Polónia desconfia que carros chineses estão a passar informações e restringe a sua circulação
Os carros provenientes da China que disponham de câmaras e ligação à Internet deixam de poder aceder a locais militares e a espaços adjacentes com infraestruturas consideradas críticas, por razões de segurança nacional.
Polónia não confia na China
Na Polónia cresce a desconfiança em relação à tecnologia incorporada nos modelos oriundos da China, cada vez mais visíveis nas estradas europeias.
De acordo com a agência estatal PAP, o país decidiu limitar as zonas onde estes veículos podem circular, invocando preocupações de segurança nacional.
A restrição anunciada pelo governo polaco aplica-se tanto a áreas militares como a zonas adjacentes que possam albergar infraestruturas relevantes para o país. Para Varsóvia, trata-se de uma medida preventiva no âmbito da defesa nacional.
Receios sobre recolha e transmissão de dados sensíveis
O principal receio das autoridades prende-se com a possibilidade de os carros conectados transmitirem dados sensíveis através de câmaras, sensores e serviços online.
Em causa está o risco de divulgação de informações confidenciais, incluindo a localização de infraestruturas estratégicas ou detalhes relacionados com operações militares.
Assim, veículos conectados provenientes da China ficam impedidos de circular em zonas militares, vias de acesso circundantes, parques de estacionamento próximos e áreas logísticas.
A decisão não interfere com a utilização civil normal. Importa notar que, no mercado polaco, continuam a predominar marcas como a Toyota e o Grupo Volkswagen, incluindo a própria Volkswagen e a Skoda.
Marcas visadas e reação da China
A PAP refere marcas como BYD, MG, NIO, Xpeng e Aiways, embora ainda não exista uma lista oficial.
Há também relatos de meios polacos que indicam que um condutor de um veículo da Tesla terá visto o acesso a uma instalação militar recusado, mais pela arquitetura digital do automóvel do que pela sua origem.
Apesar do crescimento visível de marcas chinesas como MG, BYD, OMODA ou JAECOO em países como Portugal, no total europeu estas representam cerca de 5% da quota de mercado, menos de metade da quota do Grupo Renault.
Uma parte significativa dessa presença resulta de modelos acessíveis, como o MG ZS ou o BYD Seal U DM-i, líder no segmento dos híbridos plug-in.
Segundo dados de 2024, o grupo Geely matriculou cerca de 14.747 veículos na Polónia, aproximadamente um décimo do volume registado pelo Grupo Volkswagen.
Embora fora do Top 5, supera marcas como Ford e Mazda. Já a SAIC apresenta um crescimento sustentado no mercado polaco.
Estão a ser preparadas restrições ao acesso de carros fabricados na China para proteger localizações e instalações militares.
Afirmou um porta-voz do governo polaco, sublinhando que a medida integra uma estratégia de segurança das forças armadas.
Do lado chinês, a resposta não se fez esperar.
A China considera que o uso indevido do conceito de segurança nacional tem de parar.
Declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.
Até ao momento, nenhum outro país europeu avançou com restrições semelhantes, embora a União Europeia esteja a trabalhar em regras de cibersegurança mais exigentes para os próximos anos.
Estas preocupações não são inéditas. Recorde-se que, na Noruega, chegou a ser investigada a hipótese de autocarros elétricos integrarem um alegado “botão vermelho”, capaz de imobilizar o veículo remotamente através do cartão SIM utilizado na gestão das baterias e de outros sistemas.


























Esta poderia ser a nova publicidade aos carros chineses:
Tenha uma vida cheia de aventura e emoção sendo agente dos serviços secretos chineses… só tem de comprar um automóvel chinês, nós tratamos do resto.
