XPENG: a marca que quer liderar a condução autónoma baseada em Inteligência Artificial
Durante mais de um século, conduzir significou observar, decidir e tomar decisões. Agora, a Inteligência Artificial está a assumir um papel cada vez mais importante nessa tarefa, e a XPENG posiciona-se na linha da frente desta revolução tecnológica.
A empresa chinesa tem levado a cabo uma transformação na forma como os seus carros interpretam a condução. Tudo isso graças a novas tecnologias, uma aposta que quebra com as arquiteturas tradicionais de assistência à condução.
A XPENG aposta numa abordagem fortemente centrada em Inteligência Artificial, redes neuronais e modelos de aprendizagem profunda.
Da assistência à condução para a condução baseada em IA
A melhor tecnologia que apareceu nos últimos anos apresentava sistemas de condução autónoma construídos com base em módulos separados. Um sistema identificava objetos, outro planeava a trajetória e um terceiro controlava o veículo.
A XPENG está a abandonar essa arquitetura tradicional em favor de sistemas “end-to-end”, onde uma única rede neuronal analisa os dados recolhidos pelos sensores e toma decisões de condução quase em tempo real.
Esta abordagem aproxima-se da utilizada pela Tesla com o Full Self-Driving, mas a XPENG está a desenvolver a sua própria tecnologia de forma independente.
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— Pplware (@pplware) June 18, 2026
Aqui há uma simples vantagem, quanto mais quilómetros o sistema percorre, mais aprende e melhor se adapta a situações complexas do mundo real.
XNGP: o cérebro da condução inteligente
No centro desta estratégia encontra-se o XNGP (Xpeng Navigation Guided Pilot), o sistema avançado de condução assistida da marca.
O XNGP permite navegar automaticamente em autoestradas, estradas urbanas e parques de estacionamento, realizando mudanças de faixa, ultrapassagens, entradas e saídas de vias rápidas, bem como manobras de estacionamento praticamente sem intervenção do condutor.
A XPENG tem vindo a evoluir este sistema para uma arquitetura totalmente baseada em IA, eliminando gradualmente a dependência de mapas de alta definição e permitindo uma adaptação mais flexível a diferentes países e condições de circulação.
Turing AI: o processador desenvolvido pela própria XPENG
Uma das maiores diferenças da XPENG face a muitos concorrentes está no desenvolvimento interno de hardware.
A empresa criou o seu próprio processador para Inteligência Artificial, denominado Turing AI Chip. Este chip foi concebido especificamente para veículos inteligentes, robôs humanoides e futuras plataformas de mobilidade aérea.
Segundo a empresa, cada chip disponibiliza até 750 TOPS (triliões de operações por segundo), sendo capaz de executar modelos de IA com dezenas de milhares de milhões de parâmetros.
Algumas configurações utilizam vários destes chips em simultâneo, ultrapassando os 2.200 TOPS de capacidade computacional.
Esta potência é essencial para processar em tempo real a enorme quantidade de informação proveniente de câmaras, radares e outros sensores.
A chegada dos modelos Vision-Language-Action
A mais recente evolução tecnológica da XPENG chama-se VLA (Vision-Language-Action).
Esta arquitetura utiliza grandes modelos de IA semelhantes aos utilizados por assistentes conversacionais. O sistema não se limita a reconhecer objetos; consegue interpretar cenários, compreender intenções e tomar decisões mais próximas do raciocínio humano.
Por exemplo, um sistema VLA consegue compreender que um peão parado junto a uma passadeira poderá atravessar a estrada, antecipando o comportamento antes mesmo de este acontecer.
A segunda geração desta tecnologia já está a ser testada em veículos da marca e constitui uma das bases para os futuros Robotaxi da XPENG.
Robotaxi: o próximo passo
A XPENG considera que a condução autónoma não é apenas uma funcionalidade para automóveis particulares.
Conforme noticiado, este ano, a empresa iniciou a produção do seu primeiro Robotaxi desenvolvido integralmente em casa, desde o software até ao hardware.
O objetivo é criar veículos preparados para operar sem condutor em determinadas condições, aproximando-se dos níveis mais avançados de autonomia.
Esta estratégia coloca a empresa diretamente na corrida global para a mobilidade autónoma, juntamente com fabricantes e empresas tecnológicas que procuram transformar o transporte urbano durante a próxima década.
