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Especialista diz que deve carregar neste botão do seu quadro elétrico uma vez por mês

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. eu says:

    Não o faça se tiver equipamentos que suportem serviços sensíveis a cortes sem que se assegure por uma UPS.

  2. says:

    Também é bom para ouvir se algum vizinho começa a reclamar. Siginifica que nos tem andado a roubar eletricidade.

  3. David Guerreiro says:

    Um disjuntor diferencial não protege de picos de tensão, aliás, nenhum disjuntor no quadro é para proteger contra flutuações na tensão. O diferencial protege sobretudo contra sobrecarga (daí desligar quando se tenta usar mais do que a potência contratada) e curto-circuito, seja entre fase e neutro, como fase e terra. Dificilmente um disjuntor desses avaria. Eu tive um que disparou uma vez e já não voltava a funcionar, teve de vir a E-Redes substituir. Não me parece útil todos os meses andar a testar, ainda por cima quando vai desligar toda a instalação da habitação.

    • Fábio says:

      Tanta informação errada numa frase tão curta meu deus.

    • rjSampaio says:

      O que disseste está completamente errado porque estás a misturar a função do diferencial com a de outros disjuntores/proteções do quadro.

      O disjuntor diferencial (ou interruptor diferencial) não protege contra picos/flutuações de tensão. Para isso existem outras proteções, como DPS (dispositivos de proteção contra sobretensões).

      Também não é o diferencial que protege contra sobrecarga nem curto-circuito. Essa proteção é feita pelos disjuntores magnetotérmicos (ou por um RCBO, quando a proteção diferencial + magnetotérmica está combinada no mesmo aparelho).

      O diferencial serve para detetar fugas de corrente, isto é, quando a corrente que sai pela fase não regressa pelo neutro (há um desequilíbrio). Isso acontece, por exemplo, em fugas para terra ou através de uma pessoa, e é precisamente aí que ele protege.

      Dizer que ele “desliga quando se tenta usar mais do que a potência contratada” também não está correto como regra geral. Isso está normalmente associado ao limitador de potência/contador (ou a outra proteção a montante), não à função diferencial em si.

  4. Joao Ptt says:

    O pior é ter de andar a acertar os relógios todos dos electrodomésticos que param imediatamente de funcionar com qualquer mínimo corte. Aqueles sovinas dos fabricantes não podiam ter colocado um acumulador de energia, ou até uma pilha que mantivesse as horas a funcionar… era mais uns cêntimos que tinham de despender em aparelhos que custam centenas de euros.

    • David Guerreiro says:

      E quando a pilha acabasse, tinha que desmontar o forno todo para chegar até à mesma, ou acha que o fabricante ia colocar a pilha do forno ali à mão de semear? Já para não falar do calor

      • Nuno says:

        Uma pilha para manter um relógio a funcionar dura 15 anos…

        • David Guerreiro says:

          Dura 15 anos se nunca faltar a energia… Pergunte lá às pessoas que estão sem eletricidade há 1 mês em Leiria, quando a energia voltar, se alguma pilha que mantém a hora de algum dispositivo ainda funciona…

          • Nuno says:

            É obvio que funciona! Mas parece que não sabes a diferença entre manter a hora para quando a luz voltar não ser preciso acertar o relógio e manter o relógio a dar sempre as horas.
            E não preciso de perguntar a ninguém de Leiria. Vivo cá desde que nasci e em 11 dias sem luz tanto o microondas como o forno tinham a hora certa…

    • Diana says:

      É cada cromo.

  5. Hugo Nabais says:

    Tendo em conta que o teste do diferencial implica o corte total de energia da habitação, considero excessivo fazê-lo mensalmente em contexto doméstico normal.

    Na minha opinião, uma verificação semestral é adequada e suficiente para garantir que o mecanismo de disparo continua operacional. É, aliás, uma prática razoável quando não existem sinais de anomalia na instalação elétrica.

    Convém notar que o interruptor diferencial não protege contra sobrecargas nem curtos-circuitos, como já vi aqui escrito nos comentários! Essa função pertence aos disjuntores. O diferencial tem como objetivo detetar correntes de fuga à terra (diferença entre a corrente que entra pela fase e a que retorna pelo neutro) e desligar o circuito quando essa diferença ultrapassa um determinado valor.