Lol, espera até descobrires que não são só os Chineses que usam os seus produtos para colectar todo o tipo e dados – oficiais e menos oficiais – para “partilhar” e vender…
Os chineses?! Nunca na vida! Seriam incapazes de uma coisa dessas. O mal está no Trump e no malandro do Musk
Aí os malandros dos chineses começaram a fazer o que a América sempre fez e continua a fazer até aos seus aliados europeus para tirar vantagens em negócios e afins…
É diferente, os EUA sempre o tiveram através de empresas de espionagem, é diferente de um estado que controla empresas privadas para gerir as suas pretensões expansionistas.
Também é diferente os EUA que usavam essa informação para se proteger em negociações com empresas europeias do que um PCC que usa essa informação para adquirir empresas, controlar aéreas de interesse dentro da própria Europa e quiçá fornecer essa informação aos seus aliados russos numa possível guerra.
Nenhum dos dois está correcto, mas só um deles provoca dano.
É diferente. Vou apontar para não me esquecer.
Estamos todos sobre vigilância.
Privacidade é uma utopia
E nós em Portugal? Autocarros com várias câmaras HIKVISION e zero entidades independentes a fiscalizar potenciais fugas de informação.
Em caso de dúvida, perguntar primeiro aos donos (EUA) o que fazer, mesmo quando o número de provas é zero, as “suspeitas” são depois enviadas de Washington com as devidas instruções. Entretanto alguém com ligações diretas ao governo aparece na televisão para explicar o que nunca conseguiram provar, serve como “prova” ao mesmo tempo que “ingenuamente” aconselha os cidadãos para comprar algo de mais confiança. Tipo… Algo como um Tesla, que por “mero acaso” tem ligação á Starlink.
Entretanto no mundo real, as marcas automóveis Chinesas estão décadas á frente da Europa, e a muitos anos de qualquer Americana.
Nos dias que correm, tenho 600% mais confiança num produto Chinês do que certas “marcas fidedignas” made in USA.
Aparentemente, quando são os EUA a colectar dados (os quais são oferecidos sem reservas ao Regime Genocida Sionista) a maior parte das vezes, de formas ilícitas, sem o consentimento ou conhecimento da grande maioria, não existe qualquer tipo de problema, que, e por “razões de segurança nacional”, é bom para as pessoas que vivem sobre opressão da “Rules Based Liberal New World’s Order”.
Entretanto… Lá vão mais 80 biliões para o Regime Ukronazi, e mais umas entregas de armamento ao “Povo Escolhido por Moloth”, para que continuem o Genocídio e limpeza étnica…
Haja alguém lúcido.
Alguns lunáticos aqui, não podem ouvir agora a palavra China, porque é logo o diabo.
Provavelmente os EUA tentarão fazer aos carros elétricos chineses, o mesmo que fizeram à huawei.
“Haja alguém lúcido.” —– nisso tem razão, nem o Vasco nem o Eu são crípticos. Dizem sempre as maiores baboseiras às claras e claramente.
Aplaudo e subscrevo integralmente este comentário. É difícil não ver nesta decisão da Polónia um exercício de retórica de “segurança nacional” desprovido de provas concretas, aplicado de forma seletiva a veículos de origem chinesa. Num país sem qualquer peso estratégico relevante, a narrativa de espionagem via carros conectados soa mais a pretexto político do que a genuína preocupação técnica.
Curiosamente, ninguém se recorda que os verdadeiros “backdoors” de acesso massivo a dados pessoais e corporativos já existem, integrados em sistemas operativos dominantes como Windows, iOS, Android ou macOS — controlados por um outro lado do Atlântico. Esta proibição, por isso, lembra muito o modo como Portugal e outros países trataram a Huawei: decisões geopolíticas mascaradas de preocupações de segurança cibernética.
A Europa tem sido, sempre foi e continuará a ser submissa à vontade do outro lado do Atlântico. Basta um telefonema e, como por magia, surge a “história carochinha” da segurança nacional, pronta a justificar qualquer medida contra quem não se alinha no tabuleiro de xadrez de Washington, sem necessidade de prova concreta.
