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810 km numa carga: o Volvo EX60 acaba com o argumento da falta de autonomia

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Realista says:

    810km não chega para nada para o pessoal nem sai do carro para ir à casa de banho…

    • Vítor M. says:

      Hehehe verdade. Aquela malta do “nem dá para ir ao Algarve” 😀 mas estão a ficar tristes. Com o passar dos meses, a oferta mostra que as autonomias estão a aumentar de forma exponencial.

      Aproveito o teu comentário, para deixar alguns dados interessantes. Em termos práticos, e são os números que o referem, entre 2018 e 2025, a autonomia média dos carros elétricos aumentou de forma constante, com ganhos que muitos anos situam-se na ordem dos 8% a 12% ao ano graças a melhores químicas de bateria e gestão energética. Atualmente, é comum vermos automóveis com 300, 500 km de autonomia real, mesmo em segmentos acessíveis, e no segmento premium não é raro ultrapassar os 500 km.

      Isso projeta-nos algo muito desafiador e interessante. A questão então é colocada: como será daqui a 5 anos?

      Olhando para o progresso nestas tecnologias, é expectável que a autonomia média dos carros elétricos em 2030 se situe entre 600 e 800 quilómetros reais em muitos modelos de gama média e alta. Alguns elétricos mais avançados poderão atingir autonomias superiores a 1.000 km em condições favoráveis, aproximando-se da experiência dos motores de combustão tradicionais em viagens longas. Em 5 anos, estaremos a falar de mil quilómetros reais, com circuito misto em gamas mais altas e um “depósito de gasóleo” em gamas mais acessíveis. 🙂

      • Zé Fonseca A. says:

        Um EV da para ir a qualquer lado, o tema é só quanto tempo em paragens estás disposto a gastar

        • Vítor M. says:

          Com que autonomia? Volto a dizer que um elétrico não é para todos, mas pode ser para muita gente, nesta primeira fase, e dentro de alguns anos e mudança de certas políticas, será para todos. Carregar está a ser cada vez mais rápido, e daqui a uns anos, poucos, demorará pouco mais que atestar de combustível. A tecnologia está a evoluir e, se olharmos para a média nacional, dos 35 quilómetros diários, um carregamento ao fim de semana pode ser o tempo de paragem. Aliás, tenho já alguns amigos e conhecidos que fazem todos os dias viagens de 40 km e só carregam, o carro ao fim de semana ou, durante a noite em casa ou nas garagens dos edifícios a velocidades muito baixas, mas o suficiente para recarregar o que gastaram no dia anterior.

          • Zé Fonseca A. says:

            para mim qualquer tipo de planeamento derrota o conceito de mobilidade, a minha ideia de um carro desde que sou miudo é estar disponivel, não precisas de planear nada, é só pegar no carro e andar, seja para ir dar uma volta à marginal ou seja para ir dar uma volta a espanha, seja num dia que deixei o carro na garagem ou me apeteceu deixar o carro na rua, zero planeamento zero preocupações. enquanto não for assim não terei nenhum EV, e acho que ainda vai levar mais uns 10 anos a ser assim, isso se a UE não voltar atrás

          • Vítor M. says:

            😀 tu tebns cada argumento mais descabido. Quer dizer, vais fazer uma viagem e não olhas para o combustível disponível? Conversa da treta, é o qué 😉

            Depois, como tens de deslocar-te até um posto de combustível, ficas em desvantagem. Os elétricos podem carregar em casa, durante a noite, quando o carro está parado. O teu não vai à bomba sozinho 😀

            Portanto, se sair de casa já com o carro carregado, tenho zero preocupações. Se a energia estiver a acabar, numa viagem mais longa, que não é o normal, paro, recarrego, rápido, gastando o tempo necessário que não perdi enquanto tu foste N de anos à bomba abastecer.

            E se os loucos fizerem subir o preço da gasolina? Os que têm um elétrico, com um bom tarifário, tipo 8 cêntimos o kWh, não têm nada dessas preocupações. E se vier sol… é praticamente a zero cêntimos. Portanto, tu estás mais de uma década atrasado no que se chama evolução do método e do produto.

