LaLiga festeja “golpe recorde” contra a IPTV ilegal
A Audiência Nacional de Espanha proferiu uma sentença histórica contra uma das maiores redes ilegais de IPTV do mundo, com mais de dois milhões de utilizadores e presença em três continentes. O processo, que envolveu a LaLiga, culminou nas maiores indemnizações de sempre, em Espanha, por crimes de propriedade intelectual.
Quando se fala em pirataria de IPTV, é fácil imaginar operações de pequena dimensão. Contudo, o caso agora encerrado pela justiça espanhola é bem diferente, tratando-se de uma organização criminosa estruturada, com ramificações em 13 países, servidores espalhados por três continentes e uma base de clientes que ultrapassava os dois milhões de utilizadores.
A rede operava através dos serviços IPTVStack e RapidIPTV, e chegou a gerar receitas estimadas em 17 milhões de euros. No catálogo ilegal, os utilizadores podiam encontrar transmissões em direto da LaLiga, conteúdos da Movistar Plus+, filmes e séries protegidos por direitos de autor.
Lucros da rede ilegal eram braqueados
O processo teve início com uma queixa da Nagravision, empresa especializada em segurança para a indústria audiovisual. No entanto, foi a LaLiga que deu o impulso decisivo ao caso, apresentando uma queixa formal e fornecendo provas de compra que se revelaram determinantes para a verificação dos factos.
Segundo a liga espanhola, num comunicado, ao longo do processo, juntaram-se como assistentes outras empresas lesadas, como a Movistar Plus+, a Mediapro e a Egeda.
A investigação foi conduzida pela Unidade Central de Cibercriminalidade da Direção-Geral da Polícia espanhola e pelo Grupo de Propriedade Intelectual da UDEV, com o apoio da Europol e da Eurojust na coordenação internacional.
O mesmo comunicado expõe que a rede era liderada por um indivíduo conhecido pelo pseudónimo "Dash, o Iraniano", e que o dinheiro gerado pela pirataria não ficou parado.
Para branquear os lucros, a organização recorreu a uma panóplia de métodos sofisticados: gateways de pagamento, exchanges de criptomoedas, empresas fictícias e faturas falsas.
Entre as operações financeiras identificadas pelos investigadores destacam-se a construção de um edifício residencial no Irão, a compra de um imóvel em Barcelona avaliado em 1,7 milhões de euros e a aquisição de dois veículos de luxo no valor de 400.000 euros. Um esquema clássico de crime organizado, agora aplicado à pirataria digital.
Os arguidos acabaram por aceitar a acusação conjunta do Ministério Público e dos restantes assistentes, o que levou à emissão de uma sentença com contornos verdadeiramente históricos, em Espanha:
- 12 milhões de euros em indemnizações para as empresas lesadas;
- Mais de 30 milhões de euros em multas por branqueamento de capitais;
- Confisco de todos os bens e fundos apreendidos;
- Encerramento permanente dos domínios da rede.
Segundo a LaLiga, trata-se de uma das maiores compensações de sempre em Espanha por um crime de propriedade intelectual, e um sinal claro de que os tribunais começam a tratar a pirataria organizada com a mesma seriedade que outros crimes económicos graves.
A fraude audiovisual é um flagelo que ameaça a sobrevivência de uma indústria fundamental para a economia europeia: o desporto ao vivo.
Orgulhamo-nos desta sanção exemplar, que demonstra que a pirataria deve ser combatida com veemência a todos os níveis, especialmente contra as organizações e máfias que estão por detrás dela.
Disse o presidente da LaLiga, Javier Tebas, não escondendo a satisfação com o desfecho.
O que muda a partir de agora?
A IPTV ilegal continua a ser um fenómeno massivo em toda a Europa, alimentado pela procura de conteúdos baratos e pela facilidade de acesso aos serviços.
Não obstante, muda o precedente, pois as autoridades europeias demonstraram que têm capacidade para desmantelar redes desta escala, e que as consequências, sejam elas criminais, financeiras e patrimoniais, podem ser devastadoras.