Vens falar de ausência de provas com acusações 100% falsas
2 comentários de propaganda paga pelo PCC, bom exemplo do que se passa nas redes sociais mundiais e o porquê da China ser tão perigosa, tenta manipular a retórica em sua defesa para não os verem como a ameaça que são
Sim, 2 de propaganda chinesa.
O teu é apenas ignorante. De quem nada percebe, é comido de cebolada e ainda ri, achando que percebeu alguma coisa. Lol.
Dizer que EUA andam a espiar e que isso é mau agora é ser amante da China. E depois os outros é que vão na conversa da propaganda
Não há qualquer “propaganda” em reconhecer que esta decisão levanta sérias dúvidas quanto à coerência e à consistência das políticas de segurança europeias. O problema não é negar que existam riscos tecnológicos — esses existem, tanto da China como dos EUA. O problema é aplicar critérios diferentes consoante a origem do fabricante.
É curioso que quando surgem suspeitas sobre empresas chinesas fala-se em “ameaça à segurança nacional”, mas quando os sistemas norte-americanos recolhem dados pessoais de milhões de utilizadores, isso é tratado como “normal funcionamento do ecossistema digital”. Essa assimetria não é técnica, é política.
Criticar esta seletividade não significa defender a China, mas pedir coerência e transparência. Se o argumento for a proteção de dados e da soberania digital, então o princípio deve ser universal, não apenas quando convém geoestrategicamente. Fechar os olhos a isso é confundir prudência com submissão.
lê os comentários acima e talvez percebas
Eu percebo perfeitamente os comentários acima — talvez tu é que os estejas a confundir.
O meu ponto é simples: reconhecer que há riscos tecnológicos não é o mesmo que defender a China. O problema é a Europa aplicar duas medidas — desconfia da China, mas ignora práticas idênticas vindas dos EUA.
Isso não é defesa nacional, é geopolítica seletiva mascarada de prudência. E enquanto essa incoerência persistir, o discurso da “segurança digital” continuará a soar mais a retórica do que a proteção real.
Os carros que podiam ser duradoros e baratos, com tanto desenvolvimento mecanico que já existe. Continua caro, para além de incrivelmente feio, porque no fundo é um estudio tiktok cheio de luzes foleiras e cameras aleatorias.
Para serem duradouros tinham de ser caros, o que acontece é que não se pode ter ambos, e hoje são extremamente baratos, isto se compararmos com os preços praticados nos anos 90 – 2000, quando se faziam carros mais duradouros.
Os carros não transmitem informação nenhuma. Isso é mito
Se não transmitem então ralhe com os autores do artigo.
Connosco? Não, com as autoridades polacas. Elas deveriam contratar o Mario para assessor de segurança, ele afinal não percebe nada da coisa, mas sempre dá uma opinião. 😉
Nem mais.
Falta relacionares o preço com o poder de compra
Foi exatamente isso que fiz.
Eu sou meio europeu, mas não convivo com estes delirios.
É verdade que já há estudos a dizer que os ocidentais estão a perder a cognição e olhando para esta notícia de imbecis só posso concordar com esse estudo.
Tenho de louvar a paciência dos chineses em lidar com os Europeus Ocidentais e os seus descendentes.
Estes comportamentos só estão a pedir que a China e os Indianos um dia sejam como os europeus ocidentais. E se isso um dia acontecer so vou dizer: Adeus Europa Ocidental e EUA.
Vejam bem o comportamento da Europa Ocidental
É o povo que saiu Europa para conquistar várias terras, que globalizou a escravatura, que usou uma religião falsa do Médio Oriente para “civilizar” outros povos, que usou a mesma religião para desculpar-lhe os vários genocídios que fez, e vejam bem, que fez isto tudo através de uma invenção chinesa (pólvora).