        • Mr. Y says:

          Se fosses assim tão preocupado com o tempo não dá para entender o tempo que ‘gastas’ no Pplware

    • Zé Fonseca A. says:

      Vivo em Lisboa, faço 2h de viagem para a maior parte dos destinos dentro de Portugal, para que vou parar para ir ao wc? Até os meus miúdos aguentam 2h sem ir ao wc

    • há cada gajo says:

      A verdadeira autonomia é de cerca de 70% do anunciado. Não há milagres.

  2. B@rão Vermelho says:

    810 Km de autonomia, que faça 600 Km já é algo que se veja, é uma distância simpática, mas fazes todos os dias 600 Km, não sei, posso até faze ruma vez por semana ou nunca fazer.
    Por essa ordem de ideias vamos voltar a comida a avulso?
    E as estradas estão cheias mesmo ao fim de semana por algum motivo é.
    Como já disse como ainda não tenho VE as baixas autonomias deixam-me inquieto, estou habituado a atestar o meu carro uma vês por mês, e quando tenho de fazer viagens de carro que são poucas gosto de ter a possibilidade de fazer toda de uma só vez se assim entender, mas lá esta como ainda não tenho VE ainda tenho o pensamento dos combustão, o mais provável é quando tiver o VE dizer afinal é prático e os receios acabam por passar, mas até lá existe sempre a duvida.

    • Realista says:

      Normal, todos temos receios e ainda para mais numa compra mais ponderada como é a um veículo.

      Eu estava habituado a ter carro com autonomia para +600km e de facto ainda demorei a habituar-me a ter um pequeno citadino com bateria de 21.5kWh e 200km de autonomia porque no inicio parecia que não chegava.

      Agora vou onde quero sem problemas nenhuns porque sei que chega perfeitamente e ainda hoje tenho o carro na garagem com 33% (60km aprox) e só vai começar carregar das 4:00 às 8:00 e quando pegar nele está a +80% numa operação que me demora 5 segundos a ligar a ficha quando chego e 5 segundos quando pego no carro…

      São mais as barreiras psicológicas do que o carro ser um impedimento.

      • Morty says:

        5 segundo porque tens garagem, o problema e a infraestrutura para quem não tem. 

        Na Holanda já se vê muitos carregadores nos parques de estacionamento no meio das cidades o que permite que muito carro fique a carregar durante a noite, logo no stress. Aqui ainda falta fazer muita coisa para que a autonomia não seja um problema, pois sem poder carregar em casa, não fica tão apelativo. 

        • Realista says:

          Sim, tens razão.

          Mas não deixa de ser verdade que a maioria das pessoas apenas necessita de um carregamento por semana para as distâncias que necessita o que acaba por não ser tão problemático assim.

  3. Grunho says:

    Há autonomia teórica – anunciada – que é com pezinho muito leve em percurso plano, a temperatura amena, sem precisar de aquecimento nem ar condicionado, sem ter de ligar escovas e faróis. E depois a autonomia real, que é o que podes andar numa condução normal, com subidas e descidas, vento, chuva e frio, ou muito calor, tudo isso sem teres de roer as unhas entre 2 cargas. Essa é mais 2/3 da anunciada. Portanto, 810 kms teóricos são 540. Em cidade mais, muito mais. O que já não é nada mau, mas para isso tens de bater o guito de uma casa no interior do país. Conclusão: só para os menos de 5% de cima.

    • Cláudio says:

      Não é o mesmo que nos carros a combustão a media de consumo anunciada também não estar perto da realidade? Ou essa já ninguem quer saber?

      • Grunho says:

        É, mas como os a combustão têm autonomias bastante mais folgadas e se enchem em 5 minutos têm muito menos stress. Há não muito tempo um carrito de 12 ou 13 mil fazia perto de 1000 kms com um depósito.

        • Cláudio says:

          Acho que estamos mais a falar de parametros realistas das marcas do que propriamente a autonomia. Nos carros a combustão não é a autonomia o mais importante mas o consumo médio, e é igual quando anunciam que o carro faz 4L/100 mas na verdade são uns 6 ou 7

          • Grunho says:

            Consumos médios e autonomia estão relacionados. E havia 2, pelo menos, baratinhas a fazer consumos reais mais perto dos 4L que dos 6 ou 7 – Celerio e Space Star, ambos japoneses, claro. Nunca percebi porque não tiveram mais sucesso em Portugal, mas com o choque petrolífero que se anuncia é fórmula que vai regressar em força.

