Vendas de veículos elétricos com novos máximos graças a EUA, Europa e China
As vendas globais de veículos elétricos ultrapassaram, pela primeira vez, a marca dos 2 milhões num único mês. Alcançando assim um recorde de 2,1 milhões de unidades em setembro de 2025. Este crescimento sem precedentes é impulsionado pelo desempenho robusto de mercados-chave como EUA, Europa e China.
Mercado de veículos elétricos em aceleração
A análise da consultora de pesquisa Rho Motion revela que, no acumulado do ano, as vendas de VEs já totalizam 14,7 milhões, representando um aumento de 26% relativamente ao ano anterior.
Os EUA avançaram rapidamente e os compradores reclamaram créditos fiscais a expirar. Já o Reino Unido teve novos recordes de novas matrículas e a Coreia do Sul bateu recordes graças à Tesla, Hyundai, Kia e aumento das importações da BYD.
Cenário global de vendas de veículos elétricos
- Global: 14,7 milhões (+26%)
- China: 9,0 milhões (+24%
- Europa: 3,0 milhões (+32%)
- América do Norte: 1,5 milhões (+11%)
- Resto do mundo: 1,2 milhões (+48%)
A Europa aposta forte em incentivos
A Europa registou um mês recorde, com 427 mil VEs vendidos, um aumento de 36% em relação a setembro do ano anterior. O Reino Unido liderou a subida, com a procura impulsionada pelo lançamento de novas matrículas e pelo “Electric Car Grant” do governo.
O mercado europeu, no total, cresceu 32% no acumulado do ano, atingindo 3 milhões de unidades. Outros países também contribuíram para este crescimento, com a Alemanha a aprovar um novo pacote de incentivos de 3 mil milhões de euros. Itália e a Espanha registaram crescimentos de dois terços e mais do dobro, respetivamente, em comparação com 2024.
EUA e a corrida frenética contra o tempo
Na América do Norte, as vendas de VEs dispararam 66% em setembro. Foram impulsionadas pela urgência dos consumidores em aproveitar os incentivos federais que expiravam no final do mês. No entanto, a Rho Motion prevê uma desaceleração no último trimestre do ano, à medida que os créditos fiscais desaparecem.
Face a este cenário, algumas fabricantes já estão a reagir. A Hyundai reduziu os preços, a Mercedes-Benz parou a produção de quatro modelos elétricos e a GM suspendeu um turno na sua fábrica de Spring Hill, no Tennessee. A Volkswagen também interrompeu a produção do seu modelo ID.4 mo Tennessee. Já a Nissan chegou a cancelar os seus planos de fabricar VEs nos EUA.
China domina e mantém a liderança destacada
A China mantém a sua posição como a maior potência do mercado de VEs a nível mundial. Em setembro, o país asiático vendeu 1,3 milhões de veículos elétricos, com as vendas de veículos puramente elétricos (BEV) a aumentarem 28% para 800 mil unidades.
No acumulado do ano, a China já vendeu quase 9 milhões de VEs, representando um crescimento de 24%, consolidando a sua liderança e a maturidade do seu mercado.























Nos EUA, o subsídio à compra de elétricos, de 7.500 USD, terminou a 1 de outubro, por ordem de Trump. É de esperar uma quebra acentuada no 4º trimestre.
A Tesla anunciou os novos model 3 e Y, com componentes inferiores, baixando o preço 5.000 USD, mas que não compensa o fim do subsidio.
Não existem subsídios nos EUA para compra de EV, tal como diz o artigo.
“Na América do Norte, as vendas de VEs dispararam 66% em setembro. Foram impulsionadas pela urgência dos consumidores em aproveitar os incentivos federais que expiravam no final do mês.”
Explica-nos qual a diferença prática entre subsidio e incentivo, se te for possível…
Exato, está a ver como não têm subsídios ?
Se não sabem a diferença se um subsídio para um incentivo, está na hora de voltarem à escola.
Entras num frenesim para dizer que a compra de elétricos não é subsidiada. Qualquer um percebe que é o mesmo – receber dinheiro do estado sem obrigação de o reembolsar.
Estou a dizer o óbvio, tal como diz o artigo.
Não preciso de entrar em frenesins isso é para quê?
Se acham que é o mesmo, volto a repetir, está na hora de voltarem à escola.
E qual é a diferença?
– Nos incentivos trabalhaste para o Estado e está-te a pagar a remuneração?
– Vendes-te alguma coisa ao estado?
– Está-te a pagar uma pensão?
– Ou está-te a dar dinheiro, sem te dever nada e sem qualquer contrapartida? O mesmo que nos subsídios diretos.
O JL tem razão. Um subsídio e um incentivo não são necessariamente sinónimos. Um incentivo pode ser dado em forma de subsídio mas um incentivo pode ser uma dedução fiscal, por exemplo.