Deixou colónias em vários continentes. As línguas usadas nessas colónias são europeias, os povos originais nessas colónias quase estão na extinção e apesar dos vários avisos para pararem de matar culturas em prol da sua cultura europeia continuam a meter o bedelho onde não são chamados.
Depois de vários delírios eis que surge outro: os carros chineses são formas de espiar o que os satélites lá em cima fazem com melhores resultados.
Enfim…
A sua propaganda anti-Ocidente não tem qualquer limite. Mentiras são o seu alimento que regurgita à mais leve oportunidade.
Ah ah, eu não preciso de mentir. Basta sair a rua e ver as consequências do nosso comportamento.
O que me incomoda muito é que os europeus têm uma relação muito má com a verdade dos factos. E daí que hoje estejamos a pagar pelos erros que fizemos no passado e que não quisemos resolver.
Como exemplificar o comportamento europeu para o resto do mundo?
Nada como pegar numa palavra que não tem tradução em Português: Pantaraxia.
Inventada por Nubar Gulbenkian para descrever o seu pai: Calouste Gulbenkian.
O que significa essa palavra?
“Actions designed to keep people alert, on their toes, or in a state of high readiness.”
Isto é a Europa. Isto é o Ocidente.
Quanto ao comportamento da China, tem de ver as primeiras declarações do MNE quando os EUA queriam que a China tivesse uma posição contra a Rússia (em relação a guerra contra a Ucrânia).
A resposta em palavras simples foi: “nós chineses ainda não esquecemos a recente invasão pela Aliança das Oito Nações à China. E um pais que nem tem 300 anos de vida pode exigir a um outro que tem mais de 5000 anos a responder como quer. Respondemos como e quando o desejarmos. ”
Sabe quando foi a recente invasão? Há mais de 100 anos atras!!
O que a China e o resto do planeta quer de nós?
Dignidade, respeito e que olhemos para esses povos todos de igual para igual e que não haja uma imposição nossa de como nos devemos comportar quando quem cometeu erros graves fomos nós.
Quer que a Europa seja um local sem guerras?
Troque os EUA na NATO pela Russia.
Volte a repor os gasodutos russos.
Aceite o gasoduto islamico.
Desenvolva os paises do Norte de Africa como deve ser.
Comece a pagar o petroleo noutra moeda que não o dolar.
E resolva os problemas que criamos nas antigas colonias.
“Ah ah, eu não preciso de mentir” —– pois… para quem difunde propaganda e ainda lhe junta aquela pitada adicional de superioridade moral vinda de uma ditadura, a propaganda nunca é mentira. É, sim, apenas um meio para atingir um fim.
O SouHumanoNaoOcidental não está a fazer propaganda de regime nenhum; está a lembrar que o lugar confortável em que o Ocidente se vê a si próprio foi construído, em grande medida, à custa de outros povos. A expansão marítima europeia abriu caminho a séculos de escravatura em larga escala, com milhões de africanos arrancados das suas terras para alimentar economias coloniais europeias, em plantações, minas e trabalhos forçados. Portugal, por exemplo, foi um dos principais traficantes de pessoas escravizadas, e uma fatia relevante da sua riqueza histórica nasce diretamente desse sistema de exploração.
Quando alguém de fora desse centro de poder recorda estes factos, a reação imediata costuma ser acusar de “propaganda” ou “ódio ao Ocidente”, em vez de discutir o conteúdo e os dados históricos. No entanto, arquivos, estatísticas e investigações académicas não desaparecem só porque é desconfortável falar deles, nem porque beliscam a narrativa de que “nós” fomos sempre os civilizados. O ponto dele não é dizer que China ou Rússia são moralmente superiores; é lembrar que o Ocidente não tem autoridade moral automática para apontar o dedo aos outros como se não carregasse um rasto próprio de violência, pilhagem e intervenção externa por enfrentar.