    • JL says:

      Ena, que números precisos. Hehe

      • whiskas saquetas says:

        Não são números preciso mas são uma realidade !!!
        Quando anunciarem 800km REAIS, ar condicionado radio ligados aí sim, terminam com esse argumento da autonomia mas criam outro. O preço desse carro não será de 30mil mas de uns 50mil ou 60mil preço base e não se sabe se terá a melhor bateria.

        • JL says:

          E qual é o carro desta gama de outra tecnologia que custa 30 mil ?

          Falou falou, mas tanto podem ser 300 como 700, cada um tem um tipo de condução, dai a minha observação.

    • KidsGraça says:

      Não te esqueças, para conseguires aquela autonomia também tens de ter os ecrã(s) de bordo desligados, e MUITO IMPORTANTE, não podes ligar os piscas quando mudas de direção que é para poupares a autonomia.

    • Marco Regueiro says:

      Há tanta falta de conhecimento real em muitos dos comentários… Autonomia real vs. anunciada:
      – num gasóleo: idêntico ou até mais. Eu a qualquer ritmo (menos pára-arranca na cidade) consigo com um depósito fazer 1100 Km com o meu (Euro 6), mesmo com o A/C ligado no mínimo

      – num gasolina: menos ou muito menos que anunciada.

      – EV: em AE uns 60-65% da autonomia anunciada; em cidade até mais

  4. maxim says:

    mas alguém leva a sério a autonomia anunciada? esta coisa se andar 400km já é muito

    • Vítor M. says:

      Olha que não. Isso era no passado. A malta tem de virar a folha, as baterias estão a evoluir, a performance dos motores estão a melhorar, cada vez o software de gestão do carro está mais apurado e isso resulta notoriamente num aumento significativo da autonomia. Imagina que os carros elétricos, como os conhecemos, democratizada a oferta, está no mercado há pouco mais de 10 anos. Imagina daqui a 5 anos 😉 terás facilmente autonomias acima dos mil quilómetros com condução mista.

    • JL says:

      O meu anuncia 455 e já fiz 380 em circuito misto, portanto sim, ligam.

  5. Beelzebufo nurcesado says:

    Finalmente, talvez por o vento estar de feição… fez-se luz aqui na minha carola e percebi o que é um automóvel híbrido: é um automóvel de pai europeu e mãe chinesa ou vice-versa… algo assim contra-natura como ligres, zebróides ou mulos!

  6. says:

    67 mil euros??? ao fim de 300 mil km, quanto ficou por km percorrido com este automovel?

    • Vítor M. says:

      Vamos a contas…

      Se o Volvo EX60 tem 800 km de autonomia (arredondamos para facilitar), assumindo que essa autonomia resulta de uma bateria de cerca de 100 kWh úteis, então o consumo médio seria: 100 kWh ÷ 800 km = 0,125 kWh por km. Ou seja, 12,5 kWh/100 km

      -> Energia consumida em 300.000 km: 300.000 km × 0,125 kWh = 37.500 kWh
      -> Custo da energia a 0,16 € por kWh: 37.500 kWh × 0,16 € = 6.000 €

      Total investido

      -> Preço do carro: 67.000 €
      -> Energia até aos 300.000 km: 6.000 €

      Total gasto: 73.000 €

      Vamos dividir o valor total pelos 300.000 km

      -> Total investido: 67.000 € (carro) + 6.000 € (energia) = 73.000 €
      -> Cálculo do custo por quilómetro: 73.000 € ÷ 300.000 km = 0,243 € por km

      Ou seja, o proprietário gastou aproximadamente 24,3 cêntimos por quilómetro, considerando apenas o preço de aquisição e a eletricidade consumida até aos 300 mil quilómetros.

      • says:

        Sim apenas o preço do carro e da energia consumida, depois falta acrescentar o resto dos gastos inerentes e desejar que em 300 mil km a bateria nao falhe!!! Haja crença e boa sorte!

        • Vítor M. says:

          Então vamos lá “depois falta acrescentar o resto dos gastos inerentes e desejar que em 300 mil km a bateria nao falhe!!! Haja crença e boa sorte!”

