determinado enquadramento é perfeitamente legítimo. Transformar essa discordância numa acusação de conteúdo pago sem qualquer prova é outra coisa. É falta de honestidade.

      1. Avatar de Agnaldo
        Agnaldo

        Não é falta de honestidade acreditar que a matéria é paga, já que matérias pagas são comuns no jornalismo. Também não cabe a mim apresentar qualquer evidência, pois fiz uma pergunta e não uma acusação. E o sistema Volta é sim um imposto, pois se não é voluntário, é imposto. Chame de taxa, se quiser. Mas é compulsório. E sim, cabe questionar porque o Estado não reduz impostos, porque uma das premissas para o sistema Volta foi escrita na matéria, cito aqui: "uma vez que esse custo acaba distribuído pelas autarquias, pelos impostos de todos e pelo ambiente.".

        1. Avatar de Vítor M.

          Na minha ótica, a forma como formataste a tua opinião, enviesada (perante os factos), e como terminas o teu comentário a insinuar que o artigo é pago (como se só houvesse a tua forma de ver o assunto), não é honesto. E até poderia não ligar, mas não temos por hábito ter pessoas que ignoramos, elas não são doidas, não são e lerdas, portanto, merecem uma resposta e respeito. E por isso comentei o teu comentário.

  36. Avatar de Gastão Botelho
    Gastão Botelho

    Apresentar a frase "… foram devolvidas mais de 305 milhões de embalagens …" é claramente mandar areia para os olhos da opinião pública.

    Por acaso alguém sabe, no mesmo tempo, quantas embalagens do mesmo tipo eram anteriormente recicladas pelo método habitual?

    Pois, ninguém sabe porque não eram controladas à unidade como no sistema volta. Não era quantificável.

    E independentemente do "Volta" quantas ainda são recicladas pelo método antigo atualmente?

    Não há valores comparativos.

    Mandar um número sem termo de comparação é claramente tentar justificar algo com números grandes e informação incompleta.

    Infelizmente, quem já reciclava vê-se agora obrigado a ir para a fila, para máquinas avariadas ou para trás de pessoas com sacadas e sacadas e carrinhos de compras cheios para devolver, só para tentar recuperar os 10 c por unidade, que "à força" lhes foram sonegados para "justificar" que o "Volta" é uma ideia maravilhosa, quando é só mais uma forma de "caça-níqueis" para o Estado. Imposto disfarçado.

    As conclusões tira-as quem vê e sente.

    Temos muitas ideias idênticas do Estado para este fim. É só mais uma.

    Exemplo: Já pensaram para que serve revalidar a carta aos 50 anos?

    Só para pagar a taxa do pedido ao Estado, já que, é só fazer o pedido de renovação, pagar e receber a carta revalidada. Não se comprova nada, não se entrega nada para comprovar sanidade, saúde ou qualquer outra coisa. Tomá lá Estado 27€ (online) ou 30€ (presencial), mais a minha perda de tempo para tratar do assunto.

    Imposto disfarçado porque fizeste 50 anos. Prendinha de aniversário.

    1. Avatar de MCorreia
      MCorreia

      Sem dúvida!!

      EU comprei garrafas térmicas reutilizáveis, e agora só compro água em garrafão. Tenho mais o que fazer do que aturar estes idiotas e ainda ter que pagar para isso.