Confundir esta crítica estrutural com “amar ditaduras” é uma forma conveniente de evitar olhar ao espelho e de fugir a qualquer responsabilização histórica ou política. Criticar esse passado, e a maneira como ele ainda hoje condiciona desigualdades globais, não é odiar o Ocidente: é recusar a auto‑imagem confortável de inocência permanente.
https://ensina.rtp.pt/explicador/a-escravatura-nos-seculos-xv-e-xvi-h47/
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5dn2w31gwo
https://www.bbc.com/portuguese/geral-63371607
É verdade não preciso de mentir para justificar a minha opinião.
Sabe como?
Basta pegar num evento que toca vários povos como os nossos Descobrimentos.
Veja bem o seguinte:
Se olhar para a História das ex colonias portuguesas, vai ver que Portugal está la referida. É dado nas suas escolas. E a descrição do que os portugueses fizeram é diferente daquela que nós, portugueses achamos que fizemos.
Então pergunto: porque não deixar que o ponto de vista desses povos entrem também nas nossas aulas de História?
Pode achar banal e insignificante este pequeno detalhe, mas para quem nunca teve voz ativa é muito importante.
E a Europa, em geral, é igual a Portugal neste ponto.
Esta divergência demonstra que nos achamos superiores aos outros povos e não ao contrario. O que esses povos pedem é que olhemos para eles como iguais.
Veja o exemplo que escrevi ainda neste post: Exposição Colonial de Paris de 1931. E pense: este evento ainda não fez 100 anos. Foi ontem, por assim dizer.
Agora vamos falar de Ditaduras, propagandas e com uma pitada de superioridade moral.
O que nós, Ocidentais, temos a ver com a forma como os outros povos gerem o seu país? É o seu país. Só falamos mal.
Nós ocidentais andamos a matar, a invadir terras, a tirar os recursos desses locais durante séculos. Depois de termos saído desses locais continuamos a falar mal deles? Isso é ofensivo.
O que nós estamos a fazer é desviar a atenção daquilo que fizemos e que não queremos que se fale.
Massacre de Wiriyamu em Moçambique é um exemplo.
Ja viu o que senhor André Ventura falou do assunto na AR?
Se ele fala desta forma sobre um facto que atingiu um povo como acha que ele vai falar de todos os outros?
Concordo totalmente com o que disseste. Muitos europeus desconhecem ou preferem não encarar de frente a própria história — e isso molda a forma como o “Ocidente” se vê no mundo. Desde pequenos fomos educados por narrativas que invertem papéis e simplificam a realidade: nos filmes de cowboys, os indígenas eram sempre os “selvagens”, quando na verdade eram os povos originários a defender as suas terras. Essa lógica narrativa — o herói civilizado contra o bárbaro — foi a mesma usada durante séculos para justificar conquistas, colonizações e até genocídios culturais.
Esta forma de ver o mundo ainda se reflete hoje, quando certas potências ou blocos falam em “democracia”, “liberdade” ou “valores universais” como se tivessem o monopólio da moral ou da razão. O problema não é reconhecer o que o Ocidente trouxe de positivo — ciência, direitos civis, progresso técnico — mas ignorar a sombra dessas conquistas: a escravatura, o colonialismo, o racismo estrutural e a exploração que sustentaram esse mesmo progresso.
Quando outro povo exige ser tratado como igual, muitos no Ocidente sentem isso como afronta, porque desafia séculos de autoimagem de superioridade. E é curioso que, até há pouco tempo, havia políticos europeus a descrever o continente como “um jardim rodeado pela selva” — expressão que diz muito sobre como ainda se pensa o resto do mundo.
O ponto central aqui não é trocar um “nós contra eles”, mas reconhecer que a História tem muitas versões e que ouvir as vozes que ficaram de fora é um exercício de justiça e maturidade. O verdadeiro progresso não vem de apagar o passado, mas de aprender com ele — sobretudo quando esse passado ainda condiciona desigualdades no presente.
