Depois de 150.000 km, este é o elétrico com a bateria mais saudável
Um dos maiores estudos independentes sobre baterias de carros elétricos usados vem desconstruir um dos maiores receios de quem pondera trocar para elétrico: a degradação da bateria.
Há muito tempo que a degradação da bateria é um dos principais argumentos usados por quem hesita em comprar um carro elétrico.
De facto, a ideia de perder autonomia, de forma significativa, ao fim de alguns anos assusta muitos condutores habituados à previsibilidade de um motor a combustão.
Contudo, a par de outras investigações que exploram a bateria dos carros elétricos, um novo estudo concluiu que mesmo o modelo com pior desempenho entre os exemplos analisados mantém mais de 86% da capacidade original aos 150 mil quilómetros.
Conduzido pela empresa austríaca Aviloo, especialista em diagnóstico independente de baterias, o estudo é descrito como o maior levantamento independente de sempre sobre baterias de carros elétricos a bateria em circulação.
A análise junta mais de 500 mil testes reais, realizados entre 2022 e 2026, a 20 modelos elétricos populares, em mercados da América do Norte e do Sul, Europa, Austrália e Ásia.
Como funcionou o estudo
Para cada modelo, a Aviloo calculou a mediana do State of Health (SoH), ou seja, a percentagem da capacidade original da bateria que ainda está disponível, em três marcos de quilometragem: 50 mil, 100 mil e 150 mil km. Ou seja, um SoH de 95%, por exemplo, corresponde a cerca de 95% da autonomia original por carga.
Para simplificar, a empresa escolheu quatro veículos ilustrativos, a representar diferentes tamanhos de bateria, por forma a mostrar como a degradação evolui, e esclareceu explicitamente que a seleção não constitui um ranking.
Os quatro modelos detalhados pela Aviloo
Segundo o comunicado de imprensa oficial, estes são os números para os quatro modelos escolhidos como exemplo, comparando os 50 mil km com os 150 mil km:
Hyundai Ioniq 5 (72,6 kWh)
- SoH de 97,2% aos 50 mil km, caindo para 92,8% aos 150 mil km, o que equivale a uma autonomia real de cerca de 335 km, a descer para aproximadamente 319 km.
- A variação entre exemplares individuais ultrapassa os 12 pontos percentuais aos 150 mil km, o equivalente a cerca de 42 km de autonomia real.
Volkswagen ID.4 (77 kWh)
- SoH de 95,3% aos 50 mil km, caindo para 90,6% aos 150 mil km, uma autonomia real de cerca de 373 km, a descer para aproximadamente 354 km.
- A variação entre exemplares chega aos 11-12 pontos percentuais nas quilometragens mais altas, o equivalente a cerca de 45 km.
Tesla Model Y (78,8 kWh)
- SoH de 94,5% aos 50 mil km, caindo para 90,3% aos 150 mil km, uma autonomia real de cerca de 379 km, a descer para aproximadamente 362 km.
- A variação entre exemplares individuais chega aos 11 pontos percentuais, o equivalente a cerca de 46 km de autonomia real, a maior diferença absoluta em quilómetros entre os quatro modelos.
Nissan Leaf ZE1 (40 kWh)
- O modelo com a bateria mais pequena dos quatro, com SoH de 91,1% aos 50 mil km, caindo para 86,3% aos 150 mil km, o valor mais baixo dos quatro modelos em todos os marcos de quilometragem. A autonomia real ronda os 196 km aos 50 mil km, descendo para cerca de 185 km.
- É também o modelo com a maior variação percentual entre exemplares: até 13,5 pontos percentuais aos 150 mil km, equivalente a cerca de 29 km de autonomia real.
Porque é que o tamanho da bateria importa
Dos quatro modelos detalhados, o Nissan Leaf apresenta consistentemente o pior desempenho, algo que a Aviloo atribui ao facto de baterias mais pequenas precisarem de mais ciclos de carga para cobrir a mesma distância, acelerando a degradação ao longo do tempo.
Entre os restantes três, o Hyundai Ioniq 5 é quem regista o SoH mais alto tanto aos 50 mil como aos 150 mil km. Contudo, a Aviloo não classifica isto como uma vitória do modelo sobre os restantes 19 analisados no estudo global, mostrando apenas como diferentes tamanhos de bateria se comportam.
O gráfico mostra a SoH aos 150.000 km para 20 modelos elétricos, com base nos testes independentes da Aviloo. Cada barra representa o intervalo de 99% de confiança, com a mediana assinalada a preto.
