Iates ao preço de carros? “Jeff Bezos chinês” acredita que é possível
Richard Liu, o magnata por trás da JD.com, pretende transformar o mercado de luxo ao tornar a posse de um iate tão comum e acessível como a de um carro familiar.
O conceito da Sea Expandary e a democratização do mar
Richard Liu é internacionalmente reconhecido como o "Jeff Bezos chinês" por ter transformado a JD.com num colosso do comércio eletrónico, capaz de enfrentar a Amazon com uma logística própria de excelência.
Com uma fortuna avaliada em cerca de 5500 milhões de dólares, o empresário decidiu agora aplicar o seu modelo de eficiência num setor inesperado: o dos iates. O seu objetivo não é servir a elite, mas sim criar embarcações que as famílias de classe média possam adquirir.
Para concretizar esta visão, Liu fundou a Sea Expandary, uma empresa que operará com uma gestão independente e um investimento inicial superior a 700 milhões de dólares. A premissa é simples, mas radical: aplicar a economia de escala para que um trabalhador assalariado possa ter o seu próprio barco, tal como aconteceu com a massificação dos automóveis no século passado.
Iates ao preço de um veículo utilitário
O aspeto mais disruptivo do projeto é o preço fixado como meta. Liu afirmou que deseja construir iates por cerca de 100.000 yuan (aproximadamente 12.500 euros). Atualmente, um iate de entrada de gama custa, no mínimo, entre 50.000 e 200.000 dólares.
Ao baixar o valor para o patamar de um carro familiar, a Sea Expandary pretende eliminar a barreira financeira que impede a maioria dos consumidores de entrar no mercado náutico, oferecendo espaço e conforto para toda a família a um custo reduzido.
A execução deste plano exige uma mudança de paradigma, visto que a construção de barcos é ainda um processo muito artesanal e moroso. Para atingir os seus objetivos, a Sea Expandary terá de industrializar a produção de forma agressiva, limitando as opções de personalização para otimizar a cadeia de montagem.
Além disso, a empresa aposta no futuro ecológico, com embarcações movidas a energias renováveis e motores elétricos, seguindo a tendência que a China já lidera no setor dos veículos elétricos.
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Sempre ouvi dizer que havia dois momentos de alegria com os barcos: primeiro quando se compra e depois quando se vende.
Isso diz muito sobre os custos de manutenção e posse de um barco.
Yate só Italiano. Chinês, não obrigado.
Um Iate made China, é mesmo o que a malta está a precisar. Como se costuma dizer, melhor que o dia da compra é o dia em que se conseguirem ver livre dele.
A observação parece partir da ideia de que um iate fabricado na China será inevitavelmente de má qualidade. Mas com base em que experiência se chega a essa conclusão? Já teve algum iate? Ou, mais concretamente, algum de fabrico chinês?
E não vale dizer que ouviu falar da experiência do amigo da vizinha da prima em terceiro grau — isso conta mais como rumor de café do que como argumento sério.
É mesmo baseado no sem fim de produtos made in China que não prestam para nada, não chegando a funcionar bem nem sequer na primeira utilização, apesar de à primeira vista até devessem ser bons.
Claro que nada garante que os tais iates para a classe média alta, não possam prestar, mas só o falarem em motor eléctrico e em energias renováveis já me deixaria nervoso.
João, essa ideia de que “made in China = má qualidade” já não corresponde muito à realidade atual. Hoje a China produz desde produtos baratos até tecnologia de topo, como smartphones, carros elétricos ou até os iPhones, cujos componentes e montagem são em grande parte feitos lá.
Por isso, talvez faça mais sentido avaliar o iate em si quando existir, em vez de assumir logo que será mau. Ainda me lembro de quando surgiram os BYD — muitos comentários por aqui eram bastante negativos, ainda antes de chegarem ao mercado português. E, no entanto, poucos anos depois, tornaram-se dos carros mais vendidos a nível mundial. Às vezes, o tempo trata de desmentir bem as ideias feitas (preconceitas).
uma pessoa chama um uber e vem um BYD já fica com medo, imagina em algo que é suposto flutuar
Medo? Então viajas numa marca que tem as melhores baterias do mercado 😀 que passou com 5 estrelas nos testes de segurança europeus do Euro NCAP e tu tens medo? 🙂 nem sei o que pensar!
Não sendo de todo intendido em barcos só pelo convívio que tenho com um casal amigo que vive dentro de um barco, venderam a casa que tinham e vivem no barco, e por ele dizer que qualquer coisa para um barco é uma fortuna devido a alta qualidade do inox ali utilizado, descer o preço do produto drasticamente talvez a solução encontrada seja a diminuição da qualidade dos materiais, e assim sendo podes estar a comprar dois pelo preço de um, barco e submarino. 🙂 🙂 🙂
O casal meu amigo paga por ano na marina de Expo 7500€ por ano para lá ter o barco, e isto inclui água, luz e internet, sendo certo que ele tem star link e por isso não utiliza a internet da marina, acaba por não ser caro, morar em Lisboa com vista de riu por 625€ por mês e ainda têm parque de estacionamento, mas ai acho que é um x de horas por mês.
se somares o preço do barco não é barato..
o que muita gente fora do meio não sabe é que tens outros custos que tornam a experiencia ainda mais cara, por exemplo o lixo, normalmente cada saco de lixo de 50L são acima de 10€ nas marinas portuguesas..
Não sei onde foste buscar essa ideia, ainda ã duas semanas estive a almoçar no barco e a caminho do meu carro deixei o saco do lixo dentro da marina e ninguém me pediu nem dinheiro nem informação do barco