    Isto destina-se principalmente à proteção de pessoas contra choques elétricos indiretos, bem como à mitigação de risco de incêndio causado por fugas de corrente. Um exemplo típico é um eletrodoméstico com falha de isolamento, em que a fase entra em contacto com a carcaça metálica ligada à terra, situação em que o diferencial deve disparar imediatamente e somente com disjuntores típicos poderiam não disparar.

    • David Guerreiro says:

      Uma fuga de corrente entre a fase e a terra é um curto-circuito na mesma. A sensibilidade do diferencial por norma é a partir de 30mA.

      • Hugo Nabais says:

        Bom quando eu aprendi uma fuga de corrente entre fase e terra não é, por definição, um curto-circuito.

        Embora ambos envolvam “eletricidade a fluir” por onde não devia, a diferença está no caminho que a corrente percorre. Quando é entre fase e neutro ou entre fases chama-se curto circuito, quando é entre fase e terra é chamado de fuga á terra.
        Como disse foi o que aprendi, mas hoje em dia mudam tudo e já pode ser diferente.

        Entretanto fui pesquisar e parece que ainda é assim:
        Curto-circuito (IEC 60050-195-04-11): “Caminho condutor acidental ou intencional entre dois ou mais pontos condutores que têm uma diferença de potencial em funcionamento normal.”
        A Definição de “Condutor Ativo” (IEC 60050-826-12-08)
        As normas definem Condutores Ativos como os condutores destinados à transmissão de energia elétrica (Fases e Neutro).
        Curto-circuito: É o contacto entre dois condutores ativos (Fase-Fase ou Fase-Neutro).
        Defeito à Terra: É o contacto entre um condutor ativo e a terra ou uma massa (carcaça metálica).

        Ou seja há quem chame curto-circuito mas na verdade tecnicamente uma fuga á terra, não é um curto-circuito.

  6. Nuno says:

    Pelo menos uma vez por mês?
    Que se teste uma ou duas vezes por ano ainda aceito. Agora uma vez, pelo menos, a cada mês é simplesmente ridículo…
    O que se segue? Verificar a pressão dos pneus do carro a cada 3 dias? Verificar a extração do esquentador a cada banho?

    • David Guerreiro says:

      É mais uma daquelas dicas tristes que se propagam nas redes sociais. É o testoe do disjuntor todos os meses, é usar bolsas anti-RFID para proteger os cartões de débito porque anda alguém no metro com um terminal de pagamento a encostar às pessoas e a debitar dinheiro e é usar bolsas anti-RF para proteger o comando do carro dentro de casa porque andam tipos a difundir o sinal da porta da casa até ao carro par roubar.

  7. Dinis says:

    O meu quadro nem tem esse botão LOL

    • Nuno says:

      Em vez desse LOL no fim devias falar com um eletricista.
      Não deves fazer ideia da facilidade com que podes ir desta para melhor…

      • David Guerreiro says:

        Na verdade não. O disjuntor diferencial é instalado pela E-Redes, e se houver algum problema são eles que tratam disso. Há é habitações com disjuntores diferenciais adicionais onde estão ligados termoacumuladores, etc. E o facto de não ter botão T não tem qualquer valor, desde que o disjuntor atue é o que interessa. Eu só tive um disjuntor diferencial avariado e avariou na posição desligado.

        • Hugo Nabais says:

          Conheço várias instalações em que a e-redes não instala diferencial, mas só instalam o contador se validarem que existe um diferencial na instalação elétrica do cliente.
          Já acompanhei vários casos destes, desde garagens a moradias.
          Portanto (hoje em dia) não é uma verdade absoluta que o diferencial seja sempre instalado pela e-redes, mas sim eles só instalam contador se houver um diferencial.
          E é verdade que há diferencias sem botão de teste, eu tenho um em casa assim, por exemplo.

      • Dinis says:

        A minha instalação tem 40 anos, não havia com botões de teste nessa altura…
        E até tenho electricidade a entrar por painéis solares. Nunca saltou um disjuntor, eu não meto carga a mais…
        E sei que estás a funcionar porque entrou agua para uma tomada e o quadro saltou só o disjuntor das tomadas…
        Além disso eu tenho um multímetro, não preciso de pagar mais para testar os disjuntores.

        • Nuno says:

          Estás basicamente a deixar aqui bem explícito que não sabes a diferença entre um disjuntor e um diferencial.
          O disjuntor protege tudo menos as pessoas…
          Mas pronto, tu tens um multímetro portanto és especial.

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