O Mercedes-Benz EQA destaca-se como o modelo com a mediana mais alta, 93,97%, à frente do Hyundai Ioniq 5 (93,79%) e do BMW i4 (93,62%). No polo oposto, o Nissan Leaf ZE1 tem a mediana mais baixa, 86,67%, seguido de perto pelo Mini Cooper SE (87,11%) e pelo Renault Zoe (87,33%), também os três com as baterias de menor capacidade da lista.
Uma ressalva importante sobre as baterias
O comunicado da Aviloo sublinha que o SoH pode variar até 13,5 pontos percentuais entre o melhor e o pior exemplar do mesmo modelo. Segundo a empresa, esta disparidade pode representar a diferença entre um carro que completa confortavelmente uma viagem longa e outro que precisa de uma paragem extra para carregar.
Segundo Marcus Berger, diretor-executivo da Aviloo, as baterias dos elétricos estão, de facto, a envelhecer melhor do que sugere o mito de que "se degradam depressa". No entanto, não é isso que importa reter.
Na sua opinião, o mais importante é que a saúde da bateria varia significativamente entre modelos, e ainda mais entre exemplares individuais do mesmo modelo, pelo que só um teste independente permite saber onde um carro específico se situa nesse intervalo.



























Claro a degradação da bateria é no inicio depois estabiliza bastante
Ainda ontem vi um vídeo interessante em que analisavam isso também e sim, confirma-se.
Aos entendidos:
NCM ou LFP ?
A NCM é mais densa mas idealmente deve carregar entre 20-80%, certo?
A LFP proporciona menor autonomia, equiparando a tecnologia per se, mas permite mais ciclos e deve deve ser carregada a 100%, certo?
No meu caso, tenho andado a ver o Tm3 long range mas como cava muito jeito ir com toda a família (6 pax) passear várias vezes, o TmY AWD 7LUGARES, seria a meu ver uma boa opção. Dos miúdos ainda são pequenos (8 e 9 anos).
Seria carro não só para passear ao fim de semana mas para fazer em média uns 140km diários.
Qual a vossa opinião?
É que ainda é um investimento grandinho; talvez comprando pela empresa…
Ainda não saiu por cá a versão YL de 7 lugares, de qualquer maneira deve ir com a família testar se cabem e ficam com conforto.
Existe outra alternativa dentro da Tesla, mas só em segunda mão, o X LR de 7 lugares, esse sim, com bastante espaço.
Correção, existe de facto 7 lugares, mas o de 6 é bem melhor, porque no grupo de bancos do meio tem um “corredor” de acesso aos traseiros, que ficam assim com melhor acessibilidade.
Qual de 6?
Eventualmente, o ideal seria um 100% elétrico para o dia a dia e um híbrido para viagens longas. Será que o Y faria uns 350km carregado, sem ter de parar para carregar?
Um carro com essa configuração não é um de 7 lugares, mas sim um de 5+2 lugares já que dificilmente levas 7 adultos no carro.
A minha opinião é que tens de andar devagarinho, num suv com 800 km de autonomia mal fazes 300 em AE a andar normalmente a 150
Eventualmente, o ideal seria um 100% elétrico para o dia a dia e um híbrido para viagens longas. Será que o Y faria uns 350km carregado, sem ter de parar para carregar?
O longe range faz isso na boa.
A autonomia está totalmente dependente da velocidade. Ainda assim fazer uma paragem não é o fim do mundo porque não necessitas de parar quando a bateria fica a zero. Poderás parar a meio do caminho para dar um boost para fazeres a viagem com uma folga maior e sem precisares de ficar muito tempo a carregar.
Isso dependo do pé, acredito que comigo consigo fazer mais, pelo simples facto que sou bastante tranquilo a conduzir.
Também andei a ver o Model 3, mas vou optar pelo Model Y, é mais alto e como não estamos a caminhar para mais novos acho que vale a diferença de valor.
Quanto ao resto ainda não posso ajudar muito, mas acredito que o @JL, te consiga explicar, é a pessoa a quem recorro por aqui para tirar duvidas quer seja em VE em geral quer em Teslas.
Tens de pensar que os putos crescem super rápido, e se realmente eles daqui a 2 anos ainda conseguem andar naqueles bancos traseiros, de resto com as campanhas de financiamento agressiva da Tesla não há melhor compra neste momento.