          Dá-me exemplos. Eu fiz uma parte, diz-me os tais custos, para podermos ter um cenário mais completo.

          PS: essa da bateria aos 300 mil falhar… já começa a ser mais crença que realidade. Os anos passam, os carros com mais de 300 mil são cada vez mais, aos milhões por esse mundo fora e nada de especial se tem visto. Portanto…

    • JL says:

      Muito menos que um a combustão da mesma gama.

  7. Yamahia says:

    Mais um embuste.
    Já nem se dão ao trabalho de recorrer ao velho truque do “…até…

  8. aubing says:

    É verdade, o KidsGraça tocou nos pontos fundamentais :
    Alguns recursos não podem ser usados para maior autonomia.

    Eu acrescento mais um recurso com muito peso na autonomia :
    Retirar uma roda e circular apenas com três !!!
    A suspensão do volvo permite circular com três rodas.

    Com esta medida (apenas três rodas) a autonomia aumenta cerca de 25%,
    pois é menos 25% de atrito no asfalto.
    Só é preciso circular devagarinho e sem guinar bruscamente o volante.
    E poupa-se também em eventuais contraordenações !!
    Só vantagens !!

  9. Bibo' says:

    Excelentes preços, é o melhor argumento, esperam-se vendas espetaculares

    • Tug@Tek says:

      Ao público-alvo a que se destina este veículo, sim terá muita saída pelo preço….
      Pena tenho eu, não pertencer a esse público-alvo, se é que me faço entender.
      Como diz o outro, estudasses que hoje tinhas um emprego em qualquer superfície comercial a repor prateleira, e já tiras € para comprar esta máquina 🙂

      • Grunho says:

        O estudo propriamente dito é negócio ruinoso.Estudar é garantia, ou de emprego mixuruca num call center, ou de um lugar duradouro no exército industrial de reserva. A Ana Bacalhau tinha uma canção sobre isso. O que está a dar é tornares-te num jotinha colados de cartazes, ou então melhor ainda, mas só para filhinho de papa empreiter, comprar canudo numa privada sem saber onde fica a sala de aulas e seguir directamente para PDG da empresa do papá.

  10. Mus says:

    Acredito que seja um bom carro e, sinceramente, quer a autonomia real sejam 800, 600 ou 400 quilómetros, dará para as necessidades da maioria dos seus donos.
    Mas quanto à beleza (sim, para mim é um dos elementos decisivos na compra de um carro): dianteira anódina, traseira inestética, perfil vulgaríssimo e interior… que raio de volante é aquele? Tentaram fazer um volante retangular? E aquela “porta” abaixo do écran? É alguma parceria com a IKEA, para colocar um armário no interior do Volvo?

  11. Pedro P says:

    Espero que tenha muito mais sucesso do que o actual EX90

    • Zé Fonseca A. says:

      como proud owner de um XC90 posso afirmar que são carros para nicho, são carros que fazem 7 lugares, bastante grandes, acho que têm o sucesso ajustado ao segmento de mercado que ocupam, basta veres na rua a quantidade de carros desta natureza que são volvo vs outras marcas.

      • Pedro P says:

        Tenho igualmente um XC90 (T8 ), e bastante feliz com o mesmo.
        No meu comentário referi EX90, e não XC90

        • Zé Fonseca A. says:

          diria que o publico alvo é o mesmo, mas como normalmente são pessoas que usam o carro para muitas viagens normalmente ninguém quer EV, é o meu caso

          • Pedro P says:

            E dependendo da versão, tens o XC90 ao mesmo preço do EX90. É realmente uma questão do que faz mais sentido para ti.
            No meu caso, claramente PHEV era a opcção a seguir. A ultima viagem grande que fiz, foi na semana passada, e garanto que os 2500km feitos teriam sido bem mais dificeis de gerir num EV. Para outras pessoas, mesmo viagens longas são viaveis em EVs, depende dos trajectos

      • Pedro P says:

        Um excelente carro, mas longe de ser um sucesso, pelo menos nesta primeira fase do EX90. Inúmeros problemas registados de software a deixarem clientes imobilizados ( falo com conhecimento de causa). Mas acredito sinceramente que seja resolvido.

  12. PJA says:

    Só falta arranjar 84k. Nada de especial. 

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