Ou seja, um subsídio é uma forma de incentivo.
Eu já conheço a peça de outros carnavais.
A questão dele não é se há outros incentivos à compra de elétricos, como as isenções fiscais em ISV e em IUC, além de não pagarem o equivalente ao que se paga nos combustíveis de ISP para a Infraestruturas de Portugal (para conservação e reparação de estradas).
É ficar todo enxofrado por se dizer que o estado concede subsídios à compra de elétricos.
Se não houvesse diferença não existiam 2 palavras para significados diferentes.
Quando alguém fica desempregado, recebe um incentivo de desemprego?
“Incentivos” e não “subsídios”
E não existem (verbo no tempo presente), porque já terminaram
“(…)urgência dos consumidores em aproveitar os incentivos federais que expiravam no final do mês”
Nos incentivos o estado – dá dinheiro, nos subsídios – dinheiro dá. Convém fazer a distinção – que não existe 😉
Subsídios => o estado dá (embora já tenha tirado noutra ocasião, para que depois possa “dar”)
Incentivos => o estado não tira
Clap, clap, clap …
O dinheiro do estado sai todo dos impostos (e da dívida pública, a pagar por impostos futuros), das contribuições sociais (tratando-se de pensões do regime contributivo) e de taxas (que umas vezes pagam serviços e outras são quase impostos).
Só um “ilusionista” é capaz de inventar essa – que o dinheiro dos subsídios/ incentivos/ apoios ou o que se lhe queira chamar, para a compra de elétricos, não vem dos impostos. Vem da “árvore das patacas” 😉
Ò Max, há aí um déficite de atenção, não?
Leia o que escrevi acima.
Lê outra vez…
O subsidio apenas acabou para particulares, empresas continuam a ter apoio de 7500$, os novos teslas nisso são perfeitos, pois ficam mais em conta que que as opções tipicas da Ford ou Toyota para comerciais e similares.
O subsídio federal de 7.500 USD terminou tanto para particulares como para empresas. Foi eliminado para todos os compradores após 30 de setembro, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Aplica-se igualmente a veículos novos, usados ou sistemas de leasing para qualquer entidade.
Convém ter em atenção que a Rho Motion chama VE (veículos elétricos) à soma dos BEV (100% elétricos, a bateria) e dos PHEV e outros híbridos.
Dá sempre uma grande trapalhada quando se compara com outras fontes que distinguem os BEV dos híbridos.
Não é verdade, apenas junta os PHEV, e não outros híbridos.
Então vamos ao detalhe das estatísticas da Rho Motion. Como se vê no canto inferior do gráfico:
VE = BEV + PHEV PC & LDV sales
1) inclui os automóveis ligeiros de passageiros (PC) e os comerciais ligeiros (LDV)
2) Nos PHEV segue o conceito de plug-in (carregamento externo da bateria), o que quer dizer que soma os PHEV com os EREV (Eletric Range Extender Vehicle). Não inclui, por isso, os HEV e os MHEV.
Outras fontes:
– a ACEA soma os PHEV, os MHEV e os EREV e separa os HEV. É bastante comum outras fontes somarem PHEV+MHEV.
– aqui nos posts tem dias – às vezes os “elétricos/eletrificados” somam tudo, BEV e todos os híbridos elétricos
– e ainda há quem use “energias alternativas” – BEV, todos os híbridos elétricos e os a GPL
Comerciais ligeiros que são eléctricos ou plugin.
Portanto não são outros híbridos, porque erev não são híbridos.
Errado, a acea junta phev com erev, e junto hev com mhev.
Não é bastante comum, porque não se verifica, nem na chiba.
AI Overview (Vista geral de IA)
“P: Por que é que não é possível saber o número de MHEV vendidos?
R: Não é possível saber o número exato de veículos MHEV (mild-hybrid) vendidos porque os registos oficiais não categorizam as vendas por tipo de eletrificação, sendo apenas feita a distinção entre veículos de combustão, elétricos ou híbridos (sem especificação do tipo, como mild-hybrid ou plug-in). Os fabricantes também não partilham publicamente estes dados detalhados. (…)”
Cada site soma os híbridos como entende.
Mas gostei dessa de que os “erev não são híbridos” e logo a seguir a “acea junta phev com erev”.
Não é possível saber porque estos juntos dos hev.
Eu disse bem, não são híbridos, mas eles juntam esses 2 na mesma conta, mhev também não são hev, e estão juntos.
Não entendi qual a dúvida.
Somente a habitual anomalia. é desta que os Elektros vão morrer
Sim vai ser mesmo desta, era para ser há 10 anos era para ser a 5 mas agora é que vai ser
Vamos ver, até onde vai aguentar, a rede elétrica.
Na Noruega antes e depois dos ve’s onde contam com 30% do parque, nem se notou…