Estamos em outubro e hackers norte-coreanos já roubaram $2 mil milhões em criptomoedas
O histórico dos norte-coreanos neste campo é conhecido, com os hackers a recorrerem a cada vez mais engenhosos ataques para roubarem criptomoedas. Conforme a informação avançada, agora, atacantes da Coreia do Norte estarão, mais uma vez, envolvidos no roubo de dois mil milhões de dólares em criptomoedas, só este ano, que ainda nem acabou.
Dados recolhidos mostram que as operações de roubo de criptomoedas da Coreia do Norte, em 2025, são as mais agressivas já registadas. Uma vez que estamos apenas em outubro, analistas esperam que os valores aumentem ainda mais.
Este ano, de acordo com a empresa de análise de blockchain Elliptic, sediada em Londres, hackers ligados à Coreia do Norte roubaram mais de dois mil milhões de dólares em criptomoedas, num recorde que já ultrapassa qualquer roubo anual anterior.
Para chegar a estas conclusões, os analistas utilizaram monitorização de blockchain, reconhecimento de padrões de lavagem de dinheiro e avaliações de inteligência, detetando que as operações cibernéticas norte-coreanas tornaram-se, com o tempo, um pilar fundamental do financiamento estatal.
Citando o TechSpot, grande parte da moeda digital roubada serve, supostamente, para financiar os programas de armas e mísseis do país.
Segundo a Elliptic, os dois mil milhões de dólares perfazem apenas aos roubos que os analistas puderam atribuir com alta confiança a grupos ligados à Coreia do Norte. Apesar de alguns ataques apresentarem características semelhantes, carecem de provas definitivas.
A Elliptic estima que o regime da Coreia do Norte já roubou, pelo menos, seis mil milhões de dólares em ativos digitais, desde 2017.
De facto, em maio de 2024, a Organização das Nações Unidas (ONU) deu a conhecer conclusões que indicavam que a Coreia do Norte tinha "lavado" 147,5 milhões de dólares em criptomoedas roubadas.
Grande parte do total deste ano vem da enorme violação de 1,46 mil milhões de dólares na bolsa de criptomoedas Bybit, em fevereiro. Recorde-se que foi um dos maiores roubos de ativos digitais já registados.
Hackers adotam novas estratégias para roubar criptomoeda
As conclusões da Elliptic destacam, também, uma mudança nas táticas adotadas pelos hackers. Enquanto os ataques anteriores exploravam frequentemente vulnerabilidades em contratos inteligentes ou infraestruturas de transação descentralizadas, os incidentes deste ano basearam-se fortemente na engenharia social.
Os hackers visam cada vez mais indivíduos de alto património líquido que controlam participações substanciais em criptomoedas, por vezes obtendo chaves privadas ou materiais de autenticação através de falsificação de identidade, phishing ou esquemas de recrutamento falso.
Com o aumento dos preços das criptomoedas, em 2025, esses indivíduos tornaram-se alvos ainda mais atraentes, especialmente aqueles ligados a empresas de gestão de ativos ou de negociação.
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Os norte-coreanos, estão ao nivel dos russos. Só lhes dá, é para o mal.
nada disso, é fake news porque para os fundamentalistas só se perde dinheiro quando se investe em ações, obrigações, ppr, etc, nunca em criptos …
As minhas estão seguras.
Só? Há 700000 milhões, de BTC e 463000 milhões, de outras cripto, que foram reportados, como roubados, só em 2024. Em 2025, o valor terá subido 800000%, no mínimo dos mínimos.
Ladrão que rouba a ladrão que inventa esquemas em pirâmide…
Hackers norte coreanos são um mito inventado pelo ocidente quando não consegue apontar o dedo à origem.
Praticamente sempre são hackers russos, os norte coreanos nem sequer sabem gerir um DNS
a mim não roubam que sou pobre e não tenho dinheiro nem tempo para comprar cripto pra roubarem
desculpem a pergunta, mas não dizem que é “impossível” roubar criptos por causa dos sistemas de blockchain?
PS a pergunta é legitima não sou de todo entendido na matéria e do pouco que sei foi aprendido por aqui com a vossa ajuda.
Estás desculpado pela legitimidade da pergunta.
Todas as cripto que estiverem em uma carteira com auto-custodia, o seu conteudo nao é possivel ser apreendida por qualquer estado ou nação. Estando o segredo sob a tua posse, apenas tu podes desbloquear os fundos para as usar.
O que acontece nestas situações, é porque esses fundos estão a guarda de uma empresa e como tal, usando das (des)vantagens do KYC, eles podem confiscar.
A regra principal é, sempre foi e vai continuar a ser… “Not your keys, not your coins”
Obrigado pela resposta e se não for abuso da minha parte, assim sendo as “moedas” não são rastreáveis?
Ou seja as “moedas” saíram do ponto A para o ponto B, talvez por desconhecimento estou a comparar com as transferências “normais”
Numa transferência normal pode ser rastreada no mesmo país, se passar por outros países ai só se o outro país quiser partilhar essa informação.
Sim, podem. O que é diferente de serem ligadas a um utilizador especifico. Pode-se saber de onde saíram e para onde foram, mas desde que se saiba fazer, não se pode saber o nome do seu detentor.
Por exemplo, se essas transferências forem realizadas entre exchanges, (corretoras), pela obrigação de KYC já se pode fazer uma ligação casual ao seu detentor. Se forem feitas através de carteiras em auto-costodia, já não.
Coreanos? Lembra-me a anedota do gerente do banco e do seu adjunto a dizerem quem, o roubo tinha sido de xxx. ah ah ah ah íncluia o que eles tinham gamado. Vão-se …!