Não cometas essa asneira, rav4 é o carro para ti
Um Leaf? Hehe os donos até escondem a cara de raiva de quanto problemas tiveram.
Isto das baterias ainda vai existir um BateryGate, porque muitas marcas manipulam o SoH, depois de um momento para o outro a 82% o carro limita a velocidade e te convencem que a bateria tem um problema, mas na realidade é só degradação abaixo e muito de 82%.
Afirmar que “muitas marcas manipulam o SoH” exige provas e não tens 😉 Eraa importante dizer que marcas, que modelos e que testes independentes demonstram essa diferença. Sabes? 😉
Agora, é importante perceber que o SoH é uma estimativa do estado de saúde da bateria, não um diagnóstico completo. Um valor de 82% não garante que todas as células estejam em boas condições nem que a bateria consiga fornecer a potência necessária em qualquer situação. Uma limitação de potência, por si só, também não demonstra que a capacidade real esteja muito abaixo do valor indicado.
O próprio manual do Leaf prevê redução de potência quando a carga está baixa. Portanto, é preciso distinguir carga disponível, degradação e avaria antes de concluir que existe fraude. Exigir transparência às marcas faz sentido; anunciar um “BatteryGate” sem medições que o sustentem é especulação. 😉
Espera algum tempo que vais ver, depois vais te lembrar deste post.
Anda muita coisa martelada…
Vamos ter de esperar e perceber se há ou não.
Hyundai/kia.
Uma amostra…
https ://youtu.be/LzFHGLEq7jM?is=3Hk_LCGw0GWlfhkS
https://youtube.com/watch?v=LzFHGLEq7jM&is=fGvPBGHgd8TKyeNa
Não dá pra links do YT ?
Talvez, mas até lá estás a inventaro que já houve foi um dieselgate que foi uma pouca vergonha andaram anos e anos a enganar o zepovinho e depois a solução ainda foi tirar cavalos ao carro uma pouca vergonha. Para mim grupo Vw espero que vao todos a falencia
O meu comentário desapareceu porque?
Eu estou a ver o comentário. Não consegues ver?
Esta notícia dever-se-ia começar a ler do fim para o princípio!
É óbvio que uma das causas da degradação das baterias é o número de ciclos de carga completos!
É óbvio que para percorrer os mesmos km uma bateria mais pequena tem de fazer ciclos de carregamento.
Não será óbvio que as baterias maiores, que têm menos ciclos nos 150k percorridos, terão por isto menos desgaste?
Que estudo é este?
Estás a confundir estudo com artigo jornalístico
Tu estás a confundir um artigo jornalístico que tem como base um estudo: https://aviloo.com/files/Aviloo/Presse/Berichte/AVILOO%20Launches%20Worlds%20Largest%20Independent%20EV%20Battery%20Study.pdf 😉 com outra coisa que não temos cá.
Não precisas de ler do fim para o princípio. Basta não confundir uma explicação apresentada no artigo com uma falha que acabaste de descobrir.
A própria Aviloo refere que baterias mais pequenas precisam de mais ciclos para percorrer a mesma distância. Portanto, esse argumento não desmonta o estudo: repete uma das suas explicações.
O que os dados acrescentam é quanto da capacidade permanece aos 150 mil quilómetros e como os resultados variam entre veículos. Dizer “é óbvio que há desgaste” não permite saber se restam 95%, 85% ou 70% da capacidade original.
E os próprios exemplos contrariam uma leitura simplista de “bateria maior, melhor resultado”: o Ioniq 5 de 72,6 kWh apresenta 92,8% de saúde da bateria aos 150 mil km, acima dos 90,6% do ID.4 de 77 kWh e dos 90,3% do Model Y de 78,8 kWh.
Podes questionar se a comparação separa devidamente os efeitos da idade, dos ciclos e das condições de utilização. Isso seria uma crítica metodológica pertinente. Mas reconhecer um fator de desgaste e terminar com “que estudo é este?” não invalida os resultados.
Saber que existe desgaste não é saber quanto desgaste existe. É precisamente essa diferença que os dados ajudam a esclarecer. 🙂
A semana passada fiz Água Longa (a norte do Porto)-Setúbal no meu Model Y Juniper LR, direto sem parar, a velocidades de AE, e quando cheguei a Setúbal ainda tinha energia na bateria para mais 130 Klms.
Yamahia, onde andas?
Vem cá destilar a tua habitual desinformação…
Nada mau. Com 150.000 kms um peugeot pure tech já mandou 2 motores para a sucata. Fora as despesas habituais, dos óleos, filtros e revisões.
