UE proíbe formalmente as importações de gás da Rússia
Com os votos contra da Hungria e Eslováquia e a abstenção da Bulgária, o Conselho da União Europeia (UE) decidiu que as importações pelos Estados-membros de gás canalizado da Rússia serão reduzidas gradualmente até à proibição no início de 2027. As de gás natural liquefeito (GNL), por sua vez, ficarão interditas no outono desse ano.
Na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia e da utilização da energia como arma, os líderes da UE acordaram, na Declaração de Versalhes de março de 2022, eliminar gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis russos o mais rapidamente possível.
De facto, conforme informámos em junho de 2022, os países da Europa estavam a testemunhar um aumento abrupto dos preços de alguns bens de consumo, mas, também, dos gás e dos combustíveis.
Na altura, Fatih Birol, chefe da International Energy Agency, disse que, apesar de o encerramento completo não ser o cenário mais provável, a Europa precisava de trabalhar em alternativas, tendo essa possibilidade em cima da mesa.
Consequentemente, as importações de gás e petróleo da Rússia para a UE diminuíram significativamente nos últimos anos.
Segundo dados de Bruxelas, no entanto, ainda que as importações de petróleo tenham caído para menos de 3% em 2025, em resultado do atual regime de sanções, o gás russo ainda representou cerca de 13% das importações do bloco em 2025, num valor superior a 15 mil milhões de euros por ano.
Países da UE terão de diversificar o abastecimento de gás
Conforme um comunicado, a proibição das compras de gás à Rússia começa a aplicar-se dentro de seis semanas e contempla um período de transição para os contratos existentes. Depois disso, os 27 Estados-membros terão de verificar onde é produzido o gás que importarem.
A partir de hoje, o mercado energético da UE será mais forte, mais resiliente e mais diversificado. Estamos a libertar-nos da dependência prejudicial do gás russo e a dar um passo importante, num espírito de solidariedade e cooperação, rumo a uma União Energética autónoma.
Disse Michael Damianos, ministro da Energia, Comércio e Indústria do Chipre, citado no comunicado do Conselho da UE.

Em janeiro do ano passado, na falta de um acordo entre a Rússia e a Ucrânia, a empresa pública russa Gazprom interrompeu os fluxos das exportações. Ainda que fontes da Comissão Europeia tivessem avançado, na altura, que o impacto no abastecimento da UE seria "limitado", o preço do gás, na Europa, atingiu e ultrapassou a marca dos 50 euros por megawatt-hora, pela primeira vez desde outubro de 2023.
Segundo o mesmo comunicado, o incumprimento das novas regras pode resultar em sanções máximas de, pelo menos, 2,5 milhões de euros para pessoas singulares e, pelo menos, 40 milhões de euros para empresas.
Ou seja, pelo menos 3,5% do volume de negócios anual total da empresa a nível mundial, ou 300% do volume de negócios estimado da transação.
Conforme a decisão, até 1 de março de 2026, os países da UE devem preparar planos nacionais para diversificar o abastecimento de gás e identificar potenciais desafios na substituição do gás russo.
Para isso, as empresas serão obrigadas a notificar as autoridades e a Comissão Europeia sobre quaisquer contratos de gás russo ainda em vigor.
Os Estados-membros que ainda importam petróleo russo terão, também, de apresentar planos de diversificação, uma vez que o executivo comunitário planeia apresentar uma proposta semelhante a visar o petróleo.
Imagem: Reuters
Neste artigo: gás, rússia, União Europeia






















Lóle
Isto é um bocado PokerFace da EU. Admito que não sei qual seria a melhor forma de resolver este problema, no entanto, uma coisa sei. Em primeiro deviam estar os interesses dos países desta comunidade. Sim, é uma visão um pouco egoísta, mas é a realidade. Não tenho a certeza que esta decisão tenha sido a melhor para a europa, não pelo menos neste momento que está com uma economia tão frágil. Podia até fazer algo estranho, e que a Rússia teria de dizer que não aceita – Pagamos a 50% do preço, pq os outros 50% são para apoiar a Ucrânia. Ou é isto, ou é zero. Posto isto, sou totalmente apologista de uma redução de dependência energética gradual da EU a outros países. Mas esta redução deve ser feita de forma gradual e razoável…não é o que se viu com os carros elétricos, que foi um descalabro.
E depois vai comprar ao Trump mais caro…
A América vem arrumou de vez a UE, em todos os sentidos, fez nos apoiar uma guerra criada por si para enfraquecer os russos, e conseguiu que um palhaço desse a cara por essa luta para meter russos a luta com russos.
Calma, espelhos , ventoinhas e baterias chinas resolvem.
lollll,… vao ser burros ao raio que os parta!!!
USA,.. USA,….USA x mais
Mau para a economia, mas necessário para a geopolítica.
Nunca o ditado ” Um fraco Rei faz fraco o forte povo” esteve tão actual.
Meter mulherio e homens-mulheres em posições destas só traz desastre atrás de desastre.
Claro que o Esturricado do Punjab, que ganha 40k por mês, não irá ter problemas em pagar a factura do gás para aquecer a casa.
Mas é bem feita para o povo, têm o que merecem.
Aqui está o cenário, em formato minimalista, da Alemanha e, se a Alemanha está mal a Europa irá tb ser atingida por isso.
Pontos-chave da crise industrial alemã:
Deslocalização e Cortes: Cerca de 1 em cada 3 empresas prevê cortar postos de trabalho até 2026, com perdas estimadas de 100 mil empregos industriais em 12 meses.
Setores Afetados: A indústria automóvel (Volkswagen, BMW, Mercedes) e a química estão entre as mais pressionadas, optando por aumentar o investimento nos EUA ou noutras localizações mais baratas.
Causas Principais: Elevado custo de energia (após corte do gás russo), falta de competitividade nos veículos elétricos face à China, tarifas comerciais e burocracia.
Efeito na Economia: A economia da Alemanha permanece estagnada, com crescimento modesto ou nulo, impactando toda a zona euro.
E isto ainda não é nada, o pior ainda está para vir.
Com necessidade absoluta de encontrar energia barata e vão comprar 5 vezes mais caro?
Que escumalha é esta?
A Europa vai desaparecer e não se perde nada, sinceramente…
Claro que os Russos vão vender o gás aos Chineses e Indianos e a todos os outros que quiserem comprar e borrifam-se para a europa.
Vai dar um lindo resultado isto, ai vai vai.
“A eletricidade custa agora aos utilizadores industriais na Alemanha uma média de 20,3 cêntimos de euro por quilowatt/hora, segundo um estudo que a empresa de investigação Prognos AG preparou para a Associação Industrial da Baviera. Nos Estados Unidos e na China, onde se encontram muitos concorrentes das empresas alemãs, o custo é equivalente a 8,4 cêntimos de euro.”
Como é possível concorrer com os EUA e China nestas condições?
Tem tudo para piorar…
Calma, que o mundo é só Cinderelas e unicórnios.
Quando a realidade bater à porta e as pessoas não tiverem dinheiro para pôr comida na mesa, aí é que vamos ver como a coisa corre.