Especialista diz que deve carregar neste botão do seu quadro elétrico uma vez por mês
Embora o quadro elétrico esteja em todas as casas e seja até um dos seus elementos mais importantes, a grande maioria das pessoas desconhece-o. Entre botões e fios incompreensíveis, o sistema acaba por ser consultado apenas por técnicos. Um especialista diz, no entanto, que há um botão no qual devemos carregar, pelo menos, uma vez por mês.
Além das situações em que há um apagão ou que o disjuntor dispara e temos de recorrer ao quadro elétrico para repor a eletricidade em casa, a maioria das pessoas não se aproxima dele com frequência.
De facto, embora seja um dos elementos-chave das casas, a verdade é que a "pessoa comum" não está familiarizada com o quadro elétrico.
Segundo Manuel Contreras, presidente da Asociación autónoma de instaladores eléctricos y de telecomunicaciones de Granada, em Espanha, numa entrevista à revista Ideal, "o quadro elétrico é o elemento mais importante de uma instalação, é importantíssimo".
Afinal, é nele que convergem todos os cabos que passam pela habitação, permitindo manter o sistema elétrico organizado e proteger os eletrodomésticos existentes em casa, bem como as próprias pessoas que nela habitam.
Carregue neste botão do seu quadro elétrico, pelo menos, uma vez por mês!
No quadro elétrico encontra-se não apenas o interruptor principal da casa, mas os interruptores diferenciais e os interruptores automáticos, que controlam áreas específicas e gerem o abastecimento de toda a casa.
De acordo com Manuel Contreras, o quadro elétrico serve para proteger contra contactos indiretos, ou seja, quando recebemos uma descarga elétrica, bem como contra possíveis avarias provocadas por curto-circuito ou sobrecarga.
Citando o especialista, "se houver algum erro e os diferenciais não dispararem, significa que a nossa instalação não está protegida, o que representa um risco importante".
Assim sendo, além de aconselhar a que se chame um profissional para rever a instalação uma vez por ano, Manuel Contreras diz que há um truque simples que pode ajudar a controlar e perceber se o quadro elétrico está preparado para receber uma descarga elétrica.
O especialista recomenda carregar num botão do quadro elétrico que nos indicará se este funciona corretamente em termos de proteção ou não, pelo menos, uma vez por mês.
Entre todos os botões do quadro elétrico, há um chamado botão de teste, normalmente identificado com a letra "T" ou com uma cor chamativa, que permite simular um pico de tensão no quadro elétrico, por forma a verificar como este reagiria caso a situação ocorresse realmente. Basta carregar no botão e confirmar se os diferenciais disparam.
- Se os diferenciais dispararem, significa que o quadro funciona corretamente;
- Se não dispararem, existe algum problema, que pode estar a colocar os eletrodomésticos da casa e os próprios habitantes em perigo.
Ainda que seja melhor que o quadro elétrico seja verificado por um eletricista, pelo menos, uma vez por ano, carregar neste botão de teste pode ajudar na vida útil do quadro e na segurança da casa.






















Não o faça se tiver equipamentos que suportem serviços sensíveis a cortes sem que se assegure por uma UPS.
Ou então desligar da tomada primeiro
Desligar da tomada não é igual a desligar no diferencial?
Também é bom para ouvir se algum vizinho começa a reclamar. Siginifica que nos tem andado a roubar eletricidade.
viver em loures deve ser duro
Dificilmente um vizinho vai roubar energia depois do diferencial, até porque o mesmo por norma está dentro da habitação. Os roubos de energia são feitos ou na saída do contador ou ainda antes de entrar no mesmo.
Um disjuntor diferencial não protege de picos de tensão, aliás, nenhum disjuntor no quadro é para proteger contra flutuações na tensão. O diferencial protege sobretudo contra sobrecarga (daí desligar quando se tenta usar mais do que a potência contratada) e curto-circuito, seja entre fase e neutro, como fase e terra. Dificilmente um disjuntor desses avaria. Eu tive um que disparou uma vez e já não voltava a funcionar, teve de vir a E-Redes substituir. Não me parece útil todos os meses andar a testar, ainda por cima quando vai desligar toda a instalação da habitação.
Tanta informação errada numa frase tão curta meu deus.
Seria simpático da sua parte informar-nos o que está errado…
O que disseste está completamente errado porque estás a misturar a função do diferencial com a de outros disjuntores/proteções do quadro.
O disjuntor diferencial (ou interruptor diferencial) não protege contra picos/flutuações de tensão. Para isso existem outras proteções, como DPS (dispositivos de proteção contra sobretensões).
Também não é o diferencial que protege contra sobrecarga nem curto-circuito. Essa proteção é feita pelos disjuntores magnetotérmicos (ou por um RCBO, quando a proteção diferencial + magnetotérmica está combinada no mesmo aparelho).
O diferencial serve para detetar fugas de corrente, isto é, quando a corrente que sai pela fase não regressa pelo neutro (há um desequilíbrio). Isso acontece, por exemplo, em fugas para terra ou através de uma pessoa, e é precisamente aí que ele protege.
Dizer que ele “desliga quando se tenta usar mais do que a potência contratada” também não está correto como regra geral. Isso está normalmente associado ao limitador de potência/contador (ou a outra proteção a montante), não à função diferencial em si.
O pior é ter de andar a acertar os relógios todos dos electrodomésticos que param imediatamente de funcionar com qualquer mínimo corte. Aqueles sovinas dos fabricantes não podiam ter colocado um acumulador de energia, ou até uma pilha que mantivesse as horas a funcionar… era mais uns cêntimos que tinham de despender em aparelhos que custam centenas de euros.