Huh? Há peugeots Pure Tech com mais de 250.000 km e como motor de origem!
Looool
Verdade é o que o dono do stand de usados diz, está como novo 🙂
Mal o comprados sabe a quantidade de vezes que o bloco foi aberto para reparar…
quntas vezes trocaram a correia de distribuição? se foi de 30 em 30 mil acredito.
Não vejas isto JL!
A Tesla já foi ultrapassada pela concorrência há muito muito tempo! Mas ainda há quem se iluda e vá na conversa do Elon DontTrust!
Não comprei tesla mas dizer que foram ultrapassados demonstra um grande desconhecimento ahah são de longe os mais eficientes e com as celulas mais avançadas.
Mas felizmente hoje em dia já existem milhares de opções para todas as pessoas
O mais giro do pessoal que gosta dos tesla é que se tirarmos de contexto parece que estão a falar de smartphones.. isso diz tudo o que é preciso sobre a marca
Hoje em dia provavelmente qualquer carro, os carros já têm muita tecnologia, a tecnologia chegou a todo o lado portanto seria de esperar o mesmo para os caros, já qualquer carro tem uma app de smartphone, provavelmente foi tudo um bocadinho impulsionado pela tesla mas hoje em dia qualquer um é assim
E depois secalharya ?
Pelos preços do combustivel vai compensar ao logo do tempo,mas para viagens de 200 a 300 KM
Fiz uma viagem de 1100 KM para cada lado e não volto a fazer de Gasoleo demoro 9.5 Horas este ano fui de electrico e fiquei para nunca mais com carregamento demorei quase 20Horas
Mas isso sou eu outras pessoas pensam o contrario
Sim sim, continue a gastar combustível.
Os elétricos também gastam combustível. Vocês é que não o vêem. Demais, o tempo é muitíssimo mais valioso do que o custo do combustível. Já tive a mesma experência Porto/ Madrid onde perdi umas valiosas 4 horas… Não volta a contecer!
O meu não gasta.
É por o tempo ser valioso que escolhi algo que não me empata tanto tempo.
Então quanto ganhou por estar a escrever aqui ?
Se perdeu foi porque quis, ou desconhecimento. Mas só faz viagens de Porto a Madrid ?
Comigo também não volta a acontecer comprar um carro que se perde mais tempo.
Já sabes que a típica viagem nos comentários do PPLware é de 1000km por dia..
Lol onde é que carregaste o carro, em tomadas elétricas domesticas?
Foste de leaf? se foi isso, está explicado. eu para uma viagem dessas demoro 10.5 num eletrico. model y LR RWD saindo a 100 de casa.
1100km em 20h? Foi de quê, zoe de 2019? Ou Leaf de 2018? Todos os meses faço Braga Faro , 620km, e faço em 6,5h num Y Standard , c 2 paragens . 1100 km em 9,5h dá media de 117 km/h, sem qq paragem. Não acredito
O meu sonho era fazer 1000 km a 100 km/h, vocês são mesmo masoquistas, mais vale ir de comboio
Nem por isso, podemos ir mais depressa porque os carros até são bem confortáveis.
Obviamente que uma empresa destas vai promover ao máximo os elektros, de preferência usados, pois é esse o seu foco operacional. Sem eles fecham as portas, pelo que quantos mais, melhor.
Engraçado constatar como deram métricas para 50, 100 e 150 mil km, mas não ousaram classificar baterias com 200 mil. Desta forma, ficam a coberto de eventuais processos por difundirem informação enganosa, até pela própria garantia dos fabricantes que termina exactamente entre os 160 e os 192 mil km.
Pois é, muitas, diria até que são umas atrás das outras, acabam antes dos km assinalados. No entanto, é pouco falado porque o fabricante resolve.
Pois é, a partir daí é que são elas:
https ://postimg.cc/Js8hhcgQ
Que difusão de informação enganosa é essa ?
Bom, sempre duram bem mais que muitos carros que andam aí a partir motores aos 60 mil.
Essa é a vantagem dos carros a combustão sabemos que não há nenhum que de problemas. Que se saiba até a actualidade nunca houve 1 único registo de problemas num carro a combustão.
Deixo só a seguinte questão para reflexão: ao comprarmos um carro não devemos privilegiar as marcas europeias? Temos a Autoeuropa e um suporte financeiro determinante da União Europeia como vimos recentemente. Podemos contar com o apoio da China ou dos EUA?