Os delírios vêm de casos concretos. Não é de todas as empresas chinesas como é lógico, é apenas de todas controladas pelo PCC, sendo ou não estatais
“Adeus Europa Ocidental e EUA” – não percebo se é você a dizer, ou os Chineses/Indianos, mas na verdade, tanto faz. E depois, vão ganhar dinheiro onde?
É como diz o outro: “o que está a dar agora é Kinshasa”
Respondo assim: Coloque isto no ChatGPT : é verdade que em Paris houve jaulas com africanos?
Resposta do ChatGPT
Sim — é verdade.
Em Paris, entre o fim do século XIX e o início do século XX, houve exposições onde africanos (e outros povos colonizados) foram exibidos ao público, muitas vezes em condições semelhantes a jaulas. Hoje isso é reconhecido como racismo institucional e desumanização extrema.
Onde isso aconteceu?
Principalmente no Jardin d’Acclimatation e em grandes exposições coloniais, como:
a Exposição Colonial de Paris de 1931
Como funcionava?
Pessoas da África, Ásia, Américas e Oceânia eram trazidas para França
Viviam em “aldeias” recriadas, cercadas por grades ou barreiras
O público pagava bilhete para as observar como “exemplares exóticos”
Eram incentivadas a usar roupas “tradicionais” e a encenar o quotidiano
⚠️ Embora nem sempre fossem literalmente jaulas de ferro, o princípio era o mesmo de um zoológico humano (human zoo).
Quem era exibido?
Africanos (sobretudo das colónias francesas)
Pessoas do Congo, Senegal, Madagascar, Indochina, entre outros
Também indígenas americanos e povos do Pacífico
———————————————————————–
Há mais nesta resposta, mas basta isto.
Agora imaginemos que o resto do planeta fosse como nós somos?
Acha que a Europa continuaria a existir? Somos apenas 800 milhões na Europa. 6 mil milhões são descendentes de povos subjugados ou humilhados pelos europeus.
Faça as contas.
Também concordo com essa reflexão. É importante lembrar que não foi apenas em França que existiram “zoológicos humanos”. A Bélgica fez o mesmo com pessoas trazidas das suas colónias — nomeadamente do Congo, Burundi e Ruanda —, colocando-as em “exposições vivas” nos jardins zoológicos e feiras universais, como se fossem parte de um cenário exótico.
Ainda hoje, o próprio governo belga reconhece esse passado e chegou a pedir desculpas públicas pelos crimes cometidos durante a colonização, incluindo sequestros, abusos, discriminação racial e adoções forçadas de milhares de crianças.
Ao recordarmos estes factos, não é para alimentar ressentimentos, mas para lembrar que a Europa nem sempre é o exemplo moral que tenta ser. Só enfrentando honestamente o passado colonial e as suas consequências podemos construir uma relação mais justa com os povos que foram subjugados.
Ivo quero agradecer as palavras que escreveu após eu ter dito algumas coisas aqui.
Há pouco escreveu algo em resposta ao que o Axolote nurcesado escreveu e eu também estava a responder e não vi a sua resposta.
Conclusão: fui a procura de tudo que escreveu. E confesso é bom ver isso. Continue assim.
Gostei particularmente disto porque resume precisamente aquilo que temos de fazer:
“Ao recordarmos estes factos, não é para alimentar ressentimentos, mas para lembrar que a Europa nem sempre é o exemplo moral que tenta ser. Só enfrentando honestamente o passado colonial e as suas consequências podemos construir uma relação mais justa com os povos que foram subjugados.”
Abraço
Aqui vê‑se bem o tal “quem finge estar a dormir, não há maneira de acordar”. Muita gente limita‑se a repetir os discursos populares como um papagaio, sem conhecer minimamente a história, como se ela nunca tivesse existido. Pior ainda, há uma enorme preguiça em fazer o mínimo de fact check sobre aquilo que se defende, desde que a frase soe bem e confirme o que já se queria acreditar. Enquanto essa postura continuar, qualquer debate sério sobre responsabilidade, memória e justiça fica truncado logo à partida.
