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Afinal, a Brisa pode escolher suspender o pagamento de portagens?

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. TT says:

    Ou seja, segundo a própria Brisa, está tomou iniciativa própria de contactar o governo para saber se este estava disponível a autorizar a isenção de portagens… Até porque aposto que segundo as regras de concessão o estado terá que pagar à concessionária para que essa isenção se realize.

  2. Max says:

    As portagens das autoestradas são “taxas de portagem”, uma receita fiscal do Estado, como quaisquer outras taxas estatais. Que a receita esteja consignada à Brisa ou a outra concessionária não altera nada. Para todos os efeitos, é como se a Brisa (ou outra concessionária) cobrasse as taxas de portagem, entregasse a receita ao Estado, que restituía essa verba à concessionária.
    Por isso, a Brisa não pode decidir a suspensão das taxas de portagem, apenas o Estado o pode fazer (e, eventualmente, vai ter que compensar a concessionária por isso).

  3. says:

    A Brisa e outras concessionárias também podem (e devem) suspender ou diminuir a cobrança de portagens no caso de obras e/ou outras situações em que a “funcionalidade da via” esteja diminuída.. Mas lá arranjaram maneira de acrescentar à lei que basta um “aviso” na portagem a dizer que há obras que já podem fazer tudo e mais alguma coisa sem baixar um tuste. Claro que o número de ex governantes que vão passando pela empresa é totalmente coincidente.

    • Zé Fonseca A. says:

      o estado já não tem participação na brisa, não há conflitos de interesse, tens de ir bater a outra porta.
      o actual CEO foi ministro entre 2013-2015 e foi para a brisa em 2020, não existe relação nenhuma além do facto de existirem poucas empresas de grande dimensão em portugal, é natural que ex-governantes assumam direcção de algumas, é um meio demasiado pequeno para não acontecer

    • PTO says:

      História gira, pena ser uma treta.

      Não passam ex-governantes pela brisa desde 1997, quando a Brisa começou a sua privatização pelo Grupo José de Mello e este CEO que lá está agora (Pires de Lima) foi escolhido pelas empresas estrangeiras que compraram a Brisa em 2020 para as representar e executar a gestão da empresa de acordo com os seus objetivos.

      Aprende ou informa-te melhor.

  4. Manuel da Rocha says:

    Cada concessão tem um valor fixo, para a concessionária, manter, as estradas e imediações, em bom estado, assim como realizar, as manutenções, de acessos.
    É daí que, as concessionárias, só podem suspender cobranças, caso as estradas, não permitam 25% a 50%, do tráfego rodoviários, entre 72 a 700 horas, consecutivas.
    Assim sendo, o governo terá de reembolsar, uma percentagem, de 25% a 100%, dos valores diários, que a concessionária irá perder, com a não cobrança.
    O exemplo simples: Ponte 25 de Abril. Até 2010, o governo pagava 9,25 milhões, para que não fossem feita, a cobrança, de 1, a 31, de Agosto.
    Com a Troika, o governo decidiu que, em 2011, não iria pagar, o valor. Em 2012, na renovação, por 60 anos, ficou definido que, para a Lusoponte, voltar a não cobrar, portagens, teria de receber 163,79 milhões de euros, por cada mês, em falta, sendo que, este ano, o valor irá subir 11%, ao ano, até ao limite de 840 milhões, em 2070, aquando da renovação, oficial, da concessão.

  5. Gringo Bandido says:

    Os portugueses é que deviam de ser donos das auto estradas sendo que os estrangeiros pagavam para usar.
    Assim como está privatizado o dinheiro não serve o interesse nacional.

    • Joao Ptt says:

      Ou ao contrário, os portugueses pagavam e os estrangeiros (da UE) não pagavam, já que mandaram para cá tanto dinheiro, incluindo dinheiro para fazer auto-estradas como a A1 (Autoestrada do Norte)(também comparticiparam o seu alargamento nos locais onde a mesma foi alargada).

    • PTO says:

      De alguém chamado Gringo e Bandido não se podia esperar mais nada a não ser conversa de tasca.

      • Jorge Raposo says:

        Continua pendente comentário que responda à questão enunciada: “Afinal, a Brisa pode escolher suspender o pagamento de portagens?”. Acrescento eu, qual a penalização em que incorre a Brisa? Eventualmente ser ressarcida pelos lucros cessantes, caso opte por sua iniciativa suspender a cobrança de portagens?

  6. Jorge Raposo says:

    No caso da Brisa ou Lusoponte trata-se de receita direta (Titularidade)(nas ex-SCUT é diferente). A concessionária é a titular das receitas de portagem. Cobra o valor diretamente aos utentes para financiar a construção, manutenção e operação da autoestrada, ficando com a respectiva margem de lucro. Independentemente de tudo ficou por responder à questão: Afinal, a Brisa pode escolher suspender o pagamento de portagens? Isto recorda-me 1) A inexistência de uma classe de veículo atribuída aos motociclos; 2) A resposta dada pela Brisa, há alguns anos, à questão da atribuição das classes de portagem às viaturas, que segundo a Brisa seriam os mesmos utilizados por toda a Europa mas omitindo que os escalões de altura eram diferentes.

    • PTO says:

      As taxas de portagem são definidas todos os anos por Portaria do Governo em funções.

      As concessionárias não podem, por iniciativa própria, aumentar, diminuir ou não cobrar as taxas de portagem.

      O valor das taxas de portagens não reverte a 100% para as concessionárias.

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