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Era uma questão de tempo, agora é estar atento que irá surgir outra opção, isto já dura há decadas…
Sem interesse em futebol, negócio de milhões que o popular nunca consegue ganhar, uma afronta a quem ganha o ordenado mínimo. Podiam fechar todos os canais piratas de IPTV que não tinha problema nenhum
Só por curiosidade, alguém sabe quanto se paga em Espanha para ver os jogos da La Liga? Gostava de comparar com o que nós temos que pagar à Sport TV.
Nelson, tanto cá como lá, são necessários dois canais diferentes para teres acesso a tudo, pelo que vi a DANZ fica em 20€ a 30€, e a Movistar entre os 30€ e os 100€, tanto um como o outro transmite jogos, creio que a DANZ só transmite 5 jogos por jornada e a Movistar plus transmites todos os jogos.
A ganância das empresas é que faz que as redes ilegais apareçam.
Estás a justificar ganância com ganância? Boa LOLOL
Ou seja ciau um e apareceram mais uns 35261735…
Jesus queria aliviar a dor dos pobres, Jesus seria a favor da IPTV!
No Júlio de Matos tens muitos Jesus
Em dúvida pergunta a ti mesmo, o que faria Jesus? e terás um resposta que vem do amor! amém!
Quando o teu argumento é meter de lado a razão e usar Jesus acho que está tudo dito 😀
Impossível eliminar ratos !
Esta conversa já cansa.
Eu nem quero imaginar o balúrdio que esta gente gasta nestas acções que não levam a lado nenhum.
Fecha uma abrem duas…
Mas eles insistem..
Lá por o tráfico de droga continuar a existir não significa que se deixe de “correr atrás” mas há malta que vive noutra realidade e acha que lá por algo estar errado legitima que façam também algo semelhante. Ou achas que tu “roubares” 100€ é menos “corrupção” do que um político que rouba 10mil€? É a mesma mentalidade. FIM.
Se tivesses dois dedos de testa agradecerias por continuar a haver pressão sobre assuntos que continuam sem resolução… mesmo havendo outros mais graves que vão passando impunes.
Hugo, isto do tráfico de droga tem muito que se lhe diga.
Se quisessem mesmo acabar com ela, acabavam.
Não acabam porque dá dinheiro a muita gente bem instalada.
Roubar 100 não é a mesma coisa que roubar 10k euros.
Por essa ordem de ideias matar um ou matar mil é a mesma coisa e a pena ( se houver) porque já acredito em tudo, devia ser a mesma.
Está aqui um pensamento jeitoso, está.
Essa de haver pressão sobre assuntos redundantes e marginais e o que interessa de facto estar em ruínas e achar que assim é que deve ser, não sei, mas algo aqui não bate certo.
Mas se calhar sou eu, que sou esquisito, dizem…
Eu ajo de maneira diferente, concentro-me no essencial e deixo o joio para o fim e é se houver tempo.
Pelos vistos há quem pense diferente.
Ainda bem, não podemos ser todos iguais….
“Por essa ordem de ideias matar um ou matar mil é a mesma coisa e a pena ( se houver)”
Não é a mesma coisa, mas és igualmente criminoso 🙂 Acho que o meu comentário foi bem claro. Falei especificamente em ser corrupto e não penas associadas.
Não penses que por só “matares um” és melhor que quem consegue “matar muitos”.
A fraude audiovisual é um flagelo que ameaça a sobrevivência de uma indústria fundamental para a economia europeia: o desporto ao vivo. Tretas. Só há 1 coisa ameaçada: o custo pornográfico dos canais de desporto. A formula e simples e antiga: reduzam drasticamente o preço que cobram e o vosso lucro manter se a, pois aumentarão exponencialmente os compradores. Há 2 maneiras de atacar a pirataria: ir ao encontro dos preços que ela pratica ou combate la judicialmente. Preferem combater judicialmente para poderem manter os preços proibitivos
Façam como eu, 0 euros para esses mamões…
Atenção, não sou a favor da pirataria. Apenas, acho que o valor que pedem, não é de todo justificável… paguem menos em ordenados chorudos….