E quando a pilha acabasse, tinha que desmontar o forno todo para chegar até à mesma, ou acha que o fabricante ia colocar a pilha do forno ali à mão de semear? Já para não falar do calor
Uma pilha para manter um relógio a funcionar dura 15 anos…
Dura 15 anos se nunca faltar a energia… Pergunte lá às pessoas que estão sem eletricidade há 1 mês em Leiria, quando a energia voltar, se alguma pilha que mantém a hora de algum dispositivo ainda funciona…
É obvio que funciona! Mas parece que não sabes a diferença entre manter a hora para quando a luz voltar não ser preciso acertar o relógio e manter o relógio a dar sempre as horas.
E não preciso de perguntar a ninguém de Leiria. Vivo cá desde que nasci e em 11 dias sem luz tanto o microondas como o forno tinham a hora certa…
É cada cromo.
Tendo em conta que o teste do diferencial implica o corte total de energia da habitação, considero excessivo fazê-lo mensalmente em contexto doméstico normal.
Na minha opinião, uma verificação semestral é adequada e suficiente para garantir que o mecanismo de disparo continua operacional. É, aliás, uma prática razoável quando não existem sinais de anomalia na instalação elétrica.
Convém notar que o interruptor diferencial não protege contra sobrecargas nem curtos-circuitos, como já vi aqui escrito nos comentários! Essa função pertence aos disjuntores. O diferencial tem como objetivo detetar correntes de fuga à terra (diferença entre a corrente que entra pela fase e a que retorna pelo neutro) e desligar o circuito quando essa diferença ultrapassa um determinado valor.
Isto destina-se principalmente à proteção de pessoas contra choques elétricos indiretos, bem como à mitigação de risco de incêndio causado por fugas de corrente. Um exemplo típico é um eletrodoméstico com falha de isolamento, em que a fase entra em contacto com a carcaça metálica ligada à terra, situação em que o diferencial deve disparar imediatamente e somente com disjuntores típicos poderiam não disparar.
Uma fuga de corrente entre a fase e a terra é um curto-circuito na mesma. A sensibilidade do diferencial por norma é a partir de 30mA.
Bom quando eu aprendi uma fuga de corrente entre fase e terra não é, por definição, um curto-circuito.
Embora ambos envolvam “eletricidade a fluir” por onde não devia, a diferença está no caminho que a corrente percorre. Quando é entre fase e neutro ou entre fases chama-se curto circuito, quando é entre fase e terra é chamado de fuga á terra.
Como disse foi o que aprendi, mas hoje em dia mudam tudo e já pode ser diferente.
Entretanto fui pesquisar e parece que ainda é assim:
Curto-circuito (IEC 60050-195-04-11): “Caminho condutor acidental ou intencional entre dois ou mais pontos condutores que têm uma diferença de potencial em funcionamento normal.”
A Definição de “Condutor Ativo” (IEC 60050-826-12-08)
As normas definem Condutores Ativos como os condutores destinados à transmissão de energia elétrica (Fases e Neutro).
Curto-circuito: É o contacto entre dois condutores ativos (Fase-Fase ou Fase-Neutro).
Defeito à Terra: É o contacto entre um condutor ativo e a terra ou uma massa (carcaça metálica).
Ou seja há quem chame curto-circuito mas na verdade tecnicamente uma fuga á terra, não é um curto-circuito.
Pelo menos uma vez por mês?
Que se teste uma ou duas vezes por ano ainda aceito. Agora uma vez, pelo menos, a cada mês é simplesmente ridículo…
O que se segue? Verificar a pressão dos pneus do carro a cada 3 dias? Verificar a extração do esquentador a cada banho?
É mais uma daquelas dicas tristes que se propagam nas redes sociais. É o testoe do disjuntor todos os meses, é usar bolsas anti-RFID para proteger os cartões de débito porque anda alguém no metro com um terminal de pagamento a encostar às pessoas e a debitar dinheiro e é usar bolsas anti-RF para proteger o comando do carro dentro de casa porque andam tipos a difundir o sinal da porta da casa até ao carro par roubar.
O meu quadro nem tem esse botão LOL
Em vez desse LOL no fim devias falar com um eletricista.
Não deves fazer ideia da facilidade com que podes ir desta para melhor…
Na verdade não. O disjuntor diferencial é instalado pela E-Redes, e se houver algum problema são eles que tratam disso. Há é habitações com disjuntores diferenciais adicionais onde estão ligados termoacumuladores, etc. E o facto de não ter botão T não tem qualquer valor, desde que o disjuntor atue é o que interessa. Eu só tive um disjuntor diferencial avariado e avariou na posição desligado.
Conheço várias instalações em que a e-redes não instala diferencial, mas só instalam o contador se validarem que existe um diferencial na instalação elétrica do cliente.
Já acompanhei vários casos destes, desde garagens a moradias.
Portanto (hoje em dia) não é uma verdade absoluta que o diferencial seja sempre instalado pela e-redes, mas sim eles só instalam contador se houver um diferencial.
E é verdade que há diferencias sem botão de teste, eu tenho um em casa assim, por exemplo.
A minha instalação tem 40 anos, não havia com botões de teste nessa altura…
E até tenho electricidade a entrar por painéis solares. Nunca saltou um disjuntor, eu não meto carga a mais…
E sei que estás a funcionar porque entrou agua para uma tomada e o quadro saltou só o disjuntor das tomadas…
Além disso eu tenho um multímetro, não preciso de pagar mais para testar os disjuntores.
Estás basicamente a deixar aqui bem explícito que não sabes a diferença entre um disjuntor e um diferencial.
O disjuntor protege tudo menos as pessoas…
Mas pronto, tu tens um multímetro portanto és especial.