Uma aposta que vai além do automóvel
A XPENG investe milhares de milhões de yuan por ano em investigação relacionada com Inteligência Artificial. A empresa vê a IA como a tecnologia central não apenas para os automóveis, mas também para robôs humanoides, táxis autónomos e até veículos voadores.
Ao controlar simultaneamente o software, os chips, os algoritmos de aprendizagem e os veículos, a XPENG procura construir um ecossistema tecnológico semelhante ao que empresas como a Apple conseguiram criar na eletrónica de consumo.
O futuro da condução inteligente
A visão da XPENG passa por transformar o automóvel numa plataforma de Inteligência Artificial sobre rodas.
A combinação entre o sistema XNGP, os processadores Turing AI e os novos modelos VLA está a aproximar os veículos da marca de níveis de autonomia cada vez mais elevados. Embora a supervisão humana continue a ser obrigatória, a empresa acredita que 2026 poderá marcar o início de uma nova fase para a condução autónoma em larga escala.
Se essa visão se concretizar, a XPENG poderá tornar-se uma das referências mundiais numa área que promete redefinir completamente a forma como conduzimos nas próximas décadas.





















Quem já é inteligente não precisa de condução autónoma. Precisa é de um preço inteligente para comprar eléctrico. Ou seja, precisa de chutar para canto os parasitas de Bruxelas que os estão a inflacionar.
Tu fazes mesmo questão de seres um Grunho ao dizeres que quem é inteligente não precisa de condução autónoma. Senão consegues perceber as vantagens da condução autónoma, por exemplo, estares a fazer uma viagem longa e estares cansado, a condução autónoma, é uma ótima ferramenta auxiliar. Também é mais segura , não se distrai, não comete erros que a condução humana comete, logo menos acidentes. Mas continua na tua caverna, nem de carroça deverias andar.
Não sei se a tua ignorância sabe isso, mas há mais de 130 anos que as pessoas conduzem automóveis, sem precisar que os carros conduzam por elas. Depois, nos eléctricos não há viagens longas. No máximo dos máximos, ao fim de 350 kms tens de parar para o põr à carga. Finalmente, o facto de o carro estar equipado com esse brinquedo não impede que tenha acidentes graves. Ainda esta semana um tesla autónomo matou uma pessoa que estava sossegada em casa dela. O fito principal dos sistemas de condução autónoma é serem facturados ao cliente e renderem pasta.
Tens espelhos em casa? Se tiveres quando te olhares verás o ignorante que tu és. A condução autónoma é uma opção, senão queres perceber as vantagens mostra as tuas limitações, ou seja, és mesmo um Grunho. Quanto ao acidente da Tesla, já tens o resultado da entidade responsável pela averiguação do que sucedeu? Tens a prova que ia em modo de condução autónoma? Põe lá aqui o link da NHTSA com o relatório deles.
Obviamente que os humanos não foram talhados para a condução. Conduzem, mas fazem erros, têm acidentes, são seres sujeitos a falhas pelo cansaço, pela influência do meio e por problemas de várias outras ordens. A máquina não falha, o erro é sempre humano. Portanto, se nas estradas combinarmos condução autónoma, IA, sistemas proativos de segurança, vamos diminuir o erro, combater acidentes. Neste campo, algumas marcas estão já na linha da frente.
A Tesla inovou, abriu uma janela de oportunidade, a XPENG é hoje uma das empresas que mais tecnologia está a empregar nos seus veículos.
E ainda bem que a tecnologia está a tomar conta deste segmento. Não quer dizer que todos conduzem mal, mas a maioria dos humanos não conduz sem erros e isso provoca mortes, provoca trânsito, provoca saturação dos recursos, etc…
Num futuro próximo, teremos mais ajudas à condução, veículos com inteligência preditiva e ações proativas.
Os velhos do Restelo… vão sempre ser os velhos do Restelo e, neste caso, são os velhos das obras, que espreitam pelos buracos para dizer mal, mas sempre ligados ao desenvolvimento que lhes dá a sensação que ainda estão vivos.
Entusiasmava-me mais ao ver filmes sci-fi que retratavam tecnologias futuristas do que ver agora no mundo real estas tecnologias do futuro mas já no presente, até me irrita um pouco, robôs e tudo a funcionar de maneira autónoma, afinal que vida nos vai restar? com a papinha toda feita qual será a nossa luta? a mente e o corpo desenvolve-se na luta, enfim, no entanto há tambem vantagens mas o mundo ficara meio sem graça.