A história não é exatamente assim.
Em 25.000 lugares estratégicos da Polónia foram colocadas placas com proibição de fotografar ou filmar, incluindo com telemóveis – e isso abrange também filmagens com câmaras de carros.
No caso em concreto, o comando da base proibiu a entrada de pessoal da base com os seus carros chineses com câmaras (e fala-se também de um Tesla … fabricado na China).
Também se fala de ser adotado novo regulamento (impedindo esses carros não só de entrar nas bases, como não poderem ficar em estacionamentos próximos).
Tem que se ver estas coisas a partir da Polónia e não de cá, e a realidade é esta – se não fosse a resistência da Ucrânia a Rússia estava na fronteira da Polónia. E sabe-se lá que informação a China dá à Rússia?
Lá estás tu a inventar. A existência de zonas com proibição de fotografar ou filmar na Polónia não é nova nem específica de carros chineses. Trata-se de uma medida geral de segurança, aplicada a pessoas, equipamentos e dispositivos, e não de uma interdição tecnológica dirigida a fabricantes concretos.
Esta medida é pontual, refere-se a zonas onde existam bases militares e a referência a “carros chineses” e até a um Tesla fabricado na China revela a falha do argumento. A origem industrial não determina automaticamente riscos de espionagem. Se assim fosse, uma parte significativa da indústria automóvel europeia e mundial estaria sob suspeita.
A proibição de fotografar/filmar os 25.000 lugares estratégicos não é nova … é de abril passado (não século passado).
Quanto ao resto https://notesfrompoland.com/2026/01/20/poland-bans-chinese-cars-from-military-bases/
Tem quase um ano 😀 e tu estás a trazer como novidade. Quanto ao resto, foi o que escrevi. Deste zero novidades.
Do link acima:
“No ano passado [2025, em abril], a Lei de Defesa Interna de 2022 foi endurecida, com novas diretrizes sobre sua proibição de produzir ou transmitir imagens ou vídeos de locais de particular importância para a segurança nacional ou defesa.
Essas restrições “também se aplicam a todos os veículos equipados com gravadores de imagem e som”, observou o ministério nos seus comentários à Interia. “De acordo com os regulamentos aplicáveis, o comandante de uma unidade militar tem o direito de tomar uma decisão autónoma para conceder ou recusar o consentimento a esse respeito.”
O que se passou agora não foi mais do que aplicar as diretrizes de abril – dentro das unidades militares (3% dos 25.000 dos locais estratégicos).
Foi endurecida, mas já existia. Eu disse-te isso. O que se passou agora foi aplicar as alterações, mas só agora. Devido a estas suspeitas. Já poderiam ter aplicado antes. Como te disse, esta lei de defesa existe há muitos anos.
Será que o Elon Musk untou as mãos dos da PAP? Que eles só falam dos VE chineses quando os Teslas fazem o mesmo ou pior.
E os Airbus, Mercedes, BMW, Teslas, etc., etc., que se vende à China passam informação para o Ocidente?
Mais vale tarde que nunca!
Não devia ser preciso ser Chines, Americano ou outra nacionalidade!
Algo tem camera… interdito!
Já entrei em empresas (bases militares e outros locais deviam ter segurança bem mais fechada e rigorosa) em que qualquer equipamento com camera, ou ficava na entrada, ou colavam um selo de segurança a tapar a lente, que era verificada na saída!
Claro. Quando o produto é barato…estás a ser explorado e nem sabes!
O UK já tinha tomado a mesma medida há mais de um ano e militares não podem falar dentro de carros chinos.
Os carros chineses, são subsidiados pelo estado chinês, pelo que fazem concorrência desleal às marcas europeias. Isso tem que ser tomado em consideração.